terça-feira, 6 de março de 2007

Teatro na Barraca em Março


Março é o mês do Teatro, da Poesia e do Aniversário da BARRACA.


No passado domingo, dia 4, passaram 31 anos sobre o 1º espectáculo da companhia.

Durante este mês continuarão os espectáculos “A Herança Maldita”, “Felizmente Há Luar!” e “O Conto da Ilha Desconhecida” em cena, e haverá uma digressão à Moita, a Lagos, à Horta e ao Faial.
Vai também decorrer a 3ª Oficina de Leitura, e no Bar continua a programação habitual.


Mais um mês cheio de actividade!


Na noite de 20 para 21 (dia Mundial da Poesia) os participantes no Workshop, misturados com os actores d’ A BARRACA farão um recital de poesia no bar do Changuito, porque é terça-feira!

Poesia às quartas no Frágil


Poemas de quatro poetas portugueses vão ser lidos, com música, nas quartas-feiras de Março, à noite, na discoteca Frágil, que celebra este ano o seu 25.º aniversário.


“O desafio que lançámos foi a músicos, compositores e‘diseurs’ para interpretarem em formato de peça musical alguns dosprincipais poemas de cada autor”, disse à Lusa fonte da organização.

Al Berto, José Agostinho Baptista, Herberto Helder e MárioCesariny são os poetas escolhidos para os serões do Frágil, sempre apartir das 23:00.


“A ideia – explicou a fonte - é criar uma noite de contrasteàs trepidantes noites da discoteca, tendo-se, aliás, criado já ohábito de as quartas-feiras serem diferentes. Foram os concertos àsquartas, e optámos agora pela poesia”.


Pelo Frágil, assinalou, “passaram nos últimos 25 anos quasetodas as correntes estéticas que se afirmam no Portugal cultural dasúltimas três décadas: música, moda, pintura, poesia, literatura,cinema, entre outras manifestações culturais aconteceram em várias noites do Frágil alimentando esperanças de mudança e inovação”.


Na próxima quarta-feira, pelas 23:00, Vera Paz lerá poemas de Al Berto enquanto Bernardo Gomes de Amorim criará “um ambiente especial, jogando com a projecção de imagens e luz”.

Participam ainda nesta noite Adriano Filipe, JP Simões &Miguel Nogueira e JP Diniz.


Quarta-feira, dia 14, a noite é dedicada a José Agostinho Baptista, de quem Francisco Costa lerá alguns poemas, com a música acargo de Nuno Gonçalves dos The Gift.

Um concerto pelo grupo Cindy Kat fecha o serão, encarregando-se da música para dançar Miguel Ribeiro, outro elemento dos The Gift.


Quarta-feira, dia 21, Dia Mundial da Poesia, Graciano Dias lerá poemas de Herberto Helder, Paulo Abelho & João Eleutério farão a música e o concerto da noite está reservado às Danças Ocultas.


Mário Cesariny é o último poeta do mês, dia 28, lendo poemas seus o actor Rogério Samora, com música de Gabriel Gomes & RodrigoLeão.

Os Naifa farão o concerto da noite.

Exposição no Instituto Franco-Portugais



INDIGONOIR & MECANOSPHERE " Membranes"
Nature - Organe - Circuit 8 - 30 de Março.

Inauguração: Institut Franco Portugais
8 de Março - 18 Horas / Av. Luis Bivar, 91 / Metro : Saldanha ou São Sebastião

IndigoNoir & Mecanosphere : Uma instalação em forma de circuito onde se cruzam os assemblages visuais de IndigoNoir com as bandas sonoras espectrais de Mécanosphère, a emitir a partir de postes de escuta.


Psicogeografia auditiva e visual de uma possivel "natureza da natureza" - insectos, fantasmas migratórios, restos de textos, evocação de orgãos e resistência dos materiais, close-ups de paisagens sub-pastorais, organologia microgótica e land art mental em cut up.


Uma homenagem longinqua a Novalis, Robert Smithson e Alexander Graham Bell.
IndigoNoir: Johan Viviers, Carlos G. Garcia


Mecanosphere: Benjamin Brejon, Adolfo Luxuria Canibal, Jonathan Hhy, Henrique Fernandes

Onda de Dança em Leiria

Março é o mês da dança em Leiria


Em Março, o Teatro José Lúcio da Silva e o Teatro Miguel Franco, no Mercado de Sant'Ana - Centro Cultural, acolhem os grandes nomes nacionais da coreografia e da dança.
Naquelas duas salas apresentam-se entre outros, a Companhia Nacional de Bailado, Rui Horta e Olga Roriz.
A programação prevista tem como princípios orientadores a mostra de diversas abordagens e estéticas da coreografia, trazendo a Leiria os coreógrafos mais conhecidos.
No dia 10 de Março, sobe ao palco do Teatro Miguel Franco o espectáculo “Unsex me”, numa concepção de Luz da Câmara e Rui Chaves, que contam uma história onde é evocada uma mulher a quem dão o nome de Senhora.
Neste mesmo espaço cultural, a 16 de Março, será apresentado “Noite de Reis - Dez personagens e um cão”, pela Companhia Paulo Ribeiro, numa co-produção com o Centro Cultural de Belém.
Leonor Keil, numa interpretação a solo plena de humor e movimento, dá vida a dez personagens e um cão a partir da obra 'Noite de Reis', de William Shakespeare.

No Teatro José Lúcio da Silva, a 17 de Março, a Companhia Instável leva ao palco "Pure", uma coreografia de Rui Horta.
Para além de um simples título, “Pure” é a ideia/conceito subjacente ao programa da Companhia Instável, reunindo três obras: “garden”, “with” e “Nest”.
Apesar das três obras funcionarem individualmente, elas são apresentadas como um todo, tendo o coreógrafo articulado os diferentes elementos da linguagem cénica de forma a tratar as três peças como uma unidade.

Para os mais novos, a Companhia de Dança de Almada traz, no dia 24 de Março pelas 16h00, ao Teatro Miguel Franco “O sonho da Princesa Clarice”, onde “num mundo distante, do outro lado do arco-íris, existe um reino feito de trapos e de sonhos: o Mundo da fantasia”.

Neste mesmo dia, no Teatro José Lúcio da Silva, pelas 21h30, a companhia Vórtice Dance apresenta “A Solo com os Anjos”.
Trata-se, antes de mais, de uma viagem no tempo, desde a criação do universo até ao presente.
Este mês dedicado à dança encerra com a Companhia Nacional de Bailado, no dia 31 de Março, no Teatro José Lúcio da Silva, com o espectáculo «3 + 1», com as coreografias de Mauro Bigonzetti - “Passo Contínuo”, William Forsythe - "The Vertiginous Thrill of Exactitude”, Olga Roriz - “Treze Gestos de um Corpo” e Gagik Ismailian, “Dualidade”.

Para informações e reservas dos espectáculos a realizar no Teatro Miguel Franco contactar a Divisão da Cultura e Gestão de Espaços Culturais da Câmara Municipal de Leiria, pelos telefones 244 839 500 ou 967 122 796
Teatro José Lúcio da Silva, contactar pelo telefone 244 823 600.


Cursos de dança


Numa organização do Orfeão de Leiria e da Câmara Municipal de Leiria, vão decorrer ao longo do mês de Março cursos de dança clássica, contemporânea, criativa e jazz, com o objectivo de sensibilizar educadores de infância / professores do ensino regular e todos os interessados no desenvolvimento de projectos com dança, enquanto actividade de enriquecimento curricular e extra-curricular, na promoção da aprendizagem dos alunos na escola.

Nos dias 10 e 11 de Março o professor Rui Reis dará aulas de Dança Clássica, para participantes com idades a partir dos 10 anos, e as professoras Bárbara Guedes e Maria José Rodrigues ministrarão a mesma disciplina dos 6 aos 9 anos, sendo pianistas Fernando Cipriano e Humberto Ruaz.
Nestes dias serão ainda leccionadas aulas de Dança Contemporânea e Dança Criativa, pela professora Cláudia Nóvoa, e de Dança Jazz, pelas professoras Sofia Silva e Paula Careto.

No dia 17 de Março decorrerão ateliês de dança com orientação do professor Pedro Romeiras, que irá desenvolver um trabalho com base nas obras literárias «O Pequeno Príncipe», de Antoine Saint-Exupéry, e «Os Ovos Misteriosos», de Luísa Ducla Soares.

No dia 18 de Março, terão lugar ateliês de formação em Educação Artística / Dança.

Para informações sobre estes cursos, contactar o Orfeão de Leiria, pelo telefone 244 829 550.

Susheela Raman em Guimarães


Sábado, 10 de Março – 22h00


Grande Auditório


Preço:

1ª Plateia – € 15,00/€12,50 c/desconto

2ª Plateia – € 12,50/€10,00 c/desconto

A música do mundo tem data de ouro em Portugal a 10 de Março.
Susheela Raman, uma das mais recentes e estimulantes divas da “world music”, regressa ao nosso país para um concerto único no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, este sábado, dia 10 de Março.

“Music For Crocodiles” é o trabalho que vem na bagagem.

Neste terceiro e mais recente álbum, Susheela Raman utiliza todas as influências da língua inglesa, não perdendo, contudo, o balanço dos blues que cantava em miúda, servindo-se da musicalidade dos instrumentos e cultura indiana.

Dos 13 temas, alguns são caso de amor à primeira audição. São os casos de “Sharavana”, “Leela”, “Chordhiya”, e “What Silence Said”, que abre o álbum e serve como excelente aperitivo.

Filha de pais indianos, Susheela Raman nasceu em Londres mas emigrou para a Austrália ainda em criança.

Em 1995 vai para a Índia estudar canto e música clássica indiana com Shruti Sadolikar.

Regressa a Inglaterra em 1997, onde conhece Sam Mills, músico e produtor que fez parte dos “23 Skidoo” (banda que, no início dos anos 80, foi percursora na fusão de ritmos de dança ocidentais com músicas étnicas) e que tinha acabado de gravar um álbum com o cantor indiano Paban das Baul.

A paixão entre Susheela e Sam é imediata: companheiros na vida e na criação musical, os dois lançam-se numa grande aventura: fundir com bom gosto e elegância a música clássica do sul da Índia com a pop, os blues, o reggae, o jazz, a música do Mali e de outras partes do mundo.

O resultado, “Salt Rain”, editado em 2001, é assombroso e valeu-lhe o prémio BBC Radio 3 na categoria “World Music Revelação” e uma nomeação para o Mercury Prize.

Dois anos depois, surge “Love Trap”, um passo à frente na descoberta de outras músicas: a música popular indiana (e não só a clássica de compositores oitocentistas como Tyagaraja e Dikshitar), o flamenco, o afro-beat de Tony Allen e o canto Tuva de Albert Kuvezin dos Yat-Kha.

Susheela Raman esteve em Portugal, em 2003, para participar no festival Sons em Trânsito.

O próximo concerto – e único – está agendado para o dia 10 de Março, às 22h00, no Grande Auditório do CCVF.

Os bilhetes estão à venda no Centro Cultural Vila Flor e em http://www.aoficina.pt/

segunda-feira, 5 de março de 2007

" Singing in the Rain " na Casa da Música




Sexta-feira, 9 de Março



ONP



Olaris Elts direcção musical
Juho Pohjonen piano



21h30 Sala Suggia 15 €



Prokofiev, Beethoven e Rachmaninov preenchem o programa do concerto da ONP à Sexta que a Casa da Música apresenta no dia 9 de Março, às 21h30, na Sala Suggia.


Uma hora antes, às 20h30, a Sala Renascença abre ao público para mostrar mais uma instalação que acompanha estes concertos: “Singing in the Rain”.

Da autoria do arquitecto Pedro Bandeira, “Singing in the Rain” é uma instalação que pretende provocar uma reflexão em torno da cultura Pop afecta à música e, também, à arquitectura.


A partir da popularidade que é reconhecida ao Karaoke, a obra de Pedro Bandeira pretende questionar as fronteiras da criação artística, os limites da democratização cultural, a relação entre actor e espectador e, por último, o papel da arquitectura.



“O Karaoke é como a favela”, considera o crítico Pedro Gadanho. “Pode acontecer em qualquer lado, a qualquer momento. Basta ter um kit. E um espaço. E pessoas. Alguém imagina gastar milhões num edifício para poder usufruir a experiência do Karaoke? Em última instância, basta um chuveiro e alguma imaginação. O Karaoke implode a necessidade de uma arquitectura especial para uma experiência musical especial. Como tal, diz-nos ironicamente que a Casa da Música pode, felizmente, servir para outra coisa qualquer”.



O autor de “Singing in the Rain”, Pedro Bandeira, nasceu em 1970 e licenciou-se em arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. O seu trabalho centrado em projectos teóricos foi apresentado na exposição Metaflux para a Bienal de Veneza em 2004. A Convite do Instituto das Artes e do Ministério da Cultura, representou Portugal na Bienal de Arquitectura de São Paulo em 2005.


Mais recentemente, publicou uma antologia dos seus trabalhos sob o título: “Projectos Específicos para um Cliente Genérico” (Dafne Editora, Porto, 2006).
A instalação é inaugurada com uma performance da bailarina Mariana Tengner Barros que se repete às 20h00 dos dias 24 e 25 de Março.


A bailarina frequentou a Northern School of Contemporary Dance (NSCD) em Inglaterra e integrou a Retina Dance Company (Bélgica/Inglaterra), Companhia Instável – Rui Horta e, recentemente, o Balleteatro Companhia com Né Barros. É co-directora artística e coreógrafa da companhia The Resistance Movement (Leeds, Inglaterra).
O concerto da ONP
São da Abertura Russa de Sergei Prokofiev (1891-1953) os primeiros acordes deste concerto da ONP À Sexta, dirigido pelo maestro Olaris Elts, natural da Estónia, vencedor em 2000 do prémio Sibelius.
Escrita no primeiro ano do regresso definitivo de Prokofiev à Rússia, a Abertura Russa está envolta num episódio pitoresco ocorrido durante o primeiro ensaio da sua apresentação que era presenciado pelo compositor, a sua mulher e o pequeno Scottish Terrier (o “Blackie”) do maestro húngaro Eugen Szenkar.
“Blackie”, que de acordo com o dono, “tinha um ouvido fantástico para a música”, certamente treinado pela audição de muitas obras de Bach e Beethoven, ladrou com veemência aos trombones e trompetes que tocavam, nos últimos compassos, uma passagem um pouco “atonal” para os seus ouvidos.


Reza a história que Prokofiev, o maestro e toda a orquestra se riram e que o compositor teria prometido alterar o final.


Não se sabe se o chegou a fazer mas a estreia da obra, na Grande Sala do Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, foi entusiasticamente aplaudida pelo público.

A ONP executa, de seguida, o Concerto para piano e orquestra nº. 1, em Dó maior, de Beethoven (1770-1827), uma das primeiras obras do compositor, escrita já em Viena, onde se tinha instalado para se afirmar como compositor.


O Concerto nº 1 terá sido escrito apressadamente, já que tinha a sua estreia marcada ainda antes de estar concluído.


Por isso, o compositor, apesar de adoentado, teve que escrever, em apenas dois dias, o extraordinário rondo que termina a obra.


Dizem os biógrafos de Beethoven que conforme escrevia a partitura a ia passando a um grupo de quatro copistas para estes prepararem as partes para os diversos instrumentos.
Sobrou apenas um dia para ensaios e, assim, quando Beethoven se sentou ao piano para executar a obra, este estava afinado meio-tom abaixo, obrigando o compositor a tocar a sua parte em Dó sustenido para poder acertar com a orquestra.


Nesta execução pela ONP, o piano é assegurado por Juho Pohjonen, um dos mais brilhantes jovens instrumentistas a emergir actualmente da Finlândia, depois de ter iniciado os seus estudos em 1989, em Helsínquia.
Toda a segunda parte do concerto da ONP é preenchida pela execução das Danças Sinfónicas, op.45 de Sergei Rachmaninov (1873-1943), obra escrita três anos antes da sua morte e considerada a sua última grande criação.


Divididas em três andamentos, aos quais Rachmaninov chegou a atribuir os títulos de Dia, Crepúsculo e Meia-Noite, estas Danças traduzem a conhecida linguagem do compositor, extremamente melódica, para um contexto ligeiramente mais modernista do que é habitual.



As portas da Sala Suggia abrem às 20h45 para uma breve introdução ao programa do concerto por Rui Pedro Pereira.

Programa



Sergei Prokofiev Abertura Russa, op.72
Ludwig van Beethoven Concerto para piano e orquestra nº 1, em Dó maior, op.15
Sergei Rachmaninov Danças Sinfónicas, op.45

Orquestra Metropolitana de Lisboa actua no Casino Estoril


Orquestra Metropolitana de Lisboa em concerto no Casino Estoril


A Orquestra Metropolitana de Lisboa regressa ao Casino Estoril, no próximo Sábado, pelas 17 horas.


Em concerto agendado para o Salão Preto e Prata, serão recuperadas algumas das melhores obras de Vivaldi, Saint-Saens e Mendelssohn.
Dirigida pelo maestro Scott Sandmeier e tendo como solistas Agnes Flanagan e Liviu Scripcaru, no violino, e Peter Flanagan, no violoncelo, a Orquestra Metropolitana de Lisboa apresenta “Concerto para Violino e Violoncelo” (Vivaldi), “Introducion et Rondo Capriccioso” (Saint-Saens), e “Sinfonia nº 1, op. 11” (Mendelssohn).


Nascido em 1963, em Los Angeles, Scott Sandmeier iniciou a sua carreira nos Estados Unidos, participando em grandes festivais de música, nomeadamente no de Tanglewood, Aspen e Los Angeles.

Ao granjear uma assinalável notoriedade, foi convidado, em 1993, para dirigir grandes Orquestras internacionais.
Desde 1998, Scott Sandmeier é o maestro titular do célebre Eastern Music Festival, nos Estados Unidos.

A residir em França, mantém a sua actividade com a Orchestra National de Ille-de-France, Orchestra de Bretagne, L’ensamble Orchestral de Paris e a Orchestra dês Concerts Lamoreux.


Em homenagem a três grandes compositores, o Casino Estoril propõe registos inconfundíveis de peças de Vivaldi, Saint-Saens e Mendelssohn assegurando, assim, um final de tarde diferente no Salão Preto e Prata.


A Orquestra Metropolitana de Lisboa actua no Salão Preto e Prata do Casino Estoril, no próximo Sábado, dia 10 de Março, pelas 17 horas.


Os ingressos para os concertos deste ciclo dedicado à música clássica serão de 15 euros por pessoa.

Giancarlo Guerrero na Gulbenkian

Quarta, 7 de Março, 21h00


Sexta, 9 de Março, 19h00

Coro Gulbenkian
Orquestra Gulbenkian
Giancarlo Guerrero Maestro
Julian Bliss Clarinete


Igor Stravinsky
Sinfonia dos Salmos


Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto para Clarinete em Lá maior, K.622


Luigi Cherubini
Requiem, em Ré menor

O maestro Giancarlo Guerrero dirige o Coro e a Orquestra Gulbenkian em três obras que nos interrogam, na passagem entre a vida e o além.

A primeira delas é a Sinfonia dos Salmos, dedicada por Stravinsky “à Glória de Deus”.

Segue-se o maravilhoso Concerto para clarinete K. 622, uma das muitas obras-primas saídas da pena de Mozart.

Será também executado o imponente Requiem em ré menor, de Luigi Cherubini.


Stravinsky escreveu a propósito da Sinfonia dos Salmos: “Não é uma sinfonia na qual inclui alguns Salmos para serem cantados… é o próprio canto dos Salmos o que estou a transformar em sinfonia.”

Composta em 1930, contém referências às visões místicas do compositor e faz parte de um coerente núcleo de obras sacras nas quais exprimiu a sua religiosidade.

Entre elas encontram-se, por exemplo, a Missa ou a Cantata escritas nas décadas seguintes.
Considerada como uma obra capital da música sacra do século XX, a Sinfonia dos Salmos entra em diálogo com a segunda Missa de Defuntos de Cherubini, escrita para vozes masculinas e orquestra.

O autor tinha tal apreço por esta sombria e ascética obra que pediu que fosse cantada durante o seu próprio funeral.
Dedicado a Anton Stadler, um dos amigos mais chegados de Mozart, a tocante carga lírica e trágica do concerto para clarinete, na senda do seu Requiem, coloca-nos, finalmente, perante o mistério da morte que levou prematuramente o compositor.

Julian Bliss, o jovem e brilhante clarinetista, será solista nesta obra de Mozart.

Música no Santiago Alquimista



6ª feira, 9 Março


Santiago Alquimista


Grande Concerto de Lançamento


Tora Tora Big Band & guests
Kika Santos (Loopless, Blackout), Silvia (Hysteria Ibérica), André Cabaço
Dj Tiago Santos (Cool Hipnoise, Spaceboys)


23h * entrada: 7.5 € (dto a 1 cerveja)


Aos palcos regressa a injecção de calor sonoro que caracteriza estes doze magníficos, numa efusiva combinação do jazz com o groove do afrobeat, samba, funk, valsa, reggae , bossa, salsa e tango.
Este é o espectáculo de apresentação do novo álbum, num formato muito especial, que conta com a participação vocal de Kika Santos (Loopless , Blackout), Sílvia Sanchez (Hysteria Ibérika), o cantor moçambicano André Cabaço e o DJ Tiago Santos (Cool Hipnoise, Rádio Oxigénio, Spaceboys), que vai estender a festa do groooooove pela noite dentro.

E ainda...

10 Março (Sáb)


Palmela (Sociedade Filarmónica Humanitária)

Tora Tora Big Band & Convidados:


Kika Santos (Loopless, Blackout)
André Cabaço
DJ Tiago Santos

Jason Moran no CCB


JASON MORAN AND THE BANDWAGON


6 de Março 2007 - 21H00
Grande Auditório


JASON MORAN AND THE BANDWAGON


6 de Março 2007 - 21H00
Grande Auditório


JASON MORAN AND THE BANDWAGON


6 de Março 2007 - 21H00
Grande Auditório


Jason Moran – piano
Tarus Mateen – baixo
Nasheet Waits – bateria


Jason Moran - piano


Jason Moran nasceu em Houston e vive actualmente em Nova Iorque.
O seu estilo impressionista e intimista é visível nas actuações com o seu trio, The Bandwagon, e no seu trabalho com músicos contemporâneos como, Cassandra Wilson, Steve Coleman, Greg Osby e Stefon Harris.

Como líder do grupo The Bandwagon e como solista, recebeu elogios dos principais críticos de música pelas suas actuações nos mais importantes clubes e festivais de jazz de todo o mundo.

O Washington Post considerou The Bandwagon como o grupo composto pelos “três melhores músicos de jazz da geração dos sub 35”, enquanto The New York Times afirmou que Moran “provou ser um conceptualista hábil, encontrando inspiração no ritmo e na tonalidade da linguagem falada em cinema, jazz, pop, e hip-hop”.
Desde o seu fulgurante aparecimento na cena musical, no final dos anos noventa, tornou-se um artista de culto no panorama do jazz moderno.

Em praticamente todas as categorias de referência – improvisação, composição, conceito de grupo, repertório, técnica e experimentação tecnológica – Moran e a sua banda, The Bandwagon (composta pelo baixista Tarus Mateen, pelo baterista Nasheet Waits e pelo recente guitarrista Marvin Sewell) têm vindo a desafiar constantemente os cânones do jazz.
Em 2005, Moran foi considerado pela revista Playboy o Artista de Jazz do Ano.

Recentemente estreou a sua última peça, RAIN, no Jazz at Lincoln Center.

Actualmente colabora com o artista de vídeo-performance, Joan Jonas em The Shape, Scent, Fell of Things, a serem apresentados no Dia Beacon em Outubro deste ano.
“Esperamos conseguir sempre surpreender o nosso público e ser compreendidos por todos. Penso que o público durante o espectáculo está especialmente atento ao drama, ao conteúdo e ao momento do êxtase. Nós esforçamo-nos ao máximo para proporcionar isso e muito mais.”
(Jason Moran )

Tarus Mateen – baixo


Nasceu na Califórnia e começou a sua carreira profissional aos doze anos.
Ainda muito novo instala-se em Atlanta, Geórgia, onde obtém uma graduação em música no Morehouse College.

Começa, então a trabalhar nos clubes locais como baixista, abrangendo uma grande variedade de estilos.

Em 1987 é convidado para actuar com as estrelas de reggae, Sly & Robbie, mas a sua carreira só se consolida após instalar-se em Nova Iorque, no final de 1988, onde durante ano e meio é baixista de Betty Carter.

Desde, então, a carreira de Tarus está preenchida de sucessos, colaborando em diversos projectos de enorme reconhecimento da cena internacional.


Nasheet Waits - bateria


Professor de música, nasceu em Nova Iorque, tendo tido como o grande impulsionador da sua carreira o pai, o legendário Frederick Waits.
A educação musical de Nasheet começou em Morehouse, Atlanta, onde também se formou em psicologia e história.

Decidido a enveredar por uma carreira musical, continuou os estudos na Long Island University, em Nova Iorque, onde se graduou com distinção em Artes e Música.

Paralelamente a esta graduação recebe aulas particulares do percussionista Michael Roach.

O talento de Waits ganha notoriedade após uma intensa colaboração com Antonio Harts, a qual se mantém até 1998.

Mais recentemente tem integrado as várias bandas de Andrews Hill, do trio de Fred Herch e da Bandwagon de Jason Moran.



Herman José em espectáculo total no Casino Lisboa





O Casino Lisboa acolhe um novo espectáculo protagonizado por Herman José, que regressa, assim, aos palcos nos próximos dias 7 e 8 de Março, pelas 22 horas.


No Auditório dos Oceanos, o artista apresenta “Super Herman”, convidando o público a fazer uma retrospectiva de três décadas de humor.
“É uma navegação pela minha vida, na qual recordo os últimos trinta anos de carreira”, revela. Com o habitual sentido de humor, Herman José propõe uma mistura de surrealismos autobiográficos com uma retrospectiva dos seus êxitos musicais.
Desde a famosa rábula do “Sr. Feliz e Sr. Contente”, que estreou com Nicolau Breyner, em 1977, passando pela interpretação de temas, como o contagiante “Saca Rolhas”, até à reencarnação de personagens, como a inesquecível “Maximiana”, o artista promete um espectáculo com múltiplos pólos de diversão.
Com apontamentos de “stand up comedy”, “Super Herman” caracteriza-se pelo irresistível humor do seu protagonista, que “só trabalha para se divertir, divertindo os outros”.


Foram vários registos guardados, ao longo dos anos, que são, agora, recuperados para esta actuação.
Num tom de humor implícito, Herman José recorda interessantes episódios da sua vida profissional e pessoal.


“Comento várias experiências vividas com os meus colegas”, diz. E acrescenta, “Conto, também, alguns pormenores sobre os meus gostos pessoais”.
O comediante recupera, ainda, várias orientações musicais, recordando outra faceta da sua carreira.


Para além de proporcionar originais momentos de jazz, o artista evoca nomes consagrados da música portuguesa como Amália Rodrigues ou Carlos Paião.
Herman José partilha o palco com um conjunto de oito elementos, cuja direcção estará a cargo de Pedro Duarte.


Recorde-se que o experiente maestro colabora com Herman José há vários anos, mais concretamente desde o programa “Parabéns”, que estreou na RTP, no início dos anos noventa. De facto, Herman José sublinha a sua cumplicidade com os músicos. “Com um simples olhar esta Orquestra sabe o que vou cantar a seguir”, explica.
Pela primeira vez no Casino Lisboa, o artista define “Super Herman” como “seguramente o espectáculo menos chato do mundo”, considerando, ainda, “um privilégio apresentá-lo no Auditório dos Oceanos”.
Após uma prolongada ausência dos palcos, o mediático humorista regressa, assim, ao contacto directo com o público, assegurando duas noites de humor a traço fino no Casino Lisboa.



Herman José protagoniza “Super Herman” no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa a 7 e 8 de Março, pelas 22 horas.




No sub-palco do Grande Auditório, dias 9 e 10 de Março



Estreia em Portugal de “Na Colónia Penal”, ópera de câmara de Philip Glass, pelo Projéc~/TMG

No dia 9 de Março, o Projéc~ estreia em Portugal a ópera de câmara “Na Colónia Penal”, com texto de Franz Kafka e música de Philip Glass.


O espectáculo tem a direcção musical de Domenico Ricci e a direcção cénica de Américo Rodrigues.


Participam no espectáculo o Barítono José Corvelo e o Tenor Sérgio Martins, com o Quarteto de Cordas de São Roque acompanhado pelo contrabaixista Ricardo Tapadinhas, e os actores António Godinho e António Saraiva.
“Na Colónia Penal” conta a história de um oficial a quem durante anos esteve confiado o pelouro da Justiça, e que mantém uma estranha relação de admiração pelo instrumento que utiliza nas torturas dos condenados, vendo-se ele próprio condenado à pena capital.


No momento de se submeter ao suplício da tortura, escolhe para o seu corpo a brevíssima inscrição “Sê Justo!”.


A fragilidade do sistema e a procura da justiça são temas abordados neste espectáculo baseado no conto homónimo de Franz Kafka.

“Na Colónia Penal” é o terceiro trabalho do Projéc~ [a estrutura profissional de produção teatral do TMG] e ficará em cena nos dias 9 e 10 de Março, sendo os espectáculos apresentados no sub-palco do Grande Auditório do TMG.



Trata-se da estreia em Portugal desta ópera de Philip Glass, dirigida pelo músico Domenico Ricci.


«Quando se ouve pela primeira vez “Na Colónia Penal”, o ouvinte é surpreendido pela “aparente simplicidade” que a obra revela.


Na realidade, trata-se de um trabalho extremamente complexo que põe à prova as capacidades técnicas interpretativas dos executores.


Esta ópera, junto com “Les Enfants Terribles” e “La Belle et la Bête”, representa um ponto de viragem na carreira de Philip Glass.


Passa-se, de facto, de trabalhos de grandes dimensões, com muitas horas de duração, a obras com orgânicos reduzidos, e muito mais curtas.


A matriz minimalista do compositor americano é imediatamente reconhecível (logo a partir dos primeiros compassos).


No entanto, desta vez, as habituais tercinas, os patterns repetidos, os familiares harpejos, o uso de contínuas flutuações rítmico-harmónicas e a utilização de dissonâncias e cromatismos são funcionais para criar uma atmosfera escura, gélida e aterradora.» – refere o director musical Domenico Ricci a propósito da obra.

Ficha de “Na Colónia Penal”



Texto de Franz Kafka
Música de Philip Glass
Libretto: Rudolph Wurlitzer
Direcção Musical: Domenico Ricci
Encenação e espaço cénico: Américo Rodrigues
Cenografia e figurinos: Cristina Cutrale
Barítono (oficial): José Corvelo
Tenor (visitante): Sérgio Martins
Com Quarteto de S. Roque + Contrabaixo: Ricardo Tapadinhas
Soldado: António Godinho
Condenado: António Saraiva

Hipnótica com novo trabalho



Hipnótica
"New Communities For Better Days"


Novo disco nas lojas dia 12 de Março

Uma comunidade onde redes de pequenos pontos se cruzam, criando palavras como um rasto e expondo melodias como pistas.
Logo se propagam e dão a conhecer a todos uma nova mensagem.

É com grande prazer que presentamos o novo álbum dos Hipnótica.

O colectivo lisboeta regressa em força acompanhado por alguns suspeitos do costume mas também contando com a participação de novas mentes conspirativas.

Depois de respirar fundo com Reconciliation, a revolução faz-se de ora em diante com NEW COMMUNITIES FOR BETTER DAYS.

São 13 novos temas em que se reconhecerá a forte personalidade das criações dos Hipnótica mas que, em simultâneo, surpreenderá pela abordagem refrescante que mais uma vez incutem às suas composições.

Persistem (ainda) as incursões pelos territórios do jazz mas descobrem-se novos caminhos e intersecções com as tendências mais actuais e menos ortodoxas do rock, onde a Banda (qual viajante permanente) carrega na mochila alguns ensinamentos da escola rítmica do hip-hop e de correntes mais abstractas da música electrónica.


São canções que cantam as novas comunidades, criadas por mera afinidade, que entrecruzam e geram outras que transbordam dos meios virtuais para a vida real, alterando comportamentos, mudando a nossa percepção e levando-nos a redescobrir a força do colectivo, agora que a era do euísmo atingiu o ponto de saturação.

NEW COMMUNITIES FOR BETTER DAYS é um álbum de audição urgente, canções do nosso tempo plenas de poesia libertária, melodias e ritmos envolventes e subversivamente positivo.

domingo, 4 de março de 2007

Tapetes Voadores no Chapitô



No sábado, três histórias. No domingo, outras três.


Os meninos ficam bem juntinhos à volta das casas, das montanhas, das nuvens, das personagens – a magia que emana dos tapete. cria uma atmosfera aconchegante entre a Actriz e as crianças.
Os sapatinhos ficam de fora…


Ó senhoras e senhores!

São tapetes voadores

Que nos levam, num segundo,

A viajar pelo mundo.

Contam histórias de dores,

De ternura, de amores,

Com variados sabores.


Aos seus lugares, crianças:

Colo de mãe e de pai,

Almofadas, tamboretes.

E viajem nos tapetes,

Nos tapetes multicores,

Nos Tapetes Voadores

Francisco Menezes em digressão


A UAU leva o humor de FRANCISCO MENEZES para a estrada.


Uma digressão que promete fazer rir Portugal!

Francisco Menezes ficou conhecido pelas suas várias presenças no “Levanta-te e Ri” (SIC), mas começou a sua carreira na ex-Ntv (agora RTPN), com dois programas de humor, de autoria e interpretação sua, o “N cromos” e “O desterrado”, tendo depois passado pela RTP com outro programa seu, “Portugal FM”. Antes disso fez rádio, cantou em casinos e até trabalhou na secção de congelados do Continente.
É o artista quase total.
Tem uma grande voz, é engraçado como o caraças, e o seu texto é muito bom.

Só lhe falta depilar as pernas.

Traz o seu humor para a estrada.

Disparates, imitações, música, tudo faz sentido, quando se fala de Portugal e dos Portugueses.

Um espectáculo capaz de fazer José Mourinho rir!

Autoria e Interpretação FRANCISCO MENEZES

Apoio Encenação SÓNIA ARAGÃO
Cenário e Adereços MARINEL MATOS

Figurinos DINO ALVES

Desenho de Luz LUIS DUARTE


___________________________________________ Rita Duarte rita.duarte@uau.pt

Teatroda Garagem com novo projecto


O Teatro da Garagem vai acolher o Projecto Ruínas com o espectáculo Hans, o cavalo inteligente.
A estreia está marcada para dia 11 de Março e estará em cena até 22 de Março pelas 21H30.

Mais uma produção do Teatro da Garagem

O Teatro da Garagem vai acolher o Projecto Ruínas com o espectáculo Hans, o cavalo inteligente.

A estreia está marcada para dia 11 de Março e estará em cena até 22 de Março pelas 21H30.

Cascais assinala Semana da Leitura 2007

A Câmara Municipal de Cascais associa-se às comemorações da Semana da Leitura 2007, evento integrado no Plano Nacional de Leitura, com o alto patrocínio de Maria Cavaco Silva.
A par das diversas actividades que as escolas do Concelho estão a desenvolver a esse nível, a Biblioteca Municipal de Cascais – S. Domingos de Rana preparou um programa de acções a realizar entre 5 e 10 de Março.

Destinadas às escolas, com o objectivo de incentivar o gosto pela leitura, as actividades organizadas pela Biblioteca Municipal de Cascais – S. Domingos de Rana (Bairro do Moinho Massapés – Tires) envolvem a leitura e dramatização de contos, workshops de ilustração e jogos de pista, entre outras iniciativas e contam com a parceria de escolas públicas e privadas do concelho, de diferentes níveis de ensino, do Pré-Escolar ao Secundário.

Participam na Semana da Leitura os seguintes agrupamentos de escolas: 3 Caminhos (Abóboda), António Pereira Coutinho (Cascais), Matilde Rosa Araújo (S. Domingos de Rana), Santo António (Parede), e as Escolas Secundárias de Alvide, Cascais, Cidadela, Fernando Lopes-Graça e Frei Gonçalo de Azevedo, bem como o Externato “O Cavalinho” (Carcavelos), Cooperativas de Ensino “O Nosso Sonho” e “Ideia” (S. D. Rana).

A participação das escolas no programa organizado pela Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana requer inscrição prévia.

Contactos da Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana:
Telefone: 21 448 19 71.
E-mail
biblioteca.sdomingos.rana@cm-cascais.pt.

Ciclo 4 Quartetos no CCB




Nos últimos anos, um vento de renovação passa pelo mundo das formações de câmara, designadamente em quarteto.

Seguindo o caminho desbravado por formações como o Kronos Quartet e o Arditti Quartet, um número crescente de jovens formações tem vindo a abordar o formato do concerto de câmara de maneira inovadora: ao repertório clássico, no qual bebem a sua formação, juntam outros programas, que vão do repertório erudito contemporâneo até músicas de diversas proveniências geográficas-culturais.
O CCB dará nas próximas temporadas atenção acrescida às experiências que se vêm desenvolvendo neste sentido, na Europa e nos Estados Unidos.

Nesta primeira série, apresentam-se quatro quartetos que se dedicam à construção de pontes musicais, visando transformar o concerto de câmara cada vez mais numa experiência singular.



II
Quarteto Danel


Sala Luís Freitas Branco
10 de Fevereiro, 21H00
Duração aproximada 1H15 (c/ intervalo)
Marc Danel primeiro violino
Gilles Millet segundo violino
Vlad Bogdanas viola
Guy Danel violoncelo


Programa:
Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Quarteto Opus 59 n.º 3


Pascal Dusapin (1955-)
Quarteto n.º 5


Dmitri Schostakovich (1906-1975)
Quarteto n.° 9


Quarteto Danel


Sempre com o mesmo entusiasmo e convicção, o Quarteto Danel, premiado diversas vezes em concursos internacionais, prossegue os objectivos que determinaram a sua formação há quinze anos: o trabalho inesgotável de revelar o repertório de Haydn aos seus contemporâneos.
Com mais de oitenta concertos por ano, o Quarteto Danel já consolidou o seu lugar no meio artístico internacional.

Apresenta-se regularmente nas mais prestigiadas salas de concertos do mundo.
Se por um lado tem a preocupação de dar a conhecer obras “intemporais” de compositores de renome internacional, como é o caso da integral dos Quartetos de Cordas de Bartók, Beethoven ou Schostakovich, por outro estabelece colaborações e afinidades com compositores contemporâneos que se têm destacado, como Dusapin, Harvey, Lachenmann, Rihm, Volans… Muitos outros jovens autores, Bacri, Bosse, Brewaeys, Cassol, Defoort, d’Haene, Fafchamps, Honderdoes, Lampson, Mantovani, Mernier, Nelissen, Flender, Swinnen, Van der Harst, Zhang… a quem o Quarteto reconhece talento, são com frequência interpretados por esta formação.

Notas de Programa


Beethoven – Quarteto n.º 9 em Dó maior, Opus 59 n.º 3


Julga-se que o terceiro e último dos quartetos Razumovsky tenha sido composto em 1807, ou seja, antes dos dois primeiros.
Foram no entanto editados em simultâneo em 1808, pelo Comptoir des Arts et de l’Industrie, e posteriormente apresentados pela primeira vez em Janeiro de 1809, em Viena, pelo Quarteto Schuppanzigh. Dos três quartetos, o n.º 3, por vezes intitulado “Quarteto Heróico”, foi o único que agradou ao periódico Allgemeine Musikalische Zeitung que escreveu: “Deve agradar a todo o espírito culto pela sua melodia original e a sua harmonia poderosa.”
Foi igualmente a propósito dum esboço do final deste quarteto que se encontrou esta nota: “Mesmo que te encontres no turbilhão mundano, mesmo que consigas compor obras apesar de todos os entraves impostos pela sociedade, não guardes mais o segredo da tua surdez, mesmo na tua arte.”

Característica notável: pela primeira vez nos quartetos, Beethoven começa por uma introdução lenta, destinada a estabelecer um ambiente especial, ao mesmo tempo que incita o ouvinte ao recolhimento.

Esta será a regra para quase todos os últimos quartetos.


Pascal Dusapin – Quarteto n.º 5


Este quarteto foi escrito entre 2005 e 2006. Os intérpretes e admiradores da obra de Pascal Dusapin reconhecem que este compositor francês tem vindo a aveludar a sua escrita.

As suas primeiras obras revelam maior aspereza, uma característica reminiscente do seu professor, o compositor grego Iannis Xenakis.

Esta peça, à semelhança de outras mais recentes, revela um estilo mais lírico.

No entanto, esse lirismo vai-se sobrepondo a momentos mais angulosos e de maior rugosidade.
O compositor afirma ter deixado transparecer no Quarteto n.º 5 a sua admiração por Samuel Beckett.

A peça evoca as duas personagens do romance Mercier et Camier (1946) de Beckett, a sua primeira obra escrita em francês.

A peça começa com uma secção em pizzicato que serve de pano de fundo para um solo no primeiro violino.

Em seguida escutamos no segundo violino um solo em tom de resposta, sugerindo a ideia de um diálogo, possivelmente entre Mercier e Camier.

Esta ideia é reforçada ao longo da peça por uma constante alternância de discurso entre as combinações de instrumentos que vão surgindo.

Um pouco mais adiante, quando já estão decorridos cerca de dois terços da peça, uma longa secção em uníssono, em tom de sussurro, parece aludir à prática homónima na literatura contemporânea – a criação de texturas.


Schostakovich – Quarteto n.º 9 em Mi bemol maior, Opus 117


Escrito em menos de um mês, de 2 a 28 de Maio de 1964, o Opus 117 possui uma dimensão sonora mais próxima da música de câmara, sobretudo mais próxima da estética da 13.ª Sinfonia contemporânea, igualmente dividida em cinco movimentos.

As semelhanças, no Allegro, com alguns aspectos do Quarteto em Dó menor de Beethoven não são gratuitas.
Resta o carácter emocional desta partitura dedicada a Irina, a segunda mulher do compositor, com quem ele casou em 1962.

Este Quarteto foi apresentado em Novembro de 1964 na Petite Salle do conservatório de Moscovo, pelo Quarteto Beethoven.

MAMMA-SUB no Porto



Uma comédia de Carlo Goldoni


O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, a partir de 8 de Março, no Teatro da Politécnica, Criadas para todo o Serviço, de Carlo Goldoni, o grande renovador do teatro italiano do século XVIII.

Uma co-produção com o Teatro dos Aloés e o CENDREV inserida no âmbito nas comemorações dos 300 anos do nascimento de Carlo Goldoni.

O espectáculo, com encenação e dramaturgia de José Peixoto, vai estrear em Évora, no Teatro Garcia de Resende, no próximo dia 1 de Março.
Goldoni acostumara o público veneziano a um divertimento teatral durante o Carnaval.

Oferece-lhe assim mais uma comédia que é bem mais que um simples divertimento.
Era tradição na Veneza do século XVIII dar um dia de folga aos empregados domésticos para que gozassem em liberdade esta inversão da ordem estabelecida. E os amos divertiam-se simultaneamente em bela convivência.
Aproveitando essa liberdade os criados vestem-se como os amos não só por envergarem o guarda-roupa que subtraíram à sua vigilância, mas porque lhes imitam os comportamentos.
Numa manhã fria e nevoenta do Inverno de 1755, em pleno Carnaval, Momolo, jovem aprendiz de padeiro, acorda as cozinheiras despertando-as para o trabalho para, em contrapartida, beneficiar dos seus favores.

Mas estas sabem bem como beneficiar também dos serviços do jovem padeiro.

Todos se preparam para o Carnaval disputando parceiros e perspectivas de divertimento, fortuna e prazer.

E o grande comércio com a troca de favores inicia-se num mercado onde tudo acaba por ser moeda de troca, onde tudo se pode vender ou comprar.
Os patrões, por seu lado, mobilizam os favores e a cumplicidade dos criados para os colocar ao serviço dos seus amores inconfessáveis, os seus pequenos vícios, as suas pequenas necessidades materiais, que podem ir desde um anel valioso a um empréstimo de dinheiro para o jogo ou um simples prato de sopa.
No Carnaval, forças estranhas são postas em jogo libertando impulsos recalcados e instintos que não são tão visíveis noutras alturas.
A vida privada vai-se tornando pública, o espaço privado vai-se alargando até se tornar a praça onde todas as nossas misérias e segredos se denunciam, como se o Carnaval e a sua inversão da ordem nos julgassem e nos punisse.
E Goldoni que não perdoa as nossas fraquezas acaba por nos aceitar com um imenso coração magnânimo, com uma infinita benevolência, com uma inequívoca paixão pela vida e suas surpresas.


tradução JOSÉ COLAÇO BARREIROS
encenação dramaturgia JOSÉ PEIXOTO
cenografia ACÁCIO CARVALHO
figurinos MANUELA BRONZE
execução de figurinos GUARDA ROUPA MARIA GONZAGA
banda sonora RUI REBELO
desenho de luz CARLOS GONÇALVES
coreografia KOT KOTECKI
assistente de encenação CARLA CARREIRO MENDES
produção (Teatro dos Aloés) GISLAIN TADWALD


SÍLVIA FILIPE

JORGE SILVA

ELSA VALENTIM

DIANA COSTA E SILVA
ANGELA RIBEIRO

DAVID PEREIRA BASTOS

PATRÍCIA ANDRÉ

LEONOR CABRAL
LUÍS BARROS

CARLOS QUEIRÓS

RICARDO ALVES

TIAGO MATEUS
CARLA CARREIRO MENDES


LABAN na Escola Superior de Dança






No próximo dia 7 de Março, quarta-feira, pelas 21h00, o ‘átrio’ na Escola Superior de Dança acolherá uma actuação dos alunos finalistas do Laban.

Cerca de 20 futuros bailarinos interpretarão The last leg com coreografia de Yael Flexer, responsável artístico da Bedlam Dance Company.

Durante a curta passagem por Lisboa, os estudantes do Laban terão a oportunidade de partilhar experiências com o quotidiano da Escola Superior de Dança, participando em aulas práticas do respectivo plano curricular.

Está, ainda, prevista uma palestra com os dirigentes que acompanham esta digressão a Lisboa, os quais terão a oportunidade de expor à comunidade da ESD, os objectivos, programas, e um pouco da história do Laban.

O Laban é o mais destacado centro europeu de ensino de dança contemporânea e uma referência para muitas outras instituições dedicadas à formação de intérpretes e criadores nesta área.

A sua actual denominação – Laban Centre for Movement and Dance - data de 1975, embora o Art of Movement Studio, que o originou, tenha sido criado em 1948 por Rudolf Laban, o austro-húngaro considerado como um dos fundadores da dança moderna europeia.

Rudolf Laban criou a coreologia e um sistema de notação de movimento.

Foi o percursor da dança comunitária, e no seu plano de reforma da dança educacional enfatizou a sua crença de que a dança deve ser tornada acessível a qualquer pessoa.


O espectáculo agendado para o dia 7 de Março será completado com a projecção de curtas-metragens a realizar pelos alunos do 4º ano de espectáculo, no âmbito duma residência que realizarão, entre 26 de Fevereiro e 3 de Março, no Convento da Saudação, em Montemor-o-Novo, e dedicada à edição, montagem e realização em vídeo.





CORONEL PÁSSARO no CCB



Teatro da Rainha no Centro Cultural de Belém


CORONEL PÁSSARO
de Hristo Boytchev


8, 9, 10 e 11 MAR Peq. Auditório


>8 a 10 às 21h00
>11 às 16h00



ESTREIA ABSOLUTA


Um jovem médico, destacado para um asilo psiquiátrico, tem a seu cargo alguns casos de psicose tão interessantes quanto inofensivos.
É Inverno e tanto psiquiatra como doentes estão entregues à sua sorte.

Vivem acantonados numa única divisão para se protegerem do frio.
Eis quando, caída (literalmente) do céu, uma nova realidade aproxima-se….

Diz o coronel: aos doidos ninguém reconhece uma legitimidade específica, fundada na loucura, o único direito que têm é tornarem-se idênticos, ditos normais, ou vegetarem por virtude de sonolências ministradas.

“O homem descende dos pássaros”, diz um, “ não, dos macacos”, diz outro, “mas os macacos descendem dos pássaros”, diz o primeiro.

Será a Boytchévia vizinha de Portugal?

Afinal, quem são os loucos aqui?



sábado, 3 de março de 2007

Suarez em Beja


Suarez ao Vivo


Beja, 5 e 6 de Março


O MC Suarez, organizador da compilação "Além do Tejo" que mostrou ao país uma série de talentos Hip Hop do Alentejo, apresentar-se-à ao vivo nos próximos dias 5 e 6 de Março, em Beja.
As apresentações decorrem no âmbito da peça de teatro "Se os tubarões fossem homens", de Brecht, levada à cena pelo Teatro Fórum de Moura.


A apresentação de dia 5 terá lugar no Auditório do LPB em Beja, às 16 horas, e no dia 6 será a vez da Galeria do Desassossego receber a representação, pelas 22 e 30.
Suarez,
também de Beja, está a preparar a edição do seu primeiro álbum a solo, "Visões de Um Estranho", que deverá chegar às lojas no final do mês de Março.

Teatro na Baixa da Banheira


“Tangos e Tragédias” no Fórum Cultural na Baixa da Banheira


A peça de teatro “Tangos e Tragédias”, com Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, sobe ao palco do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, no próximo dia 8 de Março, pelas 22:00h.
“Tangos e Tragédias” é um clássico do teatro brasileiro que está em cena há 20 anos, tendo já sido visto por mais de um milhão de pessoas.
A história centra-se em dois personagens: Maestro Plestkaya e o Violinista Kraunus, artistas vindos de um país imaginário chamado Sbórnia, que, durante hora e meia, nos brindam com músicas do folclore sbordiano, canções brasileiras e sucessos da pop internacional, além das suas excelentes interpretações.
Uma peça com um humor contagiante que vai agradar a todo o público, independentemente da idade.


O preço do bilhete é de 5 euros.

Conjunto escultórico " Sagrada Família " em Espanha







O conjunto escultórico em barro, do Séc. XVIII, “Sagrada Família”, atribuído à Escola de Machado de Castro, do Museu de Aveiro, foi emprestado para a exposição “Salzillo, testigo de un siglo”, a decorrer em Múrcia, Espanha, de 1 de Março a 31 de Julho de 2007, que mostrará o tempo da vida do escultor Francisco Salzillo (1707 a 1783).




A Sagrada Família do Museu de Aveiro será integrada na temática “Beleza do Corpo, Deleite da Alma”, que analisa a vida do escultor, o seu trabalho e as suas relações com a arte do Séc. XVIII, considerado a “Nova Era de Ouro de Espanha”.
A cedência temporária da Sagrada Família para esta exposição reveste-se do maior interesse para o Museu de Aveiro, pela dimensão e carácter internacional da exposição.

Novo Romance de Francisco Moita Flores


KiKo no Servartes




Kiko – Voz



Paulo Gomes – Piano



José Lima – Contrabaixo



Leandro Leonet – Bateria

KiKo no Servartes




Kiko – Voz



Paulo Gomes – Piano



José Lima – Contrabaixo



Leandro Leonet – Bateria

Banda da Armada na Casa da Música


[Ao Meio Dia]
Domingo, 4 de Março


Banda da Armada
2º Ten. Délio Gonçalves direcção musical
Ingeborg Baldaszti piano


12h00 Sala Suggia Entrada Livre


Temas dos Queen, George Gershwin, Ottorino Respighi, Stephen Melillo e Jorge Salgueiro serão executados pela Banda da Armada em mais um concerto Ao Meio Dia, na sala Suggia, no domingo, 4 de Março.

Dirigida pelo segundo tenente Délio Gonçalves, a Banda da Armada acompanha a pianista austríaca Ingeborg Baldaszti, internacionalmente aclamada pelas suas interpretações do 3º Concerto de Rachmaninov, no Mozarteum Salzburgo.
Na primeira visita que fez a Portugal, Baldaszti gravou um CD com temas de António Victorino d’Almeida, cujas obras tem vindo a divulgar em concertos e festivais na Áustria e na Dinamarca.
Ingeborg Baldaszti participa, regularmente, nos principais festivais europeus, como Berlim, Viena, Salzburgo, Veneza ou Bregenz, e actua com assiduidade nas mais prestigiadas salas de concerto, obtendo as melhores reacções do público e da crítica.
As origens da Banda da Armada remontam à primeira metade do século XVIII, data em que existia na Armada uma “música marcial” intitulada “Charamela”.

Com cerca de cem elementos, acolhe nos seus quadros alguns dos melhores instrumentistas da actualidade portuguesa.
Nas inúmeras deslocações que realiza ao estrangeiro para participar em cerimónias oficiais, festivais e concertos, a Banda da Armada suscita o mais vivo e caloroso entusiasmo do público e recebe sempre elogios da imprensa.
Nos últimos dezassete anos, participou em todo o Cerimonial marítimo e protocolar em que a sua presença foi necessária e efectuou centenas de concertos ao longo da costa, no interior de Portugal, ilhas e estrangeiro, para além de sessões pedagógicas para diversas escolas que se deslocaram às suas instalações, em Alcântara.

Em 1999 foi-lhe concedida a Medalha de Ouro dos Serviços Distintos, pelo Almirante Chefe do Estado Maior da Armada, “pelo seu notável desempenho, inexcedível dedicação e vontade de bem servir, graças ao profissionalismo e excelência dos seus músicos, do qual resultou lustre, honra e prestigio para a Marinha”.

sexta-feira, 2 de março de 2007

A Morte de Danton na Garagem






Estreou ontem no Teatro Taborda, pelo Teatro da Garagem, a peça "A Morte de Danton na Garagem", estando em cena até ao próximo dia 25.
Ao trabalhar o texto de Georg Büchner, A Morte de Danton, o Teatro da Garagem pretende dar a conhecer um clássico fundamental para a compreensão da sociedade contemporânea, através de uma abordagem “garagiana”, reflexiva e laboratorial.
Coube a Carlos J. Pessoa encenar e adaptar, em conjunto com David Antunes, A Morte de Danton, de Georg Büchner.

A plateia colocada de uma forma original, só umas cadeiras e almofadas que contornam a galeria, servindo o centro de continuação ao palco.
O espectáculo está estruturado em três planos: a Revolução, o Terror e o Teatro.

As personagens dividem-se em Brancos (partidários de Danton), Vermelhos (agentes do Terror) e Negros (partidários do Teatro).
Figura com lugar de destaque na história da Revolução Francesa, Danton é pretexto para que o dramaturgo George Büchner desenvolva temas como a dissolução dos sentidos, o vazio existencial ou a morte.

Büchner compara a Revolução a um cadáver: ideia adaptável à criação do espectáculo, a várias mãos, de forte componente pictural.

A peça coloca Danton a questionar a lógica absurda do poder que ajudou a instaurar e que a determinada altura se revela corrupto e aterrador.
O exercício dramatúrgico faz transportar esta realidade historicamente localizada para a contemporaneidade.
Georg Büchner parece atraído por uma ideia de Beleza redentora que não se confundindo necessariamente com a Arte Teatral para isso aponta, mais que não seja pelo facto de se dar ao trabalho de escrever teatro.

A confirmar esta ideia, e na peça em apreço, sublinhemos a personagem Camilo Desmoulins( Fernando Nobre).

Camilo ao afirmar, na cena 3 do 2º acto, a sua frustração perante a alienação geral do povo perante a Beleza da criação natural, em contraponto ao fascínio infantil pelas diferentes manifestações artísticas, entendidas como decadentes, tem claramente, a nosso ver, um discurso eminentemente estético, muito menos ideológico que Danton(Ana Palma) e ainda menos que Robespierre(Cláudio Silva).
Mas o autor não despreza Robespierre ou Saint-Just(Miguel Mendes) entende-os e diria até que os estima.
Eles são os pilares do discurso político, um discurso em que claramente o “interesse geral se sobrepõe ao interesse individual” numa espécie de elogio da firmeza moral.
Mas esta peça é, sobretudo, uma peça sobre a Morte, sobre a dissolução dos sentidos, sobre a vacuidade da existência humana.

Danton é o nome que a Morte apresenta.
Danton é o nome de todos nós.

“A Morte de Danton na Garagem”

Teatro Taborda de 1 a 25 de Março às 21h30

Bilhetes:

10€ público geral

5€ estudantes, <> 65 anos, reformados, profissionais do espectáculo, grupos > 10 pax

2,50€ residentes na zona, estudantes das artes do
espectáculo

Condições especiais para os Amigos da Garagem

Serviço de babysitting: 10 e 17 de Março das 21h00 às 23h30 serviço gratuito






Gutto prepara novo album


GUTTO

Novo single “DEIXA FERVER”

Gutto prepara-se para lançar o 3º álbum de originais, “ Corpo e Alma” que estará disponível em Abril.
Já podemos ouvir nas rádios nacionais o primeiro single “Deixa Ferver” extraído deste novo álbum.

“Deixa Ferver” conta com a participação do Boss AC e Liliana Almeida (das Non Stop).

quinta-feira, 1 de março de 2007

Sessão de Poesia no S.Luís


A imaginação e as palavras de Adília Lopes


Uma interpretação musicada do conto A Viagem de Sophia de Mello Breyner por Beatriz Batarda e Bernardo Sassetti.


Música Original Bernardo Sassetti


Adília Lopes estará presente na sessão do dia 4 de Março

SAL estreiam na Casa da Música





[Fado e Guitarra Portuguesa]
Domingo, 4 de Março
SAL
José Peixoto guitarra
Fernando Júdice baixo
Vicky percussão
Ana Sofia Varela voz
22h00 Sala Suggia 15 €



A Sala Suggia da Casa da Música vai ser o palco para a estreia absoluta dos SAL, no domingo, 4 de Março, às 22h00, num espectáculo que revela os primeiros originais deste novo projecto musical português.


Na sua origem estão os nomes de José Peixoto e Fernando Júdice, os dois solistas do grupo “Madredeus”.
Trabalhando juntos há mais de uma década, José Peixoto (guitarra) e Fernando Júdice (baixo) são duas referências na música portuguesa: o primeiro como compositor e guitarrista e o segundo como músico e produtor.


O grupo integra, ainda, a fadista Ana Sofia Varela, uma das vozes mais aclamadas do chamado “novo fado”, distinguida em 2005 com o Prémio “Amália Rodrigues”, e Vicky, um dos mais talentosos percussionistas da nova geração.
SAL nasceu, de acordo com Fernando Júdice, da vontade dos seus elementos em “aliar diferentes estilos e influências musicais através de uma língua comum”.


Esta confluência de interesses resultou, segundo José Peixoto, no cruzamento “da música de raiz ibérica a da influência atlântica com todo o legado fadista”.
Com letras, na sua maioria, da autoria de Tiago Torres da Silva, o primeiro álbum, também intitulado SAL, conta com a participação de João Monge e de Eugénia de Vasconcellos em dois dos temas e é composto, no total, por 14 temas originais.


“Embora com uma instrumentação que não se cruza com a tradicional do fado, é esta miscelânia, aliada à voz de Ana Sofia Varela, que confere ao projeto SAL uma identidade portuguesa”, explica José Peixoto.


Diana na Fnac de Cascais


DIANA



4 DE MARÇO ÀS 17 HORAS

SHOWCASE NA FNAC DE CASCAIS

Joana Amendoeira canta no S.Jorge



JOANA AMENDOEIRA

“À Flor da Pele” ao vivo



CINEMA SÃO JORGE

Dia 03 de Março às 22h00


É já no próximo dia 03 de Março que JOANA AMENDOEIRA se apresenta ao vivo num Concerto único no Cinema São Jorge em Lisboa.

Após várias datas no estrangeiro, Joana regressa a Lisboa, para apresentar o seu mais recente trabalho À FLOR DA PELE, editado no final de 2006.

Neste concerto Joana, faz-se acompanhar por:

PEDRO AMENDOEIRA Guitarra Portuguesa
PEDRO PINHAL Viola de Fado
PAULO PAZ Contrabaixo e Baixo Acústico

Com apenas 24 anos Joana Amendoeira conta na sua discografia com 5 álbuns:


Olhos Garotos
Aquela Rua
Joana Amendoeira
Joana Amendoeira Ao Vivo Em Lisboa
Á Flor Da Pele

Neste espectáculo respira-se fado do principio ao fim, e a jovem promessa que pela primeira vez apareceu na Grande Noite do Fado em 1994, é agora uma mulher segura com uma voz limpa e cristalina.


Para o comprovar não perca este espectáculo único no próximo dia 03 de Março no Cinema S. Jorge.

José Cid - novo espectáculo




Fotojornalismo no C.A.E.da Figueira

Uma região, três olhares, dezasseis fotos

Nada de equívocos: não se trata de um resumo da região Centro (falta-lhe o interior, para começar, as beiras Alta e Baixa), não é um portfólio, não é um panfleto.
São, simplesmente, fotografias de dezasseis reportagens de jornalistas da Agência Lusa tiradas com o exclusivo propósito de noticiar, de mostrar ao maior número possível de pessoas coisas relevantes que em determinado momento ocorreram, para o bem e para o mal.
Boas fotos, em todo o caso. A sua selecção ajuda a compor o imaginário de uma região singular, de uma rede de cidades e de lugares com um peso muito forte na identidade nacional.
As fotos de Paulo Novais, Sérgio Azenha e Paulo Cunha dão-nos uma imagem da região Centro muito curiosa, um território atravessado por festas universitárias, campeonatos da Europa e do Mundo de futebol e de ginástica, inundações, fogos, crimes e desastres.
Vêem-se dois chefes de Estado com capas de estudante sobre os ombros, famílias que fugiram da pobreza brasileira para o “El Dorado” da zona do Pinhal (valha-nos Deus…), a fé tremenda do Santuário de Fátima e a entrada na última morada de Lúcia, a vidente.
Bem perto, numa penitenciária, os reclusos precipitam-se no canto barroco e nos mistérios do amor com D. Giovanni (D. Juan), o sedutor.
E há, enfim, a beleza inexplicável da Serra da Boa Viagem entrando em cunha pelo Atlântico dentro, tocada naquele domingo improvável de Janeiro pela unção de um manto de neve.
São instantes únicos captados para noticiar, para reportar, para fornecer aos órgãos de comunicação do país inteiro e de mais uns quantos que se editam fora de Portugal.

A foto, escreveu um jornalista da Lusa, “é um instante verdadeiro, um relâmpago sobre a verdade – e o que ela nos traz não é um discurso, é uma emoção”.

CCB com Teatro



MATRIOSKA

TIAGO GUEDES
RE.AL/PORTUGAL

ESTREIA NACIONAL

DE 3 A 11 MARÇO

SALA DE ENSAIO

3 ÀS 15H30


4 ÀS 11H30
5 a 9 ÀS 11H00


10 ÀS 15H30
11 ÀS 11H30 E ÀS 15H30

CENTRO CULTURAL DE BELÉM




Aquilo que está à frente dos nossos olhos, é aquilo que realmente vemos?

Quando abrimos uma boneca russa, será que é sempre uma outra boneca que vai surgir?

O que é se esconde do outro lado? Conseguimos perceber?



Matrioska é o primeiro espectáculo para crianças de Tiago Guedes – e o seu objectivo é trazer um olhar diferente e contemporâneo sobre os espectáculos infantis.

Os pequenos espectadores são convidados e desafiados a construírem a narrativa do espectáculo.


As formas e as figuras que se escondem por detrás do “ palco” podem ser aquilo que as crianças quiserem.


O olhar e a percepção pertence a cada um.

Será uma surpresa aquilo que está escondido?
Ou afinal já conhecemos tudo o que possa existir?



Direcção, coreografia e luzes
TIAGO GUEDES
Interpretação
INÊS JACQUES
PIETRO ROMANI
Cenografia
CATARINA SARAIVA
Música
SÉRGIO CRUZ



Produção RE.AL





Teatro em Cascais

VII Mostra de Teatro de Amadores do Concelho de Cascais
- 2 de Março a 22 de Abril -


“Onde fica a Fronteira” é a peça de teatro da autoria de Fernando Rebelo, interpretada pelos alunos do Curso de Teatro de Animação da CERCICA, que inaugura no próximo dia 2 de Março, às 21h30, a VII Mostra de Teatro de Amadores do Concelho de Cascais, no Teatro Gil Vicente, em Cascais.
A decorrer em diferentes salas e colectividades do Concelho, até 22 de Abril, a Mostra de Teatro de Amadores do Concelho de Cascais contará com a actuação de 18 grupos cénicos de Colectividades, Escolas e Centros de Dia do Concelho.
Iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Cascais em conjunto com as Colectividades do Concelho, a Mostra tem por objectivo promover o hábito da ida ao teatro e, simultaneamente, descentralizar a oferta cultural.
Revista à Portuguesa, Teatro Infantil, Musicais ou Dramas são os géneros teatrais subjacentes às diferentes peças apresentadas nesta mostra.

As entradas são gratuitas.