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quinta-feira, 29 de março de 2007

Comédia no CCB

Jeanne D´Arpo

De e com Gardi Hutter / Suíça

Dia 1 de Abril

Espectáculo único

17h00

Pequeno Auditório

Centro Cultural de Belém



Da Suíça chega-nos Gardi Hutter, a resposta feminina a nomes cómicos como Arlecchino, Pierrot, Grock, Charlot ou Buster Keaton.


No dia das mentiras, as verdades da imaginação


Com uma peruca amarela despenteada, um nariz vermelho de borracha e uma almofada à frente e outra trás, alguém entra numa lavandaria desarrumada e atira-se de cima de uma pilha de trapos para ler um livro intitulado Joana D´Arc e Outras Heroínas.

Rapidamente se transforma em “Joana, a Lavadeira”, uma aventureira armada de caçarolas, alguidares e passadores, que resmunga, cacareja e desmaia, seguindo sozinha os passos da sua heroína, Joana D´Arc, numa terra de aventuras por si criada.

Tendo descoberto como sair de dentro de uma máquina de lavar, alegremente volta a mergulhar. Connosco…

Gardi Hutter é considerada o ex-libris das mulheres-palhaço da Europa. Já conta no seu longo currículo com mais de 2400 representações em mais de 20 países, onde tem vindo a colaborar com os melhores circos do mundo.

É considerada um fenómeno cómico pela crítica internacional.

Biografia


Ela foi pintada em óleo, moldada em argila e esculpida como marioneta e fantoche. É a solução em perguntas de concursos televisivos e palavras cruzadas. No Carnaval as pessoas mascaram-se como “Gardutter”. Os estudantes escrevem as suas teses acerca dela.

Por último, durante a celebração dos 700 anos da soberania suíça, Gardi apareceu no Parlamento suíço como bobo da corte.

A sua personagem “Jane, a lavadeira” lavou a sua roupa suja em palcos e festivais um pouco por todo o mundo. Em todo o lado, os críticos chamam-lhe “um fenómeno cómico”, comparando-a com os grandes nomes da comédia.

Nasceu a 5 de Março de 1953, na Suíça. Entre 1974 e 1977 frequentou a Academia de Artes Dramáticas de Zurique. Em 1978 ingressou no Centro de Investigação para o Teatro em Milão, especializando-se como palhaço. Colaborou com “mestres”, nomeadamente Nani Colombaioni (conhecido pelo filme de Fellini “I Clowns”), Mario Gonzales (Pantalone do "Théâtre du soleil", em Paris) e Ferrucio Cainero (membro do Teatro Ingenuo, grupo italiano de palhaços).


Teatro O Bando com Vale dos Barris

aqui

A LINHA DA VIAGEM, reposição em Vale dos Barris

A LINHA DA VIAGEM

UM CONTO COREOGRÁFICO EM TERRAS DE NADIR

Criação Madalena Victorino | Co-produção Teatro Maria Matos

Interpretação e co-criação Ainhoa Vidal e Giacomo Scalisi

TEATRO O BANDO > Vale dos Barris / Palmela

17 Março a 15 Abril

Sábado às 22h | Domingo às 16h

Sessões especiais dias 15 e 16 de Março, às 22h

Teatro/Dança | M/6 | + informações e reservas: 21 233 68 50

A partir de telas de Nadir Afonso e de um conto, “Diabo em Terra de Gente”, livremente adaptado, de Carlos Wallenstein, costurámos esta experiência teatral que baloiça entre a racionalidade da pintura cinética e uma coreografia de afectos.

Agora que o sol já espreita e a Primavera está aí à porta, juntem os amigos, tragam os filhos e os sobrinhos e venham ver A LINHA DA VIAGEM.

Alinhem connosco na aventura de trazer os mais pequenos ao teatro à noite, para um fim de Sábado diferente da rotina habitual.

Nós cá vos esperamos, com uma sopa e uma conversa junto às oliveiras.

. público em geral: 6€, 8€, 10€ (neste caso é o espectador que escolhe um dos 3 preços)

. até 12 anos, estudantes e profissionais de teatro, grupos 10 ou + pax., pin cultura: 5 €

Como chegar à quinta d'o bando?

A2 > saída Palmela > sentido Volta da Pedra (à esquerda) > direcção Palmela (à direita) > terceira entrada de Palmela (em frente) > primeira rotunda (segunda saída) > segunda rotunda (segunda saída, sentido Vale dos Barris)

. parceria Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

Teatro o bando
Vale dos Barris - Apartado 152 | 2950 Palmela | PORTUGAL
Tel.: (00 351) 212336850 | Fax.: (00 351) 212334241
e-mail: geral@obando.pt | divulgacao@obando.pt | sítio: www.obando.pt

Reality Show no Teatro D. Maria


B.B. BESTAS BESTIAIS

NA SALA ESTÚDIO

DO TEATRO NACIONAL D. MARIA II

DE VIRGÍLIO ALMEIDA

CO-PRODUÇÃO TNDM II | Klassikus

SALA ESTÚDIO

MAR 29 – JUN 03

3ª a SÁB. 21H45 DOM. 16H15

um “reality show” onde não se pode parar de dançar

O Teatro Nacional D. Maria II apresenta B. B. Bestas Bestiais, de Vírgilio Almeida. Este espectáculo marca a estreia, numa encenação ao nível profissional, de José Neves e conta com as interpretações de João Reis, Adriano Luz, Patrícia Bull, Carlos Gomes, Daniel Martinho e Dora Bernardo.

Num velho armazém à beira-rio, seis personagens partilham a arena, um ringue de boxe convertido numa pista de dança. Bruce, Sabina, Jorgina e Céu dançam há 27 dias, num concurso-maratona que é um labirinto de exaustão. Comandados pelo mestre-de-cerimónias do show, o Dj Bigbang, qual filósofo indolente que tenta quebrar os concorrentes com os seus juízos ácidos, cada concorrente, enquanto dança, partilha a sua história, os segredos mais íntimos e ocultos, enquanto tenta eliminar o adversário. Observados permanentemente pelo público e por um enorme “Olho de Vidro” que assiste a este desfile de misérias humanas, para os concorrentes vale tudo para ganhar um prémio-mistério, menos tocar com um joelho no chão e parar. Até onde somos comandados pela televisão, pelos reality shows, pelas telenovelas? Como se consegue (sobre)viver num lugar onde todos nos vêem? “Bestas Bestiais” é uma excelente metáfora da sociedade actual, obcecada com o mediatismo, onde se fala de fé, amor, mentira, solidão, morte. Nesse ‘circo’, cada um desperta o seu lado mais bestial, numa libertação que é também uma revolução individual. Mas será esta maratona uma passagem para o mundo dos afectos ou o pretexto para a libertação dos instintos mais violentos?

encenação JOSÉ NEVES

instalação cenográfica DORA LONGO BAHIA

figurinos DINO ALVES (actor João Reis, personagem Dj BigBang)

ANA VAZ (actor Adriano Luz, personagem Bruce)

MARGARIDA ALFACINHA (actriz Dora Bernardo, personagem Sabina)

ROSA BERNARDO (actor Daniel Martinho, personagem Priscilo)

ANTÓNIO GRACIAS (actor Carlos Gomes, personagens Dinis e Jorgina)

NUNO BLUE (actriz Patrícia Bull, personagem Céu)

desenho de luz JORGE RIBEIRO

desenho de som FERNANDO ABRANTES

concepção sonora NUNO VEIGA

produção (klassikus) MANUELA JORGE

COM

DORA BERNARDO | PATRÍCIA BULL | CARLOS GOMES | ADRIANO LUZ

DANIEL MARTINHO | JOÃO REIS

segunda-feira, 26 de março de 2007

A Tragédia de Júlio César no S. Luis

DE 21 DE MARÇO A 22 DE ABRIL NO TEATRO S.LUIS

sexta-feira, 23 de março de 2007

Salazar no Teatro Villaret


De Seminarista, a Ministro

De Presidente do Conselho, a Tabu Nacional

48 anos da História

Em torno dessa figura que foi António de Oliveira Salazar

Numa comédia visual/musical (jeitosa)

Com direcção de John Mowatcom

JOSÉ PEDRO VASCONCELOS, MIGUEL MELO, MARGARIDA GONÇALVES

JOSÉ CONDE, JOSÉ OLIVEIRA e RITA NUNES

cenário ERIC COSTA

direcção musical RAMON GALARZA

figurinos DINO ALVES


Em breve...

TEATRO VILLARET
Venha ver.

Mas se não vier ninguém o censura.

quinta-feira, 22 de março de 2007

O tesouro em marionetas


Marionetas para toda a Família "O Tesouro" de Manuel António Pina, a realizar pelo Grupo - Mestre Filipe e as Suas Marionetas - no Museu Nacional do Teatro (Lisboa - Lumiar) dia 24 e 25 de Março às 15h.

O TESOURO

O livro bidimensional, cujas páginas são os cenários e de onde sobressaem figurantes, aliada à manipulação das marionetas, cria um espectáculo que envolve o espectador, criança e adulto, numa áurea de magia.

Esta peça, contemporânea e verídica, foi baseada numa pesquisa rigorosa de músicas, poemas, diálogos, comunicados, vestuário, arquitectura, registos e memórias do povo.
.

Espectáculo para a educação à cidadania.
Um resumo lúdico e pedagógico sobre a liberdade, o antes e o depois, a tristeza e o medo, a luta e finalmente a LIBERDADE...



PETIT PSAUME DU MATIN
Coreografia: JOSEF NADJ
Com DOMINIQUE MERCY e JOSEF NADJ

23 E 24 MARÇO 21H PEQUENO AUDITÓRIO CCB


ESTREOU NA BIENAL DE VENEZA, EM 28 DE SETEMBRO DE 2001

Música Tradicional Cambodja, Macedónia, Roménia, Egipto, Hungria

Michel Montanaro, excerto de “Maria “


Igor Stravinsky “Tango” – Edições Alphonse Leduc e Companhia


Figurinos Bjanka Ursulov


Luzes Rémi Nicolas assistido por Xavier Lazarini


Director Técnico, Director de Cena e Engenheiro de Som Steven Le Corre


Chefe Electricista Thierry Bouilhet


Produção e Promoção Martine Dionisio

Co-produção Centre Chorégraphique National d’Orléans (Bienal de Veneza) – Théâtre de la Ville (Paris).
Parte desta obra foi apresentada no Festival d’Avignon 1999 no âmbito do Vif du Sujet organizado por SACD.
Este espectáculo recebeu o Grande Prémio da Crítica de Dança 2001-2002 pelo Sindicato profissional da crítica de teatro, de música e de dança.

O Centre Chorégraphique National d'Orléans é subsidiado pelo Ministère de la Culture et de la Communication – DMDTS – DRAC du Centre, Ville d'Orléans, Conseil Régional du Centre, Conseil Général du Loiret.

Tem o apoio da CULTURESFRANCE (Ministério dos Negócios Estrangeiros) para as suas digressões no estrangeiro.



"Meu espírito pensa no meu espírito.
A minha história é-me estrangeira.
O meu nome espanta-me e o meu corpo é ideia.
O que eu fui está com todos os outros.
E nem sequer sou ainda o que vou ser."
Paul Valéry


“Desde o momento que descobri que uma pessoa ao subir ao palco cria um paradoxo, um mistério que se mantém indecifrável, prendi-me de imediato a este espaço teatral.

Mas o que há neste espaço que capta a minha atenção? – A relação subtil que se cria entre corpos vivos.

A imagem do corpo.

Primeiro uma imagem, não no sentido pictórico, mas antes a imagem que se transforma baseada numa sensibilidade puramente corporal – que muitas vezes resulta de situações ambíguas, de um certo processo de pensamento dissimulado.

Mas de que profundidade surgem movimentos capazes de criar esta linguagem, tão familiar e no entanto tão estranha, que partilhamos no instante em que a cortina sobe? Que linguagem é esta de que estamos a falar? – Talvez uma certa verdade escondida por detrás de todas as nossas máscaras e dos nossos gestos, uma verdade que o homem conscientemente procura silenciar.”
Josef Nadj



Peregrinos mágicos, aventureiros de espaços imaginários

Ambos são peregrinos mágicos, aventureiros de espaços imaginários, companheiros do círculo dos sonhos, artesãos de canções de gesta.

Transpõem para ao palco a fábula incessantemente renovada de uma humanidade irrequieta, incapaz de habitar este mundo sem continuar a alimentar a sua seiva poética.

Um dia, os caminhos destes dois viajantes de intensidades acabaram por se cruzar.

O ponto de encontro não poderia ter um nome mais apropriado: Au Vif du Sujet [No Centro da Questão].

Sob este título, o Festival d’Avignon e a SACD [Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques] propõem aos bailarinos que escolham um(a) coreógrafo(a) para lhes compor uma coreografia a solo.

Foi assim que Dominique Mercy e Josef Nadj acabaram por fazer uma paragem comum, mais dispostos a trocas do que a confrontos, prontos a dar corpo ao curioso encontro dos seus respectivos nomadismos.
Como defini-los? Josef Nadj é um fabricante de lanternas mágicas, um arquitecto de fantasmagorias, um xamã de imagens.

Depois do seu Canard pékinois [Pato à Pequim] de afamado paladar, ele redistribui os fantasmas da sua infância eslavo-húngara na inspiração deliciosamente burlesca de um teatro insone.
Dominique Mercy é um fogo-fátuo, um diabrete melancólico, simultaneamente palhaço lírico e actor trágico, com coração de criança.

No conjunto de peças que Pina Bausch coreografou desde os seus primórdios no Tanstheater de Wuppertal, ele é a espiga de trigo que segura a terra, ano após ano.


O solo inicialmente encomendado rapidamente se transformou num dueto

Dominique Mercy e Josef Nadj tinham seguramente estima recíproca que bastasse para não precisarem de se impressionar mutuamente.

E felizmente para este encontro, o solo inicialmente encomendado rapidamente se transformou num dueto.

Ao ensaiarem em estúdio algumas propostas conjuntas de movimento, foi esta própria troca que acabou por se tornar o centro do processo criativo.

Recordações de viagens, como cadernos de apontamentos cujas páginas se complementassem, e uma atracção comum por certas culturas e pelas formas de espectáculo que as reflectem: no espaço do seu encontro, Josef Nadj e Dominique Mercy transformaram a proximidade sentida numa arte da distância.

O corpo é a bagagem do bailarino; nele se depositam sensações, sabores, arquitecturas secretas. Quem mais conseguiria encontrar, na memória viva dos gestos e das atitudes, estas estranhas afinidades com figuras semi-humanas, semi-animais saídas de desenhos celtas, com poses de luta tiradas de gravuras do antigo Egipto ou ainda com a graça de um actor de kabuki? Qual é então a realidade das fronteiras? A fábula não abole a distância, antes joga com ela elasticamente.

Josef Nadj e Dominique Mercy conseguiram inventar o seu próprio kabuki, encontrar com um simples véu a essência do teatro de máscaras, revelar pernas coloridas como num misterioso ritual iniciático, perguntar «como vai isso?» numa vintena de línguas diferentes e, navegando tão livremente quanto possível no espaço do mundo, compor uma cosmogonia errante.

Se é verdade que, em certos momentos, eles parecem dançar isolados no sonho do outro, não é senão para melhor retomarem a viagem da troca, depois de liberta dos arquétipos que tinham até agora moldado a sua dança.

O seu dueto chama-se Petit psaume du matin [Pequeno salmo da manhã].

Do dia que nasce, guarda a frescura e a terna clareza.

Do recolhimento da oração, adopta a serenidade despojada. Irmãos na dança, Dominique Mercy e Josef Nadj, juntam-se num equilíbrio de apoios que por vezes se transformam em portés de uma extrema delicadeza.

“Trata-se de pegar no próprio ser do outro como um tesouro frágil e precioso, que é preciso proteger. É um sinal de extrema atenção em relação a este compromisso de ir em direcção ao outro”, esclarece Josef Nadj.
Jean-Marc Adolphe
Tradução : Ana Sampaio



JOSEF NADJ


Cidadão francês, nasceu em 1957 em Kanjiza, Vojvodina, uma região da ex-Jugoslávia.
Estudou arte e história da música na Universidade de Budapeste.

Paralelamente, recebeu aulas de wrestling e artes marciais e estudou expressão corporal nas classes de teatro e forma de movimento.

Aconselhado pelo seu professor de teatro, trocou Budapeste por Paris, onde chegou em 1980. Estudou na Ecole Internationale de Mimodrame de Marcel Marceau de 1980 a 1982, e posteriormente, de 1982 a 1983, na escola de Etienne Decroux.

Ao mesmo tempo, teve aulas de dança com Yves Cassati e Larri Leong, e com bailarinos japoneses.

Interessou-se pela actividade coreográfica ao fazer parte de diversas peças de coreógrafos importantes, como Papier froissé de Sidonie Rochon; Trahison man de Mark Tompkins; L’arbitre des élégances de Catherine Diverres; e Illusion Comique de François Verret e La (encomenda de GRCOP).
Entre 1983 e 1988 leccionou dança na Associação de Dança Contemporânea Graffiti em Aulnay-sous-Bois (Seine Saint-Denis).

Em 1986 fundou a sua companhia Théâtre JEL; em 1987 criou a sua primeira peça Canard Pékinois; em 1988 fez a primeira residência no Centre de Production Chorégraphique de Orléans; em 1989 em residência no Quartz iem Brest; em 1990 tornou-se “criador associado” do Centre de Production Chorégraphique de Orléans durante três anos; e em 1991 dirigiu o filme Tractatus bestial, durante a residência no TNDl em Châteauvallon e em 1994 em residência no Théâtre National de Bretagne em Rennes.

Desde 1995, Josef Nadj é o director do Centre Choregraphique National d’Orléans.

Exposições:


Em Novembro de 1996, paralelamente ao seu trabalho coreográfico, Josef Nadj apresentou a sua primeira exposição, Installations, que abrangia uma série de esculturas criadas à volta da noção do tempo, no Carré Saint-Vincent Scène Nationale de Orléans.
Esta exposição representa, acima de tudo, uma área de meditação, estimulando a importante reflexão sobre os seus trabalhos coreográficos.

Em Dezembro de 1997, estas esculturas, assim como um conjunto de desenhos e fotografias, estiveram patentes no Théâtre Vidy em Lausanne; em Janeiro de 1998, no Centre Culturel Jean Gagnant em Limoges; em Março de 1998, na Galerie du Lys em Paris; e em Fevereiro de 1999, no Phénix de Valenciennes.
Em Janeiro de 2000, Miniatures de Josef Nadj foram expostas em Douai.

Estes desenhos a tinta indianos parecem pequenas notas ou sketches, quase um diário íntimo. Mais tarde, em 2000, esta exposição esteve patente na Galerie du Lys, em Paris, fazendo parte duma exposição colectiva; na livraria Les Temps Modernes em Orléans; Chalon sur Saône e Remscheid; depois, em 2002, no Festival d’Avignon, Bruges e no Parc de la Villette; em 2003 no Volcan Scène Nationale de Le Havre; e em 2004 na Trident Scène Nationale de Cherbourg, no festival Mimos l em Périgueux,em Reggio Emilia em Itália e no Carré Saint-Vincent-Scène Nationale de Orléans.

Coreografias:


1987: Estreia da sua primeira peça “Canard Pékinois”
1988: “7 peaux de rhinocéros”
1989: “La mort de l’empereur”
1990: “Comedia tempio”.
1992: “Les échelles d’Orphée”
1994: “Woyzeck”
1995: “L’Anatomie du fauve”
1996: “Le cri du caméléon” para o Centre National des Arts du Cirque (National Center for the Arts of the Circus), “Les commentaires d’Habacuc”, e uma reposição de uma nova versão de “Woyzeck”
1997: “Le vent dans le sac”
1999: No âmbito do “Le vif du\nsujet” no Festival d’Avignon, Josef Nadj criou um dueto 1999: No âmbito do “Le vif du sujet” no Festival d’Avignon, Josef Nadj criou um dueto com Dominique Mercy, “Petit psaume du matin”, “Les veilleurs” e “Le temps du repli”
2001: “Les philosophes” e “Petit psaume du matin” (segunda parte)
2002: “Journal d’un inconnu”
2003: “Il n’y a plus de firmament” (encomenda do teatro Vidy-Lausanne E.T.E.)
2004: “Poussière de soleils”
2005: “Last landscape”
2006: “Asobu” e “Paso doble”


DOMINIQUE MERCY

Nasceu em 1950 na região de Bordéus.
Após três anos de estudos com Germaine Lalande, em 1965 Dominique Mercy juntou-se ao
corpo de bailado do Grand Théâtre de Bordeaux.

Foi convidado pelo Ballet Théâtre Contemporaine, desde a sua fundação em 1968, por Jean-Albert Cartier e Françoise Adret.

Inicialmente com sede em Amiens e a partir de 1972 em Angers, o BTC andou em digressão por França e outros países europeus com um novo repertório que reunia coreógrafos, artistas plásticos e compositores.

Quando se apresentou com Manuel Alum durante a sua estada nos Estados Unidos, conheceu Pina Bausch no Festival de Saratoga.


Trabalhou com ela desde 1973, data da criação do Tanztheater Wuppertal. Em 1976 e de novo em 1980, Dominique Mercy participou em duas produções do Theatrical Research Group da Opéra de Paris (grupo de dança moderna inserido na companhia nacional de bailado clássico), coreografado por Carolyn Carlson, wind-water-sand e the architects.

Também actuou com Peter Goss.
Após o seu trabalho com Carolyn Carlson, entre 1976 e 1977, fez pesquisa com Jacques Patarozzi e Malou Airaudo.

Fundaram o grupo La Main.
Leccionou, desde 1988, na Folkwang Hoschule em Essen-Werden.

É assistente de Pina Bausch.





A TRAGÉDIA DE JÚLIO CÉSAR
de William Shakespeare

Sala Principal


21 de Março a 22 de Abril



Quarta a Sábado às 21H00
Domingo às 16H00 (horário alterado - sessão anteriormente anunciada para as 17h30)



Sessão em Língua Gestual Portuguesa, dia 25 de Março, às 16H00

Tradução
José manuel Mendes, Luís Lima Barreto e Luis Miguel Cintra



Encenação Luis Miguel Cintra



Cenário e Figurinos Cristina Reis



Desenho de Luz Daniel Worm d' Assumpção



Música Original Vasco Mendonça



Interpretação


André Silva, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Edgar Morais, Filipe Costa, Hugo Tourita, Ivo Alexandre, Joaquim Horta, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Luís Lucas, Martim Pedroso, Nuno Lopes, Nuno Gil, Pedro Lacerda, Pedro Lamas, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Teresa Sobral, Tiago Matias, Tónan Quito, Vítor de Andrade



Músicos


Gonçalo Marques (trompete), Marco Santos (percussão), Nuno Santos (guitarra)

Co-produção SLTM / Teatro da Cornucópia

sexta-feira, 16 de março de 2007

100ª Representação de " Felizmente há Luar "





“FELIZMENTE HÁ LUAR!” de Luis de Sttau Monteiro



100 REPRESENTAÇÕES !



17378 ESPECTADORES



28 CIDADES



E VOCÊ JÁ VIU?

Próximo espectáculo dia 21 Março 4ª 21h30
Domingo 17h00


quinta-feira, 15 de março de 2007

A FILHA REBELDE estreia a 15 de Março no Teatro Nacional de D.Maria II

Tudo por uma paixão – do Portugal de Salazar à Cuba de Che Guevara

A partir do ensaio com que os jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz fizeram história (o livro é baseado na reportagem, publicada na revista do Expresso, que conquistou o Grande Prémio Gazeta de 2002 e está esgotado nas livrarias), a dramaturga Margarida Fonseca Santos assina uma versão da história de Annie Silva Pais, a filha do último director da Pide, que, contra as expectativas da família e as ordens de Salazar, se deixou fascinar pela Revolução Cubana e abandonou o marido para viver em nome de um ideal.
O Teatro Nacional D. Maria II apresenta o espectáculo, numa encenação da criadora espanhola Helena Pimenta, que reúne um elenco de luxo: entre os actores, Ana Brandão (no papel de Annie Silva Pais), Vítor Norte, Lídia Franco e Eurico Lopes.

Depois de “A Casa da Lenha”, o público do Nacional é convidado a revisitar um período negro da nossa História – o do regime fascista – e a acompanhar mais um percurso individual de revolta: quando tudo a aconselhava à obediência, Annie disse “não” e construiu para si própria uma vida diferente daquela a que parecia fadada.

Resumo da acção

Annie Silva Pais, filha única do último director da PIDE, o Major Fernando Silva Pais, é casada com um diplomata suíço.
A estadia em Cuba e um encontro com Che Guevara mudarão a vida de Annie que, saturada de uma existência em função das aparências, condicionada pelo aparelho repressivo do regime ditatorial português, se entregará integralmente à revolução cubana e aos seus ideais. Desaparecida durante algum tempo, Annie abandona o marido, a família e o país.
No Portugal de Salazar, todos temem que tenha sido raptada e utilizada no contexto da guerra colonial. Mas Annie envolve-se numa profunda luta de valores e convicções, só regressando a Portugal após o 25 de Abril para ir visitar o pai à prisão.
A coragem será uma das principais marcas de Annie que protagoniza uma peça onde o drama, a traição, os afectos, a morte e os combates políticos se cruzam naquela que é uma história de vida rara e exemplar.


encenação dramaturgia HELENA PIMENTA
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
direcção musical JOÃO CABRITA
figurinos ANA GARAY
movimento NURIA CASTEJÓN
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
assistente de encenação CRISTINA LOZOYA
assistente de figurinos GILBERTO SORAGGI
assistente de espaço sonoro IÑIGO LACASA

COM

ALEXANDRE OVÍDIO AMILCAR AZENHA ANA BRANDÃO ANABELA TEIXEIRA BIBI GOMES CÉLIA ALTURAS EURICO LOPES JOANA BRANDÃO JOSÉ HENRIQUE NETO JAIME VISHAL LÍDIA FRANCO MANUEL COELHO MARQUES D’AREDE NÁDIA SANTOS RAQUEL DIAS RUI QUINTAS SÉRGIO SILVA VÍTOR NORTE

terça-feira, 13 de março de 2007

Simone de Oliveira e Vítor de Sousa em Famalicão



Simone de Oliveira e Vítor de Sousa dão as boas vindas a mais uma edição do Famafest – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão, no dia 16 de Março, com a apresentação da peça de teatro “Conversas de Camarim”, na Casa das Artes.



O espectáculo, que é de entrada livre, está inserido na cerimónia de abertura do Famafest, no dia 16 de Março, às 22h00.
O Famafest’2007, que irá decorrer entre 16 e 24 de Março é, de resto, o grande destaque da programação cultural da Casa das Artes, agendada para este mês, tendo em conta que grande parte das sessões de cinema se realiza nos auditórios.
Na peça “Conversas de Camarim”, a poesia e a música estão em primeiro plano, num espectáculo divertido e intimista.

Os dois actores, acompanhados de um pianista, passam em revista histórias de bastidores, situações cómicas e dramáticas, vidas atrás dos palcos.

No dia 24, o Famafest’2007 encerra com um fantástico espectáculo de Wanda Stuart, com os “Êxitos Musicais da Broadway”.


O concerto marcado para as 22h00 é de entrada livre. Dinamismo, cor, ritmo, luz, fantasia, arte e glamour são as principais características deste espectáculo.
Para além dos espectáculos inseridos na programação do Famafest’2007, a Casa das Artes apresenta um conjunto de prestigiados nomes nas áreas da música e do teatro.
Logo na primeira semana, dois grandes espectáculos musicais com os norte-americanos
Balkan Beat Box, no dia 3, e o francês Yann Tiersen, no dia 6.


O compositor da banda sonora do “Fabuloso Destino de Amelie” e de “Good Bye Lenine!” regressa, assim, a Vila Nova de Famalicão, para apresentar o seu CD e DVD ao vivo intitulado simplesmente “On Tour”, num concerto que já se encontra esgotado.
A dança também marca presença, no dia 10, pelas 22h00, através do projecto "Vórtice Dance", dirigido pelos bailarinos e coreógrafos Cláudia Martins e Rafael Carriço, cujo trabalho tem sido reconhecido pelo público e pela crítica de países tão diversos como o Japão, Mónaco, Finlândia, Hungria, Roménia, França, Suiça, Espanha, Letónia, Portugal, entre outros.
A jovem famalicense Elisabete Gomes da Orquestra do Norte é a protagonista de mais um concerto do ciclo de Música Erudita, que irá decorrer no dia 11, pelas 21h30.


Elisabete irá interpretar Mozart, através do violino.


A música erudita marca ainda presença no dia 29, com um recital de Violino e Piano a cargo dos artistas Bruno Monteiro & João Paulo Santos.



As noites de Escritura Pública regressam no dia 14, pelas 22h00, com a “Reedição das Famosas Edições Mortas – Figuras Extremas da Condição Escatológica”.



No dia seguinte, 15 de Março, a noite é de Jazz na Casa das Artes com a apresentação do projecto “Kiko’s 4Tet”.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Eça de Queirós pelo Teatro Noroeste


O Centro Dramático de Viana- Teatro Noroeste vai trazer a cena “Eça apresenta-se com os Maias”.


Especialmente dirigido a alunos do 11º ano, para quem a obra Os Maias é de leitura obrigatória, este espectáculo-conferência é a mais recente aposta do Pelouro da Cultura no que respeita a espectáculos teatrais para a comunidade escolar.
As primeiras três sessões vão ter lugar no dia 14, às 9h00, 10h15 e 12h00, para os alunos da Escola Secundária Eça de Queirós.
A Escola Secundária Rocha Peixoto recebe o espectáculo no dia 19, com três sessões marcadas para as 10h10, 15h20 e 17h05.

Também previsto está a participação de alunos do 11º ano do Grande Colégio de Amorim, numa das sessões anteriormente assinaladas.
“Eça apresenta-se com os Maias” é um espectáculo teatral que proporciona aos alunos vários elementos de aprendizagem como aspectos biográficos de Eça de Queirós (como por exemplo, ter nascido na Póvoa, em 1845) e também sobre o contexto sócio-cultural e literário do século XIX. De facto, o texto, escrito por Castro Guedes, está orientado para o que os alunos devem aprender através da leitura d’Os Maias, uma crítica aos costumes do Portugal do século XIX em geral, e da sociedade lisbonense em particular.

Assim, em “Eça apresenta-se com os Maias” juntam-se no palco personagens reais, como o próprio Eça, a sua esposa Emília e até mesmo Antero de Quental, que dão uma visão sobre a vida do escritor, e personagens d’Os Maias, como a Gouvarinho, o Eusebiosinho, entre muitas outras personagens-tipo que pretendiam caracterizar a sociedade lisbonense, e que ajudam, então, a entender a crítica subjacente à obra Os Maias.


O espectáculo teatral tem uma duração prevista de 25 minutos, findos os quais se dá espaço ao debate entre actores, alunos e professores.




Teatro Azul procura novos talentos

Teatro Azul Procura Jovens Talentos


O Teatro Azul - Companhia Profissional vai fazer um Casting para Actores, na próxima terça-feira, para novas personagens da peça teatral «História de Portugal Em Uma Hora» e para a peça histórica «SALAZAR, o Homem e a Vida».

Estas duas criações teatrais têm Autoria e Encenação de Nuno Miguel Henriques, sendo a Direcção de Actores de Rita Simões.

Os actores devem ter entre 21 e 35 anos, ser do sexo masculino, altos e com boa capacidade vocal.

A selecção será efectuada na terça-feira, dia 13 de Março, na Sala Estúdio do Teatro Azul, na Rua do Conde Redondo nº 8 - R/C, em Lisboa, entre as 15.00 e as 19.00 horas, com marcação prévia de hora pelo telefone 210 135 916.

Os interessados poderão, igualmente, enviar os dados curriculares e as suas fotos para o e-mail:
geral@teatro-azul.com.



Luis Neves Franco

terça-feira, 6 de março de 2007

Teatro na Barraca em Março


Março é o mês do Teatro, da Poesia e do Aniversário da BARRACA.


No passado domingo, dia 4, passaram 31 anos sobre o 1º espectáculo da companhia.

Durante este mês continuarão os espectáculos “A Herança Maldita”, “Felizmente Há Luar!” e “O Conto da Ilha Desconhecida” em cena, e haverá uma digressão à Moita, a Lagos, à Horta e ao Faial.
Vai também decorrer a 3ª Oficina de Leitura, e no Bar continua a programação habitual.


Mais um mês cheio de actividade!


Na noite de 20 para 21 (dia Mundial da Poesia) os participantes no Workshop, misturados com os actores d’ A BARRACA farão um recital de poesia no bar do Changuito, porque é terça-feira!

segunda-feira, 5 de março de 2007



Herman José em espectáculo total no Casino Lisboa





O Casino Lisboa acolhe um novo espectáculo protagonizado por Herman José, que regressa, assim, aos palcos nos próximos dias 7 e 8 de Março, pelas 22 horas.


No Auditório dos Oceanos, o artista apresenta “Super Herman”, convidando o público a fazer uma retrospectiva de três décadas de humor.
“É uma navegação pela minha vida, na qual recordo os últimos trinta anos de carreira”, revela. Com o habitual sentido de humor, Herman José propõe uma mistura de surrealismos autobiográficos com uma retrospectiva dos seus êxitos musicais.
Desde a famosa rábula do “Sr. Feliz e Sr. Contente”, que estreou com Nicolau Breyner, em 1977, passando pela interpretação de temas, como o contagiante “Saca Rolhas”, até à reencarnação de personagens, como a inesquecível “Maximiana”, o artista promete um espectáculo com múltiplos pólos de diversão.
Com apontamentos de “stand up comedy”, “Super Herman” caracteriza-se pelo irresistível humor do seu protagonista, que “só trabalha para se divertir, divertindo os outros”.


Foram vários registos guardados, ao longo dos anos, que são, agora, recuperados para esta actuação.
Num tom de humor implícito, Herman José recorda interessantes episódios da sua vida profissional e pessoal.


“Comento várias experiências vividas com os meus colegas”, diz. E acrescenta, “Conto, também, alguns pormenores sobre os meus gostos pessoais”.
O comediante recupera, ainda, várias orientações musicais, recordando outra faceta da sua carreira.


Para além de proporcionar originais momentos de jazz, o artista evoca nomes consagrados da música portuguesa como Amália Rodrigues ou Carlos Paião.
Herman José partilha o palco com um conjunto de oito elementos, cuja direcção estará a cargo de Pedro Duarte.


Recorde-se que o experiente maestro colabora com Herman José há vários anos, mais concretamente desde o programa “Parabéns”, que estreou na RTP, no início dos anos noventa. De facto, Herman José sublinha a sua cumplicidade com os músicos. “Com um simples olhar esta Orquestra sabe o que vou cantar a seguir”, explica.
Pela primeira vez no Casino Lisboa, o artista define “Super Herman” como “seguramente o espectáculo menos chato do mundo”, considerando, ainda, “um privilégio apresentá-lo no Auditório dos Oceanos”.
Após uma prolongada ausência dos palcos, o mediático humorista regressa, assim, ao contacto directo com o público, assegurando duas noites de humor a traço fino no Casino Lisboa.



Herman José protagoniza “Super Herman” no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa a 7 e 8 de Março, pelas 22 horas.

domingo, 4 de março de 2007

Tapetes Voadores no Chapitô



No sábado, três histórias. No domingo, outras três.


Os meninos ficam bem juntinhos à volta das casas, das montanhas, das nuvens, das personagens – a magia que emana dos tapete. cria uma atmosfera aconchegante entre a Actriz e as crianças.
Os sapatinhos ficam de fora…


Ó senhoras e senhores!

São tapetes voadores

Que nos levam, num segundo,

A viajar pelo mundo.

Contam histórias de dores,

De ternura, de amores,

Com variados sabores.


Aos seus lugares, crianças:

Colo de mãe e de pai,

Almofadas, tamboretes.

E viajem nos tapetes,

Nos tapetes multicores,

Nos Tapetes Voadores

Francisco Menezes em digressão


A UAU leva o humor de FRANCISCO MENEZES para a estrada.


Uma digressão que promete fazer rir Portugal!

Francisco Menezes ficou conhecido pelas suas várias presenças no “Levanta-te e Ri” (SIC), mas começou a sua carreira na ex-Ntv (agora RTPN), com dois programas de humor, de autoria e interpretação sua, o “N cromos” e “O desterrado”, tendo depois passado pela RTP com outro programa seu, “Portugal FM”. Antes disso fez rádio, cantou em casinos e até trabalhou na secção de congelados do Continente.
É o artista quase total.
Tem uma grande voz, é engraçado como o caraças, e o seu texto é muito bom.

Só lhe falta depilar as pernas.

Traz o seu humor para a estrada.

Disparates, imitações, música, tudo faz sentido, quando se fala de Portugal e dos Portugueses.

Um espectáculo capaz de fazer José Mourinho rir!

Autoria e Interpretação FRANCISCO MENEZES

Apoio Encenação SÓNIA ARAGÃO
Cenário e Adereços MARINEL MATOS

Figurinos DINO ALVES

Desenho de Luz LUIS DUARTE


___________________________________________ Rita Duarte rita.duarte@uau.pt

Teatroda Garagem com novo projecto


O Teatro da Garagem vai acolher o Projecto Ruínas com o espectáculo Hans, o cavalo inteligente.
A estreia está marcada para dia 11 de Março e estará em cena até 22 de Março pelas 21H30.

Mais uma produção do Teatro da Garagem

O Teatro da Garagem vai acolher o Projecto Ruínas com o espectáculo Hans, o cavalo inteligente.

A estreia está marcada para dia 11 de Março e estará em cena até 22 de Março pelas 21H30.


Uma comédia de Carlo Goldoni


O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, a partir de 8 de Março, no Teatro da Politécnica, Criadas para todo o Serviço, de Carlo Goldoni, o grande renovador do teatro italiano do século XVIII.

Uma co-produção com o Teatro dos Aloés e o CENDREV inserida no âmbito nas comemorações dos 300 anos do nascimento de Carlo Goldoni.

O espectáculo, com encenação e dramaturgia de José Peixoto, vai estrear em Évora, no Teatro Garcia de Resende, no próximo dia 1 de Março.
Goldoni acostumara o público veneziano a um divertimento teatral durante o Carnaval.

Oferece-lhe assim mais uma comédia que é bem mais que um simples divertimento.
Era tradição na Veneza do século XVIII dar um dia de folga aos empregados domésticos para que gozassem em liberdade esta inversão da ordem estabelecida. E os amos divertiam-se simultaneamente em bela convivência.
Aproveitando essa liberdade os criados vestem-se como os amos não só por envergarem o guarda-roupa que subtraíram à sua vigilância, mas porque lhes imitam os comportamentos.
Numa manhã fria e nevoenta do Inverno de 1755, em pleno Carnaval, Momolo, jovem aprendiz de padeiro, acorda as cozinheiras despertando-as para o trabalho para, em contrapartida, beneficiar dos seus favores.

Mas estas sabem bem como beneficiar também dos serviços do jovem padeiro.

Todos se preparam para o Carnaval disputando parceiros e perspectivas de divertimento, fortuna e prazer.

E o grande comércio com a troca de favores inicia-se num mercado onde tudo acaba por ser moeda de troca, onde tudo se pode vender ou comprar.
Os patrões, por seu lado, mobilizam os favores e a cumplicidade dos criados para os colocar ao serviço dos seus amores inconfessáveis, os seus pequenos vícios, as suas pequenas necessidades materiais, que podem ir desde um anel valioso a um empréstimo de dinheiro para o jogo ou um simples prato de sopa.
No Carnaval, forças estranhas são postas em jogo libertando impulsos recalcados e instintos que não são tão visíveis noutras alturas.
A vida privada vai-se tornando pública, o espaço privado vai-se alargando até se tornar a praça onde todas as nossas misérias e segredos se denunciam, como se o Carnaval e a sua inversão da ordem nos julgassem e nos punisse.
E Goldoni que não perdoa as nossas fraquezas acaba por nos aceitar com um imenso coração magnânimo, com uma infinita benevolência, com uma inequívoca paixão pela vida e suas surpresas.


tradução JOSÉ COLAÇO BARREIROS
encenação dramaturgia JOSÉ PEIXOTO
cenografia ACÁCIO CARVALHO
figurinos MANUELA BRONZE
execução de figurinos GUARDA ROUPA MARIA GONZAGA
banda sonora RUI REBELO
desenho de luz CARLOS GONÇALVES
coreografia KOT KOTECKI
assistente de encenação CARLA CARREIRO MENDES
produção (Teatro dos Aloés) GISLAIN TADWALD


SÍLVIA FILIPE

JORGE SILVA

ELSA VALENTIM

DIANA COSTA E SILVA
ANGELA RIBEIRO

DAVID PEREIRA BASTOS

PATRÍCIA ANDRÉ

LEONOR CABRAL
LUÍS BARROS

CARLOS QUEIRÓS

RICARDO ALVES

TIAGO MATEUS
CARLA CARREIRO MENDES