quinta-feira, 27 de julho de 2006

Aveiro promete noite quente com Dj Vibe


Kussondulola pelo país real


Os Kussondulola continuam em tournée nacional de apresentação do seu mais recente trabalho de originais, “Guerrilheiro”.

A primeira banda de reggae portuguesa está a celebrar o Verão com espectáculos ao vivo dedicados ao massivo de fãs, que já se habituou a encontrar nos concertos de Kussondulola um ambiente de festa e homenagem à Vida.

O regresso à Festa do Avante e a passagem pelo Festival Vilar de Mouros serão alguns dos pontos altos da Tour Mayombe até Setembro.

O people vai dançar um pouco por todo o País, em concertos memoráveis que juntam os "clássicos" da banda aos novos temas do sétimo disco dos Kussondulola.


Ainda em Julho, os fãs de Kussondulola poderão acompanhar o novo trabalho da banda em espectáculos a realizar nas Festas de Aljezur e Arrifana, a 29 e 30.

Em Agosto, os Kussondulola participam na segunda maior concentração de motard do País, em Góis (18/08), actuando ainda nas Festas de Ourique (14/07), Barreiro (17/08), no Parque de Palmela, em Cascais (19/08) e na Festa do Pescador, em Cabanas de Tavira (20/08).

A banda participa pelo segundo ano consecutivo na Festa do Avante, assinalando o 30.º aniversário do maior encontro cultural em Portugal com um espectáculo especial que integrará dança, poesia e vários artistas convidados, numa homenagem ao “poeta do Povo”, António Aleixo , a 2 de Setembro.



O sétimo disco de originais de Kussondulola, editado em Abril deste ano, cultiva um som próprio, dando mais um grande contributo na originalidade instrumental da cena reggae que se faz em Portugal através de uma mensagem que defende a liberdade de ideais.

No seu mais recente álbum, Janelo de Costa convida a todos a ouvir bem este disco (a ouvi-lo com o coração), e a cada um a interpretá-lo á sua maneira. «Nem todas as interpretações estão certas, mas Guerrilheiro tem uma interpretação divina», defende o artista.

Os Kussondulola são os felizes descobridores, que nos colonizam a alma e a cabeça com refrões infalíveis e verdadeiros, com a intimidade dos vizinhos de sempre…

La Féria apresenta novo espectáulo para Setembro



O célebre musical de Richard Rodgers e Óscar Hammerstein II estreia em Teatro em Lisboa e em Londres:
La Féria em Lisboa, Andrew Lloyd Webber em Londres apostam, ao mesmo tempo, em levar para o Teatro o mais famoso filme de sempre da história do cinema: “Música no Coração”.

Sucesso inigualável em todas as capitais do mundo, esteve em cena durante várias décadas e sempre com um êxito absoluto.
O musical de Richard Rodgers e Óscar Hammerstein II, foi adaptado ao cinema por Robert Wise, tendo sido até hoje o maior êxito de bilheteira de todos os tempos.

Em Lisboa esteve três anos consecutivos em exibição no Cinema Tivoli.

Os herdeiros dos autores concederam os direitos de representação a Filipe La Féria após terem assistido aos musicais “Amália” e “My Fair Lady”.

Este facto é inédito, pois todas as versões feitas até agora obedecem à versão de 1957, da Broadway e demonstra assim um voto de confiança no encenador português, estando a estreia de “Música no Coração” marcada para 28 de Setembro, simultaneamente em Lisboa e Londres.

Já começaram os ensaios no Teatro Politeama após audições que duraram duas semanas e a que concorreram mais de 1.200 crianças!

A Família Trapp portuguesa já está escolhida!

ANABELA E LÚCIA MONIZ vão interpretar MARIA, a noviça rebelde, preceptora das sete crianças filhas do austero Capitão Trapp, papel que será desempenhado por CARLOS QUINTAS.

Após dezenas de propostas e de concorrentes aos célebres papeis, La Féria escolheu Anabela e Carlos Quintas, os protagonistas de “My Fair Lady” e Lúcia Moniz que, sinultâneamente com Anabela, será MARIA, que no cinema revelou Julia Andrews.

Em Inglaterra a BBC está a transmitir neste momento um concurso para encontrar a Maria Von Trapp britânica.

Um grande elenco acompanhará os protagonistas de “Música no Coração” com verdadeiras surpresas que incluem nomes famosos da Ópera e do Teatro português.

O Teatro Politeama prepara-se para ser transformado nas montanhas austriacas e uma legião de artistas, técnicos, músicos, cenógrafos, pitógrafos trabalham para em Setembro estrearem “Música no Coração” que será, por certo, o mais espectacular acontecimento da próxima época.

A música imortal de Richard Rodgers já invadiu o Politiama e as 21 crianças que, em três elencos diferentes, interpretarão os jovens cantores, ensaiam já as canções que ficaram para sempre no nosso coração.

Música no Coração” será a maior aposta de La Féria !

Mind da Gap nos Festivais de Verão


Os Mind da Gap continuam com a sua "Edição Ilimitada -Tour" e a "festa" em que todos os seus concertos se transformam, segue a "todo o vapor".

Agora é a vez de dois grandes festivais, receberem a visita dos MDG, que vão rokar com grandes nomes da música internacional, nomeadamente com o rapper Fat Joe e com Jamiroquai.

DIA 28 JULHO - FESTIVAL CARVIÇAIS - CARVIÇAIS - c/ Fat Joe

DIA 05 AGOSTO - MADEIRA LIVE - FUNCHAL (S.Vicente) - c/ Jamiroquai


"Não stresses...a edição é ilimitada...os concertos também"

FESTIVAL HEINEKEN PAREDES DE COURA


O Festival Heineken Paredes de Coura, que decorre de 14 a 17 de Agosto de 2006, na praia do Tabuão, em terras do Alto Minho, vai disponibilizar uma tenda tecnológica que permitirá a todos os festivaleiros aceder à Internet de banda larga.

Esta novidade do Festival Heineken Paredes de Coura surge no seguimento de um protocolo estabelecido com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, que vai garantir a disponibilização de soluções tecnológicas de telecomunicações.

Com a tenda tecnológica, qualquer visitante do festival poderá aceder à Internet nos diferentes computadores disponibilizados para o efeito.
A par com este serviço, vai existir também um sistema wireless que permitirá a todos, quantos levarem um simples portátil com placa de rede hi-fi, o acesso ao mundo através da Internet.

Com estes serviços inovadores, os festivaleiros podem estar a assistir a um concerto e revelar imediatamente as sensações vividas a um amigo, em qualquer ponto do globo, ou ainda, por exemplo, enviar as fotos mais "loucas" tiradas durante o dia ou mesmo verificar se chegou aquele e-mail que se estava a aguardar há algum tempo.

O Festival já se encontra em contagem decrescente e conta com Morrissey, Broken Social Scene, Bloc Party, Yeah Yeah Yeahs, Bauhaus e The Cramps como cabeças de cartaz.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Venha tomar um café com José Cid


Amanhã pelas 18h no café da FNAC do Centro Colombo, José Cid convida a vir tomar um café com ele num ambiente agradável e descontraido.



Considerada a mais famosa banda cigana da actualidade, a Fanfare Ciocarlia apresenta-se no próximo dia 29, no Auditório dos Oceanos.

A original música deste grupo romeno constitui uma proposta irrecusável, a partir das 22 horas, no Casino Lisboa.


A Fanfare Ciocarlia é a herança viva da música cigana oriunda da Roménia, compilando os segredos ancestrais da magia cigana e preservando o espírito desta sonoridade única que transporta, no talento dos metais, ritmos e tempos vertiginosos.

Nesta tradição musical, cada momento da vida tem o seu som: geamparale, sîrba, hora e ruseasca.
Recorde-se que, as origens dos conjuntos musicais ciganos remontam às bandas militares turcas do início do século XIX.

A ocupação otomana na zona dos Balcãs transportou esta sonoridade até às regiões da Bulgária, Macedónia, Sérvia e Roménia, passando-a oralmente de geração em geração, até aos dias de hoje.
"Às vezes, quando eu digo às pessoas que somos oriundos de Zece Prajini, na Roménia, pensam que vimos do fim do mundo. Mas aqui, no fim do mundo, é o sítio perfeito para compor música”, diz o trompetista Costica "Cimai" Trifan.


Situada na Roménia de Leste, Zece Prajini, na fronteira com a antiga República da Moldávia, é uma pequena vila com 400 habitantes.

Conhecida pela sua reclusão e teimosia poética de quem a habita, é o lar dos 12 romenos que integra este mediático conjunto cigano.


Aliás, a sua contagiante alegria, em palco, mereceu a atenção do realizador alemão Ralf Marschalleck e originou o filme “Iag Bari - Brass on Fire”.

Os dois “mundos” da banda, a vida em Zece Prajini e em digressão mundial, são retratados e num fascinante documentário premiado nos festivais de cinema de Madrid, Barcelona e Roma.

Mas, a relação entre a Fanfare Ciocarlia e o cinema não se resume a este documentário, tendo a banda participado, também, no filme alemão “Gegen Die Wand”, de Fatih Akin.


YSGA - you should go ahead

Como está literalmente “muito à frente”, o Maxime Cabaret – em calorosa associação com a Label Chiado Records e as famigeradas Produções Banana – apresenta à capital do país o último grito da música moderna portuguesa!

You Should Go Ahead é um grupo de rock de referência punk, com pitadas de pop (as sempre essenciais pitadas de pop!), e já dá cartas com o seu primeiro CD acabadinho de chegar aos escaparates!

As miúdas andam doidas!

O seu single de estreia «Like when I was seventeen» pode muito bem ser a grande música deste verão e trouxe o grupo para a ribalta, depois de há um ano atrás ter dado nas vistas no Festival do Sudoeste, e não só (com as miúdas sempre doidas... e os gajos malucos!).

A ribalta do Maxime orgulha-se de exibir esta nova revelação, e avisa a clientela que vai ser uma noite farta em histeria, groupismo e “salve-se-quem puder”, pois a potência musical do quarteto promete fazer estragos na sala e na audiência!

Por precaução haverá no recinto uma equipa de reanimação (especializada em miúdas doidas e em gajos malucos) e um piquete de bombeiros – também doidos!

Resumindo: uma noite “muito à frente”!!

Texto: Produções Banana

Communion Quintet no Vasco da Gama

Hoje os Communion Quintet darão um concerto às 21H00 no Piso 3 do Centro Vasco da Gama, que acolhe um dos mais aclamados programas culturais das noites de verão lisboetas.

O quinteto composto por elementos com uma experiência musical diversificada e um percurso próprio notável criam um ambiente de vozes e som singular, resultado da influência do estilo individual de cada membro, fazendo com que cada uma das suas músicas não tenha uma versão igual à anterior.

O som do trompete, da guitarra e do piano, aliados ao contrabaixo e à bateria trazem ritmo e boa disposição a mais uma noite quente da esplanada do Centro Vasco da Gama.

Gilberto Gil encheu o Casino Estoril


O Casino Estoril reviveu as tradicionais noites de Gala, ao receber Gilberto Gil, num memorável concerto.

Com o Salão Preto e Prata esgotado, o consagrado intérprete brasileiro recordou verdadeiros “clássicos” que marcaram períodos diferentes da sua carreira.


Em “tournée”, o cantor estreou-se no Salão Preto e Prata perante personalidades de relevo da sociedade portuguesa, nomeadamente, do meio político, empresarial, cultural e dos media.


Ao longo de mais de duas horas, Gilberto Gil interpretou cerca de duas dezenas de composições. “Andar com Fé”, “Vamos Fugir”, “Palco”, “Realce”, “Opaxoro” ou “Eu Vim da Bahia” mereceram os aplausos do público do Casino Estoril.


O cantor soube criar uma grande empatia com a assistência, que o seguiu com manifesto interesse em “Formosa, “Samba de Los Angeles”, “Positive”, “Barracos” ou “Toda Menina”.


Gilberto Gil regressou, ainda, ao palco para três encores, despedindo-se do público com “Esperando na Janela”, “Alagados” e “Chupa Toda”.


O intérprete partilhou o palco com Sérgio Chiavazzoli e Bem Gil nas guitarras, Arthur Maia, na guitarra baixa, Jorge Gomes na bateria, Cláudio Andrade, nas teclas e Gustavo di Dalva, na percussão.


Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil mantém uma assinalável dinâmica no seu percurso musical.
Aliás, o cantor recebeu, este ano, um “Grammy” na categoria de álbum de World music, com “Electracústico”.

terça-feira, 25 de julho de 2006

Gilberto Gil no Casino Estoril

Um dos grandes szenhores da Música Brasileira, actua hoje no Casino Estoril.

Em noite de Gala, o Salão Preto e Prata acolhe, assim, em exclusivo, o prestigiado intérprete de "Andar com Fé", "Vamos Fugir", "Palco", "Realce", "Flora" ou "Super Homem - a Canção", Gilberto Gil.

Com o Welcome Drink marcado para as 20 h, no Du Arte Lounge, seguir-se-á o jantar, pelas 21h, no Salão Preto e Prata.



Nascido em Salvador a 26/06/1942, passou a infância em Ituaçu, no interior da Bahia, onde começou a se interessar pela música das bandas da cidade e pelo que ouvia no rádio, como Orlando Silva e Luiz Gonzaga.

Aos 9 anos muda-se para Salvador com a irmã, para terminar o colégio, e começa a aprender acordeão.

Durante a juventude intensifica os estudos musicais, formando aos 18 anos o conjunto "Os Desafinados".

No fim dos anos 50, João Gilberto se torna uma influência importante para Gil, que passa a tocar violão.

Na faculdade, faz contato com a música erudita contemporânea por meio do vanguardista grupo de compositores da Bahia, que incluía Walter Smétak e Hans Joachim Koellreuter.

Em 1962 grava o primeiro compacto solo ("Povo Petroleiro" e "Coça Coça, Lacerdinha"), e conhece Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa.

No ano seguinte, com a entrada de Tom Zé no grupo, fazem o show "Nós, Por Exemplo", no Teatro Vila Velha, em Salvador, que inaugura a carreira dos quatro artistas.

Logo em seguida Gilberto Gil se muda para São Paulo, onde trabalha na empresa Gessy-Lever durante o dia e frequenta bares e casas de espectáculos durante a noite.

É nessa época que conhece Chico Buarque, Torquato Neto e Capinam.

Começa a se tornar mais famoso no programa de televisão "O Fino da Bossa", comandado por Elis Regina.

Lá apresenta, entre outras, suas composições "Eu Vim da Bahia" e "Louvação".

Com o sucesso, abandona o emprego na Gessy-Lever e assina contrato com a Philips, que lança seu primeiro LP, "Louvação", em 1967.

Já radicado no Rio de Janeiro, Gil participa de festivais da TV Record e da TV Rio e chega a ter seu próprio programa na TV Excelsior, o "Ensaio Geral".

Separado da primeira mulher, passa a viver com a cantora Nana Caymmi, que defende "Bom Dia" (parceria dos dois) no 3º Festival da TV Record, em 1967.
No mesmo festival Gil toca "Domingo no Parque" acompanhado pelos Mutantes, uma das músicas mais impactantes do festival, classificada em segundo lugar.
"Alegria, Alegria", de Caetano Veloso, classificada em quarto no mesmo festival, formaria junto com "Domingo no Parque" o embrião do movimento tropicalista, em boa parte por causa da inserção de guitarras eléctricas em uma música que não era rock.

Em 1968 lançou o LP "Gilberto Gil", dando início ao Tropicalismo, e tendo ele e Caetano Veloso como principais figuras.

Com uma proposta de antropofagia de valores culturais estrangeiros baseada em idéias de Oswald de Andrade, o tropicalismo se concretizou com "Tropicália ou Panis et Circensis", disco que contou, além de Caetano e Gil, com Os Mutantes, Torquato Neto, Capinam, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão e arranjos do maestro Rogério Duprat.

Em 1969 foi preso pela ditadura militar, e lançou a irónica "Aquele Abraço", uma das suas músicas mais famosas.

Em seguida partiu com Caetano para o exílio na Inglaterra.

Voltou em janeiro de 1972, para um concerto em que lançou músicas como "Oriente" e "Back In Bahia", do seu disco seguinte, "Expresso 2222".

Desde o final dos anos 60 Gilberto Gil se consolidou como uma das mais criativas e influentes personalidades da música brasileira.

Sempre em sintonia com o que ocorre de novo na música mundial, seus discos são lançados em diversos países e sua carreira internacional já lhe rendeu inclusive um Grammy na categoria Melhor Disco de World Music em 1998, pelo álbum "Quanta Ao Vivo".

Em 72, revitalizou a cultura nordestina no LP "Expresso 2222", mais tarde, reviu a brejeirice sertaneja em "Refazenda".

Em 79, o álbum "Realce" foi um divisor de águas em sua carreira, quando começou a misturar com o reggae e o pop.
São desta fase ainda os LPs "Luar", "Um Banda Um", "Extra", "Raça Humana", "Dia Dorim, Noite Neon" e "O Eterno Deus Mu Dança".

A sua atualidade pode ser percebida por meio de seus discos, caso do pioneiro CD "MTV/Unplugged" (1994), que lançou uma verdadeira mania de discos acústicos no Brasil, e de "Tropicalia 2" (ao lado de Caetano Veloso), em que flerta com o rap na faixa "Haiti".
Entre os discos "Quanta" e sua versão ao vivo, "Quanta Gente Veio Ver", lançou, sem grande promoção, "O Sol de Oslo", pelo selo Pau Brasil, ao lado dos músicos Marlui Miranda, Rodolfo Stroeter, Bugge Wesseltoft e Toninho Ferragutti.

Em 2000 teve seu maior sucesso radiofónico em vários anos com o "Esperando na Janela", de Targino Gondim, da banda sonora do filme "Eu, Tu, Eles", interpretada por Gil.

No mesmo ano iniciou parceria com Milton Nascimento, cristalizada no disco "Gil e Milton".

Dentre seus muitos sucessos em mais de 35 anos de carreira, os maiores foram "Preciso Aprender a Só Ser", "Refazenda", "Expresso 2222", "Eu Só Quero um Xodó" (Dominguinhos/ Anastácia), "Maracatu Atômico" (Jorge Mautner/ Nelson Jacobina), "Punk da Periferia", "Parabolicamará", "Bananeira" (com João Donato), "Divino Maravilhoso" (com Caetano), "Filhos de Gandhi", "Haiti" (com Caetano), "Sítio do Pica-pau Amarelo", "Soy Loco por Ti America" (com Capinam), "Realce", "Toda Menina Baiana", "Drão", "Se Eu Quiser Falar com Deus", "Estrela" e muitas outras.

Nos anos 80 foi vereador em Salvador e milita por causas ecológicas no Partido Verde.

E hoje pelas 23h sobe ao palco do Salão preto e Prta do casino estoril, para um concerto exclusivo e que promete ser marcante.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Museu da Música comemora 12 anos


O Museu da Música comemora 12 anos no dia 26 de Julho.

Nesta altura o que nos apetece dizer é que venha outra dúzia.

Tal como Hércules, cá estaremos para enfrentar outros 12 trabalhos.

Geralmente fazem-se balanços com números mais “redondos”, mas o que temos para celebrar é este 12 que por acaso até tem um papel importante na música.

Afinal 12 é o número de tons numa oitava, já para não falar do dodecafonismo, modelo composicional que utiliza exactamente esses doze tons.

O balanço é obviamente positivo.

Os mais atentos com certeza repararam que o Museu da Música não tem estado parado.

Ao longo dos anos temos trabalhado para divulgar as nossas colecções e a música da forma mais abrangente possível.

Os resultados têm vindo a surgir de várias formas, até no n.º de visitantes (em pouco mais de meio 2006 já ultrapassámos o n.º total de 2005).

Mas não chega.
Há muito trabalho por fazer e nem sempre a ajuda necessária.

Os 12 meses do ano acabam sempre por passar sem que tenhamos atingido alguns objectivos tão essenciais a um museu.

Depois há sempre o crónico desconhecimento a que estamos votados.

Em tom de brincadeira, diríamos que certamente será mais fácil encontrar os descendentes das 12 tribos de Israel ou até mesmo o 13.º apóstolo de Jesus do que saber que o Museu existe.

Vamos mais longe e dizemos que 1 em cada 12 lisboetas nunca ouviu falar no Museu, mas façam a experiência.
Perguntem a 12 amigos vossos se já visitaram o Museu da Música e depois registem as respostas.
Certamente ouvirão algo do género: “Museu da Música?! Isso existe?”, “Tenho a impressão que já ouvi falar. Isso fica onde?” ou “É aquele Museu que fica no Metro, não é?! Nunca lá fui”.

Pois o que vos queríamos dizer é que esta pode ser uma boa oportunidade para contrariar a estatística e finalmente passar pelo Museu da Música para nos desejarem os Parabéns.

Logo à partida, dia 26 a entrada será gratuita e além do bolo com 12 velinhas, haverá ainda um concerto do Coro da CMVM, dirigido pelo Maestro Nuno Lopes, e uma visita guiada em forma de passeio pela Lisboa de Michel’angelo Lambertini, personalidade que esteve na origem do Museu.

Deixando de lado a numerologia, despedimo-nos em futebolês, agradecendo a todos os 12.ºs jogadores que nos têm apoiado e apelando aos 13.ºs, aos 14.ºs, aos 15.ºs... O Museu da Música quer ser vosso.

O Museu da Música, em conjunto com a Associação dos Amigos do Museu da Música (AAMM), proporciona a todos os interessados uma visita guiada pela área geográfica da cidade de Lisboa que ficou associada a Michel’angelo Lambertini, fundador do primeiro museu instrumental português.
Este passeio será orientado pelas investigadoras Ana Paula Tudela e Carla Capelo Machado com o objectivo de dar a conhecer a localização das casas onde Lambertini viveu, das lojas e armazéns de música, que foram o negócio familiar e do qual foi o único herdeiro, e dos locais que dinamizou com a Arte Musical.
Os participantes serão guiados pela Rua da Misericórdia, antiga Rua Larga de S. Roque, zona de
estabelecimento da antiga colónia italiana e lugar de botequins e livreiros, pelo Chiado Elegante, pela Baixa Burguesa e pelos Restauradores e Avenida da Liberdade, Boulevard que no final do século XIX substituiu o antigo e romântico Passeio Público.

Michel’angelo Lambertini foi uma personagem fundamental da cultura portuguesa de finais do século XIX, princípios do século XX. No domínio da música foi executante, maestro, compositor, musicólogo e organólogo, além de editor e comerciante. Num âmbito cultural mais alargado, não podemos deixar de referir a sua actividade como organizador e animador de eventos musicais e literários.
Foi também o responsável pela reunião de uma parte considerável do actual acervo do Museu da Música.

Ana Paula Tudela e Carla Capelo Machado foram as comissárias e investigadoras da exposição
evocativa de Michel’angelo Lambertini que esteve patente no Museu da Música em 2002.
Neste momento, entre outros trabalhos de investigação, encontram-se a desenvolver um estudo sobre a actividade musical do meio lisboeta do final do século XIX, princípio do século XX, que tem como ponto de partida o epistolário de Lambertini e que será publicado oportunamente.

Ponto de encontro: Museu da Música, 15:00 h.
Ponto de partida: Largo Trindade Coelho (ao pé da estátua do cauteleiro)
Fim do percurso: Em frente ao Palacete Lambertini, na Avenida da Liberdade N.º 166.
Duração do passeio: aprox. 2 horas.
Inscrição: Sócios da AAMM - € 5,00 / Não sócios - € 8,00
As inscrições são consideradas por ordem de chegada, sendo o número de participantes limitado a um máximo de 20.
O Museu da Música reserva-se o direito de adiar ou cancelar o passeio caso não exista um
mínimo de 5 inscrições.

Para mais informações e inscrições:
Victor Palma
Tel. 21 771 09 90 / Fax. 21 771 09 99
email: mmusica.vpalma@ipmuseus.pt

Concerto do Coro da CMVM
Quarta-Feira, 26 de Julho / 18:00 h
O Coro da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), dirigido pelo Maestro Nuno Lopes, estará no Museu da Música para participar na celebração do 12.º aniversário do Museu da Música.

No ano em que se comemora o centenário do nascimento de Fernando Lopes Graça, em vez dos tradicionais parabéns, serão interpretadas obras daquele compositor.

Nuno Lopes nasceu em 1975 em Vila Franca de Xira. Estudou no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Profissional de Arcos do Estoril, onde fez a sua formação em composição e piano.
Em 1997, começa a colaborar com o Teatro Nacional de São Carlos e com a Orquestra Sinfónica Portuguesa onde se fixou e exerce actualmente funções de maestro correpetidor e pianista.

Dirige o coro de câmara da CMVM (Comissão de Mercado de Valores Mobiliários) e o coro do Sekai Kussei Kyo.
É Presidente da mesa da Assembleia da Associação dos Amigos do Museu da Música (AAMM).

O MUSEU DA MÚSICA é uma instituição tutelada pelo Instituto Português de Museus (IPM) onde se encontra uma das mais ricas colecções instrumentais da Europa, além de vários espólios documentais e os acervos sonoro e iconográfico.

Com mais de mil instrumentos musicais dos séculos XVI a XX, sobretudo europeus, mas também africanos e asiáticos, de tradição erudita e popular, o museu possui instrumentos raros e de incalculável valor histórico e organológico, de que são exemplo os corne ingleses de Grenser e de Grundman & Floth, o oboé de Eichentopf, o cravo de Pascal Taskin ou o violoncelo de António Stradivari, que pertenceu e foi tocado pelo rei D. Luís.
O museu é ainda particularmente notável pela quantidade e qualidade de instrumentos de factura portuguesa, espécimes pouco abundantes em museus congéneres.

Está aberto ao público desde 26 de Julho de 1994 na estação do metropolitano Alto dos Moinhos.

Para mais informações contactar:
Museu da Música
Estação do Metropolitano Alto dos Moinhos
Rua João de Freitas Branco
1500-359 LISBOA (Portugal)
Tel. 21 771 09 90 - 8 / Fax. 21 771 09 99
e-mail: mmusica@ipmuseus.pt / site: http://www.museudamusica-ipmuseus.pt/

domingo, 23 de julho de 2006

" Os 7 dias de Simão Labrosse" no Teatro Aberto

" Oa 7 dias de Simão Labrosse " é uma peça de Carole Fréchette, uma canadiana do Quebeque, titular de vários prémios e que, com esta peça, nos leva ao drama de Beckett.

Simão Labrosse é um desempregado que, pela voz e interpretação de Manuel Wiborg, tenta preencher o vazio que é a sua vida.Com a invenção de novas actividades e com a ajuda de dois amigos, Léo ( João Maria Pinto ) e Nathalie ( Margarida Vila-Nova ) procura, desesperadamente, dar um sentido à sua vida.

Ele luta febrilmente e com algum humor contra o sistema que o sufoca, contra a podridão de um mundo sobre o qual "chovem tijolos ".

Simão não desiste, pois sabe que, apesar da crueldade que o destino pode trazer, há sempre a esperança.

Ele espera que ao ver os seua esforços, o público descubra como são uteis os seua trabalhos e assim o ajude a recomeçar a vida.

A peça traz, de início, um laivo de esperança, mas com o desenrolar da acção e com o insucesso do esforço dispendido por Simão Labrosse, a amargura e o desalento perpassam pelo palco e atinge o espectador.

De qualquer modo o optimismo quase cego de Simão Labrosse obriga-o a continuar a lutar por dias melhores.

Esta peça grangeou a Carole Fréchette a nomeação para o Governor´s General Award em 1999.

GAVE apresenta nova edição no Teatro de D.Maria II

No passado dia 12 foi apresentado no Teatro de D. Maria II a nova edição do GAVE - Guia das artes visuais e do espectáculo.

Carlos Fragateiro, director do teatro de D. Maria II, numa curta introdução, elogiou a criação desta nova edição e reiterou a colaboração da direcção do Teatro com o Instituto das Artes nesta e noutras iniciativas congéneres.

Jorge Vaz de Carvalho, director do Instituto das Artes, começou por agradecer esta colaboração tão útil quanto necessária. Por outro lado mencionou os autores desta publicação a quem agradeceu todo o trabalho desenvolvido para que a mesma se tornasse realidade.

Por último Miguel Abreu falou do trabalho levado à prática para que o Guia fosse possível e ainda das alterações que esta edição sofreu.

Para além do seu alargamento às artes visuais convém ainda salientar que a sua elaboração se fez voltada sobretudo para o tema: O Criador-Processos de Criação e de Investigação.


Inclui ainda uma vasta análise jurídica a todo o conjunto de legislação necessária ao trabalho do criador artístico, bem como ao dos seus executores.

Segundo foi dito ao Hardmusica.com éé um trabalho conseguido mas de forma alguma um trabalho acabado.

Aguardemos, pois, a próxima edição.

sábado, 22 de julho de 2006

Pirata das Caraíbas bate recordes

O mais recente filme com marca Walt Disney Pictures " Pirata das Caraíbas : O Cofre do Homem Morto " de Gore Verbinski e com Johnny Depp, Orlando Bloom e Keira Knightley nos prncipais papéis, atingiu o número de 41.251 espectadores no dia da estreia, segundo informação dada pela distribuidora.

" Pirata das Caraíbas : O Cofre do Homem Morto " revela-se, assim, a maior abertura do ano em Portugal.

O Hardmusica.com aconselha a ir até ao fim do mundo com o Pirata das Caraíbas.

Homenagem a Amália Rodrigues


Amanhã, pelas 19 horas terá lugar, no Panteão Nacional, uma homenagem a Amália Rodrigues, coincindindo com a data do seu nascimento, a 23 de Julho de 1920.

" Porque alguém gosta de mim, algo de mim sobrevive "

Introdução por Manuel Luís Goucha.
" Entrei na vida a cantar ", " Horas de Vida Perdida ", " Que estranha Forma de Vida " por Carmen Dolores.
" Ai as Gentes, Ai a Vida ", " Ai Maria " por António Simoa.
" Filha das Ervas ", " Asa de Vento " por Isabel Silvestre.
" Tenho uma Cabra Cabrita ", " Tenho Campos Tenho Flores ", " Carta a Vitorino Nemésio " por João D'Ávila.
" Trago o Fado nos Sentidos ", " Estranha Forma de Vida " por Juan Santamaria.
" Contigo fica o Engano "( vai do vira ) por Joaquim Carneiro.
" Lágrima " por Giovanni D'Amore.

Músicos:
Carlos Gonçalves - guitarra portuguesa
Luís Ribeiro - guitarra portuguesa
Lelo Nogueira - viola
Joel Pina - viola baixo
e ainda...
Rão Kyao - flauta

A entrada é livre !

Morangos com Açucar lança mais uma voz


Patrícia Candoso começou a cantar enquanto “Sara” dos Morangos com Açúcar e apresentou-nos o seu primeiro álbum, O Outro Lado, que contêm os sucessos da novela “Ainda Acredito”, “Don`t Let me be misunderstood” e “Love so Deep”.

Como Bónus este CD, que será colocado nas discotecas a 31 de Julho, inclui um poster e um vídeoclip do tema “Love so Deep”.

“Só um olhar” é o segundo disco de originais e reflecte uma postura mais madura.

Entre a pop e o rock, Patrícia Candoso explora mais a amplitude vocal.

Em termos sonoros, a instrumentalidade foi para uma outra dimensão, sem dúvida, pela mão do produtor Carlos A. Martins (que trabalhou em estúdio com Lighthouse Family, Dido, Atomic Kitten...)

“Deixa-me saber” é um fantástico tema de verão, “Só Um Olhar” umas das muitas músicas cuja letra é de Patrícia Candoso que está na novela “Tempo de Viver” e o 1º single “Volta as vezes que quiseres” está na série “Morangos com Açúcar – série de Verão

Texto: Editora Farol

Que acontece hoje em Vilar de Mouros


Neste segundo dia e depois de uma tarde bem amena, onde os festivaleiros puderam disfrutar de uma paisagem verdejante e das águas do rio Coura, onde muitos aproveitaram para se banharem.

Para hoje contamos com a actuação das seguintes bandas:

Mau -- Palco Vilar de Mouros às 19h

Durutti Collumn -- Tenda 1982 às 19h

The Datsuns -- Palco Vilar de Mouros às 2oh

Taxi -- Palco Vilar de Mouros às 21.30h

Iggy & Stooges -- Palco Vilar de Mouros às 23h

Tricky -- Palco Vilar de Mouros às 01h

Sete Magnificos -- Tenda 1982 às 02h

Lion Roots Sound -- Palco Vilar de Mouros às 02.30h

In Ghetto Soundsystem -- Palco Original às 02.30h

Youthculture -- Palco Original às 03.30h

Sativa -- Palco Original às 04.30h

Referimos ainda que pelas 00h no Espaço Cinema será exibido o filme " 24 Party People" e às 02h o filme "Fura Casamentos".

Vilar de Mouros anuncia para 2007 Brian Wilson

Foi anunciado hoje para a comunicação social que na edição de 2007 do emblemático Festival de Vilar de Mouros, Brian Wilson dos Beach Boys.

Brian Wilson foi um dos fundadores da conhecida banda americana, Beach Boys no ínicio da década de sessenta.

Em 2004, ano de lançamento do single "smile", que esteve em "preparação" durante quase quatro décadas, esgotou seis vezes o Royal Albert Hall, em Londres e no ano seguinte em Glastonbury antigiram o momento mais alto de todo o festival.

Agora é anunciado que, embora a solo, Brian vem a Portugal estando marcada a sua actuação para a 36ª edição do Festival Vilar de Mouros.

Monsaraz Museu Aberto começa hoje

O Monsaraz Museu Aberto inicia-se hoje pelas 18:00 horas, com a abertura oficial do festival e a actuação do Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, no jardim da Casa da Universidade, seguindo-se a visita às exposições.

Pelas 19:00 horas será apresentada mais uma edição especial do vinho tinto reserva “Monsaraz Museu Aberto”, da CARMIM, uma associação entre a arte do vinho e a criação artística.

Na primeira noite do festival actuam, às 22:00 horas, no palco do Castelo, os alentejanos Vitorino e Janita Salomé, que vão interpretar as músicas mais conhecidas das suas carreiras num espectáculo pleno de influências do cante alentejano e mediterrânico, complementado com uma homenagem ao companheiro de canções Zeca Afonso.

A partir das 23:30 horas, inicia-se o Ciclo de Cinema Documental “Oralidades” com o filme “Polifonias – Paci é Saluta Michel Giacometti” (82 min Portugal/Bélgica/França), do realizador Pierre-Marie Goulet.
Este documentário a várias vozes é uma homenagem a Michel Giacometti e vai ao encontro de culturas populares no passado e no presente, no Alentejo e na Córsega, para testemunhar trocas e partilhas onde ninguém perde a sua identidade ou as suas raízes, mas antes as reanima no contacto com o outro.

No domingo, a partir das 18:30 horas, actuam no jardim da Casa da Universidade o Grupo Coral Gente Nova, de Campinho (concelho de Reguengos de Monsaraz), o Trovo de Almeria e a Payada da Argentina.
O Trovo de Almeria é uma arte de homens com clara função de diversão a que as mulheres não assistiam, que consiste numa controvérsia poética, falada ou cantada, improvisando-se estrofes rimadas em versos heptassílabos, suportados pela guitarra, violino e bandurra, nos ritmos denominados por guajira e malagueña.
Os “payadores” argentinos, que continuam uma tradição secular onde ecoa um passado gaúcho e a pampa está sempre presente, serão, possivelmente, os mais conhecidos poetas improvisadores da América e o seu improviso é feito em décimas e acompanhado à guitarra, sendo o ritmo mais frequente denominado por milonga.

O maestro, compositor e interprete brasileiro Francis Hime sobe ao palco do Castelo a partir das 22:00 horas, com a primeira parte assegurada por Nuno do Ó que vai apresentar o espectáculo “SóparaVós”, baseado em alguns dos mais significativos temas do repertório urbano que povoaram os últimos 30 anos da música portuguesa.
Francis Hime, que encerra no Monsaraz Museu Aberto a sua curta digressão portuguesa, compôs em parceria com artistas do porte de Vinícius de Moraes, Chico Buarque e Paulo César Pinheiro, algumas das mais belas canções brasileiras da segunda metade do século XX e esteve na origem do movimento musical Bossa Nova.

A fechar a noite de domingo, a partir das 23:30 horas, poderá ser visto o documentário “Alentejo Cantado”, do realizador Francisco Manso.

O Monsaraz Museu Aberto integra ao longo do festival várias exposições e projecções de imagens.

O fotógrafo José Manuel Rodrigues apresenta na Igreja de Santiago o projecto “Dia-Lugar” e propõe um diálogo de imagens e sentidos contemporâneos em torno da memória do lugar, subvertendo-o.

O pintor Luís Ançã mostra na Teoartis – Casa dos Sapos, a exposição de pintura “Histórias de Peixes e Vacas Voadoras”, com pinceladas que por vezes deixa que confundam céu e terra, numa promiscuidade abrupta de criador.

Liberdade Sobral, artista de 72 anos de idade, apresenta na Escola PrimáriaBonecos”, demonstrando a sua inabalável capacidade de sonhar ao pintar e modelar em cimento os bonecos, grandes vasos de flores ou as figuras, meio bichos meio homens, que vigiam à volta da casa.

Na Torre de Menagem estará patente a exposição “Artes de Tear”, de Helena Loermans, uma colecção de têxteis elaborados à mão: echarpes, mantas e peças de tecido destinadas a acessórios de moda.

Quatro mulheres, vários caminhos, um ofício e as obras preciosas em exposição na mostra “Jóias de Odemira”, de Ana Cristina Melo, Katrin Sinniger, Helga Brochhaus e Inga Geckeler, que pode ser admirada também na Torre de Menagem.

Igualmente muito apreciadas são as projecções de fotografias nas paredes de Monsaraz.

No festival poderá ver “Poetas Populares”, de Augusto Brázio, na Rua Direita, “Alentejo – Sombras do Canto”, de Pedro Bernardo, na Cisterna, “Glamour Popular”, de Alexandre Nobre e Rui Palha, na Rua dos Celeiros, e “Festas de Monsaraz”, de José Manuel Rodrigues, no Arco de Santiago.

O Monsaraz Museu Aberto, que vai decorrer entre os dias 22 e 30 de Julho, é um festival de artes e artes do espectáculo, organizado pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz com periodicidade bienal, nesta edição dedicado à “Cultura Popular e Tradição Oral”.

O programa integra ainda concertos com a fadista Mariza (quinta-feira), a banda britânica Off The Wall – Tributo aos Pink Floyd (quarta-feira), música cigana de Budapeste com Romano Drom (segunda-feira), polifonias femininas da Sérvia com o cantar autêntico de Dinarke (terça-feira), o espectáculo que vai assinalar os 50 anos sobre a data em que D. Vicente da Câmara compôs o tema “A Moda das Tranças Pretas” (sexta-feira), grupos corais (sábado), a representação equestre baseada na obra escrita do Conde de Monsaraz (domingo), um colóquio sobre cultura popular (sábado), o Ciclo de Cinema DocumentalOralidades”, exposições e muitos outros atractivos que fazem do Monsaraz Museu Aberto um festival de referência no país.