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quinta-feira, 29 de março de 2007

Oficina de Percurssão no Museu da Música


A Associação Gaita-de-foles, em colaboração com o Museu da Música Portuguesa, organiza no fim-de-semana de 31 de Março e 1 de Abril uma oficina de iniciação à percussão para gaita-de-fole. A oficina destina-se a transmitir alguns conhecimentos iniciais de percussão (caixa e bombo), para acompanhar repertório de gaita-de-fole: técnicas de execução, noções básicas, algum repertório e exemplos práticos, sendo acessível a quem não tenha quaisquer conhecimentos prévios. No início da oficina os formandos recebem um par de baquetas e um "drumpad" para praticar (incluído no valor da inscrição) e serão disponibilizados instrumentos no espaço da oficina.

O número de vagas é limitado e valor é de 35 euros (30 euros para sócios) para as duas sessões diárias, das 15h00 às 18h00. Data limite para inscrição: 30 de Março. Esta oficina conta com o apoio do Tocándar - grupo de percussão e Museu da Música Portuguesa.

Inscrições e informações em
contacto@gaitadefoles.net / 931196995.

O Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria está situado na Av. de Sabóia, nº 1146 Monte Estoril.

terça-feira, 27 de março de 2007

Projecto SAL no Cinema S.Jorge


Projecto SAL no Cinema São Jorge


O projecto SAL apresenta-se no Cinema São Jorge, em Lisboa, no dia 29 de Março, pelas 22h00. Depois da estreia no Porto, a banda inicia a tournée de lançamento do álbum homónimo. SAL é composto por 14 temas originais onde se conjugam diferentes estilos e influências musicais, através de uma linguagem comum.
A música de SAL cruza a raiz ibérica com a dimensão atlântica do percurso lusófono e surge como herdeira de um legado fadista.
A sua identidade, vincadamente, portuguesa não se esgota na margem oriental do Atlântico Norte, antes se alimenta e se revigora nos outros lugares onde o mar português encontrou terra. A partilha da língua falada por povos tão diferentes cria um espaço onde o convívio da diferença se alia à mestiçagem da forma.

É esse o espaço de SAL.
José Peixoto e Fernando Júdice trabalham juntos há mais de uma década, não só como membros do grupo ”Madredeus”, com quem percorreram os quatro cantos do mundo, mas, também, no disco “Carinhoso” onde, em dueto, o talento de ambos envolve a arte do compositor brasileiro Pixinguinha.

E foi aí que José Peixoto e Fernando Júdice desenvolveram o estilo original da sua colaboração, uma maneira única de juntar o baixo acústico e a guitarra clássica, numa complementaridade que ultrapassa os cânones do acompanhante e do solista, e ao qual dão continuidade e desenvolvimento neste trabalho original.
Ana Sofia Varela é, há mais de uma década, uma das vozes mais aclamadas do chamado novo fado que a tem levado a cantar com crescente sucesso em todo o mundo.

Natural da vila alentejana de Serpa, a originalidade do seu canto reside no convívio da sua larga experiência fadista com a influência do canto alentejano e do canto da Andaluzia espanhola.
Vicky é um dos mais talentosos percussionistas da nova geração, requisitado para emprestar a mestria aos projectos de muitos artistas da música portuguesa.
As letras são, na sua maioria, da autoria de Tiago Torres da Silva e contam, também, com a participação de João Monge e da poetisa Eugénia de Vasconcellos em dois temas.

Toy no Coliseu


Novo disco de Teresa Salgueiro


TERESA SALGUEIRO & SEPTETO JOÃO CRISTAL

"VOCÊ E EU"EDIÇÃO EM PORTUGAL ANTECIPADA PARA 28 DE MARÇO

CONFIRMADA A EDIÇÃO INTERNACIONAL EM 16 PAÍSES


"Você e Eu" o disco de Teresa Salgueiro com o Septeto João Cristal viu a sua edição ser antecipada do início de Abril para 28 de Março em Portugal.

Tal como nós são muitos os países que já se deixaram encantar pelo brilhantismo deste disco.

De tal modo, que a edição internacional encontra-se já confirmada na Áustria, Itália, Alemanha, Brasil, Israel, Polónia, Suiça, Hong Kong, Turquia, Ucrânia, Eslovénia, Holanda, Grécia, Bélgica, México e Argentina.

Espera-se que a edição se estenda a outros territórios em breve.

É para já uns dos maiores arranques internacionais de um disco de um artista português.

"Você e Eu" gravado no Brasil com o Septeto João Cristal inclui 22 temas clássicos da música popular brasileira e da bossa nova - entre os quais músicas de Tom Jobim, Chico Buarque, Pixinguinha, Ary Barroso, Dorival Caymmi e Ismael Neto.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Lenine no Tivoli


LENINE NO TIVOLI A 28 DE MARÇO

quinta-feira, 22 de março de 2007

Música na Torre de Belém






ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA

Katia Guerreiro, voz




Álvaro Cassuto, maestro




Paulo Valentim, guitarra portuguesa




João Veiga, viola




Rodrigo Serrão, contrabaixo


25 de Março, Domingo, 21h00, junto à Torre de Belém
(entrada livre)

Programa

1. Quatro fados acompanhados por orquestra – orquestrações de Vasco Pearce de Azevedo




I. Segredos
II. Rosa Vermelha
III. Amor de Mel, Amor de Fel
IV. Os Meus Versos

2. Fados acompanhados por guitarra, viola e contrabaixo

3. Fados Sinfónicos – composição de Álvaro Cassuto (estreia mundial)




I. Coimbra
II. Tudo isto é triste, tudo isto é Fado
III. Malmequer Pequenino
IV. Foi Deus
V. Casa Portuguesa



OML celebra os Tratados de Roma




Com Katia Guerreiro e a estreia de uma obra de Álvaro Cassuto

A Orquestra Metropolitana de Lisboa junta-se no próximo dia 25 às comemorações dos cinquenta anos passados sobre a assinatura dos Tratados de Roma, no qual foram instituídas a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom).



Com efeito, foi a 25 de Março de 1957 que ficou aberto o caminho para a criação de um mercado comum europeu e lançada a semente daquilo que viria a ser a União Europeia – esta mesma que todos conhecemos desde a celebração do Tratado de Maastricht, em 1992.



Com o intuito de assinalar a efeméride, o Ministério dos Negócios Estrangeiros tomou a iniciativa de promover um concerto junto à Torre de Belém.



Nele participará, a nossa orquestra com a fadista Katia Guerreiro, que desde o seu primeiro álbum publicado em 2001, “Fado Maior”, se tem vindo a notabilizar como um dos exemplos mais bem sucedidos da nova geração de fadistas.



A direcção musical estará a cargo do maestro Álvaro Cassuto.

O programa inicia-se com quatro fados do repertório de Katia Guerreiro orquestrados para a OML por Vasco Pearce de Azevedo: Segredos, Rosa Vermelha, Amor de Mel, Amor de Fel e Os Meus Versos.



Mas as atenções estarão também viradas para a estreia de mais uma obra de Álvaro Cassuto, que desta forma reassume o papel de compositor.



Em Fados Sinfónicos o maestro propõe-se integrar a idiomática do Fado no contexto da escrita sinfónica.



Foi esse o desafio que se propôs encarar quando escolheu cinco fados como ponto de partida para esta criação. Escutar-se-ão, por isso, reminiscências de Coimbra, Tudo isto é triste, tudo isto é Fado, Malmequer Pequenino, Foi Deus e Uma Casa Portuguesa.
Integrados na OML estarão também os músicos de Katia Guerreiro: João Mário Viegas (viola clássica), Paulo Valentim (guitarra portuguesa) e Rodrigo Serrão (contrabaixo).






O concerto tem entrada livre e culmina com um espectáculo de fogo de artifício.

sexta-feira, 16 de março de 2007





[Ao Meio Dia]
Sábado, 17 de Março
Pedro Rodrigues guitarra
12h00 Sala 2 5 €



O próximo concerto Ao Meio Dia, no sábado, 17 de Março, apresenta um programa talhado para a guitarra de Pedro Rodrigues, vencedor do Prémio Jovens Músicos RDP na modalidade de guitarra nível superior, em 2005.


Neste recital, Pedro Rodrigues executa um programa ecléctico, com obas de Haendel, Scarlatti, Brouwer, N. d’Angelo e Antonio José.
Distinguido em vários certames internacionais, Pedro Rodrigues é um exímio executante de guitarra clássica.


O seu programa para sábado contrapõe a escrita barroca de Haendel, transcrita pelo próprio intérprete, e de Scarlatti com as linguagens do século XX, como é o caso dos temas do cubano Leo Brouwer, do italiano Nuccio D’Angelo e do espanhol Antonio José, cuja Sonata é considerada um marco do virtuosismo.

Natural de Coimbra, onde nasceu em 1980, Pedro Rodrigues iniciou os seus estudos musicais aos cinco anos e a aprendizagem de guitarra clássica aos nove na Escola de Música do “Orfeão de Leiria”, onde obteve, por duas vezes, o primeiro prémio no concurso dos melhores alunos.


Já como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, terminou o curso com a qualificação máxima.


Prosseguiu a sua educação musical em Lisboa e em França, participou em diversas masterclasses e arrebatou numerosos prémios em concursos em Portugal e no estrangeiro.
Pedro Rodrigues, que desde 2002 já editou três CD’s, apresenta-se, regularmente, como solista, com formações de música de câmara ou com orquestras em festivais de música pela Europa, África do Sul, Marrocos e Estados Unidos da América.

Programa



G. F. Haendel Suite HVW 448 (transc. Pedro Rodrigues)



L. Brouwer Sonata

C. Seixas Toccata em Ré menor (transc. Jan-Anton van Hoeken)



D. Scarlatti Sonata em Sol maior, K.17 (transc. Leo Brouwer)



N. d’Angelo Due Canzoni Lidie



A. José Sonata



Assessoria de Comunicação
964644719
220120200

quinta-feira, 15 de março de 2007

" Radicais Livres " no CCB


RADICAIS LIVRES 3.1


18 Março 21.00 CCB PA


SCIARRINO SCELSI
DONATONI
PINHO VARGAS

inventar a música em cada obra

“Ah, os tempos modernos são tão difíceis...”


Esta frase, escrita numa parede de Paris, pode bem ser a expressão do desespero do ouvido contemporâneo.
Sujeito a ouvir os sons da descontinuidade interroga-se sobre o seu papel, não se dando conta de que o paradoxo do ouvinte contemporâneo, que busca uma continuidade histórica e fundamentos, reside nessa mesma impossibilidade.

Cada obra retoma o gesto fundador – e o gesto fundador não tem memória: a memória começa nele mesmo.

Abertura e curiosidade deviam, portanto, marcar a escuta contemporânea, relativamente às novas possibilidades da música, dos instrumentos, das linguagens e dos sons, mais que a impaciência e a intolerância perante músicas que não fazem soar os sons que estão na memória. Essa memória é hoje potenciada pelo gigantesco arquivo de obras do passado – o que sendo uma inevitabilidade é, também, um facto sem precedentes históricos.

A memória que domina o ouvido comum não é da sua contemporaneidade: é a da tranquilidade do acordo dos sons e de músicas que não são definitivamente de hoje.

Nas artes visuais o seu equivalente está hoje nos museus.
É que hoje a música não é apenas uma, como, de resto, o concerto de hoje demonstra.

Hoje a música são muitas músicas.

E todas elas existem.

E na sua existência inscrevem-se no mundo.

A diversidade proposta é a diversidade dos modos de pensar a música, a tarefa de compor, o seu lugar no mundo.

O programa desta noite revela uma recusa radical da sedução e da regressão auditiva como uma marca do contemporâneo na música.

Afirmar e inscrever no mundo a liberdade interna dos compositores e da sua música é, hoje, provavelmente, o gesto mais radical.
O concerto Radicais Livres 3.1 propõe a audição peças de câmara de compositores com uma atitude musical (estética e «política») crítica.

A sua posição manifesta-se, desde logo, e, em primeiro lugar, na sua própria música - e não se disfarça com efeitos e mecanismos recuperadores.

A proposta que este concerto faz não se situa, portanto, no plano de uma reconciliação auditiva. Na verdade, do que se trata é de, através de novas formas de interpelação – incluindo (e é isso que está em causa) a partilha da sua liberdade composicional -, inventar a música em cada obra, e nisso propor interacções, novos sons, novas linguagens.
(José Júlio Lopes)
ORCHESTRUTOPICA SOLISTAS


RADICAIS LIVRES 3.1


18 Março 21.00 CCB PA


Programa


Salvatore Sciarrino :: Ommagio a Burri


Giacinto Scelsi :: Quarteto de cordas # 4


[INTERVALO]


Franco Donatoni :: Alamari


António Pinho Vargas :: Monodia - quasi un requiem


Intérpretes


Katharine Rawdon, flauta


Luis Gomes, clarinete


Elsa Silva, piano


Xuan Du, violino


Vítor Vieira, violino


Juan Carlos Maggiorani, violino


JanoLisboa, viola

Guenrikh Elessine, violoncelo
Marco Pereira, violoncelo

Contrabaixo, Vladimir Kousnetsov


Biografias e Notas de Programa


SALVATORE SCIARRINO Omaggio a Burri (1995) 13’
[Flauta, clarinete, violino]


Omaggio a Burri permite uma observação aprofundada das preferências pontilisticas de Sciarrino, incluídas nestes treze minutos de pontos e contrapontos, suspiros, guinchos, pequenas estridências.
O verdadeiro prodígio está em que tudo isto resulta, e é essa, aliás, a pedra/palavra-chave: sucesso.

Enquanto determinadas obras de câmara transmitem a impressão de terem instrumentos mais potentes – parecem sinfónicas - a mais recente e sobejamente conhecida destas obras, Introduzione all’oscuro (1981) para 11 músicos, realça a individualidade dentro do grupo. Não é disso que se trata em Omaggio a Burri. Esta especificidade, que pode não ser o deleite de alguns, suscita seguramente o interesse de outros.


Nascido em 1947, começou a compor em 1959, dando o seu primeiro concerto em 1962.

Sete anos depois, deixou Palermo para viver em Roma, depois em Milão em 1977 e finalmente para a Città di Castello em 1983, onde ainda hoje reside.

Academicamente, Sciarrino não é um produto de escolas de música. Apesar de ter desenvolvido contactos importantes com Antonino Titone, Turi Belfiore e Franco Evangelisti, foi efectivamente um auto-didacta, sendo que o seu conhecimento musical advém directamente do estudo sobre os compositores modernos e clássicos.
Recebeu vários prémios e aos 30 anos foi nomeado director artístico do Teatro Comunale di Bologna (cargo que exerceu entre 1978 e 1980). Entre os prémios mais recentes salienta-se o Prémio de Composição Musical da Fundação Principe Pierre, do Mónaco (2003) para Macbeth (melhor obra inédita de 2002), e o Prémio Internacional Feltrinelli, de 2003.

A mesma precocidade com que o seu estilo inconfundível se revelou, oferece-nos um invulgarmente longo e diversificado catálogo de obras. A docência ocupou grande parte da actividade de Sciarrino: para além das masterclasses, leccionou nos Conservatórios de Milão, Perugia e Florença desde 1974, até renunciar a todos os seus compromissos oficiais em 1996. Desde então, tem dedicado muito do seu tempo à escrita, como: Le figure della musica da Beethoven e Carte da suono scritti 1981-2001.


GIACINTO SCELSI Quarteto de cordas # 4 (1964) 10’
[Quarteto de cordas]


A música da segunda fase da obra de Scelsi (a que corresponde o Quarteto # 4, de 1964) é marcada por uma suprema concentração na ideia de notas isoladas e únicas com uma enorme mestria na manipulação da forma.

Estas notas únicas são reelaboradas através de sombras micro-tonais, alusões harmónicas e variações de timbre e dinâmica.

A polifonia emerge da monodia.

Os movimentos de Scelsi revelam uma unidade de gestos e a polifonia da sua escrita para cordas integra uma concepção puramente melódica que é assumida como um aspecto essencial do som em si mesmo.


GIACINTO SCELSI (1905-1988), compositor


Nascido em La Spezia, no seio de uma família aristocrática e vivendo numa Villa antiga nos arredores de Nápoles, apesar de ter tido um escasso estudo formal de musica é reconhecido hoje como um dos mais criativos compositores do século XX.

Scelsi estudou primeiro música em Roma e, mais tarde, em Viena como discípulo de Schönberg. Tornou-se num dos primeiros adeptos da dodecafonismo em Itália.

No final dos anos quarenta passou por uma profunda crise religiosa que o levou à descoberta da espiritualidade oriental e também a uma mudança radical do seu olhar relativamente à música. Rejeita as noções de composição e de autor a favor da improvisação.
Scelsi concebeu a criação artística como uma forma de comunicar uma realidade transcendental com o ouvinte.

Deste ponto vista, o artista é considerado um mero intermediário.

Por essa razão nunca permitiu que a sua imagem fosse associada à sua música.

Em vez disso, preferia ser identificado com uma linha debaixo de um círculo, um símbolo de proveniência oriental.

Foi amigo e mentor de Alvin Curran e outros compositores americanos expatriados como Frederic Rzewski que viveu em Roma nos anos 60.

Também “conspirou” com outros compositores americanos como John Cage, Morton Feldman e Earle Brown que o visitavam em Roma.
Alvin Curran disse a propósito de Scelsi: “Veio a todos os meus concertos em Roma, até ao último que dei poucos dias antes da sua morte…

Isto foi no Verão e ele não gostava de sair.

Apresentou-se de fato e chapéu em pele.

Era um concerto ao ar livre.

Acenou-me de longe, com olhos brilhantes e o seu sorriso de sempre, foi a última vez que o vi”.


FRANCO DONATONI Alamari (1983) 13’
[Violoncelo, contrabaixo e piano]


O título, bem como o material musical desta obra tem origem em trabalhos anteriores do compositor: Lame para violoncelo, Lem para contrabaixo, ambos de 1982, e Rima de 1979, este último com origem em Ed Insieme Bussarino de 1978.

O ímpeto de compor a partir de material de obras já existentes, é uma constante no trabalho de Donatoni, seja este originário das suas próprias obras ou das de outros compositores como Schoenberg ou Stockhausen.

Em nenhum dos casos se trata de uma colagem, mas antes de uma utilização de técnicas de composição muito precisas, demonstrativas de um certo automatismo em que o autor desenvolve um pequeno fragmento da peça tornando assim como impossível a identificação de um modelo.
O contrabaixo, instrumento central desta obra, é utilizado de uma forma pouco habitual o que lhe confere uma cor estranha.

Os instrumentos dão-nos elementos que vão desde o pizzicato, produzindo efeitos de uma “mecânica de precisão”, a trechos de grande exigência técnica e artística, passando por movimentos desarticulados que sugerem danças únicas que mergulham na atmosfera nocturna e fúnebre desta música.

Como é habitual em Donatoni, a textura musical exige um grande virtuosismo dos intérpretes.


FRANCO DONATONI (1927-2000), compositor


Franco Donatoni nasceu em Verona em 1927. Estudou composição no Conservatório Giuseppe Verdi com Ettore Desderi, em Milão e com Lino Liviabella, no Conservatório de Bolonha.
Em 1949 completou o curso de composição e de orquestração e em 1950 o curso de música coral. Fez ainda o curso avançado de composição com Ildebrando Pizzetti na Accademia Nazionale de S. Cecília, em Roma, e frequentou, em Darmstadt, os Ferienkurse de 1954, 1956, 1958 e 1961.

A par da sua carreira de compositor, Donatoni manteve uma intensa actividade como professor de composição, tendo ensinado nos conservatórios de Bolonha, Turim e Milão, na Accademia Nazionale de S. Cecília em Roma, na Academia Chigi em Siena.

Em 1972 Donatoni foi convidado pela Deutscher Akademischer Austauschdienst para uma residência de um ano em Berlim.

Em 1985 recebeu o título de “Commandeur dans l’Ordre des Arts et des Lettres” do Governo Francês.

A sua música e o seu pensamento musical influenciaram várias gerações de compositores e a sua vasta obra é regularmente apresentada em concertos.

Em 1990 o Festival Settembre Musica de Turin dedicou uma série de concertos à sua música e, em 1982, em Milão, o Festival “Milano Musica” organizou um importante programa com a sua música, apresentando um grande número das suas mais importantes obras, incluindo a primeira audição de "Feria II"– para órgão e "A arte da fuga" de Bach, numa transcrição de Donatoni para orquestra.

Na década de 90 devem ser mencionadas obras como "Sweet Basil" (1993) para trombone e Big Band, "Portal" (1995) para clarinete baixo, clarinete em si bemol e orquestra, "In Cauda II" (1996), e "In Cauda III" (1996). Em 1996 completou o ciclo (iniciado em 1983) com "Françoise Variationen" para piano. Em 1998 a sua ópera curta, "Alfred Alfred", foi apresentada no Festival Musica de Strasbourg. Faleceu em Milão em 2000.


ANTÓNIO PINHO VARGAS Monodia – quasi un requiem (1995) 13’
[Quarteto de cordas. Encomenda das Jornadas de Arte Contemporânea do Porto de 1993]


“Esta peça foi concebida para ser tocada usando um pequeno sistema de amplificação e reverberação, excepto se for apresentada numa sala com muita ressonância.

O material original é muito simples: duas melodias, uma linha a duas vozes e um agregado cromático.

A atitude rítmica deve ser sempre solta e flexível…
A ideia de ressonância é central nesta peça.

O som de cada nota e a imaginação tímbrica dos músicos são muito importantes.
O meu primeiro título foi Quasi un Requiem.

É uma peça acerca da extinção do som e da vida.

É sobre o absurdo da morte, do racismo e da intolerância. A secção central é uma espécie de “non-sense” passacaglia… “


ANTÓNIO PINHO VARGAS (1951), compositor


“Inquietação é uma das palavras que melhor sintetizam a personalidade artística de António Pinho Vargas, um músico integral que tem abordado com igual sucesso a composição livre de preconceitos de escola e os mais diversos géneros musicais, a interpretação e o ensaio musical, a pedagogia e a gestão cultural.

A sua música e o seu posicionamento estético têm contribuído para uma mudança radical no panorama musical nacional nas últimas décadas, tendo sido a sua influência determinante na aceitação em Portugal do pluralismo no âmbito da composição erudita.
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, concluiu o curso de composição no Conservatório de Roterdão, na classe de Klaas de Vries.

É professor na Escola Superior de Música de Lisboa desde 1991 e tem compaginado os seus labores docentes com a assessoria musical na Fundação Serralves e do Centro Cultural de Belém.

É ainda co-fundador e co-director artístico da OrchestrUtopica.
Ligado ao jazz durante vários anos e sendo unanimemente considerado um dos mais importantes músicos portugueses neste domínio, começou o seu percurso criativo no âmbito da composição erudita em fins dos anos 80.
As obras compostas até 1993 revelam a aderência à técnicas de composição mais rigorosas, ligadas à vanguarda musical posterior à Segunda Guerra Mundial. Porém, nesse ano, a composição de “Monodia.

Quasi un Requiem” marca um primeiro ponto de viragem na sua obra, que monstra a partir de então uma liberdade na escolha de materiais e de linguagens pouco habitual na música portuguesa contemporânea.
À clareza estrutural das suas obras une-se a exploração exaustiva de novas abordagens de aspectos característicos do estilo tonal (por exemplo, a pulsação regular em obras como “Estudos e Interlúdios”, para percussão, escrita em 2000).

A sua obra em conjunto revela ainda uma rara capacidade para evocar e desenvolver em termos sonoros imagens poéticas, por vezes referidas nos títulos das suas peças.

Tem-se destacado como compositor de obras vocais de grande formato: as óperas “Édipo Tragédia do Saber” (1996) e “Os Dias Levantados” (1998), respectivamente sobre textos de Pedro Paixão e de Manuel Gusmão, e a oratória “Judas” (2002).”

terça-feira, 13 de março de 2007

Mário Barreiros em Torres Novas



Depois do Porto e de Portalegre, o SEXTETO MÁRIO BARREIROS apresenta amanhã o seu álbum de estreia, «Dedadas», no Festival InJazz em Torres Novas, e dia 30 no InJazz em Alcobaça.

Resultado de três anos de encontros informais entre amigos e músicos profissionais, o primeiro registo deste sexteto de Jazz marca uma nova fase no percurso de Mário Barreiros (bateria), Mário Santos (saxofone tenor e clarinete baixo), José Luís Rego (saxofones soprano alto e clarinete), José Pedro Coelho (saxofones soprano e tenor), Pedro Guedes (piano) e Pedro Barreiros (contrabaixo).

Composto por sete temas originais da autoria de Mário Barreiros, Pedro Guedes e Mário Santos - «Povincianas», «Juvenal», «FJP#2», «Semelhança», «¾ (Três Quartos)», «Dedadas» e «Libertação Interior» - «Dedadas» conquistou a critica especializada e, ao vivo, demonstra a capacidade dos músicos que compõem este sexteto.


O que se disse:


"Um trabalho surpreendente do baterista Mário Barreiros ao liderar este excelente sexteto (…). Num estilo 'mainstream', actual, cheio de pinceladas daquilo que de mais moderno se faz neste ambiente" – António Rubio in Correio da Manhã


"A banda tem uma sonoridade bem calibrada, particularmente sedutora.

Sente-se que é formada por elementos com grande experiência jazzística" –
Rui Brando in Jornal de Notícias


"Tecnicamente brilhante, «Dedadas» sublinha o virtuosismo de Mário Barreiros, Pedro Guedes e Mário Santos, os compositores do disco.

E mostra, se é que é necessário, que o jazz não é uma linguagem complicada e que não está muito distante da linguagem da pop" – Davide Pinheiro in Disco Digital


InJazz em Torres Novas

21h30

10€

quinta-feira, 8 de março de 2007

Novo single dos EZ SPECIAL


EZ SPECIAL

Novo single “Sei que sabes que sim”

Os EZ SPECIAL preparam-se para lançar o 3º álbum de originais, “ALGUÉM COMO TU” para Abril.
Uma nova voz e algumas letras em português dão corpo a este projecto musical.

Orlando Pona é o novo vocalista da banda e já conquistou as rádios nacionais com o single: “Sei que sabes que sim”, uma balada que nos prende até ao fim…

quarta-feira, 7 de março de 2007

Rão Kyao no C.A.E.da Figueira da Foz



O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz apresenta, dia 12 de Março, pelas 21h30, um concerto da Orquestra Clássica do Centro com Rão Kyao, integrado no Programa da Comemoração dos 125 anos da elevação da Figueira da Foz a Cidade.




Este espectáculo terá como abertura a interpretação do tema “Canção da Figueira”, um original de Maria Clara, numa remistura feita pelos We Figga, uma banda da Figueira da Foz.



A Orquestra Clássica do Centro (OCC) foi fundada em Dezembro de 1989 como associação sem fins lucrativos.


Após um longo interregno, em Outubro de 2001, relançou-se o projecto da actual orquestra, desta vez constituída em moldes profissionais e composta por 25 elementos.


O seu concerto inaugural foi realizado a 13 de Dezembro de 2001, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.


É seu maestro titular desde a fundação, o Dr. Virgílio Caseiro.


Posteriormente o projecto da OCC foi considerado de superior interesse cultural, por sua EXª o Ministro da Cultura e como tal abrangido pela lei do Mecenato.


No ano de 2002 a orquestra passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta ainda a sua actual constituição.
Ao longo de uma carreira que já dobrou a vintena de anos, Rão Kyao tem-se distinguido pela sua persistente vontade em redescobrir o Oriente.


Fazendo uso da flauta de bambu e do saxofone, ele foi encontrando inspiração na música indiana, árabe, africana e chinesa, restabelecendo assim o elo perdido entre a tradição musical portuguesa e o Oriente.


Os 17 álbuns que editou até hoje indiciam, de uma forma muito clara, a intenção expressa de, a cada passo, redescobrir as raízes da música tradicional portuguesa, não temendo, antes pelo contrário, o confronto com as suas fontes primordiais: a música indiana e a música árabe.



Mais se informa que a entrada é gratuita, mediante o levantamento de ingresso na recepção do Centro de Artes e Espectáculos.

Rodrigo Leão no Casino Lisboa


Rodrigo Leão apresenta novo álbum no Casino Lisboa


Com três concertos agendados para o Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, Rodrigo Leão reencontra-se com o seu público para apresentar álbum “O Mundo”.
Acompanhado pelos Cinema Ensemble, o conhecido compositor propõe-se intercalar novos temas com alguns dos seus “clássicos”.

A não perder, dias 15, 16 e 17, pelas 22 horas.
Inspirado na colectânea "Mundo (1993-2006)", Rodrigo Leão interpreta ao vivo os seus êxitos mais marcantes.

Este duplo álbum, que faz uma retrospectiva sobre o seu percurso musical e introduz registos originais, constitui o ponto de partida para os seus envolventes concertos.


No Auditório dos Oceanos, Rodrigo Leão convida o público a reviver numerosas composições que fizeram a sua carreira, desde o álbum pioneiro "Ave Mundi Luminar" até ao mais recente "Cinema".

O cantor estreia, também, versões de outros temas como "Ascensão", que assinou para os Sétima Legião ou “Tardes de Bolonha”, que compôs para os Madredeus.
Com efeito, “O Mundo” inclui regravações de algumas das suas primeiras composições como “A Casa”, celebrizada por Adriana Calcanhoto, “Rosa”, cantada por Rosa Passos, ou “Pasión”, interpretada por Lura e Celina da Piedade.
“À Espera de Sofia”, “Noche”, “A Cidade Queimada”, “A Janela”, “Memorias”, “La Fete”, ”Lonely Carousel”, ”Carpe Diem”, “Amatorius”, “Alma Mater”, “Ave Mundi”, “Final”, “Imortal”, “O Exercício” ou ”Ruinas” são outros temas desta apelativa colectânea, que entusiasma o público nos seus concertos.

“O Mundo” encerra um ciclo de sucessos discográficos de Rodrigo Leão, cuja última referência é “Cinema”, editado em 2004.


Aliás, neste trabalho, o artista recebeu várias distinções em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente, o de melhor álbum “Prémios Tempestade”, em França, segundo melhor disco de 2004 para a prestigiada revista norte americana “Billboard” e melhor CD para a revista espanhola "Muzikália".
Depois de esgotar o Auditório dos Oceanos, em Abril passado, Rodrigo Leão reencontra-se, de novo, com o público do Casino Lisboa, adepto das suas inconfundíveis sonoridades.



BRAIMA GALISSÁ
RÃO KYAO & CARLOS GONÇALVES
NANCY VIEIRA


AUDITÓRIO CENTRO CULTURAL MALAPOSTA



BRAIMA GALISSÁ



Guiné Bissau
09 MARÇO SEX – 21H30 Auditório
Preço: 10€ (preço sujeito a desconto)

O Mestre Galissa foi compositor do Ballet Nacional da Guiné-Bissau, responsável instrumental do mini Ballet Nacional e Professor de Kora na Escola Nacional de Música José Carlos Schwarz durante 11 anos. Já participou em actividades culturais em vários países.
O Mestre Galissa nasceu, cresceu e vive com um Kora. "Djidiu" é o seu apelido de rua, Kora, seu instrumento de 22 cordas.

Música
RÃO KYAO E CARLOS GONÇALVES
10 MARÇO SÁB – 21H30 Auditório
Preço: 10€


[Ao Meio Dia]


Domingo, 11 de Março
ONP
Olaris Elts direcção musical

12h00 Sala Suggia 5 €


[Concerto para famílias; jovens até aos 18 anos – 80% de desconto sobre o preço do bilhete]


Prokofiev e Rachmaninov voltam a preencher o programa do concerto que a ONP apresenta, desta vez ao Meio Dia de domingo, 11 de Março, na Sala Suggia.
“Abertura Russa” e “Danças Sinfónicas” contam com os comentários de Gabriela Canavilhas que permitem um melhor entendimento das obras e dos seus autores.
Este concerto, dirigido pelo maestro Olaris Elts, vencedor em 2000 do prémio Sibelius, tem início com a Abertura Russa, de Sergei Prokofiev (1891-1953), uma obra de extrovertido bom-humor cuja estreia, no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, foi entusiasticamente aplaudida pelo público.
A ONP executa, de seguida, Danças Sinfónicas, op.45, de Sergei Rachmaninov (1873-1943), obra escrita três anos antes da morte do compositor e considerada a sua última grande criação. Divididas em três andamentos, aos quais Rachmaninov chegou a atribuir os títulos de Dia, Crepúsculo e Meia-Noite, estas Danças traduzem a conhecida linguagem do compositor, extremamente melódica, num contexto ligeiramente mais modernista do que é habitual.


Os comentários sobre estas duas obras são assegurados pela pianista Gabriela Canavilhas, professora no Conservatório Nacional de Lisboa, que se tem destacado na divulgação da música de câmara, da música vocal e da canção de câmara.

Gabriela Canavilhas já se apresentou em concertos no nosso país e em palcos dos EUA, Itália, Brasil, Macau e Alemanha.

É presidente da Direcção da Associação Música Educação e Cultura, instituição que gere a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa, a Academia Nacional Superior de Orquestra e o Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa.

Programa

Sergei Prokofiev Abertura Russa, op.72
Sergei Rachmaninov Danças Sinfónicas, op.45


terça-feira, 6 de março de 2007

Poesia às quartas no Frágil


Poemas de quatro poetas portugueses vão ser lidos, com música, nas quartas-feiras de Março, à noite, na discoteca Frágil, que celebra este ano o seu 25.º aniversário.


“O desafio que lançámos foi a músicos, compositores e‘diseurs’ para interpretarem em formato de peça musical alguns dosprincipais poemas de cada autor”, disse à Lusa fonte da organização.

Al Berto, José Agostinho Baptista, Herberto Helder e MárioCesariny são os poetas escolhidos para os serões do Frágil, sempre apartir das 23:00.


“A ideia – explicou a fonte - é criar uma noite de contrasteàs trepidantes noites da discoteca, tendo-se, aliás, criado já ohábito de as quartas-feiras serem diferentes. Foram os concertos àsquartas, e optámos agora pela poesia”.


Pelo Frágil, assinalou, “passaram nos últimos 25 anos quasetodas as correntes estéticas que se afirmam no Portugal cultural dasúltimas três décadas: música, moda, pintura, poesia, literatura,cinema, entre outras manifestações culturais aconteceram em várias noites do Frágil alimentando esperanças de mudança e inovação”.


Na próxima quarta-feira, pelas 23:00, Vera Paz lerá poemas de Al Berto enquanto Bernardo Gomes de Amorim criará “um ambiente especial, jogando com a projecção de imagens e luz”.

Participam ainda nesta noite Adriano Filipe, JP Simões &Miguel Nogueira e JP Diniz.


Quarta-feira, dia 14, a noite é dedicada a José Agostinho Baptista, de quem Francisco Costa lerá alguns poemas, com a música acargo de Nuno Gonçalves dos The Gift.

Um concerto pelo grupo Cindy Kat fecha o serão, encarregando-se da música para dançar Miguel Ribeiro, outro elemento dos The Gift.


Quarta-feira, dia 21, Dia Mundial da Poesia, Graciano Dias lerá poemas de Herberto Helder, Paulo Abelho & João Eleutério farão a música e o concerto da noite está reservado às Danças Ocultas.


Mário Cesariny é o último poeta do mês, dia 28, lendo poemas seus o actor Rogério Samora, com música de Gabriel Gomes & RodrigoLeão.

Os Naifa farão o concerto da noite.

Susheela Raman em Guimarães


Sábado, 10 de Março – 22h00


Grande Auditório


Preço:

1ª Plateia – € 15,00/€12,50 c/desconto

2ª Plateia – € 12,50/€10,00 c/desconto

A música do mundo tem data de ouro em Portugal a 10 de Março.
Susheela Raman, uma das mais recentes e estimulantes divas da “world music”, regressa ao nosso país para um concerto único no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, este sábado, dia 10 de Março.

“Music For Crocodiles” é o trabalho que vem na bagagem.

Neste terceiro e mais recente álbum, Susheela Raman utiliza todas as influências da língua inglesa, não perdendo, contudo, o balanço dos blues que cantava em miúda, servindo-se da musicalidade dos instrumentos e cultura indiana.

Dos 13 temas, alguns são caso de amor à primeira audição. São os casos de “Sharavana”, “Leela”, “Chordhiya”, e “What Silence Said”, que abre o álbum e serve como excelente aperitivo.

Filha de pais indianos, Susheela Raman nasceu em Londres mas emigrou para a Austrália ainda em criança.

Em 1995 vai para a Índia estudar canto e música clássica indiana com Shruti Sadolikar.

Regressa a Inglaterra em 1997, onde conhece Sam Mills, músico e produtor que fez parte dos “23 Skidoo” (banda que, no início dos anos 80, foi percursora na fusão de ritmos de dança ocidentais com músicas étnicas) e que tinha acabado de gravar um álbum com o cantor indiano Paban das Baul.

A paixão entre Susheela e Sam é imediata: companheiros na vida e na criação musical, os dois lançam-se numa grande aventura: fundir com bom gosto e elegância a música clássica do sul da Índia com a pop, os blues, o reggae, o jazz, a música do Mali e de outras partes do mundo.

O resultado, “Salt Rain”, editado em 2001, é assombroso e valeu-lhe o prémio BBC Radio 3 na categoria “World Music Revelação” e uma nomeação para o Mercury Prize.

Dois anos depois, surge “Love Trap”, um passo à frente na descoberta de outras músicas: a música popular indiana (e não só a clássica de compositores oitocentistas como Tyagaraja e Dikshitar), o flamenco, o afro-beat de Tony Allen e o canto Tuva de Albert Kuvezin dos Yat-Kha.

Susheela Raman esteve em Portugal, em 2003, para participar no festival Sons em Trânsito.

O próximo concerto – e único – está agendado para o dia 10 de Março, às 22h00, no Grande Auditório do CCVF.

Os bilhetes estão à venda no Centro Cultural Vila Flor e em http://www.aoficina.pt/

segunda-feira, 5 de março de 2007

Música no Santiago Alquimista



6ª feira, 9 Março


Santiago Alquimista


Grande Concerto de Lançamento


Tora Tora Big Band & guests
Kika Santos (Loopless, Blackout), Silvia (Hysteria Ibérica), André Cabaço
Dj Tiago Santos (Cool Hipnoise, Spaceboys)


23h * entrada: 7.5 € (dto a 1 cerveja)


Aos palcos regressa a injecção de calor sonoro que caracteriza estes doze magníficos, numa efusiva combinação do jazz com o groove do afrobeat, samba, funk, valsa, reggae , bossa, salsa e tango.
Este é o espectáculo de apresentação do novo álbum, num formato muito especial, que conta com a participação vocal de Kika Santos (Loopless , Blackout), Sílvia Sanchez (Hysteria Ibérika), o cantor moçambicano André Cabaço e o DJ Tiago Santos (Cool Hipnoise, Rádio Oxigénio, Spaceboys), que vai estender a festa do groooooove pela noite dentro.

E ainda...

10 Março (Sáb)


Palmela (Sociedade Filarmónica Humanitária)

Tora Tora Big Band & Convidados:


Kika Santos (Loopless, Blackout)
André Cabaço
DJ Tiago Santos

Jason Moran no CCB


JASON MORAN AND THE BANDWAGON


6 de Março 2007 - 21H00
Grande Auditório


JASON MORAN AND THE BANDWAGON


6 de Março 2007 - 21H00
Grande Auditório


JASON MORAN AND THE BANDWAGON


6 de Março 2007 - 21H00
Grande Auditório


Jason Moran – piano
Tarus Mateen – baixo
Nasheet Waits – bateria


Jason Moran - piano


Jason Moran nasceu em Houston e vive actualmente em Nova Iorque.
O seu estilo impressionista e intimista é visível nas actuações com o seu trio, The Bandwagon, e no seu trabalho com músicos contemporâneos como, Cassandra Wilson, Steve Coleman, Greg Osby e Stefon Harris.

Como líder do grupo The Bandwagon e como solista, recebeu elogios dos principais críticos de música pelas suas actuações nos mais importantes clubes e festivais de jazz de todo o mundo.

O Washington Post considerou The Bandwagon como o grupo composto pelos “três melhores músicos de jazz da geração dos sub 35”, enquanto The New York Times afirmou que Moran “provou ser um conceptualista hábil, encontrando inspiração no ritmo e na tonalidade da linguagem falada em cinema, jazz, pop, e hip-hop”.
Desde o seu fulgurante aparecimento na cena musical, no final dos anos noventa, tornou-se um artista de culto no panorama do jazz moderno.

Em praticamente todas as categorias de referência – improvisação, composição, conceito de grupo, repertório, técnica e experimentação tecnológica – Moran e a sua banda, The Bandwagon (composta pelo baixista Tarus Mateen, pelo baterista Nasheet Waits e pelo recente guitarrista Marvin Sewell) têm vindo a desafiar constantemente os cânones do jazz.
Em 2005, Moran foi considerado pela revista Playboy o Artista de Jazz do Ano.

Recentemente estreou a sua última peça, RAIN, no Jazz at Lincoln Center.

Actualmente colabora com o artista de vídeo-performance, Joan Jonas em The Shape, Scent, Fell of Things, a serem apresentados no Dia Beacon em Outubro deste ano.
“Esperamos conseguir sempre surpreender o nosso público e ser compreendidos por todos. Penso que o público durante o espectáculo está especialmente atento ao drama, ao conteúdo e ao momento do êxtase. Nós esforçamo-nos ao máximo para proporcionar isso e muito mais.”
(Jason Moran )

Tarus Mateen – baixo


Nasceu na Califórnia e começou a sua carreira profissional aos doze anos.
Ainda muito novo instala-se em Atlanta, Geórgia, onde obtém uma graduação em música no Morehouse College.

Começa, então a trabalhar nos clubes locais como baixista, abrangendo uma grande variedade de estilos.

Em 1987 é convidado para actuar com as estrelas de reggae, Sly & Robbie, mas a sua carreira só se consolida após instalar-se em Nova Iorque, no final de 1988, onde durante ano e meio é baixista de Betty Carter.

Desde, então, a carreira de Tarus está preenchida de sucessos, colaborando em diversos projectos de enorme reconhecimento da cena internacional.


Nasheet Waits - bateria


Professor de música, nasceu em Nova Iorque, tendo tido como o grande impulsionador da sua carreira o pai, o legendário Frederick Waits.
A educação musical de Nasheet começou em Morehouse, Atlanta, onde também se formou em psicologia e história.

Decidido a enveredar por uma carreira musical, continuou os estudos na Long Island University, em Nova Iorque, onde se graduou com distinção em Artes e Música.

Paralelamente a esta graduação recebe aulas particulares do percussionista Michael Roach.

O talento de Waits ganha notoriedade após uma intensa colaboração com Antonio Harts, a qual se mantém até 1998.

Mais recentemente tem integrado as várias bandas de Andrews Hill, do trio de Fred Herch e da Bandwagon de Jason Moran.

Hipnótica com novo trabalho



Hipnótica
"New Communities For Better Days"


Novo disco nas lojas dia 12 de Março

Uma comunidade onde redes de pequenos pontos se cruzam, criando palavras como um rasto e expondo melodias como pistas.
Logo se propagam e dão a conhecer a todos uma nova mensagem.

É com grande prazer que presentamos o novo álbum dos Hipnótica.

O colectivo lisboeta regressa em força acompanhado por alguns suspeitos do costume mas também contando com a participação de novas mentes conspirativas.

Depois de respirar fundo com Reconciliation, a revolução faz-se de ora em diante com NEW COMMUNITIES FOR BETTER DAYS.

São 13 novos temas em que se reconhecerá a forte personalidade das criações dos Hipnótica mas que, em simultâneo, surpreenderá pela abordagem refrescante que mais uma vez incutem às suas composições.

Persistem (ainda) as incursões pelos territórios do jazz mas descobrem-se novos caminhos e intersecções com as tendências mais actuais e menos ortodoxas do rock, onde a Banda (qual viajante permanente) carrega na mochila alguns ensinamentos da escola rítmica do hip-hop e de correntes mais abstractas da música electrónica.


São canções que cantam as novas comunidades, criadas por mera afinidade, que entrecruzam e geram outras que transbordam dos meios virtuais para a vida real, alterando comportamentos, mudando a nossa percepção e levando-nos a redescobrir a força do colectivo, agora que a era do euísmo atingiu o ponto de saturação.

NEW COMMUNITIES FOR BETTER DAYS é um álbum de audição urgente, canções do nosso tempo plenas de poesia libertária, melodias e ritmos envolventes e subversivamente positivo.

domingo, 4 de março de 2007

MAMMA-SUB no Porto