segunda-feira, 6 de março de 2006

Odete Odile- Um Bailado contemporâneo

No Centro Cultural de Belém teve lugar, a 24 e 26 de Fevereiro, a exibição de um bailado contemporâneo criado e coreografado por Sara Vaz.
Sensibilidade e Sensualidade: os dois ingredientes utilizadospela autora para construir os seus cisnes: o branco Odete e o negro Odile.
As duas figuras do Lago dos Cisnes de Tchaikowsky surgem aqui num bailado onde clássico e contemporâneo se misturam, definindo a fragilidade feminina e a paixão que essa fragilidade por vezes encerra.
Sara Vaz, uma bailarina de " curriculum" invejável, transmite-nos nos seus movimentos harmoniosos, lentos,ritmados, e nas ondulações violentas e contraídas do seu corpo um mundo de contradições, paradoxos, limites sem limite, emoções não definidas e mal contrariadas.
Num bailado, com coreografia de sua autoria, descobrimos um mundo de violência fragil e de paixão mortificada, cujo efeito se abate no palco.
É bom ver novos espectáculos criados por artistas novos.

sábado, 4 de março de 2006

LUNAPAR em Évora - Concerto único

Os LUPANAR apresentam o seu albúm de estreia "Abertura" pela primeira vez em Évora, hoje pelas 23.30h no Espaço Celeiros.

Os Lupanar voltam à estrada, batem o pó do western português para a digressão mais rápida que conseguimos encontrar...


A abrir a noite é o CLUBE DE COMBATE, sessão de video-activismo político-terrorista, com os filmes do NUCIVO!

1)MicroDoc´sKingdom__20´
2)A Rodinha do Poder__6´
3)Drogas em Letras__23´

quinta-feira, 2 de março de 2006

Orquestra da Gewandhaus de Leipzig interpreta Gustav Mahler

No próximo dia 4, pelas 21.00h no Coliseu dos Recreios, será possivel assistir à exibição da Orquestra da Gewandhaus de Leipzig, dirigida pelo maestro Riccardo Chailly, interpretando a Sinfonia nº 7 de Gustav Mahler.

Fazendo referência a uma das linhas programáticas da presente Temporada Gulbenkian de Música - Viena nas primeiras décadas do século XX: da tradição romântica à vanguarda expressionista - o reputado maestro Ricardo Chailly dirigirá uma das mais prestigiadas formações orquestrais na interpretação da Sinfonia n.º 7, da autoria de Gustav Mahler.
O papel deste compositor na codificação de uma linguagem sinfónica de matriz vienense a partir da conjugação de diversas fontes heterogéneas foi reconhecido por diversos compositores e teóricos activos na capital austríaca entre o final do século XIX e a Segunda Guerra Mundial, entre os quais Arnold Schönberg, Anton Webern, Alban Berg ou Theodor Adorno.
A Orquestra do Gewandhaus de Leipzig é uma das formações instrumentais europeias com maior tradição.
Estabelecida enquanto orquestra residente da Gewandhaus durante o século XVIII, consolidou-se enquanto uma das principais instituições musicais activas em Leipzig, tendo sido dirigida pelo compositor Felix Mendelssohn-Bartholdy no século XIX.
A sua actividade mantém-se até à actualidade e desenvolve-se no circuito internacional de apresentações e gravações fonográficas, tendo sido dirigida por alguns dos mais prestigiados maestros e as suas gravações editadas por reputadas etiquetas.

No Coliseu dos Recreios, dia 4 Março às 21.00, a orquestra será dirigida pelo seu actual maestro titular, Riccardo Chailly, cujo percurso se associa ao Teatro La Scala, onde foi assistente de Claudio Abbado.
A sua actividade incluiu a direcção das orquestras como Berlin Radio Symphony Orchestra, London Philharmonic ou a Royal Concertgebouw Orchestra.
Nesta última formação, dirigiu, em 1995, o Festival Mahler, comemorativo do centenário do primeiro concerto que incluiu música do compositor no Concertgebouw.
Experiência e rigor são elementos a esperar da interpretação desta formação orquestral no Ciclo Grandes Orquestras Mundiais, bem como uma leitura singular da obra de um compositor essencial para a compreensão do fenómeno musical durante o século XX.

Teatro Fantasma no Hospital Miguel Bombarda

Depois das exibições na Galeria Zé dos Bois (ZDB) em Novembro, estreia hoje no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, pelas 21.30h a peça de "Teatro Fantasma".

Teatro-Fantasma é um espectáculo que não chega a existir.
Os actores assombrados pela sua própria morte, apenas evocam as cenas que supostamente íriam fazer, entre o acto de fazer o espectáculo e o acto do ensaio do próprio espectáculo.

Textos: Paul Auster, Nathalie Sarraute e Luís de Camões; de Carla Bolito e Cláudio da Silva.
Encenação: Cláudio da Silva, Carla Bolito e Rui Catalão
Interpretação: Cláudio da Silva e Carla Bolito
Desenho de luz: José Manuel Rodrigues
Figurinos: Tânia Franco
Produção: ZDB

De 2 a 11 de Março, de Quarta a Sábado às 21h30
Hospital Miguel Bombarda
Rua Dr. Almeida Amaral , 1 - Lisboa

O Lançamento do Livro de Mari Alkatiri em Portugal

Mari Alkatiri esteve em Portugal para o lançamento da 2ª edição do seu livro "Timor-leste - O Caminho do Desenvolvimento", no passado dia 16 de Fevereiro tal como noticiamos no Hardmusica.com, a 1ª edição foi lançada em Díli a 26 de Novembro.

Apesar do Professor Diogo Freitas do Amaral, na qualidade de Ministro dos Negócios Estrangeiros, ter sido previamente anunciado, no último momento e sem qualquer explicação, a apresentação foi feita pelo professor Jaime Cravinho, na qualidade de secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

Os agradecimentos foram lidos por Tatiana Pinto, timorense e estudante na Universidade de Aveiro.

Na sua intervenção, Mari Alkatiri disse que “ ao fim de 24 anos fora do país e sem conhecer ninguém tinha de formar uma equipa para governar. Não era tarefa fácil pois a língua era um obstáculo enorme. Apesar dos obstáculos conseguimos a 3 de Dezembro formar uma equipa estável. A 4 de Dezembro de 2002 já era o Governo que controlava a policia.
Nesse mesmo ano estabelecemos o 1º protocolo com a Austrália para a exploração de petróleo. O anterior acordo, com a Indonésia, era muito desfavorável. Pois era de metade por metade.
O acordo que estabelecemos com a Austrália entrou em vigor a 1 de Julho de 2005.
Actualmente temos mais de $420 milhões só na exploração de petróleo.
Não existem fronteiras entre Timor-leste e a Austrália. Não alienámos a Austrália nem a Austrália nos alienou a nós. Temos um óptimo ambiente propício ao investimento, tanto do petróleo como do gás.
Esperamos que o ano de 2006 seja o ano de grandes investimentos, como por exemplo no turismo.
Todas as receitas do petróleo e do gás vão para o Fundo de Petróleo Nacional.
Devemos tratar as receitas como um crédito actual. Para sair dinheiro desse fundo terá de ser aprovado pelo Parlamento e pelo Governo.”

Para além do Corpo Diplomático, estiveram presentes neste lançamento Mário Soares, autor do prefácio, Maria Barroso, D. Duarte de Bragança, que sempre se bateu pela Causa Timorensa, o professor Adriano Moreira, Fernando Gomes, na qualidade de presidente da GALP, Narana Coissoró, general Lemos Pires, António Homem Gusmão, na qualidade de representante da Câmara Municipal de Lisboa, o chefe do Gabinete para Cooperação do Estado-Maior da Armada e um representante da Fundação Oriente.

Após a intervenção de Alkatiri actuou a Tuna da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, no foyer da Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, a que se seguiu a sessão de autógrafos.

quarta-feira, 1 de março de 2006

Reabertura do Aqueduto das Águas Livres

Na próxima Sexta-feira dia 3, o Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa, abre uma vez mais as suas portas para uma nova temporada de visitas.
No sentido de assinalar condignamente esta importante data, o Museu da Água organiza uma visita guiada, sob o tema "A Rainha Refresca-se".

O percurso "A Rainha Refresca-se" recria o espírito barroco e proporciona a visita a locais de inédita beleza ao longo das nascentes, de Caneças ao Vale de Alcântara, refazendo o percurso pelo Aqueduto das Águas Livres que a família real, a corte e o povo faziam ao deslocar-se de Caneças a Lisboa.

A proposta que fazemos é conhecer o Aqueduto das Águas Livres com um envolvimento, um compromisso e uma cumplicidade, que vai muito além das palavras que nos falam da sua construção.

Em 12 de Maio de 1731, foi autorizada, por alvará régio de D. João V, a construção do Aqueduto das Águas Livres.
As obras de construção foram iniciadas em Agosto de 1732 e em 1748 o Aqueduto entra em funcionamento, abastecendo de água a cidade de Lisboa. A extensão do Aqueduto, incluindo todos os seus ramais, é de 58 135 metros.
A arcaria sobre o Vale de Alcântara, constituída por 35 arcos – 14 ogivais e os restantes em volta perfeita – tem 941 metros de comprimento e 65 metros de altura.Retirado do sistema de abastecimento em 1967, o Aqueduto é não só um dos "ex-libris" de Lisboa, mas também uma das mais notáveis obras de sempre da engenharia hidráulica.

O Aqueduto das Águas Livres foi talvez a maior oferenda da arte do séc. XVIII, local onde a arte se inscreve na sua condição de matéria de forma exemplar conseguindo aliar à matéria, o Espírito e a Inteligência Portuguesa da época que aí se manifestam de forma tão especial, através do que há de mais imaterial: A LUZ.

Para mais informações contacte o Museu da Água

Sexta-feira 13 - O Músical dos Xutos & Pontapés

Este músical tem duas vertentes que se podem apreciar distintamente.
Uma delas é o transporte de músicas, dos Xutos & Pontapés, antigas e actuais, para uma versão muito utilizada hoje em dia, o músical; a outra vertente, é obviamente, o tipo de interacção com o público, ou seja a linguagem artística utilizada foi concretizar a divisão cénica por toda a sala, diferenciando-as e unindo-as através de contrastes de luz e som.
Com a constante mudança de cenários, cria-se um ritmo cénico que desperta interesse e cria motivação no público.
De destacar no Sexta-feira 13 - O Músical dos Xutos & Pontapés, é a forma que o encenador cria com as cenas em interacção com o público, não havendo um palco fixo mas sim um espaço onde se desenrola toda a acção.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Sexta feira 13 - O Musical dos Xutos & Pontapés

Estreia na próxima quarta-feira, no Toyota Box em Lisboa pelas 21.30h, SEXTA-FEIRA 13 - O MUSICAL DOS XUTOS & PONTAPÉS.

Inédito, este espectáculo vem homenagear a banda rock mais amada do país e é fruto do encontro de vontades de diferentes pessoas.
A começar por António Feio e Susana Félix.

Tudo começou em 2004, durante os ensaios de Portugal, Uma Comédia Musical, em que António encenava e Susana participava como actriz e cantora.
Susana Felix falou com António Feio sobre um projecto de um musical português em que andava a pensar, ao que lhe respondeu que já tinha pensado em algo semelhante e que estava interessado em participar.
Após 1 ano começaram a reunir a equipa para o evento, convidando Eduardo Madeira para escrever o texto e Renato Jr para a direcção musical.
De salientar que os X&P deram total apoio ao projecto.
A fase seguinte foi escolher o local para a exibição do musical, seguindo-se as audições para o elnco em que era obrigatório saber cantar, dançar e representar.
No final do ano já tinham tudo escolhido e pronto para ensaiar, ensaios esses que começaram no princípo de Janeiro.

Na história, Maria João namora com Calado, o líder do grupo, temido por uns e fielmente seguido pelos outros; Didi, o melhor amigo de Calado, quer vencer no mundo da música e está apaixonado por Maria João.
Luisa, a melhor amiga de Maria João, namora com Tozé que quer ir para a universidade e ser alguém.
O Molas é boa pessoa mas totalmente dependente de drogas.
Juntos, vão para todo o lado e desafiam convenções; vivem a juventude em tudo o que esta tem de bom e de menos bom; vivem amores, ódios e convivem com a morte.

Neste espectáculo podemos contar com bonitas e afinadas vozes, bonitas e correctas coreografias e, claro, com uma boa representação.
Durante mais de hora e meia assistimos com gosto a um bom espectáculo de música, cor e magia.

O encenador, António Feio disse ao Hardmusica.com que se trata de um "musical original num espaço não convêncional".

Zé Pedro, baixista da Banda Xutos & Pontapés, afirma que se trata de "uma aposta já ganha, pois o texto está muito bem interpretado e a banda é muito boa".

A directora artística, Susana Félix, disse que depois da peça que fez com António Feio, Portugal uma Comédia Musical, "este projecto só poderia correr bem".

O texto do musical é da responsabilidade de Eduardo Madeira, que afirmou ter escrito "a história dos Xutos & Pontapés, sem ser a história dos Xutos & Pontapés".


Pedro Acabado
Participou em festivais da canção e fez o Curso de Oficinas de Expressão Dramática com Estrela Novais.
Trabalhou com o Grupo de Teatro de altaCena, da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, em Lisboa, entrando no elenco de peças como Sonho de Uma Noite de Verão e A Peça Chama-se Assim? (textos com base nos Monthy Phyton). Trabalhou com Estrela Novais, José Boavida e Vicente Morais e, recentemente, participou como actor no programa da :2, A Revolta dos Pastéis de Nata.
SEXTA-FEIRA 13: “Método, trabalho e alegria...o sonho segue sempre para a frente, para trás mija a burra.”

Paula Teixeira
Paula é intérprete a dobrar: canta com a voz e com as mãos em Língua Gestual Portuguesa. Por acreditar que a música chega a todos e que é universal, faz-se ouvir a quem não ouve e nas primeiras filas dos seus concertos estão surdos, o seu público mais fiel desde o primeiro momento em que reuniu em si dois mundos aparentemente tão opostos: o som e o silêncio.
Com 16 anos de carreira, já gravou 2 álbuns de originais, cantou com Adelaide Ferreira e Fernando Pereira, integrou elencos de espectáculos musicais e de Revista à Portuguesa. Deu voz a temas de novelas como Baía das Mulheres, Morangos com Açúcar e Anjo Selvagem.
SEXTA-FEIRA 13: “Nesta Vida....Tudo pode acontecer....À Minha Maneira!!”

Sérgio Lucas
Aos 9 anos de idade venceu o festival infantil da canção da Rádio Lafões, S. Pedro do Sul. Dois anos depois, estreou-se no teatro com a peça infantil O Farruncha. Fez parte do grupo de expressão dramática da Escola Secundária de S. Pedro do Sul e participou no Encontro Nacional de Teatro Jovem do Porto. Ainda adolescente, fundou uma banda rock, Lezyriah, com a qual venceu vários concursos distritais de bandas. Mais tarde, fundou os Sekmet, banda com a qual gravou o seu primeiro álbum, assinou o primeiro contrato discográfico e fez a primeira digressão nacional.
Em 1997, sob a direcção de Filipe La Féria participou em Camaleão-Virtual Rock, uma séria musical para a RTP.
Participou nos programas da SIC, Sangue Latino e 13 O Número do Futuro, em 2005.
Venceu o concurso musical da SIC, Ídolos, e gravou o seu primeiro álbum a solo, contando com Luis Jardim na produção, "sendo totalmente pago por mim, pois não tive apoio de ninguém".
SEXTA-FEIRA 13: “Reis de um sonho cuja a engrenagem funciona com a coragem de dar ao público o prazer de observar a vida, pelo lado de fora.”

Irina Furtado
Canta profissionalmente desde os 21 anos e tem 2 bandas, uma de originais e outra de covers. Participou em programas de televisão como o Chuva de Estrelas, Riso, Mentiras e Vídeo, Cantigas de Mal-Dizer e Tic-Tac Milionário. Em 2001/2002 foi apresentadora do Curto-Circuito, na SIC Radical.
SEXTA-FEIRA 13: “...uma grande história de amor! Fuckin’ Amazing!"

Mané
"onge" é o título do seu 1º disco a solo editado em 2003 mas a música faz parte da sua vida desde sempre. Em 1999, venceu o concurso Academia de Estrelas (TVI) e participa na novela Anjo Selvagem.
Foi membro do grupo Sons em Cena (1999/2002), um espectáculo que recriava os mais conhecidos temas dos musicais do West End e da Broadway. Em 2002 inicia a sua formação como actor na Oficina de Actores da NBP (Casa do Artista) e, no ano seguinte, representa Portugal na Final Europeia dos Vencedores da Academia de Estrelas, Eurobest, cantando "Hero" com Mariah Carey. Ainda, participa em Saber Amar, novela para a qual também grava "Dolphins Make Me Cry".
Em palco, integra os elencos das comédias musicais In Love (2003) e Kiss Kiss (2004/2005)
SEXTA-FEIRA 13: “A distância que separa os corpos une a saudade numa só voz...”

Martinho Silva
Em 1995 ingressa o curso de Interpretação Teatral do Balletteatro Escola Profissional do Porto. Durante a sua formação, realça o estágio com a companhia Inglesa Protheus Theatre no Queen Marie’s College e o workshop com Claire Heggen (Théâtre Du Mouvement).
Trabalhou com os encenadores: João Paulo Seara Cardoso, José Wallenstein, Nuno Carinhas, Ricardo Pais, Ana Luísa Guimarães, Giorgio Barberio Corsetti, Maria Emília Correia, Nuno Cardoso, Marcantónio-del-Carlo, Cláudio Hochman, André Gago, Jorge Fraga, João Brites, Natália Luíza, Ana Tamen. Participou em criações de Isabel Barros, Tiziana Arnaboldi e fez Direcção de Movimento em vários espectáculos de teatro.
Com algumas co-encenações pelo caminho, afirmou o seu desejo de criação de objectos artísticos que habitassem o espaço entre o Teatro e a Dança e apresentou, em 2005, A casa de Petra Viana, no Teatro da Trindade.
Em televisão, participou em Nunca Digas Adeus, Morangos com Açúcar, Super Pai e Inspector Max.
Considera ainda fundamentais ao desenvolvimento da sua formação, os workshops com Eric de Bont, Clara Andermat, Paulo Ribeiro, Evel Tremel, William Hoobs, Né Barros, Jack Souvant, Peter Michael Dietz, entre outros.
SEXTA-FEIRA 13: “Punk's not Dead!”

Os personagens principais:
Maria João – Paula Teixeira
Calado – Pedro Acabado
Didi – Sérgio Lucas
Luisa – Irina Furtado
Tozé – Mané
Molas – Martinho Silva

Banda:
Teclas - Carlos Coincas e Renato Jr.
Bateria - Fred
Guitarra - Jorge Courela e Marco Nunes
Baixo - Nuno Espírito Santo

Encenação - António Feio
Texto - Eduardo Madeira
Direcção - Musical Renato Jr
Cenografia - Eric da Costa
Figurinos - Barbara Gonzalez Feio
Coreografia - Sónia Aragão e Carla Ribeiro
Desenho de Som - Fernando Abrantes
Desenho de Luz- Manuel Antunes
Imagem Gráfica e Multimédia - Neon
Coordenação Artística - Susana Félix
Assistente de Encenação - Sónia Aragão
Direcção Vocal - Carlos Coincas
Produção - UAU, Xutos&Pontapés e MDL

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Ena Pá 200 no Maxime

Irmãos Catita na Casa da Música

Os Irmãos Catita vêm à Casa da Música hoje, sexta-feira, pelas 23.00h, numa demonstração de que este é, verdadeiramente, um espaço para todas as músicas.

A Sala 2 é o palco escolhido para Manuel João Vieira e companhia brindarem o público portuense com o seu “Mundo Catita”, o mais recente álbum da banda.

Espera-se uma noite de pura diversão, sem limites, alimentada de duplos sentidos e ironias intencionais.
O carismático Manuel João Vieira, vocalista dos Ena Pá 2000, faz-se acompanhar nesta formação musical por João Leitão, Gimba, Xiquito, Luís Sampaio e Orgasmo Carlos.

Os Irmãos Catita apresentaram o seu primeiro álbum, “Very Sentimental”, em 1998. Com temas como “Conan, o Homem-Rã”, “Lourenço Marques” e “Fado do Barnabé”, o sucesso do disco levou a banda portuguesa a gravar um novo registo, intitulado “Mundo Catita”.
A receita do sucesso dos Irmãos Catita passa pelo tom irónico e pelo sarcasmo que transparece na forma como abordam questões da sociedade contemporânea, numa mistura de géneros, que vai desde o “yéyé” e o bolero à rumba e ao tango.

Eurovison do Teatro de Praga na ZDB

Na Galeria Zé do Bois, no Bairro Alto, será reposta a peça Eurovision, de Pedro Penim e Martim Pedroso, hoje pelas 21.30h.

Após um mês de residência criativa na Galeria Zé dos Bois (ZDB), e tendo realizado apresentações no contexto do A8 Lab na Transforma; Pedro Penim e Martim Pedroso continuam com a peça Eurovision, dando continuidade à colaboração entre a ZDB e o Teatro Praga.

O que está em causa nesta produção do Teatro Praga é a ideia de tabuleiro de jogo: um jogo que garante o risco, onde se inventa um novo “Sims”, o jogo do Deus Todo Poderoso que ordena e comanda vidas alheias, um jogo onde nos podemos e devemos finalmente colocar, artística e geograficamente, um jogo para dois jogadores, a Europa e Eu.

Numa sala, propõem-se visões sobre um espaço linguístico e sobre um espaço performativo, mas ao mesmo tempo político, emocional, cultural, narrativo, sexual, tautológico...

Com Eurovision, é proposto um espectáculo multilingue a três tempos: Passado, presente e futuro; Imagem, Babel e discurso; quadro, fragmento e narrativa; Adão, Europa e razão; solidão, saliva e língua.
Um espectáculo de visão particular, um objecto tremendo como a Europa e ao mesmo tempo pequeno como um guilty pleasure.
Cada palavra proferida significará uma nova ordem mundial e voltar atrás (no jogo e na palavra) é o mesmo que desistir.
As fronteiras estão finalmente abertas, a partir do velho continente tenta-se a construção de uma narrativa, um concurso longo e viciado em que só o melhor (dos melhores) ganha.

A peça está em cena até 18 de Março todas as sextas e sábados pelas 21.30h e 23.00h.

País Imaginário no Palco Oriental

Estreia hoje no Palco Oriental pelas 22.00h, o espectáculo de teatro País Imaginário.

Um espectáculo invulgar, onde um homem-estátua descreve os contornos e os costumes de um país imaginário, através dos seus olhos imóveis e da voz de alguns habitantes.

Trata-se de um espectáculo que procura reflectir sobre acontecimentos recentes do nosso quotidiano social e político, através de uma linguagem irónica e divertida.
Ao mesmo tempo, é um espectáculo de pesquisa teatral, onde a figura do homem-estátua articula a presença viva dos artifícios, pela imobilidade e pelos olhos pintados sobre as pálpebras.

«O nome deste país deverá permanecer no anonimato pois os segredos favorecem a imaginação e, assim, em vez de conhecermos este país como se fôssemos turistas, talvez seja possível habitá-lo por instantes reconhecendo, aqui e ali, um ou outro traço do nosso próprio país, aquele em que nascemos ou sentimos que renascemos, o sítio, o mais pequeno espaço que se abriu para nós quando nascemos, único e irrepetível, como uma semente para o seu pedaço de terra, e é por isso que as pessoas se lembram do caminho de volta, e do nome, outro nome igual ao nome que não digo, esse sim bem real e bem mais distante de qualquer fantasia.
Um país rodeado do mar que acaba na terra e de caminhos que acabam no mar, onde a circunstância de se chegar ali quase sempre por água dá a sensação de que é uma ilha, o que reforça ainda mais a sua natural inclinação para o mito de país imaginário.»

Texto e Interpretação: Pedro Manuel
Direcção de actor: Júlio Mesquita
Cenografia e Figurinos: Sara Franqueira
Confecção: Alda Pires
Sonoplastia: Filipe Esteves, Pedro Esteves
Vozes: Adelaide João, Júlio Mesquita, Ricardo Guerreiro
Produção: Pedro Manuel, Rita Conduto

Para mais informações contacte: Palco Oriental

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Odete Odile, de Sara Vaz, Estreia no CCB

No próximo dia 25 pelas 19.00h , estreia em absoluto, na Sala de Ensaio no âmbito da Box Nova, Odete Odile.

O espectáculo questiona e investiga a construção complexa da figura feminina, tendo como ponto de partida duas personagens do ballet clássico O Lago dos Cisnes: Odete (cisne branco) e Odile (cisne negro).

Odete Odile uma história em que o príncipe encantado nunca chega, traçando o destino destas mulheres.

No dia 24 pelas 14.00h terá lugar um espectáculo adaptado para um publico infantil, idade superior a 8 anos, a pedido do Cento de Pedagogia e Animação que será precedido de um atelier, pelas 10.00h, centro esse dirigido por Madalena Vitorino.

Dois séculos em duas horas; uma manhã para viajar do universo do bailado clássico do séc. XIX até à novíssima dança contemporânea portuguesa do séc. XXI.

A primeira parte deste encontro centra-se na história do bailado “O Lago dos Cisnes” de Tchaikovsky.

Vamos ver o Ballet Bolshoi dançar, com asas de cisne e pensar com a ponta dos dedos.

Na segunda parte os participantes descem ao teatro, como um cisne que vai ao fundo, para assistir àquela que é uma das mil e uma versões desta história romântica criada por uma muito jovem bailarina e coreógrafa portuguesa, Sara Vaz.


O produtor, Rafael Alvarez, disse ao Hardmusica.com que os próximos espectáculos irão incluir Workshops Infantis.
Os espectáculos terão lugar no Porto - Teatro do Campo Alegre; Guarda - Teatro Municipal da Guarda; Vila Nova de Famalicão - Casa das Artes; Lisboa - Festival Número; Aveiro e Évora.

Concepção e interpretação Sara Vaz
Sonoplastia Rui Vargas
Desenho de Luzes Francisco Camacho
Figurinos Maria João Sopa
Consultoria Artística João Oliveira
Assistência de Direcção Rui Rosa
Produção Executiva EIRA - Rafael Alvarez
Co-Produção Teatro Municipal da Guarda/Culturguarda

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Recital do Estúdio de Ópera na Casa da Música

O Estúdio de Ópera apresenta no próximo dia 23 pelas 19h30 na Sla 2, um recital dedicado à produção vocal do Primeiro Barroco, período que remonta aos finais do século XVI e que inclui sobretudo repertório seiscentista.

O programa escolhido, Scherzi Musicali, contempla excertos de grandes mestres italianos da época, como Monteverdi, Caccini e Frescobaldi.

São exemplos de música palaciana, escrita para entreter as classes altas e a elite intelectual da época, que sabia como executar o repertório madrigalista, género próprio da Itália renascentista, em destaque neste concerto.

A reputada cravista holandesa Marieke Spaans acompanha o recital dos solistas do Estúdio de Ópera, recorrendo ao cravo e ao órgão.
Estes instrumentos foram escolhidos com o objectivo de fazer sobressair as diferentes expressões e sentimentos que transparecem no texto, conduzindo a contrastes interessantes, como o som agressivo do cravo seguido pelo som mais doce do órgão.
Laureada em várias competições, Marieke Spaans participa regularmente em festivais de música antiga e tem actuado nas mais prestigiadas salas de concerto da Europa.
Destaque ainda para a sua actividade enquanto professora, dando regularmente cursos de aperfeiçoamento na Holanda, Alemanha e Portugal, aos alunos do Estúdio de Ópera da Casa da Música.

O Estúdio de Ópera, criado no âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, é um dos agrupamentos residentes da Casa da Música, constituído para dar o seu contributo na criação e divulgação do repertório operático nacional.

Programa: Scherzi Musicali (A voz no 1º barroco)












I

Giulio Caccini: Amarilli

Girolamo Frescobaldi: Se l’aura spira

Claudio Monteverdi: Quel sguardo sgegnosetto
Si dolce è’l tormento
Lamento di Arianna
Ohime ch’io cado

II

Claudio Monteverdi: Tornate, o cari baci

Girolamo Frescobaldi: Aria di passacaglia

Claudio Monteverdi: Voglio di vita uscir
Lettera amorosa
Pur ti miro, pur ti godo (L’incoronazione di Poppea)

Interpretação

Marieke Spaans - cravo e órgão

Ana Barros - soprano

Eduarda Melo - soprano

Inês Villadelprat - soprano

Liliana Sofia Coelho - soprano

Luísa Barriga - soprano

Brígida Silva - meio-soprano

Ricardo Ceitil - contratenor

Miguel Leitão - tenor

Job Tomé - barítono

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Viviane apresenta ao vivo "Amores Imperfeitos"

Depois de vários anos como vocalista da Banda Entre Aspas, Viviane assume agora uma carreira a solo.

O álbum de estreia dá pelo nome de "Amores Imprefeitos", produzido pela própria e por Tó Viegas e editado pela Zona Música.

Um album acustico composto por onze temas, entre eles o single de apresentação "A Vida não Chega".

Hoje, no Bar SpeakEasy, pelas 23.00h, e amnhã na Discoteca Frágil pelas 00.00h, Viviane faz a sua apresentação ao vivo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

“Perdida nos Apalaches” de José Sanchis Sinisterra, no IPCB






No âmbito das actividades integradas na Cultura Politécnica, para o 1º trimestre de 2006, da responsabilidade do Instituto Politécnico de Castelo Branco, estreia no próximo dia 22 de Fevereiro pelas 21.30h a peça de teatro Perdida nos Apalaches no Cine-teatro Avenida, em Castelo Branco.

José Sanchis Sinisterra, um dos mais consagrados dramaturgos espanhóis da actualidade, conta-nos em Perdida nos Apalaches, as aventuras de um segundo vice-secretário de um clube de divulgação cultural com pretensões a presidente, utilizando para tal, todo o tipo de argumentos mesmo que eticamente duvidosos.

A acção decorre no palco do salão de festas de uma colectividade numa pequena cidade de província, mas ao mesmo tempo nos Montes Apalaches ou num hotel em Praga... e tudo isto durante a apresentação de uma conferência científica sobre a “relatividade do tempo e espaço”, proferida pela Doutora Dorothy Greñuela vinda expressamente dos Estados Unidos.




O público é convidado a observar o desempenho de três personagens perdidos, retratando de forma sarcástica a debilidade dos “sistemas” num mundo em mudança.

Encenação: Gil Salgueiro Nave
Cenografia e figurinos: Luís Mouro
Interpretação: Miguel Telmo, Eva Fernandes e António Saraiva
Desenho de luzes: Cesar Fortes
Sonoplastia: Vladimiro GarridoCostureira: Rosa Fazendeiro
Fotografia: Paulo Nuno Silva
Produção: Alice Dias

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Mozart na Casa da Música

Inserido nas comemorações dos 250 anos do nascimento de Mozart, a Orquestra do Séc. XVII apresenta, dia 20 de Fevereiro pelas 19.30h na sala 1 da Casa da Música no Porto.

Concerto para Piano e Orquestra nº 20
Trio Kegelstatt para piano, clarinete e viola
Concerto para Piano e Orquestra nº 26, dito da Coroação, porque foi integrado na cerimónia da coroação de Leopoldo II, em 1790.

A execução está entregue a cerca de sessenta músicos de diversas nacionalidades, especialistas na obra dos compositores clássicos do século XVIII e início do século XIX, desde Haydn e Beethoven a Mozart.

Destaque para a participação de músicos que se especializaram na execução de peças em instrumentos da época, como os pianistas Paul Komen e Stanley Hoogland, o clarinetista e membro fundador da Orquestra do Século XVIII, Eric Hoeprich, e o violinista Emílio Moreno, que colabora regularmente com agrupamentos de música antiga.
A utilização de instrumentos da época ou réplicas contemporâneas permite que o público desfrute de uma sonoridade fidedigna, muito próxima à da época de Mozart.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Orquestra Metropolitana de Lisboa no CCB

É com enorme probabilidade de acertar que um ouvido mais atento se aventura a adivinhar a proveniência de qualquer uma das obras que a Orquestra Metropolitana de Lisboa interpreta no dia 19 de Fevereiro pelas 17.00h, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém.

Independentemente da época que esteja em causa, o cariz da música francesa revela-nos sempre traços identitários bastante vincados.
Toda a sua importância manifesta-se quando consideramos os seus contributos para o decurso da História da Música. Basta recordar o surgimento da notação musical no século IX, a implementação da imprensa musical no início do século XVI ou o Tratado de Harmonia redigido por Jean-Philippe Rameau em 1722.

O programa abre com a primeira das duas suites que Georges Bizet (1838-1875) extraiu do seu melodrama «l'Arlésienne».
As breves passagens orquestrais que integram esta obra cénica, estreada em 1872, resultaram em quatro números musicais que, em grande medida, reflectem a intensidade expressiva que se veio a replicar três anos mais tarde na «Carmen».
Paradoxalmente, segue-se-lhe uma obra de um compositor alemão; Paul Hindemith (1895-1963).
Trata-se, todavia, da obra «Suite de Danças Francesas», um conjunto de orquestrações realizadas a partir de música impressa em França no século XVI - a exploração da sonoridade da música antiga, mediante a aplicação dos novos recursos instrumentais disponíveis, foi uma prática recorrente durante uma boa parte do século XX.

Todas as restantes peças são da autoria de músicos franceses.
De Hector Berlioz (1803-1869) será interpretado o «romance» para violino e orquestra «Rêverie et Caprice».
Originalmente concebido como ária de ópera, acabou por se tornar numa obra regularmente interpretada pelos mais famosos violinistas do século XIX. Também em «Tzigane», de Maurice Ravel (1875-1937), o violino assume a função de protagonista.
Nesta composição, todas os requintes da sonoridade da música cigana são colocados ao serviço da demonstração do virtuosismo do solista.
Neste caso, de Augustin Dumay, reputado violinista conhecido dos portugueses pela sua regular colaboração com Maria João Pires.
Do mesmo compositor será ainda escutada a suite «Ma Mère l'Oye», a orquestração de uma obra inicialmente concebida para dois pianos.
Pensada para ser tocada por duas crianças, mantém nesta versão de 1911 as suas cinco secções, em que cada uma ilustra um conto infantil.

O flautista Nuno Inácio, a mais recente contratação para os quadros da OML (Orquestra Metropolitana de Lisboa), será solista em «Memoriale», uma das obras mais meditativas de um compositor que identificamos sobretudo com os procedimentos mais ousados do vanguardismo dos anos cinquenta: Pierre Boulez (1925).

Por último, referimos que esta a obra está inspirada num poema de Stéphane Mallarmé e nela a flauta expressa os sonhos de um fauno.. «Prélude à l'Après-Midi d'un Faune» é a primeira obra orquestral verdadeiramente importante do catálogo de Claude Debussy (1862-1918).