sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Orquestra Nacional do Porto em Vila Flor

A Orquestra Nacional do Porto estreia no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, no próximo dia 18 às 22h00.

Suite Carmen é uma das obras mais conhecidas do grande público, pelo ambiente intimista e insinuante que produz.
Originalmente composta por George Bizet, sofreu vários arranjos e re-orquestrações, por parte de inúmeros compositores, como é o caso do russo Rodion Schedrin, cuja versão será interpretada neste evento.

Escrita para o 40º aniversário da Revolução de Outubro, a Sinfonia nº 11 de Shostakovich é, na verdade, dedicada à primeira tentativa de revolução que teve lugar em 1905.
Os momentos dramáticos do chamado "Domingo Sangrento" de Janeiro de 1905, ganham vida nas sonoridades inquietantes desta sinfonia.

A direcção musical do concerto está a cargo do maestro britânico Martin André, conhecido pela sua versatilidade na condução de óperas e concertos, com actuações regulares no Reino Unido, Europa e América do Norte.

Centro Cultural de Vila Flôr
Av. D. Afonso Henriques nº 701, Urzes.
Telf. 253 424 700

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Estreia mundial de Emmanuel Nunes na Glubenkian

Estreia no próximo dia 18 pelas 19.00h, no Grande Auditório da Glubenkian, Remix Ensemble com Emmanuel Nunes.
REMIX ENSEMBLE

Peter Rundel (direcção)
Pierre Strauch (violoncelo)
Stephanie Wagner (flauta)

Emmanuel Nunes Épures du serpent vert II (Estreia Absoluta)
Luciano Berio Tempi ConcertatiIl ritorno degli snovidenia



O Remix Ensemble, sob a batuta do seu actual maestro titular, Peter Rundel, regressará ao Grande Auditório Gulbenkian no próximo dia 18 de Fevereiro com um programa que reúne obras de Luciano Berio (1925-2003) e de Emmanuel Nunes (1941), dois nomes marcantes da criação musical das últimas décadas.

Em estreia mundial, ouvir-se-á Épures du serpent vert II, excerto da ópera baseada num conto de Goethe em que Nunes está a trabalhar presentemente, cuja estreia terá lugar no TNSC (Teatro Nacional de S. Carlos), na temporada de 2006/2007 .

A segunda parte do programa será exclusivamente dedicada à música de Berio.

Serão escutadas Tempi concertati e Il ritorno degli snovidenia, obras representativas de dois momentos muito diferentes do percurso criativo do compositor italiano.

Tempi concertati foi escrita na década de 50, durante o período mais radical e formalista da vanguarda artística europeia.

Il ritorno degli snovidenia, por seu turno, tem sido considerada um exemplo da nova expressividade surgida a partir de fins da década de 60.

Foi o resultado de uma encomenda de Mstislav Rostropovich, endereçada pouco depois da sua saída da ex-URSS para o exílio.

A propósito desta obra, que incorpora fragmentos de canções revolucionárias russas, Berio disse que era uma “homenagem a um sonho atraiçoado”.

A interpretação da parte solística caberá ao compositor e violoncelista Pierre Strauch, distinguido no Concurso Rostropovich de La Rochelle, em 1977, e membro do Ensemble Intercontemporain.


Emmanuel Nunes inicia os seus estudos em Harmonia, Contraponto e Fuga em 1959 com Francine Benoît, na Academia de Amadores de Música de Lisboa, onde também frequenta as aulas de Louis Saguer sobre Escrita Musical do Século XX, revelando-se estas últimas de extrema importância para o compositor.
Entre 1960 e a sua partida para Paris, em 1964, tem aulas particulares de Composição com Fernando Lopes-Graça, uma vez que sendo membro do Partido Comunista, este havia sido proibido de leccionar pelo Regime Fascista.
Entre 1962 e 1964 frequenta os Cursos de Verão de Darmstadt, onde se interessa sobretudo pelas aulas de Henri Pousseur e Pierre Boulez.
Passa então um ano em Paris, preparando-se para estudar composição com Karlheinz Stockhausen e novamente com Henri Pousseur na Rheinische Musikschule de Colónia de 1965 a 1967.

Regressa a Paris onde volta a trabalhar em solitário até 1970.

Por forma a obter uma bolsa do Ministério de Educação Nacional em Portugal, Emmanuel Nunes inscreve-se nas aulas de Estética de Marcel Beaufils no CNSM (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris).
Obtém o seu primeiro prémio em 1971 depois de desenvolver com Michel Guiomar, na Université Sorbonne, uma tese sobre a 2ª Cantata de Anton Webern e a evolução da linguagem musical dessa época, trabalho que deixará inacabado.
De 1974 a 1976, Emmanuel Nunes é responsável pelas aulas de Iniciação à Composição do Séc. XX da Universidade de Pau (em França), destinadas a futuros professores de Educação Musical.
A partir de 1981, dirige seminários de Composição na Fundação Gulbenkian em Lisboa e no ano seguinte é convidado por Ivan Tchérépnine para realizar conferências sobre a sua música na Harvard University.
De 1986 a 1991 desempenha as funções de professor na Escola Superior de Música de Freiburg em Breisgau.
De 1990 a 1994 lecciona Composição e Música de Câmara na Escola Nacional de Música de Romainville e Composição no CNSM (Escola Superior do Conservatório Nacional de Música e Dança de Paris) a partir de 1992.
Em 1985 é convidado por Pierre-Yves Artaud para dar um conjunto de seminários subordinados ao tema "L'attitude instrumentale" no IRCAM (Institut de Recherche et Coordination Acoustique / Musique), que virá a repetir no ano seguinte durante os Ateliers de Verão de Darmstadt.
Em 1995 lecciona na Academia de Verão do IRCAM e novamente em Darmstadt em 2002.
Em 2004, é convidado para realizar uma série de aulas, conferências e concertos na Universidade Católica de Santiago do Chile.

Os primeiros concertos de Emmanuel Nunes têm lugar na Fundação Gulbenkian em Lisboa, nomeadamente Purlieu em 1970 e Dawn Wo em 1971, na sequência dos quais André Jouve o apresenta em "Perspectives du XXème siècle", naqueles que foram os seus primeiros concertos em Paris.
Em 1975, a estreia de Voyage du Corps (para conjunto vocal e electrónica em tempo real) no Festival de Royan, está na génese do seu encontro com Tristan Murail que passa a incluir regularmente Emmanuel Nunes no "L'Itinéraire" até 1980.
A sua notoriedade é reconhecida em 1977 com a ida da Orquestra de Baden Baden a Royan para a estreia de Ruf e a sua repetição no mesmo ano durante Festival de Donaueschingen, sob a direcção de Ernest Bour.
No seguimento destes concertos, é convidado a mudar-se para Berlim por um período de um ano como bolseiro da DAAD (Serviço Alemão de Intercâbio Académico).

É a partir do fim dos anos 70, com a entrada de Luís Pereira Leal como director musical na Fundação Gulbenkian em Lisboa, que a sua obra passa a ser apresentada com regularidade, recebendo diversas encomendas e ainda através de duas retrospectivas de relevo.
Entre 1986 e 1988 e pelas mãos do Ensemble Modern e de Ernest Bour, os concertos de Emmanuel Nunes multiplicam-se por vários países, sobretudo com as obras Wandlungen e Duktus.
1992 é o ano da apresentação de Quodlibet no Coliseu dos Recreios de Lisboa, peça para conjunto vocal, seis percussões e orquestra, que volta a ser tocada cerca de 15 vezes pela Europa.
No mesmo ano, o Festival de Outono em Paris dedica-lhe uma retrospectiva, bem como apresenta vários concertos em 1994 e 1996, com a estreia de Omnia Mutantur Nihil Interit.

Também em 1995 e 1996, são tocadas várias obras do compositor durante o Festival de Edimburgo.
Emmanuel Nunes trabalha com regularidade no IRCAM (Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique) desde 1989, ano em que começa a compor Lichtung I e inicia um percurso de estreita colaboração e pesquisa com Eric Daubresse, que mantém até hoje.
O seu trabalho com o "tempo real" termina em 1992 com a estreia de Lichtung I em Paris e da primeira versão de Lichtung II em 1996; as versões definitivas e integrais das duas peças virão a ser tocadas no ano 2000 em Paris, pelo Ensemble Intercontemporain, dirigido por Jonathan Nott.

No entanto, diversas obras suas têm sido compostas sem recurso a meios informáticos.
Nos anos 90, compõe Musivus e realiza uma nova versão de Nachtmusik II, duas obras para grande orquestra que virão a ser apresentadas respectivamente em 2000 na Filarmónica de Colónia e em 2002 em Donaueschingen.
Duas importantes retrospectivas do compositor são levadas a cabo pelo Festival Ars Música de Bruxelas em 1999 e pelo Festival Tage für Neue Musik de Zurique em 2000.
É também de realçar a estreita colaboração mantida com o Remix Ensemble, desde a criação deste agrupamento portuense.
Presentemente, o compositor tem dois projectos em curso: uma ópera baseada no conto de Goethe Das Märchen; e uma série de peças inspiradas na novela La Douce de Dostoïevsky, que serão reagrupadas para apresentação ao vivo e que formarão uma obra a meio-caminho entre o Teatro e a Ópera de Câmara e em que o protagonismo é dado ao recitante.
Improvisation é o título geral destas peças, sendo que as duas primeiras são estreadas no Festival Wittener Tage em 2003; uma por Christophe Desjardins para viola solo e outra pelo Ensemble Recherche, dirigido por Franck Ollu.

Emmanuel Nunes é Doutor Honoris Causa pela Universidade de Paris VIII desde 1996 e a sua carreira musical tem sido reconhecida por várias entidades, designadamente através do Prémio CIM - UNESCO (Prémio Internacional da Música da Unesco) em 1999 e do Prémio Pessoa em 2000.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Livro de Mari Alkatiri é agora lançado em Portugal

No próximo dia 16 pelas 18.00h será o lançamento, em Portugal, da 2ª edição do livro TIMOR-LESTE: O CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO da autoria de Mari Alkatiri, na Reitoria da Universidade de Lisboa.

Após o sucesso da 1ª edição, lançada em Dili a 26 de Novembro de 2005, que contou com a presença de Kay Rala Xanana Gusmão, apresentador da obra, de todos os membros do Governo da República Democrática de Timor-leste e de mais de 400 pessoas, o Primeiro-ministro, Mari Alkatiri, vem a Lisboa lançar a 2ª edição do seu livro, editado pela Lidel.

Esta obra é a compilação de alguns dos principais discursos que ilustram o trabalho desenvolvido pelo chefe do Executivo timorense desde 2001, momento em que, ao lado de Sérgio Vieira de Mello, assumiu funções de Ministro-chefe do II Governo de Transição até à actualidade, com o discurso de final do ano de 2005 e com os discursos de Xanana Gusmão.

Mari Alkatiri, o primeiro chefe do Executivo do mais novo Estado--nação do mundo, tem 56 anos e é pai de três filhos. Nasceu em Díli, onde aprendeu as primeiras letras e foi um dos fundadores da FRETILIN (Frente Revolucionária do Timor-leste Independente).

Deixou Timor-Leste em 1975, aquando da ocupação Indonésia e foi o responsável pela delegação da Resistência baseada em Moçambique.

Licenciou-se em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, tendo voltado a Timor-leste em Outubro de 1999.

Ocupou o cargo de ministro doa Assuntos Económicos no I Governo de Transição da UNTAET (Administração Transicional das Nações Unidas em Timor-leste) e, a seguir às eleições da Assembleia Constituinte, assumiu a chefia do II Governo Transitório.

Com a Independência do país, a 20 de Maio de 2002, tomou posse como Primeiro-ministro.

A apresentação do livro será da responsabilidade do Ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral e com prefácio do dr. Mário Soares.

“Timor-leste tem feito progressos notáveis em direcção ao desenvolvimento.
Desde que assumiu funções de Primeiro-ministro, Mari Alkatiri é o principal responsável pela marcha colectiva de um Estado que nasceu das cinzas.”


Após a Cerimónia do lançamento actuará a Tuna da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Vicentuna.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Jornalismo, Grupos Económicos e Democracia de Fernando Correia

No próximo dia 15 pelas 18.30h será lançada a obra Jornalismo, Grupos Económicos e Democracia de Fernado Correia com apresentação de Alfredo Maia e Mário Mesquita.

É uma realidade incontestável que os media (entendidos aqui no sentido restrito de órgãos de comunicação social) ocupam hoje um lugar central na nossa sociedade.
Isto deve-se à força da sua influência conjunta, em particular daqueles que iremos caracterizar como os media dominantes, mas, essencialmente, ao peso da televisão, quer sobre a opinião pública e a consciência social quer sobre os outros meios; à transformação dos media em geral num importante ramo de negócios que implica vultuosos investimentos, mas também capaz de gerar enormes lucros, no que se refere às grandes empresas do sector; ao enorme poder dos media – isto é, daqueles que têm o poder nos media - sobre os políticos e as instituições políticas à escala nacional e mundial – deste modo provocando uma perigosa perversão no funcionamento da democracia.
A obra é editada pela Editorial Caminho.

"Na Cara" de Leo Cartouche


Leo Cartouche traz ao Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda no próximo dia 16 de Fevereiro às 22.00h, o espectáculo de variedades Na Cara.

Uma hora repleta de acção, habilidades provocações e improvisações constantes com o público.
Na Cara junta ingredientes como elementos circenses, originalidade e uma fortíssima presença com um toque muito divertido de loucura.

Leo Cartouche tem formação em teatro físico e do gesto na escola Jacques Lecoq em Paris (França) e Teatro Kiklos em Pádua (Itália), tem desde o seu início como criador de espectáculos a preocupação de integrar uma forte vertente física nos seus trabalhos e desenvolver simultaneamente a fusão de linguagens cénicas.

Teatro Municipal da Guarda
Rua Batalha Reis Nº 12
Tel. [+351] 271 205 240

Descobrir a Música na Glubenkian

Para mais informações contacte: descobriramusica@glubenkian.pt .


Do menino-prodígio que encanta as cortes da Europa com os seus minuetes galantes ao visionário cujas obras finais antecipam muito do universo expressivo do Romantismo, desenha-se um percurso biográfico e artístico único e fascinante.
O homem que abandona a segurança de um emprego estável de Mestre de Capela ao serviço do Príncipe-Arcebispo de Salzburgo e aposta no novo circuito profissional liberal dos concertos públicos, edições e encomendas é também o criador insatisfeito que deixa a sua marca renovadora incontornável na Ópera, na Sinfonia, no Concerto e na Música de Câmara.

Noite de Reis pela Companhia Paulo Ribeiro

No próximo dia 16 estreia, Noite de Reis, no Centro Cultural de Belém - Sala de Ensaio, em Lisboa.

Um espectáculo de teatro e a dança onde Leonor Keill dá vida aos personagens cómicos de Noite de Reis, para um público a partir dos 12 anos de idade.

O título original desta peça, Twelfth Night, refere-se à décima segunda noite depois do Natal; noite de 6 de janeiro, Dia de Reis.

Na tradição britânica, o Dia de Reis encerra o ciclo de festejos natalinos, e o costume diz que patrões presenteiam empregados.

Nesta peça, um grupo arma uma cilada para fazer de bobo Malvólio, personagem que não sabe se divertir e muito menos aceitar a diversão dos outros.
Uma segunda personagem que não está imbuída do espírito de diversão naquele Dia de Reis é Olívia, que guarda luto severo pela perda de seu irmão – até que isso perde sua importância quando ela conhece Cesário e por ele se apaixona.

Aqui entra a genialidade shakespeariana, lidando de modo magistral com questões de amores não correspondidos, afetos impossíveis, identidades falseadas, e levando a trama cómica a um final feliz de acertamentos amorosos.
Os amores acontecem e desacontecem, o ser amado a um tempo pode ser um e a outro tempo pode ser outro.

Dias 16 e 17 de Fevereiro às 11.00h
Dia 18 às 18.00h
Dia 19 às 15h30

Dia 23 Noite de Reis sobe ao palco do Teatro Viriato, em Viseu.

Fim-de-semana Cultural em Vidago.

No próximo dia 18 terá lugar, no Vidago Palace Hotel, mais uma iniciativa cultural inserida no âmbito das 4 Estações Concertos de Vidago que pretendem criar e revitalizar as tradições em Vidago.


Durante o fim-de-semana vai ser possível usufruir das mais variadas ofertas do Hotel e beneficiar da paisagem singular de Trás-os-Montes.

Desta feita terá lugar um recital de piano com peças interpretadas por Bárbara Dória e comentado pelo Maestro Miguel Atalaya.



Bárbara Dória conta já com recitais um pouco por todo o mundo nomeadamente, Portugal, Espanha, França, Áustria, Cabo-Verde e E.U.A e no seu repertório podemos encontrar nomes como Bach, Beethoven, Chopin, Debussy, Mozart, Schubert.

Vidago Palace Resort
Tel: (351) 276 990 900
Fax: (351) 276 907 359

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Bow Wow é lançado dia 13 pela Sony/BMG

O quarto disco de originais de Bow Wow, Wanted, mantém-se fiel à sonoridade R&B e hip hop.

Anteriormente conhecido por Lil Bow Wow, mudou de nome assim que amadureceu a sua carreira e o som dos seus discos.

O novo trabalho Wanted revela mais maturidade em Bow Wow, agora com 18 anos, e conta as participações de grandes nomes da música internacional como Snoop Dogg, Jermaine Dupri, J-Kwon, Omarion (no primeiro grande hit de Rádio "Let me hold you") e Ciara no segundo single deste disco - "Like you".

Jermaine Dupri assina novamente a produção deste novo álbum de Bow Wow.

Este album conta com 11 temas e mais um de bónus.

Paralelamente ao mundo da música, o jovem rapper norte-americano continua a apostar na sua carreira no cinema e, mais recentemente, no filme Roll Bounce com estreia prevista para este ano em Portugal.

Ciclo Fidelidade/Infidelidade no Instituto Franco-Português

Nos próximos dias 13 e 14 de Fevereiro serão exibidos dois filmes do cineasta Claude Chabrol: La Femme Infidèle, com Stéphane Audran e Michel Bouquet e L'Enfer, com Emmanuelle Béart e François Cluzet, integrados no Ciclo Fidelidade/Infidelidade do Instituto Franco-Português.

Realizador, argumentista, produtor, actor, director artístico, Claude Chabrol nasceu em Paris a 24 de Junho de 1930.

Filho de farmacêutico Chabrol inicia-se no cinema aos 12 anos, como projeccionista, na garagem de uma pequena aldeia no departamento francês La Creuse, onde mantém um cineclube durante a guerra.

De regresso a Paris retoma os seus estudos de Direito e frequenta assiduamente as salas de cinema da cidade, onde vai encontrando alguns jovens, tal como ele, apaixonados da 7ª arte com quem irá participar na aventura da revista Cahiers du cinéma (1952-1957).

A sua primeira produção é o filme de Jacques Rivette, Le Coup du berger (1957) e em 1958 assina a sua primeira longa-metragem , Le Beau Serge.
Um filme em grande parte autobiográfico que obtém o Prémio Jean Vigo e conhece um bom sucesso entre o público e a crítica.
Le Beau Serge é considerado um dos filmes-chave da Nouvelle-Vague.

Em La Femme Infidèle, um filme de 1969, bem como em Le Boucher e Que la bête meure que realiza por essa data, Chabrol ajusta contas com a burguesia de província filmando histórias de crimes e de adultério, onde cada um se esforça por salvar as aparências mais que a virtude.

Dos policiais à adaptação de romances sucedem-se os filmes e as suas colaborações com grandes nomes do cinema francês (Belmondo, Isabelle Huppert, Michel Serrault, Philippe Noiret, Marie Trintignant, MichelBouquet) e com valores seguros de uma nova geração, como Benoît Magimel.

Emmanuelle Béart e François Cluzet são os actores que Chabrol escolheu para L'Enfer (1994), um filme que nos mergulha no inferno de vida em que se tornou a de Paul (François Cluzet), um homem bafejado pela sorte que gosta do que faz, tem uma esposa magnífica (Emmanuelle Béart), mas que pouco a pouco vai sendo torturado pelos ciúmes levando-nos com ele no turbilhão da sua loucura.

Em 2005 o conjunto da sua obra foi distinguido pelo Prémio René Clair.

Em 2006, com L'Ivresse du Pouvoir, oferece-nos um novo olhar acutilante sobre a actualidade, com o retrato de uma mulher manipuladora e manipulada, interpretada por Isabelle Huppert, aqui uma juiza de instrução.

Chabrol é um dos mais mediáticos realizadores franceses da sua geração.

13 de Fevereiro às 19h00
La Femme Infidèle de Claude Chabrol
Drama - 1969 - 98' - Versão original em francês, legendada em português
Com : Stéphane Audran, Michel Bouquet, Michel Duchaussoy, Maurice Ronet

14 de Fevereiro às 19h00
L'Enfer de Claude Chabrol
Drama - 1994 - 100' - Versão original em francês, legendada em português
Com : Emmanuelle Béart, François Cluzet

20 de Fevereiro
Marie-Jo et ses Deux Amours de Robert Guédiguian
Romance - 2001 - 124' Versão origial em francês, legendada em português
Festival de Cannes 2002

Institut Franco-Portugais
Av. Luís Bívar, 91
Lisboa

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Lançamento do livro "Espaço Público em Hannah Arendt"

No próximo dia 9 de Fevereiro, pelas 18:30, será lançado o livro "Espaço Público em Hannah Arendt" de Carla Martins, na Sala de Âmbito Cultural, piso 7 do El Corte Inglés, em Lisboa.

Hannah Arendt que foi uma das mulheres mais carismáticas e emblemáticas do século passado.

Num tempo em que personalidades como Virginia Woolf, Gertrude Stein, Simone Weil, Simone Beauvoir e tantas outras fizeram da emancipação feminina e da afirmação da liberdade do pensamento o seu estandarte fundamental, Hannah Arendt só muito recentemente foi valorizada.

Diversos factores têm de ser avaliados, no seu conjunto, para compreender o seu tardio reconhecimento.

Hannah Arendt nasceu em Hannover, em 1906 e mudou-se para Könisberg em 1910.

Sabe-se que teve uma infância difícil, embora a sua educação tivesse ocorrido num meio intelectual e artístico, permitindo e propiciando a tolerância e a abertura do pensamento.

Filha única, sofreu a morte do seu pai aos seis anos que, antes disso, se encontrava doente e paralisado.
A mãe voltou a casar com um homem que tinha, de um casamento anterior, duas filhas.
Uma delas, Clara, de quem Hannah gostava muito, suicidou-se alguns anos antes da chegada de Hitler ao poder.

Inteligente e belíssima, Hannah Arendt estudou Filosofia, Teologia e Filologia Clássica nas Universidades de Marburgo, Friburgo e Heidelberg.
Foi, sucessivamente, aluna de Jaspers, de Heidegger, de quem se tornou amante de Bultmann e de Jaspers e, sob a direcção deste último, realizou a sua tese de Doutoramento em Filosofia: Der Gottesbegriff bei Augustin (O Conceito de Amor em Santo Agostinho).

Carla Martins, a autora, tem 30 anos e é licenciada e mestre em Filosofia pela Universidade de Coimbra.
Desenvolve actualmente doutoramento na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na área das ciências da linguagem e da comunicação.

Iniciou o seu percurso profissional como jornalista, tendo trabalhado na RTP em 2000 e 2003.
Colabora regularmente com as revistas "Jornalismo & Jornalistas" e "Media XXI" e com o programa "Clube dos Jornalistas".

Este livro faz parte da colecção "Comunicação" dirigida pelo professor Mário Mesquita, editada pela Minerva.

Sabores do Toiro Bravo em Coruche


Love Letters de A. R. Guerney

De novo em cena Love Letters no Auditório Ruy de Crvalho, em Carnaxide, de quinta a sábado às 21.30, até 25 de Fevereiro.

Depois do sucesso que fez na Primavera, volta à cena Love Letters, encenado por Celso Cleto, interpretado por Alina Vaz e Alberto Vilar.

Uma performance intimista para dois actores que incarnam Melissa e Andy, duas personagens que mantiveram durante mais de 50 anos uma relação forte feita de desencontros. Uma relação epistolar entremeada de breves encontros entre uma mulher ousada e consciente do seu papel social e cultural, e um homem tecnocrata que chegou a senador dos Estados Unidos e que envia cartões de Boas Festas com a fotografia da família.

Love Letters apresenta uma crítica ao padrão social norte-americano, mas questiona também a moral do homem público.

Para mais informações contactar: Auditório Municipal Ruy de Carvalho, situado na Rua 25 de Abril, Lote 5 (junto ao Centro Cívico) em Carnaxide.
Telf.: 21 440 85 83

Exposição de Pintura de Armanda Passos

No próximo dia 16 pelas 19.00 na Galeria de São Mamede, em Lisboa, será inaugurada uma exposição de Pintura de Armanda Passos.


Esta exposição composta por 16 óleos sobre tela, intitulada "O Sagrado" e com o texto de abertura do catálogo pelo Prof. João César das Neves, marca 20 anos de colaboração da pintora Armanda Passos com a Galeria e estará patente até 15 de Março.

Natural de Peso da Régua, Armanda Passos vive e trabalha no Porto onde se licenciou em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes.

Foi distinguida ao longo da sua carreira com diversos prémios e menções honrosas e encontra-se representada no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Moderna da Fundação de Serralves, no Museu Nogueira da Silva em Braga, no Museu Amadeo de Sousa Cardoso em Amarante, no Museu de Chaves e na Secretaria de Estado da Cultura no Porto.

A sua pintura coloca-se num lugar sem precedência tanto pelos temas plásticos elegidos - as famosas "mulheres de Armanda" - como pelos acentos do respectivo tratamento.

Junto à galeria existe um Parque de Estacionamento no prédio imediatamente anterior, (para quem vem do Largo do Rato) na Rua da Escola Politécnica.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Critica da Exposição de Fotografia

O Hardmusica .com esteve na inauguração da Exposição de Fotografia de Duarte Belo.

A exposição conta com fotografias a cor de materiais de trabalho, como cartões de memória, pilhas de fotografias, rolos, objectivas, máquinas, etc. Em simultaneo são-nos apresentadas fotografias de vulvos de pedra em fotografia a preto e branco.

Relativamente ao catálogo da exposição há um défice informativo reproduzindo apenas algumas fotografias que constituem a exposição.

Ao Hardmusica.com Duarte Belo afirmou que depois do "fracasso, má organização e alguma polémica na 'Faro 2005' é altura de começar um novo ano". Para este trimestre tem agendada uma exposição em Idanha-a-Nova, onde apresentará trabalhos de um seu próximo livro.

Previsto está também a criação de um "site", onde apresentará informações sobre os seus trabalhos, biografia e a agenda das exposições.

Professores e poucos alunos estiveram presentes na inauguração, uma fraca adesão que se pode relacionar com as condições meteorológicas.

Hardmusica.com foi recebido pela vice-presidente do Conselho Executivo, Benedita Salema, e pelo Relações Publicas, João Figueiredo Dias. O responsável pelas exposições, Pedro Morais, primou pela ausência mas surgiu depois entre os visitantes, mas vimo-lo!





Para melhor chegar à Galeria Lino António.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Exposição de Fotografia de Duarte Belo

Amanhã é inaugurada uma exposição de fotografia de Duarte Belo, pelas 18:00 na Escola Secundária António Arroio, em Lisboa.


Duarte Belo. licenciado em arquitectura, nasceu em 1968 em Lisboa. Começou a expor individualmente em 1989.
O artistas é o responásavel pela fotografia de “O Sabor da Terra” , obra em 14 volumes, editada em 1998, do historiador José Mattoso e da geógrafa Suzanne Daveau.

De sua autoria citem-se os títulos “Ruy Belo – Coisas de Silêncio” (2000) e “O leitor escreve para que seja possível”(2001), a partir de um poema de Manuel Gusmão.

O ano passado no âmbito de “Faro - Capital Nacional da Cultura” foi apresentado durante dois dias o seu livro em aprceria com o poeta algarvio “Geografia do Caos”, tendo paralelamente decorrido as exposições de sua autoria, “O Barrocal e a Serra do Caldeirão”, no Instituto Português da Juventude e, “Cortiça em São Brás de Alportel” no Museu do Trajo Algarvio.

A sua obra fotográfica integra colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro.

O Pavilhão de Portugal na Expo'98 mostrou a região da Beira vista pela objectiva de Duarte Belo, fotografias que constituíram a exposição itinerante "Portugal – O sabor da terra". O trabalho de Duarte Belo privilegiou o património edificado - elementos arquitectónicos tradicionais e formas primitivas de ocupação- o que dá "um espaço à realidade complementar dos que ficaram à solidez do território que constitui sempre o porto de partida mas também o cais onde se regressa no fim da viagem", como escreveu bo texto do catálogo da exposição Simonetta Luz Afonso, comissária de Portugal para a Expo'98.

A exposição estará patente até ao próximo dia 24 na Galeria Lino António, na Escola Artística António Arroio (Rua Coronel Ferreira do Amaral).


Lino António que baptiza a galeria foi director desta escola de artes e artista plástico, nomeadamente aitor dos vitaris da Casa do Douro, em Lamego. Nascido em Leiria a 26 de Novembro de 1898. Abandonou o ensino aos 70 anos por imposição legal, continuando a dedicar-se à pintura, morrendo, vítima de um acidente vascular a 23 de Outubro de 1974.