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quinta-feira, 29 de março de 2007

Filme "Honra de Cavalaria" com sessão especial

SESSÃO ESPECIAL HONRA DE CAVALARIA

COM A PRESENÇA DO REALIZADOR ALBERT SERRA

CINEMA MEDEIA KING – 31 MARÇO - 21H30

O realizador catalão Albert Serra estará em Lisboa no próximo sábado, dia 31 de Março, para apresentar uma sessão especial do seu filme HONRA DE CAVALARIA, no Cinema Medeia King, às 21h30.

O filme, apresentado mundialmente no Festival de Cannes e aclamado e premiado em vários festivais, Turim, Viena, Roterdão, México, Hong-Kong, entre outros, é uma magnífica adaptação livre do mítico Dom Quixote, obra imortal de Cervantes.

Uma lição de inspiração. O cinema deveria ser sempre assim.

Libération

Um objecto estranho e fascinante.

Humanité

Da Catalunha chegou o maior ovni de Cannes 2006, um sonho extraordinário, livremente inspirado no Dom Quixote de la Mancha. Dois geniais não-actores, Lluís Carbó e Lluís Serrat, potenciam a atmosfera de misticismo. Este hino à amizade é um gesto austero e selvagem.

Nos últimos (e muitos) anos de cinema espanhol, não há filme mais vitalista.

Bravo honor. Magnífico.

Francisco Ferreira | Expresso

OS ROBINSONS - Filme a 3D

LEWIS: Voz de André Caramujo

Lewis é um órfão com um Q.I. de génio e uma paixão por invenções. A sua natureza excêntrica e as suas invenções desastrosas impedem-no de ter aquilo por que mais anseia – uma família que possa chamar de sua. Ele acredita que a sua única hipótese é encontrar a verdadeira mãe e para ser bem sucedido ele inventa o Scanner de Memória, uma máquina que o vai ajudar a extrair a única memória que tem dela.

WILL ROBINSON: Voz de João Teixeira

Wilbur Robinson é um misterioso rapaz do futuro cujos maiores defeitos são – auto-confiança, arrogância e estar sempre pronto para a brincadeira – e que são também as suas grandes qualidades. Elas fazem com que Wilbur esteja sempre um passo à frente dos seus adversários. Sabendo que Lewis tem a chave para o futuro, Wilbur desafia-o a ir na sua máquina do tempo onde os dois irão combater um feroz dinossauro, sapos dementes e vilões diabólicos. Tudo isto para salvar o mundo como Wilbur o conhece.

HOMEM CHAPÉU: Voz de Pedro Gorgia

O Homem Chapéu gosta de se intitular de astuto e intimidante vilão, mas é completamente desastrado. A sua maldade está profundamente relacionada com um azar ocorrido na infância que o fez ir à procura do respeito que lhe fugiu há muito tempo. Quando faz equipa com Doris, um chapéu de coco robot, ele torna-se numa ameaça para o futuro que apenas Lewis e Wilbur podem deter.

TIO ART: Voz de Diogo Morgado

O Tio Art é o estafeta inter-galáctico de entrega de pizzas que tem um ar heróico e que leva o seu trabalho muito a sério. A sua missão de vida enquanto conduz a sua aeronave no sistema solar, é entregar a pizza perfeita dentro dos minutos exigidos em qualquer parte da galáxia.

LIZZY: Voz de Flávia Gusmão

Lizzy é uma intensa e mal-humorada estudante que participa na feira de ciências. A sua atitude obscura aliada às suas formigas de fogo, preocupam os juízes, particularmente quando ela anuncia: "Elas apenas mordem os meus inimigos."

FRANKIE: Voz de Ricardo Castro

Frankie o Sapo é o líder da orquestra da Banda de Swing de Sapos de Franny Robinson. Visto como o “padrinho” do gang dos sapos, Frankie é o mais fixe deste mafioso bando anfíbio.

T- REX – Voz de Rui Paulo

T-Rex foi trazido do passado para o futuro pelo Homem Chapéu numa tentativa de capturar Lewis. No entanto, a cabeça de T-Rex é demasiado grande e os seus braços muito pequenos para conseguir cumprir a sua missão. Embora inicialmente feroz, ele torna-se no animal de companhia da família Robinson.

HOJE NOS CINEMAS

v

quinta-feira, 22 de março de 2007

Premonição com Sandra Bullock


NOS CINEMAS a 29 MARÇO

quinta-feira, 15 de março de 2007

O Véu Pintado estreia a 15 de Março




ESTREIA
15 DE MARÇO



Com Naomi Watts e Edward Norton nos principais papéis, estreia no dia 15 de Março a adaptação ao cinema do clássico de Somerset Maugham



O Véu Pintado

Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens.

William Somerset Maugham, um dos mais famosos romancistas e dramaturgos ingleses do século XX, nasceu em Paris, em 1874, e faleceu em Nice, em 1965.


Entre as suas obras mais conhecidas, e publicadas na ASA, destacam-se O Fio da Navalha, Paixão em Florença, A Lua e Cinco Tostões, As Paixões de Júlia e O Véu Pintado.



“Maugham foi o escritor moderno que mais me influenciou”(George Orwell)

sexta-feira, 9 de março de 2007

Festival de Blues em Coimbra


Com esta 5ª edição, o Festival Internacional de Blues de Coimbra reforça a sua identidade específica e, ao mesmo tempo, permite ao Teatro Académico de Gil Vicente voltar a encarnar plenamente no seu papel de instituição de programação.
Tentemos então, mais uma vez, descrever brevemente esta feliz associação entre o «Coimbra em Blues» e o TAGV.

Uma das características da programação do «Coimbra em Blues» destes cinco anos tem sido a combinação de formas tradicionais da canção negra norte-americana, sejam de origem rural ou de origem urbana, com formas contemporâneas, de latitudes diversas, que transfiguram as matrizes originais.
Por um lado, tem sido possível ouvir os clássicos (de Robert Johnson, John Lee Hooker, Blind Willie Johnson, Howlin’ Wolf, Muddy Waters, R.L. Burnside, Junior Kimbrough, etc.) nas reinterpretações de cantores como Paul Jones, Reverend Vince Andersen, Sheila Wilcoxon, Little Freddie King ou Adolphus Bell.

Por outro lado, como sucedeu nos concertos de Kenny Brown e Heavy Trash, em 2006, podemos perceber a influência da linguagem instrumental e vocal dos blues em formas que cruzam este género musical com outros géneros.
A ligação quase umbilical entre o blues e o rock, por exemplo, mantém-se viva numa nova geração de músicos que, pelo mundo fora, continua a reapropriar-se daquela tradição.
«Coimbra em Blues» tem procurado mostrar o blues como prática viva e em plena evolução, mesmo quando é interpretado pelas gerações mais velhas, e não como mera reinterpretação estandardizada de covers e solos em slide guitar.

É precisamente essa produtividade continuada dos blues enquanto fonte e matriz seminal da música popular que se pode apreciar na programação de 2007, através de um conjunto de músicos, de diversas origens geográficas, que nos mostram ao mesmo tempo a filiação e a transfiguração do blues no blues contemporâneo: Hell’s Kitchen Blues Band e Son of Dave, a 15 de Março; Bob Log III e Black Diamond Heavies, a 16 de Março; e Scott H. Biram e Alabama 3, a 17 de Março.

Na medida em que se trata de um festival inteiramente organizado e produzido pelo TAGV, «Coimbra em Blues» constitui uma demonstração da capacidade de produção e programação próprias.
E é esta capacidade, antes de mais, que permite ao TAGV a realização da sua missão específica e a afirmação da sua identidade pública.
Que o festival «Coimbra em Blues» tenha ganho crescente projecção nacional e internacional resulta tanto da qualidade da programação como do trabalho colectivo das equipas do Teatro.

E que a essa programação e a esse trabalho tenha correspondido o interesse continuado do público mostra a felicidade da associação que em 2003 se estabeleceu entre o TAGV e os blues. Uma associação cuja relevância artística e cultural tem sido reconhecida também através dos apoios obtidos.
Refira-se que a edição de 2007, como aconteceu em 2005 e 2006, é uma organização conjunta do TAGV e da Delegação Regional da Cultura do Centro.
Como novidade desta edição, a cooperação com o Teatro Municipal da Guarda, que integra no seu próprio festival duas das bandas convidadas.

O TAGV tem o blues? Sim, sem dúvida.
E, com o TAGV em blues, voltamos em 2007 a ter «Coimbra em Blues» mais uma vez.
Manuel Portela


“Le blues reste et restera dans nos vies et dans nos coeurs, même si de nombreux artistes ne sont plus là et jouent du blues au Paradis!”
Claude Nobs, Fundador do Festival de Jazz de Montreux


É com uma enorme alegria que vejo o Coimbra em Blues chegar à sua quinta edição.
Neste ano de 2007 não só se impõe um balanço destes cinco anos de festival, como importa reconhecer e nomear quem acreditou e trabalhou para que o Coimbra em Blues se tornasse num dos eventos mais importantes da agenda cultural conimbricense.
É fundamental agradecer também ao público fiel, que todos os anos se desloca ao Teatro Académico de Gil Vicente para celebrar uma música cujas raízes se encontram no passado, mas que mantém inalterável o que a torna tão essencial hoje, em Coimbra, como há 100 anos nas margens do Mississippi: a celebração da vida.
Desde 2003 passaram pelo palco do T.A.G.V. nomes incontornáveis dos blues, na sua maioria em estreia absoluta em Portugal, como: Cephas & Wiggins, Carey Bell, T-model Ford, Little Freddie King, Kenny Brown, Heavy Trash, Elmo williams & Hezekiah Early, Toni Lynn Washington, Little Milton e Paul “Wine” Jones.
Nesta 5º edição do Coimbra em Blues, o que se pretende que fique claro é que este festival nunca se propôs, e não se propõe, ser um festival de blues tradicional ou saudosista.

Além do fundamental critério de qualidade na selecção dos artistas, sempre tentámos mostrar um leque de músicos que, de algum modo, fosse representativo dos vários espectros e mutações dos Blues.
Neste sentido, a programação deste ano pretende trazer toda uma nova geração de Bluesmen que, neste milénio, continua a construir a história dos Blues.
Hells Kitchen (Suiça), Son of Dave (Inglaterra), Bob Log III (E.U.A.), Black Diamond Heavies (E.U.A), Alabama3 (Reino Unido) e Scott H. Birham (E.U.A), são os artistas que este ano nos vão abrir a porta para o admirável novo mundo dos Blues.
Paulo Furtado



COIMBRA EM BLUES 2007
Organização: Teatro Académico de Gil Vicente e Delegação Regional da Cultura do Centro
Produção: Teatro Académico de Gil Vicente
Assessoria Artística: Paulo Furtado
apoios: Carhartt Antena 3 RUC

Preçário:
Concertos:
Preço normal_ 12,00€
Preço estudante e sénior _10,00€
Mostra de filmes:
Preço normal_ 4,50€
Preço estudante e sénior _3,50€
Preço Geral (para os 3 concertos e para as 3 sessões de cinema) _ 30,00€
Preço Geral Estudante e sénior (para os 3 concertos e para as 3 sessões de cinema) _ 25,00€

Informações:
Teatro Académico de Gil Vicente -Praça da República, Coimbra
Blog: http://blogtagv.blogspot.com/
BILHETEIRA seg a sáb 17h00-22h00 Tel. 239 855 636

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Os Dandies de Maio de 68


OS DANDIES DE MAIO DE 68 - ZANZIBAR FILMS


“A Zanzibar Films forma um capítulo pouco conhecido da história do cinema francês.
Designa a actividade de uma associação informal de jovens realizadores, nascidos do movimento intelectual de Maio de 68.
A maioria destes filmes nunca teve distribuição comercial, alguns desapareceram sem deixar rasto, outros tornaram-se filmes de culto”.
É assim que a jornalista americana Sally Shafto começa um estudo sobre estes filmes, que mostram a outra face da revolução cultural dos anos 60 em França, cuja visibilidade foi encoberta pela militância política.
Se estes foram “os dandies de Maio de 68” é porque representavam a outra vertente das mudanças dos anos 60, a do hedonismo, da exploração da mente e o questionamento das formas tradicionais. Este dandysmo também era ligado a um certo culto da beleza, não apenas a dos actores (alguns dos quais tinham sido modelos), como o do look dos filmes.
Estas obras foram financiadas por uma mecenas extremamente rica e generosa, que pertencia à mesma geração dos realizadores e que ao financiá-los tomava uma posição política contra a fortuna da sua família.
Fizeram parte da constelação Zanzibar, realizadores e artistas como Philippe Garrel, Daniel Pommereule, Olivier Mosset, Didier Léon, Frédéric Pardo, Serge Bard, Caroline de Bendern, Michel Auder, o crítico Alain Jouffroy, Patrick Deval e Jackie Raynal (que fora a montadora de filmes de Rohmer, Godard e Pollet).
Entre os actores, há nomes como Tina Aumont, Zouzou, Juliet Berto e Laurent Condominas. Estes filmes, mais ligados aos grupos da vanguarda francesa das artes plásticas do que ao cinema tradicional, foram mostrados em sessões tardias na Cinemateca Francesa, assim como no Festival de Hyères e na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes, mas não tinham distribuição comercial.
Recentemente, foram restaurados e foram objecto de retrospectivas na Alemanha, na Holanda, em Itália e agora em Portugal.
A Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema propõe um percurso através desta aventura, com seis programas, num total de sete filmes, com as presenças de dois dos membros do grupo original da Zanzibar Films.
Porquê “Zanzibar”?
Para alguns jovens franceses de meados dos anos 60, Zanzibar era um sítio mítico: era uma ilha e parecia ser uma encruzilhada do Ocidente e do Oriente.
Foi o que motivou a escolha deste nome.
Conta-nos Caroline de Bendern, actriz em diversos destes filmes, que figura numa das fotos mais célebres de Maio de 68 e é tataraneta do Marquês de Queensbery, o homem que fez com que Oscar Wilde fosse condenado à prisão: “Um dia, estávamos a ouvir um disco com uma belíssima música dos pigmeus e decidimos imediatamente fazer uma viagem a África. Comprámos um mapa e decidimos ir de Tânger a Zanzibar.
Íamos fazer um filme em 35 mm e gravar um disco.
Como a companhia de produção ainda não tinha nome, decidimos chamá-la Zanzibar Production. Como podem imaginar, nunca chegámos a Zanzibar, mas sempre fizemos um filme”.


DEUX FOIS
de Jackie Raynal
com Jackie Raynal, Francisco Viader, Oscar
França, 1968-69 - 72 min / legendado

Influenciada pelos situacionistas, Jackie Raynal filmou DEUX FOIS em Paris em Barcelona. O filme recebeu, em 1972, o Grande Prémio no Festival de Hyères, um dos mais importantes de França no domínio do cinema não convencional. Tornou-se um clássico do cinema “experimental” e do cinema “no feminino”.
O encontro entre uma mulher e de um desconhecido serve de aleatório ponto de partida para um objecto cinematográfico típico da época em que foi feito, em que vários elementos surgem, como diz o título, duas vezes, pois “todas as histórias da nossa imaginação são reais”.
com a presença de Jackie Raynal
Sala Luís de Pina
Qui. [1] 19:30

ACÉPHALE
de Patrick Deval
com Laurent Condominas, Jackie Raynal, Jacques Baratier, Michael Chapman, Jacques Monory
França, 1968 - 65 min / legendado

Apaixonado por cinema desde a adolescência, Patrick Deval fundou com Serge Daney a revista Visage du Cinéma, que só teve dois números. Realizou a curta-metragem ZOÉ BONNE (a actriz desapareceu com a única cópia!) e HÉRACLITE L’OBSCUR, antes de realizar ACÉPHALE, um dos filmes mais importantes da constelação Zanzibar. O título é tirado do diário de Georges Bataille e Deval descreve o seu protagonista como “uma cabeça que busca”. Inteiramente filmado em Paris e na Floresta de Fontainebleau, magnificamente fotografado, ACÉPHALE mostra-nos uma Paris diferente, um espaço imaginário e distante, na qual “a vida humana foi além do mental e do racional”. Naquela época, lembra-nos o realizador, “as nossas viagens não eram férias de uma ou duas semanas, eram para sempre”.
com a presença de Patrick Deval
Sala Luís de Pina
Sex. [2] 22:00

VITE
de Daniel Pommereule
com Mustapha, Daniel Pommereule, Charlie Urvois
França, 1969 - 37 min / sem diálogos

FUN AND GAME(S) FOR EVERYONE
de Serge Bard
com Olivier Mosset, Caroline de Bendern, Jean Mascolo, Barbet Schroeder
França, 1969 - 50 min / legendado

VITE é o único filme assinado pelo conhecido artista Daniel Pommereule (1936-2003), um dos herdeiros espirituais de Duchamp, que tem um dos papéis principais em LA COLLECTIONNEUSE, de Eric Rohmer.
VITE foi filmado em Marrocos, com Pommereule e um rapaz árabe e apresenta três mundos distintos: o mundo ocidental, o Terceiro Mundo (representados respectivamente por Pommeureule e o rapaz) e “a galáxia”, com imagens da lua.
Para filmar a lua, Pommereule combinou um telescópio Questar, um novo modelo só usado pelos astrónomos, e uma câmara Mitchell, obtendo imagens de intensa beleza.
FUN AND GAME(S) FOR EVERYONE foi fotografado pelo grande Henri Alekan, um dos maiores directores de fotografia de sempre, durante um vernissage de Olivier Mosset.
Trata-se de um magnífico retrato do dandysmo e do hedonismo deste grupo de artistas e de um exemplo daquilo que Henri Alekan denominou “a luz não significante”.
Sala Luís de Pina
Seg. [5] 22:00

ICI ET MAINTENANT
de Serge Bard
com Serge Bard, Caroline de Bendern, Olivier Mosset
França, 1968 - 65 min / legendado

Serge Bard estudou até 1967 na Universidade de Nanterre, que foi um dos laboratórios de algumas das ideias mais fortes de Maio de 68.
Foi um dos fundadores do Grupo Zanzibar e fez parte da viagem a África mencionada no texto de apresentação do ciclo.
Em Argel, em Dezembro de 1969, converteu-se ao islão, passou a chamar-se Abdullah Siradj e abandonou o cinema, dedicando-se aos negócios e dividindo o seu tempo entre Paris e a Meca. Como VITE, também ICI ET MAINTENANT foi fotografado por Henri Alekan. “Intitulei-o ICI ET MAINTENANT porque o cinema é exactamente o oposto de aqui e agora.
O cinema sempre é algures e antes…
Parecia-me importante descobrir a magia do presente, que é o aqui e o agora”.
Sala Luís de Pina
Qua. [7] 19:30

DÉTRUISEZ-VOUS: LE FUSIL SILENCIEUX
de Serge Bard
com Alain Jouffroy, Caroline de Bendern, Juliet Berto, Thierry Garrel
França, 1968 - 75 min / legendado

Filmado na Universidade de Nanterre, em Abril de 1968, DÉTRUISEZ-VOUS é uma brilhante exposição de muitas das ideias que levariam a Maio de 68. O título é uma alusão a um graffiti visto por Bard numa parede da Escola de Belas-Artes, em Paris: “Ajudem-nos: destruam-se”. Em LA COLLECTIONNEUSE, de Eric Rohmer, o crítico e teórico Alain Jouffroy expõe algumas ideias sobre necessidade de destruir a arte. Em DÉTRUISEZ-VOUS, faz uma conferência num anfiteatro da universidade na qual desenvolve algumas destas ideias: “A pintura, a poesia, o cinema, serão feitos por aqueles que reconhecem a morte da obra de arte”.
Não há revolução sem palavras nem oradores e Jouffroy é um orador brilhante.
Sala Luís de Pina
Sex. [9] 22:00

LE LIT DE LA VIERGE
de Philippe Garrel
com Pierre Clémenti, Zouzou, Tina Aumont
França, 1969 - 114 min / legendado
apresentado em nova cópia restaurada

Uma parábola sobre o mito Cristão, onde Zouzou encarna ao mesmo tempo Maria e Maria madalena, enquanto Pierre Clémenti encarna Jesus Cristo.
Um filme alegórico e “parabólico”, que contém ainda uma denúncia da repressão policial em Maio de 68.
Graças à Mecenas da Zanzibar Filmes, este foi o primeiro filme de Garrel rodado em condições “normais”,
com uma câmara profissional e três meses de rodagem.
Um filme de intensa beleza plástica, em que a capacidade inventiva de Garrel chega a resultados visuais extraordinários, em meio à sua busca da abstracção, do “cinema metafísico”.
Sala Luís de Pina
Seg. [12] 22:00

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

79º Espectáculo da entrega dos Óscares

Realizou-se ontem, em Hollywood, a 79ª cerimónia da entrega dos óscares nas várias categorias.

Sem grandes surpresas, a distribuição foi a seguinte:

Melhor Filme - The Departed-entre inimigos

Melhor Realizador - Martin Scorcese ( The Departed)

Melhor Actriz Principal - Helen Mirren ( A Rainha )

Melhor Actor Principal - Forrest Withaker ( O Último Rei da Escócia )


Posteriormente faremos uma notícia mais completa com a indicação dos premiados em todas as categorias.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007







melhor filme best picture

nomeados



Babel Babel



Departed, The The Departed: Entre Inimigos



Letters from Iwo Jima Cartas de Iwo Jima



Little Miss Sunshine Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos



Queen, The A Rainha




melhor realização best director

nomeados















Stephen Frears Queen, The
melhor actor best actor in a leading role

nomeados



















melhor actriz best actress in a leading role

nomeados



















melhor actor secundário best actor in a supporting role

nomeados



















melhor actriz secundária best actress in a supporting role

nomeados



















melhor filme estrangeiro best foreign language film

nomeados



After the Wedding (Din)
Indigènes (Alg) Indigènes


Laberinto del Fauno, El (Méx) O Labirinto do Fauno



Lives of Others, The (Ale) As Vidas dos Outros



Water (Can) Água




melhor filme de animação best animated feature film

nomeados



Cars Carros



Happy Feet Happy Feet



Monster House A Casa Fantasma




melhor argumento original best writing, screenplay written directly for the screen

nomeados



Guillermo Arriaga Babel









Michael Arndt Little Miss Sunshine



Peter Morgan Queen, The




melhor argumento adaptado best writing, screenplay based on material previously produced or published

nomeados



Alfonso Cuarón, Timothy J. Sexton, ... Children of Men



Patrick Marber Notes on a Scandal



Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, ... Borat



Todd Field, Tom Perrotta Little Children



William Monahan Departed, The




melhor fotografia best cinematography

nomeados



Black Dahlia, The A Dália Negra



Children of Men Os Filhos do Homem



Illusionist, The O Ilusionista



Laberinto del Fauno, El O Labirinto do Fauno



Prestige, The O Terceiro Passo




melhor direcção artística best art direction

nomeados



Dreamgirls Dreamgirls



Good Shepherd, The O Bom Pastor



Laberinto del Fauno, El O Labirinto do Fauno



Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest Piratas das Caraíbas: O...



Prestige, The O Terceiro Passo




melhor guarda-roupa best costume design

nomeados



Curse of the Golden Flower A Maldição da Flor Dourada



Devil Wears Prada, The O Diabo Veste Prada



Dreamgirls Dreamgirls



Marie Antoinette Marie Antoinette



Queen, The A Rainha




melhor som best sound

nomeados



Apocalypto Apocalypto



Blood Diamond Diamante de Sangue



Dreamgirls Dreamgirls



Flags of Our Fathers Flags of Our Fathers - As Bandeiras dos Nosso...



Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest Piratas das Caraíbas: O...




melhor montagem best editing

nomeados



Babel Babel



Blood Diamond Diamante de Sangue



Children of Men Os Filhos do Homem



Departed, The The Departed: Entre Inimigos



United 93 Voo 93




melhores efeitos visuais best visual effects

nomeados



Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest Piratas das Caraíbas: O...



Poseidon Poseidon



Superman Returns Super-Homem: O Regresso




melhores efeitos sonoros best sound effects editing

nomeados



Apocalypto Apocalypto



Blood Diamond Diamante de Sangue



Flags of Our Fathers Flags of Our Fathers - As Bandeiras dos Nosso...



Letters from Iwo Jima Cartas de Iwo Jima



Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest Piratas das Caraíbas: O...




melhor caracterização best makeup

nomeados



Apocalypto Apocalypto



Click Click



Laberinto del Fauno, El O Labirinto do Fauno




melhor documentário best documentary, features

nomeados



Deliver Us from Evil



Inconvenient Truth, An Uma Verdade Inconveniente



Iraq in Fragments



Jesus Camp



My Country My Country




melhor curta-metragem documental best documentary, short subjects

nomeados



Blood of Yingzhou District, The



Recycled Life



Rehearsing a Dream



Two Hands




melhor curta-metragem best short film, live action

nomeados



Binta y la Gran Idea



Éramos Pocos



Helmer & Son



Saviour, The



West Bank Story




melhor curta-metragem de animação best short film, animated

nomeados



Danish Poet, The



Lifted



Little Machinegirl, The



Maestro



No Time for Nuts




melhor canção original best original song




nomeados



"I Need to Wake Up" Melissa Etheridge Inconvenient Truth, An



"Listen" Henry Krieger, Scott Cutler, Anne Preven Dreamgirls



"Love You I Do" Henry Krieger, Siedah Garrett Dreamgirls



"Our Town" Randy Newman Cars



"Patience" Henry Krieger, Willie Reale Dreamgirls




melhor orquestração best original score

nomeados



Babel Babel



Good German, The O Bom Alemão



Notes on a Scandal Diário de um Escândalo



Laberinto del Fauno, El O Labirinto do Fauno



Queen, The A Rainha




pré-candidatos a uma nomeação para melhor filme estrangeiro



Lives of Others, The (Alemanha)



Indigènes (Algéria)



Derecho de Familia (Argentina)



Ten Canoes (Austrália)



You Bet Your Life (Áustria)



Forever Flows (Bangladesh)



Someone Else's Happiness (Bélgica)



American Visa (Bolívia)



Grbavica (Bósnia Herzegovina)



Cinema, Aspirinas e Urubus (Brasil)



Monkeys in Winter (Bulgária)



Water (Canadá)



Nomad (Cazaquistão)



En la Cama (Chile)



Curse of the Golden Flower (China)



Soñar no Cuesta Nada (Colômbia)



King and the Clown (Coreia do Sul)



Libertas (Croácia)



Benny, El (Cuba)



After the Wedding (Dinamarca)



Yacoubian Building, The (Egipto)



Gravehopping (Eslovénia)



Volver (Espanha)



Fauteuils d'Orchestre (França)



Blossoming of Maximo Oliveros, The (Filipinas)



Chariton's Choir (Grécia)



Black Book (Holanda)



Banquet, The (Hong Kong)



White Palms (Hungria)



Children (Islândia)



Paint It Yellow (Índia)



Love for Share (Indonésia)



Transit Cafe (Irão)



Dreams (Iraque)



Sweet Mud (Israel)



Nuovomondo (Itália)



Hula Girls (Japão)



Bosta (Líbano)



Before Flying Back to Earth (Lituânia)



Kontakt (Macedónia)



Laberinto del Fauno, El (México)



Moroccan Symphony, The (Marrocos)



Basain (Nepal)



Reprise (Noruega)



Madeinusa (Peru)



Retrieval (Polónia)



Alice (Portugal)



Ladrones y Mentirosos (Porto Rico)



Wedding Chest, The (Quirgistão)



Lunacy (República Checa)



Way I Spent the End of the World, The (Roménia)



9th Company (Rússia)



Tomorrow Morning (Sérvia)



Falkenberg Farewell (Suécia)



Vitus (Suiça)



Blue Cha Cha (Taiwan)



Ahimsa Stop to Run (Tailândia)



Ice Cream, I Scream (Turquia)



Aurora (Ucrânia)



Maroa (Venezuela)






pré-candidatos a uma nomeação para melhor filme de animação






Ant Bully, TheArthur and the Minimoys



Barnyard



Cars



Curious George



Everyone's Hero



Flushed Away



Happy Feet



Meltdown, The



Monster House



Open Season



Over the Hedge



Paprika



Renaissance



Scanner Darkly, A



Wild, The

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Noite da Curta Metragem no Franco-Portugais



NOITE DA CURTA METRAGEM



Amanhã a partir das 18h00, prepare-se para uma noite longa de curtas-metragens até às 3h30 da madrugada.


É a Noite da Curta Metragem


55 curtas-metragens, recentes, de todos os géneros: ficção, animação,documentário de criação, experimental e todos os outros celebrando aimaginação, a invenção e a arte das imagens.

7 sessões de 75 minutos cada.

Quatro delas serão dedicadas a filmes franceses e 1 a filme português.


Os 2 módulos da noite (0h30-3h30)apresentam as produções dos dois países na senda de uma temática experimental radical, underground e erótica.


GRANDE PLANO sobre um realizador Francês, Pierre Garbolino, e os portugueses, Paulo Abreu e Filipe Melo. Os 3 estarão presentes para apresentar os seus trabalhos e para um encontro com o público.


Bilhetes: 5€ (entrada permanente)

A Cafetaria do Instituto estará aberta e estão previstas algumas animações.


18h00 Marcel! de Jean Achache; La Femme seule de Brahim Fritah; Bouts en train deEmilie Sengelin; L'Homme sans tête de Juan Solonas e La Leçon de guitare de Martin Rit


19h20 Panorama, uma selecção de filmes de Paulo Abreu; História Trágica com final feliz de Regina Pessoa; Menu de Joana Toste; Stuart de Zepe (José Pedro Carvalheiro); Cântico das criaturas de Miguel Gomes; O Pé encarnado de Marisa Cardoso, Of. Balance de Edgar Santinhos e João Biscaia; Your Words de Mónica Santos; O Abraço do vento de José Miguel Ribeiro


20h40 Graff de Pierre Garbolino;


00h17 de Xavier de Choudens; Un Beau matin deSerge Avédikian; Les volets de Lyèce Boukhitine, Plus loin que la nuit de Baiser de Stefan Le Lay


22h00 Laetitia de Pierre Garbolino, Gratte-papier de Guillaume Martinez; Niveaudes eaux de Karim Alliane; La Conductrice de Carl Lionnet; Histoire àchuchoter de Maxime Donzel; Digue Morand de France Dubois e We are winningdon't forget de Jean-Gabriel Périot


23h30 çAA de Pierre Garbolino; À Quai de Anne de la Roche Saint-André; Dies Iraede Jean-Gabriel Périot; Stricteternum de Didier Fontan e La Route des Hêtresde Antoine Parouty


00h40 Elle s'appelle Jeanne de Pierre Garbolino; Logro de Rita Figueiredo; Le Postulat d'Euclide de Augustin Guimet; Éclosion de Jérôme Boulbès; Les Crayons de Didier Barcelo; Morrer de Diogo Camões; By the kiss de Yann Gonzalez; I'll see you in my dreams de Miguel Angèl Vivas e Johnny Good de Ricardo de Almeida


02h15 Vulgares de Frederico Fonseca; Between de David Cangardel; Les Morveux de Pierre-Louis Levacher; Near life experience de David Cangardel; Trash Cuisine de Laurent Périssé; Extracorpus de Augustin Gimel; A Religiosa de Clídio Nóbio; O Homem que gostava de Zombies de Filipe Melo; Fig. 4 de Augustin Gimel e Avant, j'étais triste de Jean-Gabriel Périot