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quinta-feira, 29 de março de 2007

Arte Contemporânea no Chiado

Inaugura no próximo dia 30 de Março, sexta-feira, às 22h00, no Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea, no Largo do Chiado n.º 8, uma exposição de João Queiroz. Esta é a quinta exposição do projecto para o Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea concebido por Miguel Wandschneider, produzido pela Culturgest e pela Fidelidade Mundial e com curadoria de Ricardo Nicolau. A exposição estará aberta ao público até 15 de Junho de 2007.


Assumidamente pintor, preocupado com os mecanismos específicos da pintura, João Queiroz (n. Lisboa, 1957) elegeu o confronto com a natureza, com a paisagem, como o campo de acção do seu trabalho. Não é, contudo, um pintor de paisagens: àquele género histórico, que subentende sempre categorizações e hierarquias, João Queiroz contrapõe, através de um idiossincrático método de trabalho, a possibilidade de uma relação com a paisagem que demita catalogações, que instaure novos modos de ver e que, nas suas palavras, “mostre o indominável”.

Se a paisagem lhe interessa é como álibi, não-tema ou, no máximo, como inesgotável depósito de convenções visuais a contrariar através da imersão física que caracteriza a sua forma de desenhar e de pintar.

É este singular processo de trabalho que o conjunto de 35 aguarelas de pequeno formato, agora apresentado no Espaço Chiado 8, permite testemunhar, embora se constitua como projecto autónomo. Estas aguarelas partem de desenhos executados numa relação directa com a natureza, mas são feitas na ausência do motivo, da paisagem, numa crescente autonomia em relação a referentes. São registos quase imediatos com uma forte dimensão performativa: executados com todo o corpo, visto partirem de “memorizares físicos”, mais do que de quaisquer códigos de semelhança, interrogam-nos com uma notável perseverança sobre o problema da representação.

O projecto de exposições para o Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 Arte Contemporânea, que apresenta agora a exposição de João Queiroz, irá desenrolar-se até ao final de 2008, englobando catorze exposições individuais de artistas portugueses. A escolha dos artistas não se rege por critérios geracionais nem privilegia um determinado medium. O projecto tem a intenção de dar a conhecer a um público alargado o trabalho de artistas que se destacam pela singularidade e com os quais esse público não está necessariamente familiarizado. Na sua maioria, as exposições irão apresentar trabalhos inéditos e, em diversos casos, pensados especificamente para o espaço expositivo.

Não se exclui a hipótese de incluir obras que já foram expostas noutras situações, embora sujeitas na sua apresentação às necessárias adaptações às especificidades desse espaço. A identidade do projecto não decorre de qualquer orientação programática previamente definida, mas antes da combinação de todas essas escolhas e das obras apresentadas. .

Cada exposição será acompanhada de um pequeno catálogo e, no final de 2008, será editado um catálogo de todo o projecto.


terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Pintura de MANUEL AMADO no Palácio Nacional da Ajuda

A exposição de pintura de Manuel Amado, denominada “O espectáculo vai começar”, será inaugurada amanhã, às 21h30, na Galeria de Pintura do Rei D. Luís, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

A inauguração contará com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, do Presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico, Elísio Summavielle e do Presidente do Millennium bcp, Paulo Teixeira Pinto.

Serão expostos 50 óleos sobre tela de linho e apresentado o catálogo das 50 obras inéditas reproduzidas a cores, com textos de João Pinharanda, comissário da exposição, bem como de Paulo Teixeira Pinto, Presidente do Millennium bcp e Elísio Summavielle, Presidente do IPPAR.

A exposição estará patente até 17 de Março e pode ser visitada todos os dias das 12h00 às 18h30, encerrando às segundas-feiras.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

XX salão de Outono no Casino Estoril

Encontra-se patente na Galeria de Arte do Casino Estoril, até 15 de Janeiro, o XX Salão de Outono, considerada a mais importante colectiva de pintura da programação anual desta galeria.

Na edição do corrente ano participam 39 autores representativos das principais correntes contemporâneas, desde o expressionismo ao neofigurativismo e ao abstraccionismo geométrico, com a presença de nomes como Júlio Pomar, Nadir Afonso, Guilherme Parente, Manuel Cargaleiro, Noronha da Costa, Paulo Ossião, Sérgio Telles, Jacinto Luis, António Joaquim, Fernando Gaspar, Alfredo Luz, os professores Joaquim Lima Carvalho, António Pedro, Quadros Ferreira e Pedro Rocha.



Na inauguração deste Salão, pelo qual passaram até hoje 390 artistas, o director da galeria, Lima de Carvalho, revelou que a edição do próximo ano passará a incluir, além da pintura, também o desenho e a fotografia e terá por tema o Vale do Douro, desde a nascente à foz, nos seus múltiplos aspectos e valores, humanos, paisagísticos, laborais, feiras e festas, navegabilidade do rio, vindimas e outros aspectos que se insiram no âmbito do tema geral, com a participação por convite de artistas portugueses e espanhóis, com preferência pelos que já tenham tratado o tema enunciado e tenham nascido ou sejam residentes naquela região e correspondam ao nivel de qualidade que tem caracterizado esta colectiva “Douro/Duero” será o nome da exposição, que em princípio se realizará em Outubro do próximo ano.



O XX Salão de Outono, que assinala 20 anos de realização e procurámos que fosse considerado uma homenagem à Pintura, foi já visitado por mais de 5.000 pessoas e ficará patente ao público até 15 de Janeiro, todos os dias, das 15 ás 24 horas, excepto no próximo dia 24, em que o casino se encontra encerrado.


É uma exposição que, pelo nível dos autores presentes e a qualidade dos trabalhos apresentados, merece ser visitada.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Soares dos Reis reabre com exposição de Dordio Gomes






Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto
Inauguração da exposição
Dordio Gomes na colecção de arte Millennium bcp






Inauguração 19 de Dezembro, 3ª feira, pelas 19h00






O Museu Nacional de Soares dos Reis expõe um conjunto de obras do pintor Dordio Gomes (1890-1976) pertencentes à colecção do Millennium bcp, representativas de diferentes fases do percurso do artista, datadas de um período compreendido entre a década de 20 e a década de 70.




Apresentam-se paisagens urbanas do Porto, cidade onde o artista se radicou em 1934 para ensinar na Escola de Belas Artes; e peças com motivos rurais do Alentejo, de onde o artista é natural, particularmente as paisagens com sobreiros e cavalos, tão características de Dordio Gomes.






Também a sua obra de fresco, realizada entre os anos 40 e os anos 60, está representada na exposição através de estudos elaborados, em 1944, para os painéis decorativos do Café Rialto, no Porto, hoje património daquela instituição bancária.






Legenda da imagem




Dordio Gomes, Avenida dos Aliados (Porto), óleo sobre tela, 1944. Direitos reservados. Colecção de Arte Millennium bcp. (Fotografia: PH3.)