segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Casos Polémicos em Livro

Debaixo da Cidade com Manuel Wiborg no CCB

DEBAIXO DA CIDADE

TEXTO | GONÇALO M. TAVARES

ENCENAÇÃO | MANUEL WIBORG E CLÁUDIO DA SILVA

INTERPRETAÇÃO | MANUEL WIBORG

Imagem (metaficheiro)

ESPECTÁCULO: 25, 26, 28 E 30 SET. | 21H | SALA DE ENSAIO DO CCB



Alguém ou algo está debaixo de um espaço. Debaixo da cidade é o título. Poderá ser debaixo da cidade ou debaixo simplesmente de uma casa. O certo é que alguém ou algo fugiu ou se afastou.

Alguém que receia as acções e os acontecimentos. Alguém que receia os próprios objectos e ainda os acontecimentos que podem resultar do cruzamento de um corpo com esses objectos. Depois, subitamente, alguém entra.

Lá em cima, algo acontece. E os acontecimentos são perigosos. É necessário continuar a fugir.


O texto "Debaixo da Cidade", de Gonçalo M. Tavares, publicado no livro A Colher de Samuel Beckett pela editora Campo das Letras, é o ponto de partida para este espectáculo encenado por Manuel Wiborg e Cláudio da Silva onde o corpo é eleito como espaço de representação. Em palco, numa sequência de imagens provocada pela projecção de focos de luz, o corpo nu de um homem vai sendo desvendado por partes, ao mesmo tempo que cada palavra emerge: " (...) O meu corpo. Ainda posso explorar muito. Esta casa é enorme. Ainda não toquei em nada. É preciso tocar. O toque salva". O monólogo já havia sido entregue pelo autor a Manuel Wiborg há cerca de quatro anos, altura em que o actor encenou pela primeira vez o texto cómico, também de Gonçalo M. Tavares, O Homem ou é Tonto ou é Mulher. Estreia absoluta, o recente monólogo é, por seu lado, de cariz dramático e resulta num espectáculo de grande crueza estética.

Cozido à Portuguesa no Teatro D. Maria II

COZIDO À PORTUGUESA

NO SALÃO NOBRE

DO TEATRO NACIONAL D. MARIA II

ENSEMBLE JER

PRODUÇÃO ENSEMBLE JER

SET 28 – OUT 08

3ª a DOM 19H

Definem-se como artistas músicos e o seu trabalho é um manifesto de humor e ironia.

Do século XVII ao século XX, tudo cabe neste Cozido à Portuguesa que revisita a história da música erudita nacional.

O Ensemble Jer apresenta no Salão Nobre do TNDM II um espectáculo surpreendente. Fundado em 1990 por José Eduardo Rocha (JER), o mentor do Ensemble com o seu nome, o JER retoma o conceito de Cage, “toy instruments”, e apresenta um repertório para instrumentos de plástico aplicado essencialmente à música erudita. A versatilidade dos elementos deste projecto leva-os a tocar instrumentos como violinos Chicco, melódica, corneta de plástico, entre muitos outros. No seu mais recente projecto, sob o título genérico de Cozido à Portuguesa, o Ensemble JER apresenta um programa constituído por grandes obras de autores portugueses, tais como: Diogo Dias Melgas, Miguel Andrade, Carlos Seixas, Manuel Cardoso, Hugo Ribeiro e José Eduardo Rocha.

Dança pela Companhia Nacional de Bailado

Monte Lunai – Teatro Camões – Parque das Nações
Baile de Rua
23 de Setembro às 17.30
Entrada Livre

E agora a dança...
Enquadrado no Ciclo “Let’s Dance”, os Monte Lunai tocam já no próximo Sábado dia 23 às 17.30 na fachada do Teatro Camões numa localização privilegiada à beira-rio.
Terá assim, mais uma oportunidade para dançar ou, se ainda não sabe, aprender algumas danças tradicionais ao som das músicas intemporais tocadas pelo grupo.

O Teatro Camões, recebe a virtuosa Companhia Nacional de Bailado e fica bem perto do Oceanário do Parque das Nações. Ora aqui fica uma sugestão: que tal uma visita ao oceanário seguida de um pezinho de dança? Será sem dúvida uma tarde bem passada!

Teatro Camões
Passeio do Neptuno, Parque das Nações
Metro – (Linha do Oriente) Gare do Oriente
CP – Paragem da gare do Oriente

Monte Lunai – Assembleia da República, Palácio de São Bento em Lisboa
JEP 2006 – Jornadas Europeias do Património
24 de Setembro às 17.30
(atenção: as portas de entrada fecham 15 minutos depois)
Entrada Livre

E agora ... “O Património [...] somos nós”
Em jeito de continuação, o convite agora é ligeiramente diferente: uma visita guiada à Assembleia da República. E porque a cultura não existe só aos Sábados, os Monte Lunai tocam no Domingo às 17.30 nos magníficos jardins da Assembleia da República em Lisboa (se chover será num dos magníficos salões). Não se acanhe e venha dançar mais uma vez, mas agora num cenário completamente diferente.

O concerto, insere-se nas Jornadas Europeias do Património (JEP), sendo estas uma iniciativa do Conselho da Europa e da União Europeia. Em Portugal as JEP, coordenadas pelo IPPAR, pretendem conferir uma nova forma de ver o património cultural.

Assim, e com o tema “Património [...] somos nós”, promovem-se actividades em família, onde as várias gerações interagem, através de um programa que pretende ligar o património às pessoas e comunidades.
Haverão muitas actividade durante o dia na Assembleia da República, incluindo visitas guiadas. Para mais informação consulte: http://www.parlamento.pt/

Luis Baptista na Malaposta

LUIS BAPTIS EM CONCERTO -

Guitarras portuguesas

que terá lugar dia 29 de Setembro de 2006, pelas 21H30 no Auditório do Centro Cultural Malaposta

rua Angola.2620-492 Olival Basto - Odivelas

Metro: Senhor roubado (linha amarela)


Luís Baptis é o único guitarrista a tocar em palco todas as violas portuguesas, além da guitarra clássica e da guitarra eléctrica. Em concerto, oferece ao público um espectáculo totalmente original onde se funde a diversidade dos instrumentos - guitarra clássica, bandolim, guitarra portuguesa, braguesa, cavaquinhos, viola da terra, viola beiroa, viola toeira, viola campaniça, viola da terceira, rajão, viola de arame e guitarra eléctrica - e os géneros musicais tradicional, clássico e contemporâneo.

Com um repertório inovador e ecléctico, que pertence à Música do Mundo, LUÍS BAPTIS, torna a sua música acessível a todo o tipo de público, idades e gostos confundidos.

Músico, compositor e professor de música, Luís Baptis criou um projecto musical único que divulga e promove os cordofones tradicionais portugueses e no âmbito do qual este realiza concertos, workshops e sessões pedagógicas, em redor das violas tradicionais e dos temas populares reunidos por Michel Giacometti.

Discografia:

2001 2003 2005

Homenagem à Fundação Glubenkian

Istituto Italiano di Cultura di Lisbona
Homenagem à Fundação Gulbenkian por ocasião do cinquentenário da sua fundação
CONCERTO

"MELODIA E VIRTUOSISMO NA MÚSICA ITALIANA"

PELA ORQUESTRA I SOLISTI VENETI

DIRIGIDA PELO MAESTRO CLAUDIO SCIMONE

A orquestra I SOLISTI VENETI dirigida pelo Maestro CLAUDIO SCIMONE, considerada pelo público e pela critica uma das mais activas e prestigiosas em campo mundial, apresenta, no dia 26 de Setembro de 2006 pelas 19h00 no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, o concerto "MELODIA E VIRTUOSISMO NA MÚSICA ITALIANA" (entrada livre).

A Embaixada de Itália e o Instituto italiano de Cultura desejam prestar uma calorosa homenagem à Fundação Calouste Gulbenkian por ocasião do cinquentenário da sua fundação com a presença da orquestra que celebra, este ano, o seu 42° aniversario.

Criados por Claudio Scimone em 1959 em Padua, "I Solisti Veneti", realizaram mais de 4.000 concertos em mais de cinquenta Países da Europa aos Estados Unidos, entre outros, o Japão, Austrália, Rússia, América Latina. Participam regularmente aos mais importantes Festivais mundiais, entre os quais o Festival de Salisburgo, no qual foram convidados ininterruptamente desde 1965 (único grupo estrangeiro com tal assídua presença). Foram-lhe entregue os mais importantes reconhecimentos mundiais quer no campo dos concertos quer no campo do disco, quais o Grand Prix du Disque da Académie Charles Cros de Paris (4 vezes), o Grammy de Los Angeles, o Grand Prix da Académie du Disque Lyrique, a Elisabeth Memorial Medal de Londres, o Prémio Caecilia da crítica belga, o Prémio da critica discográfica italiana e muitos outros.

O seu repertório vai desde a musica instrumental de '700 às grandes obras sinfonico-corais de todos os tempos, quais a "Missa Solemnis" de Beethoven, o Requiem e a Missa em do menor de Mozart, o "Stabat Mater" de Rossini ecc. Numerosos compositores dedicaram musicas para "I Solisti Veneti" realizando uma nova literatura para 11, 12 ou 13 arcos solistas: entre os quais Sylvano Bussotti, Franco Donatoni, Riccardo Malipiero, Marius Constant, Christobal Halffter, Luis De Pablo. Neste concerto, com entrada livre, a Orquestra apresentará obras de Albinoni, Vivaldi, Paganini, Dragonetti e Rossini

INFORMAÇÕES

Data: Terça-feira, 26 de Setembro de 2006

Horário: 19h00

Sitio: Grande Auditório da Fundação Gulbenkian - Avenida de Berna - Lisboa

Organização: Instituto Italiano de Cultura, Embaixada de Itália, Fundação Calouste Gulbenkian

ENTRADA LIVRE: Lugares sujeitos à lotação da sala; os bilhetes poderão ser levantados na Bilheteira da Fundação a partir do dia 18 de Setembro

Ciclo Schostakovich no CCB

CICLO SCHOSTAKOVICH

«E CANTOU COMO CANTA A TEMPESTADE»

27 SETEMBRO | 21H00 | PEQUENO AUDITÓRIO | CCB

Poemas de ANNA AKHMATOVA e MARINA TSVETAIEVA ditos por BEATRIZ BATARDA e INÊS DE MEDEIROS

Ciclo de canções de PROKOFIEV e SCHOSTAKOVICH interpretadas por ZLATA RUBINOVA (mezzo-soprano) e ROSA MARIA BARRANTES (piano)


Programa:

Sergei Prokofiev (1891-1953)

5 Poemas de Anna Akhmatova, Opus 27

I. O Sol encheu o meu quarto

II. Sincera ternura

III. Recordação do Sol

IV. Salve!

V. O rei de olhos cinzentos

Dmitri Schostakovich (1906-1975)

6 Poemas de Marina Tsvetaieva, Opus 143

I. Meus versos

II. De onde vem esta ternura?
III. Diálogo de Hamlet com a sua consciência

IV. O poeta e o czar

V. Não, rufaram os tambores…

VI. Anna Akhmatova

Dmitri Schostakovich nasceu em São Petersburgo, no dia 25 de Setembro de 1906. Mostrou uma precoce aptidão musical e estudou no Conservatório com Steinberg, Nikolaev e Glazunov. A Revolução Russa de 1917 inspirou as suas primeiras tentativas sérias de composição que incluíram uma Marcha Fúnebre para as Vítimas da Revolução de Outubro. Com a sua 1.ª Sinfonia – que obteve grande sucesso internacional seduzindo maestros como Toscanini, Bruno Walter e Klemperer – Schostakovich foi reconhecido na União Soviética como o compositor mais importante da sua geração e seguiu-se rapidamente um pedido para compor uma 2.ª Sinfonia, a fim de assinalar o 10.º aniversário da Revolução de Outubro. O jovem Schostakovich provou a sua versátil criatividade no teatro, no cinema e nas salas de concerto, identificando-se com as tendências mais progressivas da sua época. Foi a sua 2.ª ópera, Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk (e não O Nariz, a sua primeira ópera, radicalmente mais moderna), que levou à primeira crise da sua carreira quando, em 1936, o jornal Pravda (órgão oficial do Partido Comunista da União Soviética) a classificou como “Cacofonia em vez de Música”. Depois da Segunda Grande Guerra, na companhia de outros distintos colegas, entre eles Prokofiev, Schostakovich encontrou-se com a segunda reprimenda do Partido que denunciou o seu recente trabalho como “formalismo burguês” (música sem conteúdo). A liberalização anexa às políticas de Kruschev trouxe a sua reabilitação e o reconhecimento estatal. As suas obras do último período são uma confrontação pessoal com a morte. Pouco tempo após completar a sua elegíaca Sonata para Viola e Piano, o compositor sucumbiu a um ataque cardíaco em Moscovo, no dia 9 de Agosto de 1975.

[…]

Filipe Pinto-Ribeiro

Excerto do texto publicado no Jornal Schostakovich

CCB, Setembro de 2006


INÊS DE MEDEIROS

Como actriz trabalhou em mais de vinte longas-metragens com realizadores como João Botelho, Joaquim Pinto, José Fonseca e Costa, Jacques Rivette, Pedro Costa.

No teatro, onde começou, fez uma dúzia de espectáculos tanto em português como em francês com encenadores como Ricardo Pais, Olga Roriz, Alain Rais, entre outros.

Depois de ter trabalhado como assistente de realização de Teresa Villaverde, João César Monteiro e Joaquim Pinto, desde 1998 que se dedica à realização de filmes de ficção e documentais: Sr. Jerónimo, O Fato Completo, Cartas Portuguesas.

BEATRIZ BATARDA

Como actriz, já integrou o elenco de mais de dez peças de teatro, encenadas por Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, Carlos Pimenta, Christopher Morahan e Joseph Blatchley, entre outros.

Em 1986 estreou-se no cinema em Tempos Difíceis, de João Botelho. Seguiram-se filmes realizados por Manoel de Oliveira, Margarida Cardoso, José Álvaro Morais, João Canijo e Mike Dowse, para referir apenas alguns.

Participou em várias séries televisivas na Grã-Bretanha, Estados Unidos e Canadá.

ZLATA RUBINOVA

Nasceu em Chelyabinsk, na Rússia. Começou os estudos vocais na Escola de Música Tchaikovsky de Chelyabinsk, com a professora M. A. Sadovka e posteriormente estudou no Conservatório de Moscovo.

Foi solista do Teatro Bolshoi de Moscovo e obteve o diploma de canto e de docência com menção especial do júri. Foi laureada em diversos concursos de canto com destaque para o Concurso Internacional Monserrat Caballe, em Andorra.

Actualmente, é solista do Teatro de Câmara Estatal Académico de Moscovo, sob a direcção artística de Boris Pokrovsky. Possui um extenso e variado repertório e tem actuado em destacados palcos de todo o mundo.

ROSA MARIA BARRANTES

Nasceu em Lima, Peru. Graduou-se em Música-Piano na Pontifícia Universidade Católica do Chile, na classe da professora Maria Iris Radrigán. Por essa altura leccionou a convite da referida Universidade.

Estudou no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, sob a orientação da professora Natalia Troull.

Gravou um CD em duo com o pianista Filipe Pinto-Ribeiro (Numérica 1119), interpretando obras de G. Fauré, E. Satie, C. Debussy, F. Poulenc e M. Ravel.

Actualmente é professora de Piano e de Música de Câmara na Licenciatura em Música do Instituto Superior de Estudos Interculturais e Transdisciplinares (Almada).

DISCOGRAFIA SELECCIONADA POR FILIPE PINTO-RIBEIRO

Canções com piano – Integral

Victoria Evtodieva (s). Svetlana Sumatchova (s). Natalia Biryukova (ms).

Liudmila Shkirtil (ms). Marianna Tarassova (ms). Lyubov Sokolova (ms).

Konstantin Pluzhnikov (t). Mikhail Lukonin (b). Fyodor Kuznetsov (b).

Yuri Serov (p).

Delos (1998-2002).

5 Sátiras Opus 109

7 Romances sobre versos de Alexander Blok, Opus 127

Galina Vishnevskaya (s). Ulf Hoelscher (v).

Vasso Devetzi (p). Mstislav Rostropovich (vc, p).

EMI (1976).

2 Fábulas de Krilov, Opus 4

3 Romances sobre poemas de Pushkin, Opus 46a

6 Romances sobre versos ingleses, Opus 140 (62)

Da poesia popular judaica, Opus 79a

6 Romances sobre textos de poetas japoneses, Opus 21

6 Poemas de Marina Tsvetaieva, Opus 143a

Suite sobre textos de Michelangelo Buonarroti, Opus 145a

Neeme Järvi. Luba Orgonasova (s), Larissa Dyadkova (ms), Elena Zaremba, Nathalie Stutzmann (ca), Ilya Levinsky, Philip Langridge (t), Sergei Leiferkus (b).

Orquestra Sinfónica de Gotemburgo.

DG (1993, 1994).

Teatro Infantil sobre a Terra em Palmela



informação regular :: espectáculo-percurso

espectáculo-percurso TERRA > sábado dia 30 > 16h00

Uma co-produção Teatro o bando e La Maison des Enfants (França).

Uma caminhada à descoberta dos ritos e mitos da terra nas culturas do mundo.

Como nasceu a terra? O que é a terra? O que há por baixo e por cima da terra? Árvore da vida, árvore da fertilidade. O repouso da semente. Como modelar os guardiões das árvores?

Tendo como palco a nossa encosta do Vale dos Barris, devidamente preparada para as cerimónias de consagração à TERRA, as crianças serão conduzidas num percurso ascendente com algumas paragens onde serão recriados rituais em que o contacto com a terra, os cânticos e o movimento terão um papel primordial. Ser-lhes-á dado um vaso que guardarão durante todo o percurso, personalizando-o e enriquecendo-o com materiais e vivências sendo, finalmente, “fecundado” pela semente. Um dos três acompanhantes do grupo de crianças será uma actriz que dará vida e voz à Mãe-Terra, elemento aglutinante e aglutinador de todas as dinâmicas envolvidas nesta acção.

Preço 10 €/pessoa (inclui lanche)

Preço com desconto PIN Cultura 8,5 €

Duração 2 horas

+ informações e reservas: 21 233 68 50

Como chegar à quinta d'o bando?
A2 > saída Palmela > sentido Volta da Pedra (à esquerda) > direcção Palmela (à direita) > terceira entrada de Palmela (em frente) > primeira rotunda (segunda saída) > segunda rotunda (segunda saída, sentido Vale dos Barris)

Ballet Flamenco com António Marquez no Casino Lisboa

COMPANHIA ANTONIO MÁRQUES | BALLET FLAMENCO
27 SETEMBRO a 1 OUTUBRO
AUDITÓRIO DOS OCEANOS NO CASINO LISBOA

Com uma carreira de quase 25 anos, Antonio Márquez é o maior representante da dança clássica espanhola da actualidade.

Nascido em Sevilha em 1963, muda-se para Ibiza aos 12 anos de idade, onde começa a estudar dança com María Martin e Paco Torres. Em 1981, já em Madrid, ingressa na Escuela del Ballet Nacional de España e, 1 ano mais tarde, no próprio Ballet Nacional de España, onde chega a primeiro-bailarino.

Nos anos seguintes, participa nas Galas de Estrellas de Reggio Emilia, Trieste e Carcassone, na Bienal de Lion, nos Festivais de Kobe, Osaka, Nagoya, Kioto e Tokio. Em 1991 , regressa a Madrid onde interpreta obras do maestro José Granero. No ano seguinte, aceita o convite de Merche Esmeralda e torna-se primeiro-bailarino do Ballet Région de Murcia onde brilha nos papéis de Jasão, em Medea, e Califa, em El Cielo Protector. Depois de um regresso ao BNE para interpretar peças especialmente criadas para si, como La Orácion del Torero, em 1995 Antonio Márquez decide criar a sua própria companhia, onde é livre de aliar a sua formação clássica com outros estilos como o flamenco, apresentando Movimiento Perpetuo no Teatro de la Maestrenza de Sevilla.

Desde então, a Companhia de Flamenco Antonio Márquez não tem parado e os prémios de reconhecimento multiplicam-se por todo o mundo, tendo sido a escolhida para a inauguração do Teatro Real de Madrid, em 1997, com a apresentação de El Sombrero de Tres Picos.

Em Setembro é a vez do Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa acolher o Flamenco de Antonio Márquez em Después de Carmen, La Vida Breve e Bolero, os seus mais recentes trabalhos.

"Este representante da nova geração é uma bomba", Le Monde, Setembro de 2000

"Um artista que deixa o flamenco falar por si próprio", The New York Times, Março 2002

"Antonio Márquez conquista Paris, El País, Janeiro 2002

www.antoniomarquezcompany.com


De 27 Setembro a 1 de Outubro às 22h

Bilhetes à venda no Casino Lisboa, FNAC, Abreu e em www.ticketline.sapo.pt

Informações & reservas 707 234 234


Para ver algumas imagens deste espectáculo clique aqui.

domingo, 24 de setembro de 2006

Vencedores do 1oº Festical de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa







Os filmes vencedores do 10º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa foram anunciados na cerimónia de encerramento, ontem, dia 23 de Setembro, no Cinema São Jorge.


Un Año sin Amor, de Anahí Berneri (Argentina, 2005), é o vencedor na categoria de Melhor Longa-Metragem (1.000,00€), segundo o Júri, pela "qualidade técnica e artística, pelo rigor da realização e pela coragem com que aborda o tema da solidão nas pessoas que, de alguma forma, a sociedade marginaliza". A decisão coube à actriz e escritora Ana Zanatti, ao produtor e distribuidor Daniel Chabannes, e ao realizador e director do Zinegoak – Festival de Cinema Gay e Lésbico de Bilbau, Roberto Castón.


O Júri decidiu, ainda, atribuir uma Menção Honrosa a Go West, de Ahmed Imamović (Bósnia Herzegovina, 2005), "um filme de grande riqueza, não só pela história como pelas personagens e que foca de uma forma bastante universal os problemas sociais e políticos que levam à perseguição e à exclusão."


Au-Delà de la Haine, de Olivier Meyrou (França, 2005) foi, por sua vez, eleito como o Melhor Documentário (1.000,00€) por Manuela Kay, jornalista e coordenadora da secção Panorama da Berlinale, pelo realizador João Pedro Rodrigues e pelo actor e encenador Luís Assis. Na opinião do Júri, "Au-Delà de la Haine representa uma abordagem diferente. Apesar de focar a homofobia, ultrapassa os limites desta temática, apresentando o ódio como um fenómeno universal. Sendo o mais criativo e inventivo cinematograficamente, de entre todos os filmes em competição, é tão emotivo quanto uma obra ficcional e uma forma pouco habitual de usar o documentário."


O Prémio do Público (500,00€), decidido por votação à porta das salas – e na qual participaram 2033 espectadores - , foi atribuído à curta-metragem de ficção, Hitchcocked, de David M. Young (EUA, 2005), com uma média de 8,2 pontos, numa escala de 1 a 10.


Os segundo e terceiro lugares (prémio de menção não

monetário) foram para as curtas-metragens, também de ficção, Guy 101, de Ian Gouldstone (Inglaterra, 2005) e para

Comme un Boomerang, de Nicolas Brevière (França, 2005) , com 8,1 e 7,1 pontos, respectivamente.