quinta-feira, 15 de março de 2007

" Radicais Livres " no CCB


RADICAIS LIVRES 3.1


18 Março 21.00 CCB PA


SCIARRINO SCELSI
DONATONI
PINHO VARGAS

inventar a música em cada obra

“Ah, os tempos modernos são tão difíceis...”


Esta frase, escrita numa parede de Paris, pode bem ser a expressão do desespero do ouvido contemporâneo.
Sujeito a ouvir os sons da descontinuidade interroga-se sobre o seu papel, não se dando conta de que o paradoxo do ouvinte contemporâneo, que busca uma continuidade histórica e fundamentos, reside nessa mesma impossibilidade.

Cada obra retoma o gesto fundador – e o gesto fundador não tem memória: a memória começa nele mesmo.

Abertura e curiosidade deviam, portanto, marcar a escuta contemporânea, relativamente às novas possibilidades da música, dos instrumentos, das linguagens e dos sons, mais que a impaciência e a intolerância perante músicas que não fazem soar os sons que estão na memória. Essa memória é hoje potenciada pelo gigantesco arquivo de obras do passado – o que sendo uma inevitabilidade é, também, um facto sem precedentes históricos.

A memória que domina o ouvido comum não é da sua contemporaneidade: é a da tranquilidade do acordo dos sons e de músicas que não são definitivamente de hoje.

Nas artes visuais o seu equivalente está hoje nos museus.
É que hoje a música não é apenas uma, como, de resto, o concerto de hoje demonstra.

Hoje a música são muitas músicas.

E todas elas existem.

E na sua existência inscrevem-se no mundo.

A diversidade proposta é a diversidade dos modos de pensar a música, a tarefa de compor, o seu lugar no mundo.

O programa desta noite revela uma recusa radical da sedução e da regressão auditiva como uma marca do contemporâneo na música.

Afirmar e inscrever no mundo a liberdade interna dos compositores e da sua música é, hoje, provavelmente, o gesto mais radical.
O concerto Radicais Livres 3.1 propõe a audição peças de câmara de compositores com uma atitude musical (estética e «política») crítica.

A sua posição manifesta-se, desde logo, e, em primeiro lugar, na sua própria música - e não se disfarça com efeitos e mecanismos recuperadores.

A proposta que este concerto faz não se situa, portanto, no plano de uma reconciliação auditiva. Na verdade, do que se trata é de, através de novas formas de interpelação – incluindo (e é isso que está em causa) a partilha da sua liberdade composicional -, inventar a música em cada obra, e nisso propor interacções, novos sons, novas linguagens.
(José Júlio Lopes)
ORCHESTRUTOPICA SOLISTAS


RADICAIS LIVRES 3.1


18 Março 21.00 CCB PA


Programa


Salvatore Sciarrino :: Ommagio a Burri


Giacinto Scelsi :: Quarteto de cordas # 4


[INTERVALO]


Franco Donatoni :: Alamari


António Pinho Vargas :: Monodia - quasi un requiem


Intérpretes


Katharine Rawdon, flauta


Luis Gomes, clarinete


Elsa Silva, piano


Xuan Du, violino


Vítor Vieira, violino


Juan Carlos Maggiorani, violino


JanoLisboa, viola

Guenrikh Elessine, violoncelo
Marco Pereira, violoncelo

Contrabaixo, Vladimir Kousnetsov


Biografias e Notas de Programa


SALVATORE SCIARRINO Omaggio a Burri (1995) 13’
[Flauta, clarinete, violino]


Omaggio a Burri permite uma observação aprofundada das preferências pontilisticas de Sciarrino, incluídas nestes treze minutos de pontos e contrapontos, suspiros, guinchos, pequenas estridências.
O verdadeiro prodígio está em que tudo isto resulta, e é essa, aliás, a pedra/palavra-chave: sucesso.

Enquanto determinadas obras de câmara transmitem a impressão de terem instrumentos mais potentes – parecem sinfónicas - a mais recente e sobejamente conhecida destas obras, Introduzione all’oscuro (1981) para 11 músicos, realça a individualidade dentro do grupo. Não é disso que se trata em Omaggio a Burri. Esta especificidade, que pode não ser o deleite de alguns, suscita seguramente o interesse de outros.


Nascido em 1947, começou a compor em 1959, dando o seu primeiro concerto em 1962.

Sete anos depois, deixou Palermo para viver em Roma, depois em Milão em 1977 e finalmente para a Città di Castello em 1983, onde ainda hoje reside.

Academicamente, Sciarrino não é um produto de escolas de música. Apesar de ter desenvolvido contactos importantes com Antonino Titone, Turi Belfiore e Franco Evangelisti, foi efectivamente um auto-didacta, sendo que o seu conhecimento musical advém directamente do estudo sobre os compositores modernos e clássicos.
Recebeu vários prémios e aos 30 anos foi nomeado director artístico do Teatro Comunale di Bologna (cargo que exerceu entre 1978 e 1980). Entre os prémios mais recentes salienta-se o Prémio de Composição Musical da Fundação Principe Pierre, do Mónaco (2003) para Macbeth (melhor obra inédita de 2002), e o Prémio Internacional Feltrinelli, de 2003.

A mesma precocidade com que o seu estilo inconfundível se revelou, oferece-nos um invulgarmente longo e diversificado catálogo de obras. A docência ocupou grande parte da actividade de Sciarrino: para além das masterclasses, leccionou nos Conservatórios de Milão, Perugia e Florença desde 1974, até renunciar a todos os seus compromissos oficiais em 1996. Desde então, tem dedicado muito do seu tempo à escrita, como: Le figure della musica da Beethoven e Carte da suono scritti 1981-2001.


GIACINTO SCELSI Quarteto de cordas # 4 (1964) 10’
[Quarteto de cordas]


A música da segunda fase da obra de Scelsi (a que corresponde o Quarteto # 4, de 1964) é marcada por uma suprema concentração na ideia de notas isoladas e únicas com uma enorme mestria na manipulação da forma.

Estas notas únicas são reelaboradas através de sombras micro-tonais, alusões harmónicas e variações de timbre e dinâmica.

A polifonia emerge da monodia.

Os movimentos de Scelsi revelam uma unidade de gestos e a polifonia da sua escrita para cordas integra uma concepção puramente melódica que é assumida como um aspecto essencial do som em si mesmo.


GIACINTO SCELSI (1905-1988), compositor


Nascido em La Spezia, no seio de uma família aristocrática e vivendo numa Villa antiga nos arredores de Nápoles, apesar de ter tido um escasso estudo formal de musica é reconhecido hoje como um dos mais criativos compositores do século XX.

Scelsi estudou primeiro música em Roma e, mais tarde, em Viena como discípulo de Schönberg. Tornou-se num dos primeiros adeptos da dodecafonismo em Itália.

No final dos anos quarenta passou por uma profunda crise religiosa que o levou à descoberta da espiritualidade oriental e também a uma mudança radical do seu olhar relativamente à música. Rejeita as noções de composição e de autor a favor da improvisação.
Scelsi concebeu a criação artística como uma forma de comunicar uma realidade transcendental com o ouvinte.

Deste ponto vista, o artista é considerado um mero intermediário.

Por essa razão nunca permitiu que a sua imagem fosse associada à sua música.

Em vez disso, preferia ser identificado com uma linha debaixo de um círculo, um símbolo de proveniência oriental.

Foi amigo e mentor de Alvin Curran e outros compositores americanos expatriados como Frederic Rzewski que viveu em Roma nos anos 60.

Também “conspirou” com outros compositores americanos como John Cage, Morton Feldman e Earle Brown que o visitavam em Roma.
Alvin Curran disse a propósito de Scelsi: “Veio a todos os meus concertos em Roma, até ao último que dei poucos dias antes da sua morte…

Isto foi no Verão e ele não gostava de sair.

Apresentou-se de fato e chapéu em pele.

Era um concerto ao ar livre.

Acenou-me de longe, com olhos brilhantes e o seu sorriso de sempre, foi a última vez que o vi”.


FRANCO DONATONI Alamari (1983) 13’
[Violoncelo, contrabaixo e piano]


O título, bem como o material musical desta obra tem origem em trabalhos anteriores do compositor: Lame para violoncelo, Lem para contrabaixo, ambos de 1982, e Rima de 1979, este último com origem em Ed Insieme Bussarino de 1978.

O ímpeto de compor a partir de material de obras já existentes, é uma constante no trabalho de Donatoni, seja este originário das suas próprias obras ou das de outros compositores como Schoenberg ou Stockhausen.

Em nenhum dos casos se trata de uma colagem, mas antes de uma utilização de técnicas de composição muito precisas, demonstrativas de um certo automatismo em que o autor desenvolve um pequeno fragmento da peça tornando assim como impossível a identificação de um modelo.
O contrabaixo, instrumento central desta obra, é utilizado de uma forma pouco habitual o que lhe confere uma cor estranha.

Os instrumentos dão-nos elementos que vão desde o pizzicato, produzindo efeitos de uma “mecânica de precisão”, a trechos de grande exigência técnica e artística, passando por movimentos desarticulados que sugerem danças únicas que mergulham na atmosfera nocturna e fúnebre desta música.

Como é habitual em Donatoni, a textura musical exige um grande virtuosismo dos intérpretes.


FRANCO DONATONI (1927-2000), compositor


Franco Donatoni nasceu em Verona em 1927. Estudou composição no Conservatório Giuseppe Verdi com Ettore Desderi, em Milão e com Lino Liviabella, no Conservatório de Bolonha.
Em 1949 completou o curso de composição e de orquestração e em 1950 o curso de música coral. Fez ainda o curso avançado de composição com Ildebrando Pizzetti na Accademia Nazionale de S. Cecília, em Roma, e frequentou, em Darmstadt, os Ferienkurse de 1954, 1956, 1958 e 1961.

A par da sua carreira de compositor, Donatoni manteve uma intensa actividade como professor de composição, tendo ensinado nos conservatórios de Bolonha, Turim e Milão, na Accademia Nazionale de S. Cecília em Roma, na Academia Chigi em Siena.

Em 1972 Donatoni foi convidado pela Deutscher Akademischer Austauschdienst para uma residência de um ano em Berlim.

Em 1985 recebeu o título de “Commandeur dans l’Ordre des Arts et des Lettres” do Governo Francês.

A sua música e o seu pensamento musical influenciaram várias gerações de compositores e a sua vasta obra é regularmente apresentada em concertos.

Em 1990 o Festival Settembre Musica de Turin dedicou uma série de concertos à sua música e, em 1982, em Milão, o Festival “Milano Musica” organizou um importante programa com a sua música, apresentando um grande número das suas mais importantes obras, incluindo a primeira audição de "Feria II"– para órgão e "A arte da fuga" de Bach, numa transcrição de Donatoni para orquestra.

Na década de 90 devem ser mencionadas obras como "Sweet Basil" (1993) para trombone e Big Band, "Portal" (1995) para clarinete baixo, clarinete em si bemol e orquestra, "In Cauda II" (1996), e "In Cauda III" (1996). Em 1996 completou o ciclo (iniciado em 1983) com "Françoise Variationen" para piano. Em 1998 a sua ópera curta, "Alfred Alfred", foi apresentada no Festival Musica de Strasbourg. Faleceu em Milão em 2000.


ANTÓNIO PINHO VARGAS Monodia – quasi un requiem (1995) 13’
[Quarteto de cordas. Encomenda das Jornadas de Arte Contemporânea do Porto de 1993]


“Esta peça foi concebida para ser tocada usando um pequeno sistema de amplificação e reverberação, excepto se for apresentada numa sala com muita ressonância.

O material original é muito simples: duas melodias, uma linha a duas vozes e um agregado cromático.

A atitude rítmica deve ser sempre solta e flexível…
A ideia de ressonância é central nesta peça.

O som de cada nota e a imaginação tímbrica dos músicos são muito importantes.
O meu primeiro título foi Quasi un Requiem.

É uma peça acerca da extinção do som e da vida.

É sobre o absurdo da morte, do racismo e da intolerância. A secção central é uma espécie de “non-sense” passacaglia… “


ANTÓNIO PINHO VARGAS (1951), compositor


“Inquietação é uma das palavras que melhor sintetizam a personalidade artística de António Pinho Vargas, um músico integral que tem abordado com igual sucesso a composição livre de preconceitos de escola e os mais diversos géneros musicais, a interpretação e o ensaio musical, a pedagogia e a gestão cultural.

A sua música e o seu posicionamento estético têm contribuído para uma mudança radical no panorama musical nacional nas últimas décadas, tendo sido a sua influência determinante na aceitação em Portugal do pluralismo no âmbito da composição erudita.
Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, concluiu o curso de composição no Conservatório de Roterdão, na classe de Klaas de Vries.

É professor na Escola Superior de Música de Lisboa desde 1991 e tem compaginado os seus labores docentes com a assessoria musical na Fundação Serralves e do Centro Cultural de Belém.

É ainda co-fundador e co-director artístico da OrchestrUtopica.
Ligado ao jazz durante vários anos e sendo unanimemente considerado um dos mais importantes músicos portugueses neste domínio, começou o seu percurso criativo no âmbito da composição erudita em fins dos anos 80.
As obras compostas até 1993 revelam a aderência à técnicas de composição mais rigorosas, ligadas à vanguarda musical posterior à Segunda Guerra Mundial. Porém, nesse ano, a composição de “Monodia.

Quasi un Requiem” marca um primeiro ponto de viragem na sua obra, que monstra a partir de então uma liberdade na escolha de materiais e de linguagens pouco habitual na música portuguesa contemporânea.
À clareza estrutural das suas obras une-se a exploração exaustiva de novas abordagens de aspectos característicos do estilo tonal (por exemplo, a pulsação regular em obras como “Estudos e Interlúdios”, para percussão, escrita em 2000).

A sua obra em conjunto revela ainda uma rara capacidade para evocar e desenvolver em termos sonoros imagens poéticas, por vezes referidas nos títulos das suas peças.

Tem-se destacado como compositor de obras vocais de grande formato: as óperas “Édipo Tragédia do Saber” (1996) e “Os Dias Levantados” (1998), respectivamente sobre textos de Pedro Paixão e de Manuel Gusmão, e a oratória “Judas” (2002).”

Passeio Musical no CCB



UM PASSEIO PELA EUROPA MUSICAL DO SÉCULO XVIII
17 Março – Sábado – 19H00


Auditório 3
ORQUESTRA BARROCA DIVINO SOSPIRO


Maestro e Solista Alfredo Bernardini


Neste concerto vão ser interpretadas obras de Purcell, Albinoni, Telemann e a grande Water Music de Handel.


Em Portugal é crescente a qualidade dos instrumentistas de sopro e existe uma grande curiosidade e expectativa em relação aos instrumentos originais.
O músico escolhido para dirigir este concerto é Alfredo Bernardini, que, com enorme generosidade e dinamismo, tentará proporcionar “sopro” a todos aqueles que são atraídos pela música barroca e pelos instrumentos que dão verdadeira forma a este género.

A Orquestra Barroca Divino Sospiro fará com Alfredo Bernardini um passeio pela Europa Musical do século XVIII, passando por Inglaterra, Itália, Alemanha e Boémia.


PROGRAMA


Henry Purcell (1659-1695)
Suite da semi-ópera “The Fairy Queen”


Tommaso Albinoni (1671-1751)
Concerto em Ré menor para oboé


Georg Philipp Telemann (168-1767)
Abertura in repara 3 oboés, fagote, cordas e baixo continuo


Jan Dismas Zelenka (1679-1745)
Hypocondría em Lá maior para 2 oboés, fagote, cordas


George Frideric Handel (1685-1759)
Water Music

ALFREDO BERNARDINI - Oboé barroco e direcção

Nasceu em Roma em 1961.
Foi para a Holanda em 1981 com o objectivo de se especializar em oboé barroco e música antiga, no Conservatório Real de Haia, com Bruce Haynes, Ku Ebbinge, entre outros.
Em 1987 obteve o diploma de solista do referido conservatório.

Toca regularmente com os mais prestigiados grupos de música antiga, incluindo Hesperion XX, Concert des Nations, La Petite Bande, Freiburger Barockorchester, The English Concert, Bach Collegium do Japão e a Orquestra Barroca de Amesterdão.

Contudo, nunca teve a oportunidade de tocar com a Heidelberger Kammerorchester.
Participou em cerca de 50 gravações, algumas delas receberam prémios internacionais, como o Cannes Classical Award de 1995 pelo CD dos Concertos para Oboé de Vivaldi.


Em 1989 fundou ZEFIRO com os irmãos Paolo e Alberto Grazzi.

Já se apresentou em todos os países europeus, Estados Unidos, América Latina, China, Japão e Israel.

Para além de dirigir ZEFIRO como uma orquestra barroca, conduziu orquestras em Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e Holanda, bem como orquestras barrocas europeias, com quem foi em digressão pela China, Espanha e Alemanha.
Paralelamente à sua carreira como músico faz pesquisa sobre a história dos instrumentos de sopro – muitos dos seus artigos foram publicados em revistas internacionais de grande relevo – e faz cópias de oboés que fizeram história.
Lecciona regularmente em cursos de Verão, como Urbino, Veneza, Barbaste e Innsbruck.

A partir de 1992 foi professor de oboé barroco no Conservatório de Amesterdão, e depois de 2002 na Escola Superior de Música da Catalunha, em Barcelona.

Em residência


O primeiro ponto de contacto entre Divino Sospiro e o CCB, estabelecido há um ano e meio, foi a ideia de construir, em comum, um sólido e consistente envolvimento da comunidade nesse fenómeno que, se for mal gerido, pode não passar, em Portugal, de um fútil momento de moda: o interesse pela música antiga.
Tratava-se de começar por perceber as razões de um tal sucesso de público e, ao mesmo tempo, de levar a comunidade cultural a reflectir sobre o trabalho artístico, profissional e intelectual que leva um músico a escolher esta área tão difícil, que exige grande estudo prático, mas também muito tempo dedicado à pesquisa, seja de manuscritos, seja das fontes que justificam uma assumida escolha de linguagem.

É na própria linguagem que reside, de facto, a força dum intérprete, e em especial na área da música antiga; linguagem que, agora como sempre, é feita de sotaques, de derivações territoriais, físicas, climáticas, filosóficas e estéticas.
Escolhi então uma fórmula que pudesse permitir a quem quisesse seguir o caminho das nossas escolhas e perceber quais os seus critérios.
Ao mesmo tempo, era vital dar um sinal aos jovens que começam a encaminhar-se pelo percurso profissional, criando um agrupamento que desse claramente a sensação de uma perspectiva: para lá do simples concerto, interessava-nos oferecer uma realidade artística de nível, que pudesse ser um ponto de chegada e realização profissional.
Desde então, a fórmula das masterclasses e concertos organizados no âmbito das residências artísticas do DS tem tentado dar uma resposta a estas questões.

Foram organizados encontros com alguns dos músicos mais carismáticos da actualidade e organizados ensaios abertos e encontros com o público.
O resultado foi positivo, se considerarmos que, por um lado, alguns dos músicos que hoje são a linfa vital do DS se deram a conhecer durante estes encontros, ao mesmo tempo que a resposta do público foi seguindo, parafraseando o termo musical, um contínuo crescendo.
Creio que da parte do público existe hoje uma demonstração de carinho própria de quem nos sente como uma coisa sua.

Neste caso, DS é uma orquestra que representa uma parte relevante do público lisboeta.
Sendo assim, é necessário continuar o caminho que tínhamos traçado desde o princípio; depois das masterclasses de violino e cravo orientadas por sublimes artistas como Chiara Banchini, Enrico Onofri e Rinaldo Alessandrini, é agora o momento de dedicar atenção aos instrumentos de sopro.

Estou convencido de que em Portugal a qualidade dos instrumentistas de sopro é elevada, e que, ao mesmo tempo, há grande curiosidade e expectativa em relação aos instrumentos originais.
O artista escolhido para este encontro é Alfredo Bernardini; um amigo, em primeiro lugar, que partilha o espírito de generosidade e dinamismo de primordial importância para nós, mas também o oboísta de música pré-romântica por antonomásia.

Espírito iluminado e “italianamente” optimista, mas ao mesmo tempo analítico e de profunda consciência, o seu som tornou-se “o som” do oboé barroco a nível mundial.
Com ele, tentaremos dar “vento” a todos aqueles que são atraídos pelos princípios da arte musical barroca, assim como pelos instrumentos que a esta arte dão voz de forma mais verdadeira.

Ao mesmo tempo DS fará com Alfredo Bernardini um Passeio pela Europa musical do século XVIII passando por Inglaterra, Itália, Alemanha e Boémia.

Em programa, músicas de Purcell, Albinoni, Telemann e a grande Watermusik de Handel.
Venham “suspirar” connosco!

Divino Sospiro


O aparecimento de Divino Sospiro no meio da interpretação da música antiga em Portugal aconteceu num momento de impasse onde, aparentemente, não parecia possível recolher a herança de quem no passado tinha dado voz à necessidade desta experiência estilística e estética.
Foi necessário, para além de um grande esforço artístico, uma esforço acima de tudo ético, para inverter esta tendência, apostando em jovens músicos e também em profissionais mais experientes que tivessem a capacidade de acolher o desafio aceitando no seu todo, os sacrifícios e a entrega que tudo isso iria a significar, quer nas questões aparentemente mais simples, quer nas questões de mais alta conceptualização artística, caracterial e intelectual.
Este processo teve como resultado a criação de um agrupamento com a sua “vox própria”e um modus vivendi capaz de seduzir qualquer um que com ele entrasse em contacto.
Os resultados têm chegado numa maneira tangível e mais intensa daquilo que, para um agrupamento tão jovem, teria sido lícito esperar.
Desde os prestigiados festivais de Ambronay, Paris, Nantes, Tóquio até a personalidades como Chiara Banchini, Rinaldo Alessandrini, Gaetano Nasillo, Alfredo Bernardini, Christophe Coin, Katia e Marielle Labeque, Christina Pluhar, Enrico Onofri apenas mencionando alguns nomes, ficaram marcados de forma indelével, pela atitude de contagiante entusiasmo que caracteriza a maneira de fazer musica de DS.
Uma palavra de destaque devemos guardar para a pessoa de Enrico Onofri; personalidade de grande valor humano, para além do artístico, que se pôs ao nosso lado com o entusiasmo de quem acredita nos princípios morais e humanos, na própria arte e a quer transmitir com generosidade.
Com a sua liderança, os princípios base do Divino Sospiro não podiam encontrar um melhor representante.
Nesta nova fase devemos, finalmente, realçar o esforço e a escolha corajosa feita pelo Centro Cultural de Belém que tem sublinhado a necessidade de acreditar e apoiar uma realidade com características artísticas e éticas fortes, viradas ao futuro apostando nos seus jovens artistas.

O Divino Sospiro e o Centro Cultural de Belém são agora duas realidades unidas num caminho unívoco, que está já produzindo resultados de relevo internacional, e que põe ênfase numa nova maneira de fazer cultura em Portugal.

Divino Sospiro


Violinos primeiros
Iskrena Yordanova*, Miriam Macaia**, Bárbara Barros, Maria Cristina Vasi


Violinos segundos
Luca Giardini*, Raúl Orellana, Nuno Mendes


Violeta
Massimo Mazzeo


Violoncelos
Diana Vinagre, Ana Raquel Pinheiro


Contrabaixo
Marta Vicente


Oboés
Pedro Castro, Ricardo Lopes


Fagote
Carolino Carreira


Trompete
Steve Mason, Mario Carolino


Trompas
Paulo Guerreiro, Tracy Nabais


Cravo
Miguel Jaloto


* Concertino
** Concertino primeira parte do programa


Maestro e Solista: Alfredo Bernardini

DEAD COMBO de novo na estrada




Dead Combo voltam ao asfalto

A dupla portuguesa Dead Combo volta ao asfalto para mais uma série de espectáculos. Portugal e Galiza constituem os destinos de Pedro Gonçalves e Tó Trips.
O último disco do grupo, intitulado «Vol.2 - Quando a Alma Não é Pequena», regressa aos palcos no mês de Março.


Castro Verde, Lisboa, Tuy (Galiza-Espanha) e Almada recebem o mui celebrado duo português.
Canções de faca na liga, o Bairro Alto empoeirado, o deserto soprado por mafiosos fartos, Ry Cooder a preparar o encontro com Carlos Paredes, tudo condensado numa só forma de estar, na presença dos Dead Combo.



Datas MARÇO:



16 – Castro Verde


17 – Lisboa – Maxime


23 - Tuy – (Galiza / Espanha) – Playdoc (Festival de Cinema de Tuy)


24 – Almada – Incrível Club

Festival de Blues da Guarda

TMG promove, em Março, o primeiro Festival de Blues da Guarda
InBlues, com Son of Dave, Black Diamond Heavies, José Luis Gutierrez e Velma Powell



Começa dia 16 de Março, a primeira edição do InBlues – Festival de Blues da Guarda.

A cidade mais alta recebe pela primeira vez um festival inteiramente dedicado ao Blues, que vai contar com figuras de topo do Blues internacional.

Pelo palco do TMG vão passar Son of Dave [Inglaterra] no dia 16, Black Diamond Heavies [EUA] no dia 17 e o espectáculo Autoblues, de José Luis Gutierrez [Espanha] e de Velma Powell [EUA] no dia 24.

A esta série de concertos que irão desvendar as múltiplas facetas deste género musical, junta-se também o workshop do músico Luís Lapa, que o TMG promove através do Serviço Educativo, no dia 23 de Março, para músicos e apaixonados do Blues.

Os concertos de Son of Dave e de Black Diamond Heavies são em colaboração com o Teatro Académico Gil Vicente de Coimbra.

O bilhete geral para o Inblues já está à venda na bilheteira do TMG e custa 7.5€.

Os bilhetes individuais para os espectáculos custam 5€.

Todos os concertos do Inblues decorrem no Pequeno Auditório do TMG às 21.30 horas.

Directamente de Inglaterra, surge, no dia 16 e a abrir este Festival o enigmático Son of Dave com o seu one-man-show. Benjamin Darvill, a.k.a. Son of Dave, é uma inesperada one-man-band. Numa aventura de músculo e espiritualidade desenvolvida por este membro dos Crash Test Dummies ao longo de centenas de celebrações ao vivo, o bater de pé, a respiração e o timbre roufenho da harmónica – filtrado por um velho microfone – marcam o ritmo e fazem a máquina funcionar. Son of Dave actua no Inblues, no dia 16.

Seguem-se, no dia seguinte (17 de Março), os norte-americanos Black Diamond Heavies. São originários do sul dos EUA (Tenesse), mas actualmente dizem-se “cidadãos do mundo”. A dupla John Wesley Myers e Van Campbell diz que a sua música é “simplesmente… Blues”, mas o resultado do que fazem é bem mais apimentado, com incursões ao Punk. A maioria das suas composições são originais, mas há na música de Black Diamond Heavies alguns “covers” transformados em tributos a “deuses” como John Lee Hooker, Muddy Waters, Lou Reed ou Tom Waits. Os Black Diamond Heavies carregam a tradição do Blues desde sempre (um dos elementos, John Wesley Myers, é filho de um Sacerdote Baptista e cantou Gospel em criança) mas acrescentam-lhe um sem fim de outros meios e estilos (Van Campbell participou em projectos arrojados da chamada Punk Art londrina como os The Invisibles e os The Rum Circus).

O Festival termina no dia 24 com o espectáculo Autoblues, do saxofonista espanhol José Luis Gutierrez e da cantora norte-americana Velma Powell. Autoblues é um projecto que une a tradição à vanguarda do Blues.
José Luis Gutiérrez é uma das jovens figuras mais relevantes da cena jazzística espanhola. Possuidor de um marcado estilo original, é também desde o início da sua carreira um apaixonado do Blues. Tem desenvolvido trabalhos neste estilo musical com Velma Powel, Eric Lewin, Chema Sáiz, Charly Crespo, Tonky Blues Band, Esteban Cabezos e Niky Mitchell, entre outros.
Velma Powel nasceu em Chicago (EUA), no berço do Blues. Desde jovem, participou em várias formações de grupos na área do Gospel. Mais tarde iniciaria a actividade musical em diferentes salas dos EUA, partindo depois para a Europa. Na década de 90 instalou-se em Espanha. Desde então gravou três discos e colabora com os projectos Vargas Blues Band, La Orquesta Mondragón, com o projecto Christmas Blues, que partilha com o saxofonista José Luis Gutiérrez, e com muitos outros artistas das cenas Pop e Jazz espanholas. A sua voz tórrida e emocionante de Blues contrasta com a sensibilidade das baladas mais delicadas do Jazz. Em Autoblues, José Luis Gutierrez e Velma Powell são acompanhados por Ramón Garcia na guitarra, Cesar Díez no baixo e Antolín Olea na bateria.

A FILHA REBELDE estreia a 15 de Março no Teatro Nacional de D.Maria II

Tudo por uma paixão – do Portugal de Salazar à Cuba de Che Guevara

A partir do ensaio com que os jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz fizeram história (o livro é baseado na reportagem, publicada na revista do Expresso, que conquistou o Grande Prémio Gazeta de 2002 e está esgotado nas livrarias), a dramaturga Margarida Fonseca Santos assina uma versão da história de Annie Silva Pais, a filha do último director da Pide, que, contra as expectativas da família e as ordens de Salazar, se deixou fascinar pela Revolução Cubana e abandonou o marido para viver em nome de um ideal.
O Teatro Nacional D. Maria II apresenta o espectáculo, numa encenação da criadora espanhola Helena Pimenta, que reúne um elenco de luxo: entre os actores, Ana Brandão (no papel de Annie Silva Pais), Vítor Norte, Lídia Franco e Eurico Lopes.

Depois de “A Casa da Lenha”, o público do Nacional é convidado a revisitar um período negro da nossa História – o do regime fascista – e a acompanhar mais um percurso individual de revolta: quando tudo a aconselhava à obediência, Annie disse “não” e construiu para si própria uma vida diferente daquela a que parecia fadada.

Resumo da acção

Annie Silva Pais, filha única do último director da PIDE, o Major Fernando Silva Pais, é casada com um diplomata suíço.
A estadia em Cuba e um encontro com Che Guevara mudarão a vida de Annie que, saturada de uma existência em função das aparências, condicionada pelo aparelho repressivo do regime ditatorial português, se entregará integralmente à revolução cubana e aos seus ideais. Desaparecida durante algum tempo, Annie abandona o marido, a família e o país.
No Portugal de Salazar, todos temem que tenha sido raptada e utilizada no contexto da guerra colonial. Mas Annie envolve-se numa profunda luta de valores e convicções, só regressando a Portugal após o 25 de Abril para ir visitar o pai à prisão.
A coragem será uma das principais marcas de Annie que protagoniza uma peça onde o drama, a traição, os afectos, a morte e os combates políticos se cruzam naquela que é uma história de vida rara e exemplar.


encenação dramaturgia HELENA PIMENTA
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
direcção musical JOÃO CABRITA
figurinos ANA GARAY
movimento NURIA CASTEJÓN
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
assistente de encenação CRISTINA LOZOYA
assistente de figurinos GILBERTO SORAGGI
assistente de espaço sonoro IÑIGO LACASA

COM

ALEXANDRE OVÍDIO AMILCAR AZENHA ANA BRANDÃO ANABELA TEIXEIRA BIBI GOMES CÉLIA ALTURAS EURICO LOPES JOANA BRANDÃO JOSÉ HENRIQUE NETO JAIME VISHAL LÍDIA FRANCO MANUEL COELHO MARQUES D’AREDE NÁDIA SANTOS RAQUEL DIAS RUI QUINTAS SÉRGIO SILVA VÍTOR NORTE

A Rota da Seda no Coliseu



No início do século xx, no profundo coração das cavernas de Dunhuang, um velho sentinela encontra uma gruta desconhecida repleta de documentos budistas.
A sentinela pega num desses documentos e ao analisá-lo repara numa belíssima pintura que o vai levar através dos tempos, a um dos mais fascinantes e emotivos sonhos.

O Véu Pintado estreia a 15 de Março




ESTREIA
15 DE MARÇO



Com Naomi Watts e Edward Norton nos principais papéis, estreia no dia 15 de Março a adaptação ao cinema do clássico de Somerset Maugham



O Véu Pintado

Em O Véu Pintado, Somerset Maugham faz, através da história do acordar espiritual da adorável e fútil Kitty Fane, uma extraordinária caracterização da presença britânica na China e apresenta-nos, como é seu apanágio, uma admirável galeria de personagens.

William Somerset Maugham, um dos mais famosos romancistas e dramaturgos ingleses do século XX, nasceu em Paris, em 1874, e faleceu em Nice, em 1965.


Entre as suas obras mais conhecidas, e publicadas na ASA, destacam-se O Fio da Navalha, Paixão em Florença, A Lua e Cinco Tostões, As Paixões de Júlia e O Véu Pintado.



“Maugham foi o escritor moderno que mais me influenciou”(George Orwell)

terça-feira, 13 de março de 2007

Simone de Oliveira e Vítor de Sousa em Famalicão



Simone de Oliveira e Vítor de Sousa dão as boas vindas a mais uma edição do Famafest – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão, no dia 16 de Março, com a apresentação da peça de teatro “Conversas de Camarim”, na Casa das Artes.



O espectáculo, que é de entrada livre, está inserido na cerimónia de abertura do Famafest, no dia 16 de Março, às 22h00.
O Famafest’2007, que irá decorrer entre 16 e 24 de Março é, de resto, o grande destaque da programação cultural da Casa das Artes, agendada para este mês, tendo em conta que grande parte das sessões de cinema se realiza nos auditórios.
Na peça “Conversas de Camarim”, a poesia e a música estão em primeiro plano, num espectáculo divertido e intimista.

Os dois actores, acompanhados de um pianista, passam em revista histórias de bastidores, situações cómicas e dramáticas, vidas atrás dos palcos.

No dia 24, o Famafest’2007 encerra com um fantástico espectáculo de Wanda Stuart, com os “Êxitos Musicais da Broadway”.


O concerto marcado para as 22h00 é de entrada livre. Dinamismo, cor, ritmo, luz, fantasia, arte e glamour são as principais características deste espectáculo.
Para além dos espectáculos inseridos na programação do Famafest’2007, a Casa das Artes apresenta um conjunto de prestigiados nomes nas áreas da música e do teatro.
Logo na primeira semana, dois grandes espectáculos musicais com os norte-americanos
Balkan Beat Box, no dia 3, e o francês Yann Tiersen, no dia 6.


O compositor da banda sonora do “Fabuloso Destino de Amelie” e de “Good Bye Lenine!” regressa, assim, a Vila Nova de Famalicão, para apresentar o seu CD e DVD ao vivo intitulado simplesmente “On Tour”, num concerto que já se encontra esgotado.
A dança também marca presença, no dia 10, pelas 22h00, através do projecto "Vórtice Dance", dirigido pelos bailarinos e coreógrafos Cláudia Martins e Rafael Carriço, cujo trabalho tem sido reconhecido pelo público e pela crítica de países tão diversos como o Japão, Mónaco, Finlândia, Hungria, Roménia, França, Suiça, Espanha, Letónia, Portugal, entre outros.
A jovem famalicense Elisabete Gomes da Orquestra do Norte é a protagonista de mais um concerto do ciclo de Música Erudita, que irá decorrer no dia 11, pelas 21h30.


Elisabete irá interpretar Mozart, através do violino.


A música erudita marca ainda presença no dia 29, com um recital de Violino e Piano a cargo dos artistas Bruno Monteiro & João Paulo Santos.



As noites de Escritura Pública regressam no dia 14, pelas 22h00, com a “Reedição das Famosas Edições Mortas – Figuras Extremas da Condição Escatológica”.



No dia seguinte, 15 de Março, a noite é de Jazz na Casa das Artes com a apresentação do projecto “Kiko’s 4Tet”.

Mário Barreiros em Torres Novas



Depois do Porto e de Portalegre, o SEXTETO MÁRIO BARREIROS apresenta amanhã o seu álbum de estreia, «Dedadas», no Festival InJazz em Torres Novas, e dia 30 no InJazz em Alcobaça.

Resultado de três anos de encontros informais entre amigos e músicos profissionais, o primeiro registo deste sexteto de Jazz marca uma nova fase no percurso de Mário Barreiros (bateria), Mário Santos (saxofone tenor e clarinete baixo), José Luís Rego (saxofones soprano alto e clarinete), José Pedro Coelho (saxofones soprano e tenor), Pedro Guedes (piano) e Pedro Barreiros (contrabaixo).

Composto por sete temas originais da autoria de Mário Barreiros, Pedro Guedes e Mário Santos - «Povincianas», «Juvenal», «FJP#2», «Semelhança», «¾ (Três Quartos)», «Dedadas» e «Libertação Interior» - «Dedadas» conquistou a critica especializada e, ao vivo, demonstra a capacidade dos músicos que compõem este sexteto.


O que se disse:


"Um trabalho surpreendente do baterista Mário Barreiros ao liderar este excelente sexteto (…). Num estilo 'mainstream', actual, cheio de pinceladas daquilo que de mais moderno se faz neste ambiente" – António Rubio in Correio da Manhã


"A banda tem uma sonoridade bem calibrada, particularmente sedutora.

Sente-se que é formada por elementos com grande experiência jazzística" –
Rui Brando in Jornal de Notícias


"Tecnicamente brilhante, «Dedadas» sublinha o virtuosismo de Mário Barreiros, Pedro Guedes e Mário Santos, os compositores do disco.

E mostra, se é que é necessário, que o jazz não é uma linguagem complicada e que não está muito distante da linguagem da pop" – Davide Pinheiro in Disco Digital


InJazz em Torres Novas

21h30

10€

Poesia no FRÁGIL


sexta-feira, 9 de março de 2007

Festival de Blues em Coimbra


Com esta 5ª edição, o Festival Internacional de Blues de Coimbra reforça a sua identidade específica e, ao mesmo tempo, permite ao Teatro Académico de Gil Vicente voltar a encarnar plenamente no seu papel de instituição de programação.
Tentemos então, mais uma vez, descrever brevemente esta feliz associação entre o «Coimbra em Blues» e o TAGV.

Uma das características da programação do «Coimbra em Blues» destes cinco anos tem sido a combinação de formas tradicionais da canção negra norte-americana, sejam de origem rural ou de origem urbana, com formas contemporâneas, de latitudes diversas, que transfiguram as matrizes originais.
Por um lado, tem sido possível ouvir os clássicos (de Robert Johnson, John Lee Hooker, Blind Willie Johnson, Howlin’ Wolf, Muddy Waters, R.L. Burnside, Junior Kimbrough, etc.) nas reinterpretações de cantores como Paul Jones, Reverend Vince Andersen, Sheila Wilcoxon, Little Freddie King ou Adolphus Bell.

Por outro lado, como sucedeu nos concertos de Kenny Brown e Heavy Trash, em 2006, podemos perceber a influência da linguagem instrumental e vocal dos blues em formas que cruzam este género musical com outros géneros.
A ligação quase umbilical entre o blues e o rock, por exemplo, mantém-se viva numa nova geração de músicos que, pelo mundo fora, continua a reapropriar-se daquela tradição.
«Coimbra em Blues» tem procurado mostrar o blues como prática viva e em plena evolução, mesmo quando é interpretado pelas gerações mais velhas, e não como mera reinterpretação estandardizada de covers e solos em slide guitar.

É precisamente essa produtividade continuada dos blues enquanto fonte e matriz seminal da música popular que se pode apreciar na programação de 2007, através de um conjunto de músicos, de diversas origens geográficas, que nos mostram ao mesmo tempo a filiação e a transfiguração do blues no blues contemporâneo: Hell’s Kitchen Blues Band e Son of Dave, a 15 de Março; Bob Log III e Black Diamond Heavies, a 16 de Março; e Scott H. Biram e Alabama 3, a 17 de Março.

Na medida em que se trata de um festival inteiramente organizado e produzido pelo TAGV, «Coimbra em Blues» constitui uma demonstração da capacidade de produção e programação próprias.
E é esta capacidade, antes de mais, que permite ao TAGV a realização da sua missão específica e a afirmação da sua identidade pública.
Que o festival «Coimbra em Blues» tenha ganho crescente projecção nacional e internacional resulta tanto da qualidade da programação como do trabalho colectivo das equipas do Teatro.

E que a essa programação e a esse trabalho tenha correspondido o interesse continuado do público mostra a felicidade da associação que em 2003 se estabeleceu entre o TAGV e os blues. Uma associação cuja relevância artística e cultural tem sido reconhecida também através dos apoios obtidos.
Refira-se que a edição de 2007, como aconteceu em 2005 e 2006, é uma organização conjunta do TAGV e da Delegação Regional da Cultura do Centro.
Como novidade desta edição, a cooperação com o Teatro Municipal da Guarda, que integra no seu próprio festival duas das bandas convidadas.

O TAGV tem o blues? Sim, sem dúvida.
E, com o TAGV em blues, voltamos em 2007 a ter «Coimbra em Blues» mais uma vez.
Manuel Portela


“Le blues reste et restera dans nos vies et dans nos coeurs, même si de nombreux artistes ne sont plus là et jouent du blues au Paradis!”
Claude Nobs, Fundador do Festival de Jazz de Montreux


É com uma enorme alegria que vejo o Coimbra em Blues chegar à sua quinta edição.
Neste ano de 2007 não só se impõe um balanço destes cinco anos de festival, como importa reconhecer e nomear quem acreditou e trabalhou para que o Coimbra em Blues se tornasse num dos eventos mais importantes da agenda cultural conimbricense.
É fundamental agradecer também ao público fiel, que todos os anos se desloca ao Teatro Académico de Gil Vicente para celebrar uma música cujas raízes se encontram no passado, mas que mantém inalterável o que a torna tão essencial hoje, em Coimbra, como há 100 anos nas margens do Mississippi: a celebração da vida.
Desde 2003 passaram pelo palco do T.A.G.V. nomes incontornáveis dos blues, na sua maioria em estreia absoluta em Portugal, como: Cephas & Wiggins, Carey Bell, T-model Ford, Little Freddie King, Kenny Brown, Heavy Trash, Elmo williams & Hezekiah Early, Toni Lynn Washington, Little Milton e Paul “Wine” Jones.
Nesta 5º edição do Coimbra em Blues, o que se pretende que fique claro é que este festival nunca se propôs, e não se propõe, ser um festival de blues tradicional ou saudosista.

Além do fundamental critério de qualidade na selecção dos artistas, sempre tentámos mostrar um leque de músicos que, de algum modo, fosse representativo dos vários espectros e mutações dos Blues.
Neste sentido, a programação deste ano pretende trazer toda uma nova geração de Bluesmen que, neste milénio, continua a construir a história dos Blues.
Hells Kitchen (Suiça), Son of Dave (Inglaterra), Bob Log III (E.U.A.), Black Diamond Heavies (E.U.A), Alabama3 (Reino Unido) e Scott H. Birham (E.U.A), são os artistas que este ano nos vão abrir a porta para o admirável novo mundo dos Blues.
Paulo Furtado



COIMBRA EM BLUES 2007
Organização: Teatro Académico de Gil Vicente e Delegação Regional da Cultura do Centro
Produção: Teatro Académico de Gil Vicente
Assessoria Artística: Paulo Furtado
apoios: Carhartt Antena 3 RUC

Preçário:
Concertos:
Preço normal_ 12,00€
Preço estudante e sénior _10,00€
Mostra de filmes:
Preço normal_ 4,50€
Preço estudante e sénior _3,50€
Preço Geral (para os 3 concertos e para as 3 sessões de cinema) _ 30,00€
Preço Geral Estudante e sénior (para os 3 concertos e para as 3 sessões de cinema) _ 25,00€

Informações:
Teatro Académico de Gil Vicente -Praça da República, Coimbra
Blog: http://blogtagv.blogspot.com/
BILHETEIRA seg a sáb 17h00-22h00 Tel. 239 855 636

Eça de Queirós pelo Teatro Noroeste


O Centro Dramático de Viana- Teatro Noroeste vai trazer a cena “Eça apresenta-se com os Maias”.


Especialmente dirigido a alunos do 11º ano, para quem a obra Os Maias é de leitura obrigatória, este espectáculo-conferência é a mais recente aposta do Pelouro da Cultura no que respeita a espectáculos teatrais para a comunidade escolar.
As primeiras três sessões vão ter lugar no dia 14, às 9h00, 10h15 e 12h00, para os alunos da Escola Secundária Eça de Queirós.
A Escola Secundária Rocha Peixoto recebe o espectáculo no dia 19, com três sessões marcadas para as 10h10, 15h20 e 17h05.

Também previsto está a participação de alunos do 11º ano do Grande Colégio de Amorim, numa das sessões anteriormente assinaladas.
“Eça apresenta-se com os Maias” é um espectáculo teatral que proporciona aos alunos vários elementos de aprendizagem como aspectos biográficos de Eça de Queirós (como por exemplo, ter nascido na Póvoa, em 1845) e também sobre o contexto sócio-cultural e literário do século XIX. De facto, o texto, escrito por Castro Guedes, está orientado para o que os alunos devem aprender através da leitura d’Os Maias, uma crítica aos costumes do Portugal do século XIX em geral, e da sociedade lisbonense em particular.

Assim, em “Eça apresenta-se com os Maias” juntam-se no palco personagens reais, como o próprio Eça, a sua esposa Emília e até mesmo Antero de Quental, que dão uma visão sobre a vida do escritor, e personagens d’Os Maias, como a Gouvarinho, o Eusebiosinho, entre muitas outras personagens-tipo que pretendiam caracterizar a sociedade lisbonense, e que ajudam, então, a entender a crítica subjacente à obra Os Maias.


O espectáculo teatral tem uma duração prevista de 25 minutos, findos os quais se dá espaço ao debate entre actores, alunos e professores.




Teatro Azul procura novos talentos

Teatro Azul Procura Jovens Talentos


O Teatro Azul - Companhia Profissional vai fazer um Casting para Actores, na próxima terça-feira, para novas personagens da peça teatral «História de Portugal Em Uma Hora» e para a peça histórica «SALAZAR, o Homem e a Vida».

Estas duas criações teatrais têm Autoria e Encenação de Nuno Miguel Henriques, sendo a Direcção de Actores de Rita Simões.

Os actores devem ter entre 21 e 35 anos, ser do sexo masculino, altos e com boa capacidade vocal.

A selecção será efectuada na terça-feira, dia 13 de Março, na Sala Estúdio do Teatro Azul, na Rua do Conde Redondo nº 8 - R/C, em Lisboa, entre as 15.00 e as 19.00 horas, com marcação prévia de hora pelo telefone 210 135 916.

Os interessados poderão, igualmente, enviar os dados curriculares e as suas fotos para o e-mail:
geral@teatro-azul.com.



Luis Neves Franco

Martinho Dias expõe na Galeria de Arte de S.Bento


GALERIA DE ARTE DE S. BENTO APRESENTA MARTINHO DIAS

«Aplauso»
10 de Março a 28 de Abril de 2007

APÓS A REABERTURA COM PAULA REGO,
A GALERIA DE S. BENTO APOSTA EM NOVOS VALORES NACIONAIS

Após o sucesso da exposição de reabertura de Paula Rego, a Galeria de S. Bento de Lisboa inaugura no Sábado, 10 de Março de 2007 (das 15h às 19h) uma exposição de pinturas de Martinho Dias, um jovem artista português formado pela Faculdade de Belas Artes do Porto e que nos apresenta uma série de trabalhos entitulados “Aplauso”.

Em relação a esta série, o artista afirma o seguinte: “O objectivo das pinturas que constituem a série “Aplauso” é o de reflectir a ténue fronteira que separa a vitória, a glória, o glamour, a mentira, o medo ou a incapacidade de vencer.

É nesta linha frágil, plena de emoções diversas, que o direito do aplauso é determinado, quer a vitória tenha sido conseguida através de um cronómetro, ou numa situação de sobrevivência ao limite, ou pela intervenção dos media.”
Paralelamente à exposição, será lançado um catálogo editado pela Galeria com o título da exposição onde se pode apreciar todos os pormenores desta mostra.

Do catálogo, citamos o texto escrito pelo crítico de arte, Hugo Barata, por ocasião da exposição:
“O conceito por nós entendido como “realidade” é, no fundo, simbolicamente estruturado através da linguagem. A “realidade real”, essa, está para trás do “simbólico”, ou seja, está na génese das coisas(...)
Martinho move-se na senda de desdobrar “esta realidade”, aquela que nos é comum, e fá-lo de uma forma sugestiva, sugerida, mais do que prescritiva.

Privilegia padrões de informação recolhida através de fotografias de diversas fontes dos meios de comunicação (...) e, de forma criteriosa, divide-os em momentos composicionais de “instância matérica”, substrato das representações de figuras e corpos da sua pintura, encarados como uma inevitabilidade do quotidiano.

A sua visão tem em consideração a consciência como elemento identificatório da identidade humana, sabendo no entanto que cada um de nós enquanto observador e espectador, apenas almejamos a ser um momento à parte de um mapa global.
A série de acrílicos «Aplauso» mostra e propõe o corpo como algo que aprendemos a manipular, articulando-o sem diferenciação ou demarcação absoluta entre existência corpórea e simulação imagética. Nós somos aquelas figuras, naquelas situações.
Martinho Dias equaciona uma desconstrução das diversas franjas da nossa realidade percepcionada, naquilo que Debord considera “o espectacular integrado”, e reconfigura-as no plano da tela, demonstrando em níveis múltiplos e de diversas formas (no realismo das figuras, no esboço ou no apagamento parcial) que não nos será possível a total captação do mundo exterior, a não ser que a própria pintura seja tão complexa e multifacetada como o próprio mundo global.
Segundo o próprio artista nos seus escritos, este corpo de trabalho está intimamente ligado à “sociedade espectacularizada” e suas tensões diversas, tensões essas que exploram implicações culturais das teorias sociológicas, ou, se quisermos, a forma como encaramos a indústria dos media, considerando que as imagens serão sempre anúncios do status quo.”


A exposição estará patente ao público até ao dia 28 de Abril e a entrada é gratuita.

Supernada na NorteSul

quinta-feira, 8 de março de 2007

Temas e Debates a 14 de Março na Bertrand

Temas e Debates 14 de Março


Adriano Moreira . Agustina Bessa-Luís . Álvaro Siza Vieira . Anthimio de Azevedo . António Ramos Rosa . Argentina Santos . Borges Coelho . Eduardo Lourenço . Eunice Muñoz . Fernando Catarino . Fernando Lanhas . Fernando Távora . Galopim de Carvalho . Glicínia Quartin . Helena Rocha Pereira . Helena Sá e Costa . José Manuel de Mello . José Pinto da Costa . José Saramago . Júlio Pomar . Júlio Resende . Luísa Dacosta . Manoel de Oliveira . Manuel Martins. Margarida Tengarrinha . Maria de Lourdes Levy . Maria Keil do Amaral . Moniz Pereira . Nella Maissa . Nuno Grande . Óscar Lopes . Ruy de Carvalho . Sequeira Costa . Vítor Crespo.

LANÇAMENTO 14 de Março, 18h 30, Livraria Bertrand C.C. Picoas Plaza (Rua Tomás Ribeiro, nº 65)

Apresenta o livro ANA SOUSA DIAS

Com a presença de Anthimio de Azevedo, António de Azevedo, António Ramos Rosa, Argentina Santos, Borges Coelho, Fernando Catarino, Galopim de Carvalho, Margarida Tengarrinha, Maria Keil do Amaral Moniz Pereira, Maria de Lourdes Levy, Vítor Crespo.

SINOPSE


O QUE A VIDA ME ENSINOU reúne 34 depoimentos recolhidos por Valdemar Cruz originalmente publicados no semanário Expresso em dois momentos distintos: Capa da «Revista» a 9 de Novembro de 2002 e, semanalmente, na «Única», entre Janeiro e Agosto de 2005.
Os entrevistados são nomes relevantes da sociedade e cultura portuguesas que se distinguiram pelo mérito do trabalho desempenhado em áreas distintas do conhecimento.
Lutando contra «a sacralização do efémero e de um quase obsceno culto da juventude pela juventude», Valdemar Cruz estabeleceu como único critério o de reunir apenas convidados com mais de setenta anos.
Pretendia-se que estas entrevistas fossem longas conversas, presenciais, em que cada entrevistado falasse do modo como viveu, das circunstâncias que o fez como é, dos factores que determinaram a construção da sua personalidade e, por fim, daquilo que a vida lhe tinha ensinado.
As entrevistas tiveram como suporte um guião que Valdemar Cruz seguiu com pouco rigor, aguardando com expectativa desvios inesperados, momentos de cumplicidade que alterassem o rumo da conversa, momentos de visibilidade.
Dos bastidores destas entrevistas, diz o autor que são «um mundo outro, com frequência aliciante, seja pelo inusitado das situações vividas, seja pela crueza, pela ternura, pela raridade, pelo inesperado revelado por personalidades tão ricas e complexas».
Valdemar regista as palavras de Maria Keil, «cheias de vida e de memórias deslumbrantes que constantemente procurava desvalorizar», recorda o passeio com Eunice Muñoz pelas ruas de Paço de Arcos, fala-nos da «espontaneidade e do humor contido» do biólogo Fernando Catarino, dos dois desenhos que o poeta António Ramos Rosa fez durante a entrevista, da «serenidade contagiante» de Glicínia Quartin, do baú de memórias de Adriano Moreira...
O resultado de anos de audição, transcrição e reconstrução de experiências de vida intensas é uma recolha de testemunhos poderosos, pessoais e únicos, que são, acima de tudo, preciosas lições de vida.

BIOGRAFIA

Valdemar Cruz é jornalista profissional desde 1976.
Galardoado com o Grande Prémio Gazeta de Jornalismo em 2002 e com o Prémio Cinanima em 1998, iniciou a sua actividade em O Diário em 1976.
Natural de S. Pedro da Cova, Gondomar, é redactor do semanário Expresso desde 1989. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras do Porto, frequentou durante seis anos o Conservatório de Música do Porto.
A opção pelo jornalismo levou-o a abandonar a actividade musical.
Colaborou com as revistas Exame, Casa Cláudia, Arquitectura & Construção e com o jornal Comércio do Porto. Foi director da revista Dragões.
Escreveu no jornal galego A Nosa Terra e na revista alemã Merien.
Ajudou a fundar e co-dirigiu o Grupo de Teatro Circo e o Cineclube Tempos Modernos.
Fez parte dos corpos gerentes do Sindicato dos Jornalistas e da Federação Portuguesa de Cineclubes.
É co-autor, com José Pedro Castanheira, do livro A Filha Rebelde, editado pela Temas e Debates.
É ainda autor dos livros O Soldado e o Capitão, os Cravos e o Povão, Histórias Secretas do Atentado a Salazar, e Retratos de Siza.

Zen ou o sexo em Paz no Teatro da Trindade



Zen ou o sexo em paz
Teatro-Bar
8 a 31 Março 5ª-feira a sábado às 23h00

Sinopse



Uma conferencista dirige-se ao público, numa intervenção em que frequentemente interage com este, para falar, partindo de pequenos factos do dia a dia, de temas tão candentes e pertinentes como " Os pais e o sexo", " A minha primeira experiência sexual", "A menstruação", "A virgindade", " Lição de Orgasmo", " Toda a verdade sobre os homens", " A impotência", "Os rapazes e as suas inseguranças", etc.



ZEN ou o sexo em paz, além de ser um belo exercício teatral trata, de uma forma divertida e risonha, um tema geralmente solenizado, chamando a atenção para a importância que tem uma sexualidade bem vivida, por gente bem informada sobre os riscos hoje existentes, e também para uma atitude de liberdade que não exclua nunca, a responsabilidade nem o prévio esclarecimento, cuja falta é responsável por muitas vidas destroçadas.



Ficha Técnica



Texto: Dário Fo, Franca Rame, Jocopo Fo
Direcção: Carlos Quintas
Tradução/Adaptação: António Andrade, Sandra Rodrigues, Giorgio Olivieri
Música Original: Lídia Serejo
Painel: Lídia Serejo
Fotografia: António Homem Cardoso
Interpretação: Amélia Videira
Produção: 100 Ilusões

Classificação etária: M/12 anos
Duração: 80 minutos (sem intervalo)

Preço único: 8€
Desconto 30%:

Novo single dos EZ SPECIAL


EZ SPECIAL

Novo single “Sei que sabes que sim”

Os EZ SPECIAL preparam-se para lançar o 3º álbum de originais, “ALGUÉM COMO TU” para Abril.
Uma nova voz e algumas letras em português dão corpo a este projecto musical.

Orlando Pona é o novo vocalista da banda e já conquistou as rádios nacionais com o single: “Sei que sabes que sim”, uma balada que nos prende até ao fim…

quarta-feira, 7 de março de 2007

Rão Kyao no C.A.E.da Figueira da Foz



O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz apresenta, dia 12 de Março, pelas 21h30, um concerto da Orquestra Clássica do Centro com Rão Kyao, integrado no Programa da Comemoração dos 125 anos da elevação da Figueira da Foz a Cidade.




Este espectáculo terá como abertura a interpretação do tema “Canção da Figueira”, um original de Maria Clara, numa remistura feita pelos We Figga, uma banda da Figueira da Foz.



A Orquestra Clássica do Centro (OCC) foi fundada em Dezembro de 1989 como associação sem fins lucrativos.


Após um longo interregno, em Outubro de 2001, relançou-se o projecto da actual orquestra, desta vez constituída em moldes profissionais e composta por 25 elementos.


O seu concerto inaugural foi realizado a 13 de Dezembro de 2001, no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.


É seu maestro titular desde a fundação, o Dr. Virgílio Caseiro.


Posteriormente o projecto da OCC foi considerado de superior interesse cultural, por sua EXª o Ministro da Cultura e como tal abrangido pela lei do Mecenato.


No ano de 2002 a orquestra passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta ainda a sua actual constituição.
Ao longo de uma carreira que já dobrou a vintena de anos, Rão Kyao tem-se distinguido pela sua persistente vontade em redescobrir o Oriente.


Fazendo uso da flauta de bambu e do saxofone, ele foi encontrando inspiração na música indiana, árabe, africana e chinesa, restabelecendo assim o elo perdido entre a tradição musical portuguesa e o Oriente.


Os 17 álbuns que editou até hoje indiciam, de uma forma muito clara, a intenção expressa de, a cada passo, redescobrir as raízes da música tradicional portuguesa, não temendo, antes pelo contrário, o confronto com as suas fontes primordiais: a música indiana e a música árabe.



Mais se informa que a entrada é gratuita, mediante o levantamento de ingresso na recepção do Centro de Artes e Espectáculos.

Rodrigo Leão no Casino Lisboa


Rodrigo Leão apresenta novo álbum no Casino Lisboa


Com três concertos agendados para o Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, Rodrigo Leão reencontra-se com o seu público para apresentar álbum “O Mundo”.
Acompanhado pelos Cinema Ensemble, o conhecido compositor propõe-se intercalar novos temas com alguns dos seus “clássicos”.

A não perder, dias 15, 16 e 17, pelas 22 horas.
Inspirado na colectânea "Mundo (1993-2006)", Rodrigo Leão interpreta ao vivo os seus êxitos mais marcantes.

Este duplo álbum, que faz uma retrospectiva sobre o seu percurso musical e introduz registos originais, constitui o ponto de partida para os seus envolventes concertos.


No Auditório dos Oceanos, Rodrigo Leão convida o público a reviver numerosas composições que fizeram a sua carreira, desde o álbum pioneiro "Ave Mundi Luminar" até ao mais recente "Cinema".

O cantor estreia, também, versões de outros temas como "Ascensão", que assinou para os Sétima Legião ou “Tardes de Bolonha”, que compôs para os Madredeus.
Com efeito, “O Mundo” inclui regravações de algumas das suas primeiras composições como “A Casa”, celebrizada por Adriana Calcanhoto, “Rosa”, cantada por Rosa Passos, ou “Pasión”, interpretada por Lura e Celina da Piedade.
“À Espera de Sofia”, “Noche”, “A Cidade Queimada”, “A Janela”, “Memorias”, “La Fete”, ”Lonely Carousel”, ”Carpe Diem”, “Amatorius”, “Alma Mater”, “Ave Mundi”, “Final”, “Imortal”, “O Exercício” ou ”Ruinas” são outros temas desta apelativa colectânea, que entusiasma o público nos seus concertos.

“O Mundo” encerra um ciclo de sucessos discográficos de Rodrigo Leão, cuja última referência é “Cinema”, editado em 2004.


Aliás, neste trabalho, o artista recebeu várias distinções em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente, o de melhor álbum “Prémios Tempestade”, em França, segundo melhor disco de 2004 para a prestigiada revista norte americana “Billboard” e melhor CD para a revista espanhola "Muzikália".
Depois de esgotar o Auditório dos Oceanos, em Abril passado, Rodrigo Leão reencontra-se, de novo, com o público do Casino Lisboa, adepto das suas inconfundíveis sonoridades.



BRAIMA GALISSÁ
RÃO KYAO & CARLOS GONÇALVES
NANCY VIEIRA


AUDITÓRIO CENTRO CULTURAL MALAPOSTA



BRAIMA GALISSÁ



Guiné Bissau
09 MARÇO SEX – 21H30 Auditório
Preço: 10€ (preço sujeito a desconto)

O Mestre Galissa foi compositor do Ballet Nacional da Guiné-Bissau, responsável instrumental do mini Ballet Nacional e Professor de Kora na Escola Nacional de Música José Carlos Schwarz durante 11 anos. Já participou em actividades culturais em vários países.
O Mestre Galissa nasceu, cresceu e vive com um Kora. "Djidiu" é o seu apelido de rua, Kora, seu instrumento de 22 cordas.

Música
RÃO KYAO E CARLOS GONÇALVES
10 MARÇO SÁB – 21H30 Auditório
Preço: 10€


[Ao Meio Dia]


Domingo, 11 de Março
ONP
Olaris Elts direcção musical

12h00 Sala Suggia 5 €


[Concerto para famílias; jovens até aos 18 anos – 80% de desconto sobre o preço do bilhete]


Prokofiev e Rachmaninov voltam a preencher o programa do concerto que a ONP apresenta, desta vez ao Meio Dia de domingo, 11 de Março, na Sala Suggia.
“Abertura Russa” e “Danças Sinfónicas” contam com os comentários de Gabriela Canavilhas que permitem um melhor entendimento das obras e dos seus autores.
Este concerto, dirigido pelo maestro Olaris Elts, vencedor em 2000 do prémio Sibelius, tem início com a Abertura Russa, de Sergei Prokofiev (1891-1953), uma obra de extrovertido bom-humor cuja estreia, no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, foi entusiasticamente aplaudida pelo público.
A ONP executa, de seguida, Danças Sinfónicas, op.45, de Sergei Rachmaninov (1873-1943), obra escrita três anos antes da morte do compositor e considerada a sua última grande criação. Divididas em três andamentos, aos quais Rachmaninov chegou a atribuir os títulos de Dia, Crepúsculo e Meia-Noite, estas Danças traduzem a conhecida linguagem do compositor, extremamente melódica, num contexto ligeiramente mais modernista do que é habitual.


Os comentários sobre estas duas obras são assegurados pela pianista Gabriela Canavilhas, professora no Conservatório Nacional de Lisboa, que se tem destacado na divulgação da música de câmara, da música vocal e da canção de câmara.

Gabriela Canavilhas já se apresentou em concertos no nosso país e em palcos dos EUA, Itália, Brasil, Macau e Alemanha.

É presidente da Direcção da Associação Música Educação e Cultura, instituição que gere a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Académica Metropolitana de Lisboa, a Academia Nacional Superior de Orquestra e o Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa.

Programa

Sergei Prokofiev Abertura Russa, op.72
Sergei Rachmaninov Danças Sinfónicas, op.45


Sara Tavares em Portalegre


A Máscara de Ré um livro de Paul Doherty


O CREPÚSCULO DO AMOR de Robert Dessaix



A vida privada de um dos mais famosos escritores russos, Turguéniev (1818-1883), foi talvez tão extraordinária como a sua vida pública.


Durante quarenta anos foi apaixonadamente devotado a Pauline Viardot, uma célebre cantora de ópera, seguindo-a, a ela e ao marido, por toda a Europa.


No entanto, a sua relação foi sempre casta – ambos tiveram casos com outras pessoas – e em várias épocas Turguéniev viveu amigavelmente na porta ao lado ou por cima do casal Viardot. Aliás, descrevia o senhor Viardot como o seu melhor amigo.


A que é que, então, Turguéniev chamava «amor»?

Robert Dessaix é conhecido como escritor, entrevistador, tradutor e cronista na rádio.


Os seus livros mais conhecidos, todos traduzidos em várias línguas, são a sua autobiografia, A Mother’s Disgrace, os romances Cartas de Veneza (Night Letters), e Corfu, já publicados em Portugal, além de uma antologia de ensaios e contos (and so forth).


É também autor de traduções de obras de Dostoievski e de Turguéniev, tendo as suas traduções das peças de Tchekov sido apresentadas em vários teatros australianos.
Escritor a tempo inteiro desde 1995, Robert Dessaix vive em Hobart, na Tasmânia.


Sobre o livro:

Um estudo elegante e espirituoso sobre um escritor amado – Turguéniev – e, mais profundamente, sobre o próprio amor.
(John Banville)

Nenhuma descrição pode fazer justiça a este livro… Escrito com elegância, embebido das alegrias e tristezas da vida.
Robert Dessaix visita neste livro os locais onde outrora viveu Turguéniev: Baden, Paris, a Rússia.


Esta narrativa maliciosa e poética é por si só uma arte de viajar.


E mais ainda, é uma ampla e sensível meditação sobre o amor de toda uma vida, cujas nuances – os enigmas – lançam uma misteriosa luz sobre o conjunto do texto.

terça-feira, 6 de março de 2007

8 de Março - Dia Internacional da Mulher


Exposição de Fotografia de Amedée Lemaire de Ternantes



Em finais de Abril de 1858, D.Pedro V casa com a brevíssima rainha D.Estefânia.


Tinham ambos 21 anos e o casamento duraria pouco mais de um ano.


Em 1859 a rainha morre de difteria e o rei dois anos depois.


Com D. Estefânia, que já aprendera português, desloca-se uma pequena corte e artistas diversos, que inclui o já então conhecido pintor e fotógrafo francês Amédée Lemaire de Ternante.


Esta é, pois, a Lisboa desse ano ainda feliz e representa, ao que se sabe, um dos mais antigos e mais ricos conjuntos de imagens da capital e, pela diversidade dos temas abordados, um dos mais esclarecedores do país.


Trata-se de albuminas originais, respondendo ao objectivo de descoberta e de registo da capital do reino, apontando aspectos do património monumental, (os Jerónimos com a sua patine e erosão antes do restauro, a Torre de Belém, com as velhas galés de passeio ao fundo e, em primeiro plano, a seca das redes dos pescadores, a igreja da Estrela, o Aqueduto das Águas Livres, o Paço das Necessidades, o Chafariz d¹ El Rei, em AlfamaŠ), mas também vistas gerais da cidade.


Não apenas o litoral obrigatório avistado do casario mais elevado, mas também S.Pedro de Alcântara e as muitas aldeias que permaneciam incólumes no interior da cidade e a panorâmica que se desfruta nos acontecimentos: as tribunas de recepção frente ao Cais das Colunas.


Já em estúdio, (um interior bastante elementar e um jardim onde uma cadeira permite o indispensável apoio) reencontramos a sociedade colunável, homens de canecão ou chapéu mole, suíças e bandós, mulheres com saias de balão à Imperatriz Eugénia, tão crispados, afinal, como os grupos populares que Ternante capta no quotidiano.


Nos instantâneos, os rostos em movimento provam-nos a dificuldade da fotografia sem pose, mas também a sua ainda relativa novidade para o público comum.


E aquele retrato de Castilho, entre o solene e o "habitué".


Afinal Castilho cedo se deixara fotografar em daguerreótipo, tornando bem conhecida, em artigo de imprensa, a estranha relação que se estabelece entre o fotógrafo e o fotografado.


A mostra suscitará olhares diversos, do historiador, do urbanista ou do curioso dessa já velha identidade que desbaratamos.


Mas também do esteta, pois aqui e ali, certas composições falam bem da intenção do seu autor e deste nosso inabalável compromisso estético com tudo o que é reconhecido e traz consigo pergaminhos de antiguidade.




Breve biografia do autor




Amédée Lemaire de Ternantes nasceu em França, em Chatillon-sur-Seine, provavelmente em 1821 e faleceu em data posterior a 1866.


Conhecido sobretudo como pintor, da escola francesa, os seus quadros encontram-se em muitos museus de França e no Museu do Vaticano.


Em 1858, acompanhou a princesa D. Estefânia a Lisboa, tendo anotado com precisão a data a que aportou ao Terreiro do Paço: 18 de Maio, cerca do meio dia.



Durante a sua estadia em Lisboa, fez um extenso levantamento fotográfico da cidade, que imprimiu em provas de papel salgado e albumina.




Informações complementares




Centro Português de Fotografia/Ministério da Cultura


Edifício da Cadeia da Relação do Porto


Campo Mártires da Pátria4050-368 Porto


Tel. 222 076 310


Fax 222 076 311


E-mail: email@cpf.ptURL: www. cpf.pt


Horário dos serviços: 2ª a 6ª das 9.00h às 12.30h e das 14.00h às 17.30h


Horário do centro de exposições: 3ª a 6ª das 15.00h às 18.00h;


Sábados, Domingos e Feriados das 15.00h às 19.00h.