sábado, 22 de julho de 2006

Genius Loki actuam no Porto


Av. Boavista, 5448 - Porto

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Beach Party na DNA

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Artes internacionais " A Casa de Hades" em Cascais

Vindos da Noruega, onde residem, dois artistas de diferentes nacionalidades, profissionais de reconhecida qualidade com currículo importante no país de acolhimento, apresentam no Centro Cultural de Cascais um conjunto de trabalhos de pintura, desenho, escultura, vídeo e design em espaços de intervenção dinâmicos, factores que se revelam de expressiva eficácia comunicacional.

A mostra tem por título A Casa de Hades (The House of Hades) e corresponde ao projecto desenvolvido em 2003 pelo pintor português Júlio Silva e o artista conceptual Rus Mesic, da Bósnia-Herzegovina, concretizado na exibição de trabalhos fundamentados em experiências prévias, incluído o uso extenso de materiais e técnicas diversas.

Cada obra ou série é instalada de forma a combinar as diferentes estratégias de ambos os artistas.

Um terceiro artista, Alex Flemming, de naturalidade brasileira, foi especialmente convidado a participar nesta exposição, que tem o patrocínio da Galeria Uffizi, de Oslo.
Trata-se de alguém cuja reputação excede os limites geo-culturais das caóticas cidades onde habitualmente labora, S. Paulo e Berlim.
É frequentemente solicitado a expor um pouco por todo o mundo (incluindo Portugal) a sua arte de cariz polémico, quando não mesmo declaradamente provocatório.

Centrada, portanto, na experiência comum de expatriados, sem constituir, no entanto, um projecto nómada, a exposição leva o espectador a comprometer-se “na reflexão sobre a ira, a mágoa ou perda, imbuída nas obras”.


Inauguração 21 de Julho ás 21h 30m com a presença dos Artistas
Abertura ao público de 22 de Julho a 3 de Setembro de 2006
Centro Cultural de Cascais – de terça a domingo das 10H00 ás 18H00

Can na Galeria MCO


Ao que assiste o espectador que vê “Can”?

Podemos pensar que estamos perante uma demonstração, uma acção promocional, que poderia acontecer até num estúdio televisivo.

Somos interpelados por uma figura que nos olha, nos mede com o seu olhar, sem que acedamos ao seu pensamento.

As acções subsequentes vão introduzir a disrupção na austeridade da cena, numa performance em que nem o aplauso, o agradecimento final, proporciona o apaziguamento.

A palavra inglesa can que é adoptada para título encontra a sua primeira, e mais imediata, explicação na embalagem em lata que a performer manipula.

Mas é nessa manipulação dos objectos e no jogo de poder associado, em que a performer nos implica também a nós espectadores, que a palavra encontrará um relevo maior: quem pode e pode o quê? Who can and what can they?

Esta performance tem óbvias – e desejáveis - ressonâncias dos discursos feministas, tanto académicos como artísticos, que encontra expressão, nomeadamente, no plano do desejo, no intercâmbio dos seus objectos e sujeitos.

Os aspectos de critica presentes no trabalho são-no por uma via de uma estimulante ironia.

Em “Can” sorri-se; nós e a performer.
Mas de quê?
Francisco Camacho

ALICE GEIRINHAS, Livro para colorir
ANTONIO MELO, Um melro a assobiar na horta
MARTA BERNARDES, Sacrificio de verdade

Sexta Feira dia 21 de Julho - 22horas
Inauguração + 4 Performances:
Alice Geirinhas/Sparing Partners Vera Mota António Melo/Grupo Missionário Marta Bernardes

Uma linguagem multidisciplinar que vai desde a pintura, desenho, vídeo, escultura dança, música.

Galeria MCO
Rua Duque de Palmela, 141 & 143
4000-373 Porto ( a Belas Artes)

Casino Lisboa inaugura O Canto das Sereias


No Casino Lisboa inaugura-se, uma exposição, na qual estarão patentes as 14 peças que participaram no concurso de azulejaria “O Canto das Sereias”.

Até ao próximo dia 6 de Agosto, os visitantes poderão apreciar a proposta vencedora, assinada pelo artista plástico Leonel Moura, bem como os projectos de António Ferrão, Diana Costa, Miguel Telles da Gama e Sobral Centeno, que foram distinguidos com menções honrosas.

Na Galeria de Arte, junto ao Arena Lounge, estarão expostos, ainda, trabalhos de Ana Maria, Andreas Stöcklein, Frederica Bastide Duarte, Gervásio, Gonzalo Bénard, Luís Melo, Luís Nobre, Paula Ruella e Sara Maia.

Promovido pela Bouygues Imobiliária e pela Parque EXPO, em parceria com o Casino Lisboa e a Sonaecom, este concurso reuniu um júri composto por Béatrice Mortier, da Bouygues Imobiliária; Bernardo Silva Pinto, da Parque EXPO; José Quintela, da Sonaecom; Luísa Soares de Oliveira, da Associação Internacional de Críticos de Arte-AICA; Marc Rolinet e Tiago Fonseca, arquitectos do projecto; Paulo Henriques, do Museu Nacional do Azulejo; Eduardo Nery, artista plástico; e Nuno Lima de Carvalho, em representação do Casino Lisboa.

Na Galeria de Arte do Casino Lisboa, a exposição estará patente ao público, de 20 de Julho a 6 de Agosto.

Os trabalhos poderão ser apreciados todos os dias, das 15 horas ás três horas da madrugada, excepto ás sextas e sábados, cujo horário será das 16 horas às quatro horas da madrugada.

Patricia Barber volta a Portugal

Daskarieh actuam em Alhos Vedros


No dia 21 de Julho, a Junta de Freguesia de Alhos Vedros, com o apoio da Câmara Municipal da Moita, vai promover, pelas 22:00h, na Av. António Aleixo, na Quinta da Fonte da Prata, em Alhos Vedros, um espectáculo musical com o grupo Dazkarieh.

A música dos Dazkarieh é caracterizada por um manancial rico e diversificado de sons inspirados em várias culturas musicais, partindo da exploração e da fusão de instrumentos e de elementos musicais com origens distintas.

A heterogeneidade musical assumida pelo grupo é patente num conjunto de composições que, pela síntese de materiais musicais tão diversificados, podem ser apontadas como singulares, mas sempre cativantes e originais, para o que contribui a formação musical diferenciada dos seus instrumentistas (música tradicional, rock experimental e música erudita).

Formado em 1999, o grupo passou por duas grandes etapas na sua sonoridade, como resultado das diferentes sensibilidades musicais dos músicos que por ele passaram.

Foi o «som celta», ou até mesmo a «sonoridade folk-gótica», na primeira fase da existência do grupo; numa segunda fase, o grupo fica marcado pela composição e produção do 2º registo discográfico.

A constituição dos Dazkarieh alterou-se, assim como se alterou também a filosofia e a atitude do colectivo em relação à sua orientação musical e à sua integração no mundo do espectáculo.

Neste novo ciclo criativo do grupo é ainda de salientar a concepção de canções em língua portuguesa, com letras de autoria de Tiago Torres da Silva, de Ricardo Gouveia e Helena Madeira.

A música dos Daskarieh passou a ser conotada com o que a indústria vulgarmente designa por world music, apesar dessa franja de mercado ser ainda muito incipiente em Portugal.

Actualmente, o grupo procura fundir os diversos universos musicais que exploraram ao longo da sua carreira com a música tradicional portuguesa, introduzindo assim alguns temas dessa tradição no seu repertório de composições.


PEACE REVOLUTION

Para sacudir o marasmo de muitas e muitas noites sempre iguais, o Maxime promove - e promete - uma noite “revolucionária” no dia 22.
Não é mais uma comemoração de efemérides abrilescas nem uma vénia a um passado com barbas. Não!!

Trata-se de um brinde pacífico e altruísta «à revolução e à anarquia» com uma banda a condizer! Os Peace Revolution são mais um nome sonante do catálogo inesgotável dessa caixinha-de-surpresas que é a Chiado Records, e apresentam-se ao vivo nesta também inesgotável sala de espectáculos, trazendo na sacola o seu CD homónimo.

O grupo assume a mistura entre ambientes eléctricos e acústicos e não se considera nem clássico nem vanguardista, orgulhando-se de existir numa zona ambígua entre o analógico e o digital.
O mesmo se passa em relação às línguas usadas nas canções: uma pitada de francês, uma baforada de português, à mistura com muito inglês!

As Produções Banana e a Chiado Records, apelam a toda a população que compareça em peso nesta celebração, a fim de fumar um cachimbo da paz em nome de um mundo melhor!

Sábado 22 Julho - abertura de portas 22h30
Cabaret Maxime, Pç. Alegria, 58 em Lisboa

Room 74 no Cabaret Maxime


ROOM 74

No próximo dia 21 de Julho à noite, vai ser pouca a diferença enter o lisboeta Maxime Cabaret e novaiorquino Studio 54! A big apple revive aqui, na grande alface, as suas noites de maior glamour, ao som dos príncipes do Disco, os satélites do Funk, os imperadores da Soul, os brilhantíssimos Room 74!!

Como que saídos directamente do Bijou para a Pr. da Alegria, estes embaixadores da música de dança feita à mão trazem consigo a luz intermitente das bolas-de-espelhos, das roupas faiscantes e dos corpos suados em plena pista, a acompanhar um som negro e uma batida saudável, convidando a uma pitada e a um Campari & soda!

Em palco – especialmente engalanado para esta festa – a banda interpretará as canções do seu LP de estreia (sim, LP!) “Metrosexual”, e não deixará de nos brindar com alguns covers de boa memória.

Excelente ocasião paraa trazer do baú aqueles sapatos de revirão, aquelas calças prateadas, e aquele casaco de carpélio laranja. E não esquecer a camisinha! Uma noite destas não é noite sem um dose brutal de sexo – de preferência seguro! Vai ser aquela fartazana!!.

Sexta 21 Julho - abertura de portas 22h30

Cabaret Maxime, Pç. Alegria, 58 em Lisboa

Festival Monsaraz Museu Aberto

A Cultura Popular como estratégia de desenvolvimento e de criação das identidades culturais
A “Cultura Popular: Estratégias de Desenvolvimento e Criação de Identidade” é o tema de um colóquio que vai decorrer no dia 29 de Julho, pelas 10:00 horas, na Igreja de Santiago, durante o festival Monsaraz Museu Aberto.

O Monsaraz Museu Aberto, que vai decorrer entre os dias 22 e 30 de Julho, é um festival de artes e artes do espectáculo, organizado pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz com periodicidade bienal, nesta edição dedicado à “Cultura Popular e Tradição Oral”.

O programa integra concertos com a fadista Mariza, a banda britânica Off The Wall – Tributo aos Pink Floyd, o maestro, compositor e interprete brasileiro Francis Hime, os alentejanos Vitorino e Janita Salomé, música cigana de Budapeste com Romano Drom, polifonias femininas da Sérvia com o cantar autêntico de Dinarke, o espectáculo que vai assinalar os 50 anos sobre a data em que D. Vicente da Câmara compôs o tema “A Moda das Tranças Pretas”, grupos corais, a representação equestre baseada na obra escrita do Conde de Monsaraz, um ciclo de cinema documental, exposições e muitos outros atractivos que fazem do Monsaraz Museu Aberto um festival de referência no país.

Os alentejanos Vitorino e Janita Salomé vão interpretar as melodias mais marcantes das suas carreiras musicais na abertura do Festival Monsaraz Museu Aberto, dia 22 de Julho, pelas 22:00 horas, no Castelo da vila medieval.
Um concerto onde vai predominar a música de raiz popular portuguesa, com especial destaque para as influencias do Cante Alentejano e Mediterrânico.
Pleno de cumplicidade estética e musical, neste espectáculo será feita uma homenagem a Zeca Afonso, grande mestre da musica contemporânea portuguesa, amigo e companheiro de canções destes dois cantores alentejanos.

O maestro, compositor e interprete brasileiro Francis Hime, encerra a sua curta digressão portuguesa de quatro espectáculos na segunda noite do Monsaraz Museu Aberto, dia 23 de Julho, pelas 22:00 horas, com a primeira parte a cargo de Nuno do Ó.
Francis Hime é um símbolo da excelência da Música Popular Brasileira, a síntese da união da música popular com a clássica que, pela sua singularidade, atingiu no Brasil, uma enorme popularidade.
Maestro, com formação em piano clássico, Francis Hime viveu alguns anos na Suíça, onde aperfeiçoou a sua técnica.
Na década de 60, afirma-se definitivamente no cenário musical ao compor, em parceria com artistas do porte de Vinícius de Moraes, Chico Buarque e Paulo César Pinheiro, algumas das mais belas canções brasileiras da segunda metade do século XX.

Na segunda-feira, a partir das 22:00 horas, Monsaraz recebe a música cigana de Budapeste com Romano Drom.
O poder da sua música tradicional está nas vozes e nos jogos vocais, mas também na utilização da língua romena como língua mãe, reflectindo tanto a tradição como a modernidade da música cigana “oláh”.
O grupo Romano Drom, que significa "estrada cigana" em romeno, editou o primeiro álbum "Déta Dévla" na Hungria, em 1999, encontrando-se actualmente a preparar um novo disco para sair no Outono deste ano.
A música dos Romano Drom é caracterizada pela sua energia masculina e sinceridade, e é provavelmente o único grupo que teve sucesso na integração de uma instrumentalização poderosa, a qual nos dá um tipo de som nunca antes alcançado neste tipo de melodias com guitarras, percussões, acordeão e violino juntos.

A noite de terça-feira, dia 25 de Julho, será preenchida pelas polifonias femininas da Sérvia com o cantar autêntico de Dinarke.
Este quarteto feminino surgiu há três anos e baseia o seu trabalho na preservação e animação dos traços musicais tradicionais da parte Dinárica da Península Balcânica, concentrando-se principalmente na tradição musical sérvia.
As Dinarke têm como tarefa principal interpretar uma canção exactamente da mesma forma que a original, pois é assim que a voz autêntica tem sido preservada durante séculos, a voz que permanece para os descendentes. Do ponto de vista etno-musical, esta música vai desde os tons raros e por descobrir das altas áreas montanhosas (partes da Sérvia, Bósnia Herzegovina, Croácia e Montenegro) até ao bem conhecido cantar “on bass”, tipo de cantar que existe como uma herança cultural do oeste e é mais comum nos dias de hoje, envolvendo alguns elementos de culturas próximas.

O Festival Monsaraz Museu Aberto recebe na quarta-feira a banda britânica Off The Wall – A Tribute to Pink Floyd.
Este concerto, assumido como uma réplica dos espectáculos dos Pink Floyd, uma das bandas mais geniais de todos os tempos, impressiona pela qualidade visual pois a ideia passa por recriar o ambiente progressista e psicadélico proporcionado pela habitual grandiosidade das suas actuações.
Fumos, explosões de luz e pirotécnicas e projecções de imagens são alguns dos ingredientes do espectáculo que tem maravilhado plateias um pouco por todo o Mundo.
Ao tradicional jogo de luzes que sublinha as diferentes ambiências e cambiantes do espectáculo, somam-se uma série de efeitos especiais capazes de “encher o olho” do espectador.
O concerto de Monsaraz, aguardado com muita expectativa, vai passar em revista a carreira dos Pink Floyd desde os tempos de Syd Barret até ao último trabalho de originais do grupo (“Divison Bell”, de 1994), e é o único assegurado para Portugal até ao final do ano integrado na digressão mundial “Wish You Were Here ... Tour 2006”.
Os fãs dos Pink Floyd vão ouvir os grandes clássicos como “Fearless”, “Shine On you Crazy Diamond”, “Run Like Hell”, “What Do You Want From Me”, “Arnold Layne” (da pré-história da banda), mas também “Time”, “Money”, “Wish You Were Here”, “Another Brick in the Wall”, “Great Gig in the Sky” e “Confortably Numb”, entre muitos outros.

Também muito aguardado no Monsaraz Museu Aberto é o concerto de Mariza.
A fadista sobe ao palco do Castelo na noite de quinta-feira, dia 27 de Julho, para interpretar temas do seu último álbum “Transparente”, produzido por Jaques Morelenbaum e editado mundialmente em 2005, bem como aqueles que têm constituído assinalável êxito dos seus dois discos anteriores, "Fado em mim" e "Fado curvo".
O espectáculo de Monsaraz integra a tournée mundial “Transparente” 2005/2006”, que Mariza vem apresentando nos mais prestigiados recintos musicais de todo o mundo como o Carnegie Hall de Nova Iorque, o Royal Festival Hall em Londres, o Olympia de Paris, a Sydney Opera House, a Berlin Philarmonie ou o Hollywood Bowl em Los Angeles, tendo sido a única portuguesa a participar no Live 8, organizado por Bob Geldof.

O fado vai também preencher o festival Monsaraz Museu Aberto na sexta-feira. “A Moda das Tranças Pretas” é um espectáculo com Vicente da Câmara, José da Câmara, António Pinto Basto, Maria João Quadros, Teresa Siqueira, Carmo Rebelo de Andrade, Carlos Pegado, Manuel da Câmara e Rodrigo Pereira, idealizado para assinalar os 50 anos sobre a data em que D. Vicente da Câmara compôs aquele que seria o tema (A Moda das Tranças Pretas) mais emblemático da sua carreira e um dos fados mais apreciado pelo público português.
Neste espectáculo, D. Vicente da Câmara tem dois filhos a cantar – Manuel e José da Câmara – e também já dois netos – o Vicente e o João, este na guitarra portuguesa – para além de muitos amigos seus.

Os grupos corais não vão faltar no Monsaraz Museu Aberto, este ano justamente dedicado à “Cultura Popular e Tradição Oral”.

No sábado, a partir das 18:30 horas, no Adro da Igreja, vão actuar o Grupo Coral e EtnográficoOs Camponeses de Pias”, o Grupo Coral e EtnográficoVozes de Casével”, o Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, o Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Clube Recreativo do Feijó e o Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.

O último dia do festival vai fechar com um espectáculo equestre inédito, baseado na obra escrita do Conde de Monsaraz e que retracta o Alentejo numa simbiose perfeita com o cavalo Lusitano.
Esta representação reúne os melhores cavaleiros da Equitação Tradicional Portuguesa, fadistas, declamadores, bailarinos, cantares tradicionais alentejanos, cavalos e touros, tudo isto enquadrado pelas muralhas da Praça do Castelo de Monsaraz e por um pano de fundo fantástico de som e luz.

No final do festival haverá o primeiro espectáculo de fogo de artifício desde o Grande Lago de Alqueva, que visto do alto de Monsaraz deverá ser inesquecível.

Antropólogos nacionais e estrangeiros vão discutir o papel da cultura popular e das práticas poético-musicais, como instrumento de uma estratégia de desenvolvimento e de criação das identidades culturais.
O colóquio inicia-se às 10 h com a sessão de abertura onde vão estar presentes Victor Martelo, Presidente da Câmara Municipal , José Nascimento, Delegado Regional da Cultura do Alentejo, e Jorge Nunes, Presidente da Junta de Freguesia.
Pelas 10:30 h começam os trabalhos com intervenções de Salwa El-Shawan Castelo Branco, Presidente do Instituto de Etnomusicologia da UNL, e Jorge Freitas Branco, Professor de História do ISCTE.
O painel da manhã fecha com a comunicação “recolhas etnográficas no Alentejo no contexto revolucionário”, por Luisa Tiago de Oliveira, Professora de História do ISCTE, seguida de debate.
Pelas 15:00 horas recomeçam os trabalhos com “A Convenção do Património Imaterial da UNESCO e o Património Oral da Região Histórica do Alentejo”, por Ana Paula Amendoeira, Câmara Municipal , e Paulo Lima, da Câmara Municipal de Portel.
A “Moda, uma associação para a valorização do cante alentejano” será a temática abordada por José Roque, da direcção da Moda – Associação do Cante Alentejano, enquanto Maria José Barriga, Investigadora do Instituto de Etnomusicologia da UNL vai falar sobre “O Baldão e a viola campaniça, a reinvenção de práticas no sul de Portugal”, ao que se seguirá o debate destes dois temas.
O painel da tarde continua com a comunicação sobre “O Festival de Maiorca e os talleres de improviso”, por Felip Munar i Munar, Director da Mostra de Improviso de Maiorca (Espanha), e a “Tradição e Diversidade Cultural: um projecto de revolução cultural”, por Tulio Monsalve, Director Geral do Centro Latino-americano Romulo Gallegos (República Bolivariana da Venezuela), encerrando-se o colóquio com o debate final.

A edição deste ano do festival Monsaraz Museu Aberto vai apresentar ao final de cada noite, sempre a partir das 23:30 horas, no Varadim da Cisterna, um Ciclo de Cinema Documental subordinado ao tema “Oralidades”.

Através deste ciclo de cinema pretende-se levar a Monsaraz uma selecção de documentários que abordam a oralidade e a cultura popular de várias perspectivas e geografias com interessantes incursões no espaço da lusofonia e dos mundos rural e urbano.

O primeiro documentário, dia 22 de Julho, é uma película de Pierre-Marie Goulet, de 1997, que se chama “Polifonias – Paci é Saluta Michel Giacometti” (82 min Portugal/Bélgica/França).
Este filme a várias vozes é uma homenagem a Michel Giacometti e vai ao encontro de culturas populares no passado e no presente, no Alentejo e na Córsega, para testemunhar trocas e partilhas onde ninguém perde a sua identidade ou as suas raízes, mas antes as reanima no contacto com o outro.

Na noite de domingo será apresentado o documentário “Alentejo Cantado”, do realizador Francisco Manso.
Este filme de média metragem sobre o Alentejo e os seus cantos tradicionais foi produzido para a RTP em co-produção com a Cobra Filmes (Bélgica) e exibido no Mercado de Cinema Documental de Marselha (1991) e no canal de televisão francês Muzzik (1998).

O Ciclo de Cinema Documental “Oralidades” leva segunda-feira ao Festival Monsaraz Museu Aberto, o filme “Mina dos Meus Amores” (30 min), realizado por José Luís Jones.
Um documentário baseado na história da Mina de S. Domingos através dos percursos de vida de ex-mineiros que após o encerramento da mina, partiram rumo a outras minas, acabando os três personagens envolvidos por se encontrarem na Holanda.
O filme é realizado em co-produção das televisões públicas NOS-RTP.

O realizador Flora Gomes apresenta na terça-feira o musical africano “Nha fala” (82 min Portugal/França/Luxemburgo), produzido em 2002.
Este documentário conta a história de Vita, uma jovem africana proibida de cantar devido a uma maldição ancestral que ameaça qualquer mulher da sua família que o faça.
Vita parte para Paris onde um músico a convence a gravar um CD, mas receosa que a mãe descubra, decide voltar para África onde encena a sua morte.

Na noite de quarta-feira, a sétima arte regressa com o filme “Gosto de ti como és” (60 min Portugal), realizado no ano passado por Silvia Firmino.
Este documentário acompanha uma família e a sua vivência num bairro de Lisboa durante todo o processo de preparação e apresentação da sua marcha popular.

Lisboetas” (100 min Portugal) é um documentário político realizado por Sérgio Tréfaut que será exibido na quinta-feira, dia 27 de Julho.
Este filme de 2004 mostra a vaga de imigração que nos últimos anos mudou Portugal.
O retracto de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irreversível, um filme que rejeita o habitual tratamento jornalístico e aborda a experiência humana dos imigrantes da grande Lisboa de um ponto de vista cinematográfico.

A noite de sexta-feira é preenchida com o documentário de 2005 “Aboio” (73 min Brasil), de Marilia Rocha.
A película passa-se no interior da caatinga mineira e pernambucana onde há homens que conservam hábitos arcaicos como o de tanger o gado por meio de um canto de vaqueiros: o Aboio.

O último filme do Ciclo de Cinema Documental “Oralidades” chama-se “No jardim do mundo” (64 min Portugal) e foi realizado por Maya Rosa, em 2004.
Na planície alentejana, sulcada por estradas novas, homens e mulheres, antigos trabalhadores agrícolas desfrutados pelos trabalhadores de antigamente, confidenciam quanto a vida deles mudou.
Lembram-se das condições de miséria às quais eram sujeitados antes do 25 de Abril quando só a fome, a poesia e o sol lhes pertenciam.

Gay Pride em Leiria

Filipe La Féria impede RTP de exibir programa

Em providência cautelar intentada por Filipe La Féria, o Tribunal da Comarca de Lisboa deferiu hoje o pedido de suspensão do programa televisivo “MÚSICA DO CORAÇÃO” que a RTP se propunha emitir, semanalmente, aos sábados, a partir do próximo dia 22 do corrente mês de Julho.

La Féria viu-se obrigado a recorrer ao Tribunal na sequência da decisão da RTP de transmitir um programa em tudo semelhante a um da sua autoria e com título idêntico, que tinha sido proposto à estação televisiva, pelo encenador, há mais de oito meses e cujas negociações para a sua emissão decorreram durante esse tempo.

O programa proposto por La Féria à RTP intitula-se “MÚSICAS NO CORAÇÃO” e era a preparação do lançamento do novo musical “ MÚSICA NO CORAÇÃO” a mais recente aposta da companhia do Teatro do Politeama e que estreará em Setembro próximo.

Em função desta decisão a RTP será obrigada a suspender “ ..qualquer acto e/ou procedimento tendente a transmitir o programa televisivo com o título “MÚSICAS DE CORAÇÃO” cuja estreia está agendada para o próximo dia 22 de Julho ou outro com a mesma estrutura e que contenha no seu título qualquer uma das palavras “MÚSICA”, “MÚSICAS” e “CORAÇÃO”.

“ Lamento profundamente ter sido obrigado a tomar esta iniciativa, sobretudo, contra uma casa com quem trabalho há mais de trinta anos com excelentes profissionais e onde tenho tantos amigos, mas não podia ficar impune uma atitude que põe em causa os mais elementares direitos de todos os Autores portugueses”, afirma o encenador.

Sonia Gómez no CCB apresenta trilogia

Este projecto, que hoje é apresentado, tem como título EGOMOTION, uma trilogia sobre a infância, a adolescência e a juventude. Trata-se de uma série de solos autobiográficos que Sonia Gómez começou a desenvolver em 2002.

1. Infância: Yo estoy en este mundo porque tiene que haber de todo
2. Adolescência: Yo no soy nadie, pero me cago en tu puta madre
3.Juventude: Yo no hablo inglés, pero a veces me lo paso bien

Intérpretes Sonia Gómez e 3 intérpretes seleccionados a partir do workshop realizado no Estúdio da Bomba Suicida, em Lisboa

Música OBK, The Cure AciiDisco, Arvo Part, Lisabö e djRush
Textos Sonia Gómez
Luz Òscar Sance
Videoclips Núria Lloansi
Vídeo documental Txalo Toloza
Apoio Instituto Cervantes
Produção Bomba Suicida

A Bomba Suicida é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura e pelo Instituto das Artes




YO ESTOY EN ESTE MUNDO PORQUE TIENE QUE HABER DE TODO” 2002

Yo estoy en este mundo... fala de uma rapariga de uma pequena povoação da Catalunha que sonha em ser famosa.
Para o conseguir estreia-se e passa por provas algumas deles embaraçosas, mas como em todas as boas histórias, no final a rapariga consegue fazer aquilo a que se propõe.
Com um sentido de ridículo muito particular a protagonista põe-se na pele de: “Quiero ser una estrella”, “Amo al Príncipe Felipe”, “Accidentes Anatómicos”, “Coreografías de video-clip” ou “Rugidos de Heavy Metal”.
Situações imaginárias, comprometidas e humorísticas onde se confunde a realidade com a ficção, uma fórmula para que o aborrecimento não acabe com o objectivo de tornar um sonho realidade.


YO NO SOY NADIE, PERO ME CAGO EN TU PUTA MADRE” (2003)

Yo no soy nadie, pero… fala de uma rapariga de uma pequena povoação da Catalunha que tem problemas com o seu meio.
A protagonista encontra-se num momento de desorientação total e decide mudar esta situação lutando contra tudo e todos.
Para sair de um possível declive põe toda a sua fúria, génio e musculatura ao serviço dessa raiva acumulada.
Cenas como “Odio mogollón”, “Llorando por la danza”, “Mega Pasta”, “My firts kiss” e “Heavies, roqueros, currantes”, criam situações de rotura e desconformidade, onde rir de nós próprios é a melhor maneira de cair para se tornar a levantar.


YO NO HABLO INGLÉS, PERO A VECES ME LO PASO BIEN” (2004)

Yo no hablo inglés, pero… fala da mesma rapariga de uma pequena povoação da Catalunha.
Agora vive em Barcelona, estuda e pensa que quer ser mais velha.
A protagonista encontra-se num período de provas, entrando assim num jogo de aprendizagem. Métodos de estudo, métodos de trabalho, métodos pessoais, métodos infantis, métodos copiados, métodos sedutores, métodos complicados, etc.
Cenas em que se dança, se procura, se interroga, se imagina, se fala com o público e se volta da realidade à ficção.
Sónia será piloto de avião, ou virá a ter uma missão, um génio na política internacional, conselheira matrimonial, realizadora, dona de casa, leitora, artista, prostituta ou viverá no campo e fará os trabalhos manuais com os seus filhos?... Já veremos... (continua)

SONIA GÓMEZ

Sonia Gómez nasceu em La Sénia em 1973.
Vive e trabalha em Barcelona, Espanha.
Estudou dança contemporânea e coreografia no Institut del Teatre de Barcelona e no P.A.R.T.S (Performing Arts Research and Training Studios) em Bruxelas, Bélgica.
Trabalhou com General Elèctrica, La Carnicería Teatro e La Fura dels Baus.
Colaborou com os artistas Joan Morey, Juanjo Sáez, Chicks on speed e Sergi Fäustino.
Como criadora realizou os seguintes espectáculos: “Americana’00”, “Yo nací en Barcelona hace 29 años e siempre he vivido aquí ‘01” e a Trilogía Egomotion da qual fazem parte os espectáculos, hoje apresentados: “Yo estoy en este mundo porque tiene que haber de todo’02”, “Yo no soy nadie, pero me cago en tu puta madre’03” e “Yo no hablo inglés, pero a veces me lo paso bien’04”.

Realizou ainda “Mi madre y yo ‘04”com Rosa Vicente Gargallo, sua mãe e a série de solo performances intitulado “I will never stop dancing’05”.
Sonia Goméz ainda apresentou este ano o concerto visual “Bass, concierto para animales’05” que faz parte do projecto Trilogia Natural que se completará com os títulos: “Natural 2: Me gustan tus huesos, tu alma y tu cerebro, conversaciones con animales” e “Natural 3: Nathan, creación animal”.
Actualmente encontra-se a preparar a criação “Natural 2” (com estreia marcada para o Festival Escena Contemporánea, Madrid) e “Las Vicente matan a los hombres” (estreia no Festival Veranos de La Villa, Madrid).

22 Julho Sábado 19h00
Sala de Ensaio Centro Cultural de Belém

Sonoridades e sabores do Mediterrâneo na Fábrica da Pólvora


O Festival Sete Sóis Sete Luas vai apresentar, pela primeira vez em Portugal, o espectáculo Erasmo, Mimmo & Txalaparta, no dia 21 de Julho, às 22H00, na Fábrica da Pólvora, em Barcarena.

Este espectáculo de sonoridades mediterrânicas reunirá músicos de diferentes países do Sul da Europa:

Mimmo Epifani (italiano) que tocará “mandolino” (bandolim).

A jovem revelação Maika que, acompanhada pela sua irmã gémea, Sara Gómez, tocará as típicas percussões bascas, a txalaparta.

Erasmo Treglia, que é um dos violinistas mais importantes na tradição da música popular italiana e o português José Barros (líder do grupo Navegante) que tocará braguesa, cavaquinho e adufe.
As vozes serão de José Barros e de Erasmo Treglia.

O espectáculo contará ainda com a participação do guitarrista Giandomenico Caramia.

A noite terminará com uma festa aberta ao público, onde será oferecida uma ceia pan-mediterrânica.

Refira-se ainda que, o Festival Sete Sóis Sete Luas, que vai na sua XIV edição, é promovido por uma Rede Cultural de 30 cidades de 8 Países diferentes: Cabo Verde, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Portugal.

Apoiado pela União Europeia pela dimensão e qualidade cultural, este evento realiza projectos de música popular, de teatro de rua, de artes plásticas.


Os espectáculos terão por palco o Pátio do Enxugo, na Fábrica da Pólvora de Barcarena.

A Entrada no espectáculo é livre.

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Filho de peixe sabe nadar! Mickael Carreira avança a solo


Paris, 1986.
Cidade e ano.
Tudo começou aqui… e logo desde os primeiros instantes de vida, por acaso do destino, já se poderia adivinhar qual o futuro da criança que nasce.

Nome da criança: Mickael.
Futuro: artista pop.

“Desde muito cedo que a música teve uma grande influência em mim.
Obviamente, que em grande parte, por ter um músico em casa”.
Quem o diz é Mickael Carreira, um novo artista pop que lança em breve o seu primeiro disco de originais chamado, simplesmente, Mickael.

Mickael Carreira decidiu “enfrentar” de frente o seu destino, começando a estudar piano no conservatório.
“… O estudo não demorou muito tempo, mas assim que comecei a aprender uns acordes tive vontade de escrever algumas coisas.
Tinha eu, treze, catorze anos na altura”.

Mas a aprendizagem não ficou apenas pelo piano: “… Aprendi a tocar guitarra com o meu pai, Tony Carreira.
Foi ele que me ensinou os acordes, que me disse como poderia aprender a tocar melhor.
Foi complicado, mas como, felizmente, sempre vivi rodeado de guitarras, praticava facilmente.

Com uma vida dividida entre Portugal e França, Mickael Carreira continuou a alimentar o sonho de um dia poder estrear-se em disco e ao vivo.

Ao contrário do que se poderia esperar, a demora não foi muita.

Cedo, Mickael Carreira começou a “aparecer” em alguns concertos do pai, a acompanhá-lo em alguns temas.

A estreia a solo, ainda teria que esperar…

Segundo o próprio, “… precisava de tempo para amadurecer.
Para pensar bem naquilo que queria.
Tinha de estar confiante no que iria fazer.
Começar uma carreira é um passo arriscado.
Devemos avançar apenas quando temos a certeza que é mesmo isso que queremos fazer da vida.
Implica muitos sacrifícios.
Principalmente no início”.

Lentamente, o álbum Mickael foi surgindo com a ajuda preciosa do produtor Ricardo Landum.

“… Foi há cerca de ano e meio que comecei a trabalhar neste meu primeiro trabalho.
Parte dos temas já estavam escritos há algum tempo.
Outros foram surgindo conforme ia compondo com o produtor Ricardo Landum”.

E como podemos definir o disco Mickael?
O artista responde facilmente com uma sequência de nomes internacionais que o inspiram.
Que o inspiraram na criação do disco: “Adoro o David Bisbal e o Bryan Adams”.
E quanto a artistas femininas?
“As minhas preferidas, e que certamente me inspiraram para o disco, são a Shakira e a Anastacia”.

Só por estes nomes, podemos ter uma ideia de como soa Mickael - um disco pop, arrojado, caliente, poderoso, apaixonante.

O single de avanço de Mickael é o tema Depois Dessa Noite.

terça-feira, 18 de julho de 2006


FF

COLISEU DE LISBOA
22 DE JULHO ÀS 21HORAS

COLISEU DO PORTO
23 DE JULHO ÀS 21HORAS

Depeche Mode cancela Espectáculo


DEPECHE MODE ALVALADE XXI - CANCELADO

Foi cancelado há poucas horas o concerto dos Depeche Mode em Portugal.

O concerto estava marcado para o dia 28 de Julho no Estádio Alvalade XXI.

O motivo para o cancelamento prende-se com a fraca adesão do público ao mesmo, segundo informações prestadas pela produtora do evento ao Hardmusica.com.

Em tempo oportuno, será feito o reembolso da quantia do billhete.
Para que tal aconteça, será preciso que o público que já tem o bilhete comprado, contacte a One Portugal através dos seguintes contactos:

Morada:
Praça Mário Azevedo Gomes, Nº 421 - 3º Esq. 2775-240 Parede
Tel:
96 626 90 80
Email:
one-portugal@mail.telepac.pt

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Teatro na Casa dos Dias D'agua

A História de um Mentiroso

Esta peça fala de um homem que perde a sua alma.

No fim da sua vida, quando tudo lhe levava a crer que tinha feito o melhor possível para ser ele próprio, constata que a sua alma, o único valor que julga possuir, é matéria-prima que deve de novo ser reencaminhada para uma espécie de co-incineradora universal.

A sua vida foi um monumental falhanço, um emaranhado de fios quebrados sem um fim lógico; nem sequer a morte lhe trará a paz que tanto ansiou.

De modo brutal e inesperado, este personagem aventureiro, um sobrevivente, que resistiu às maiores investidas da fortuna e da sorte, toma conhecimento que aquilo que tinha sido no seu ponto de vista uma forma de "ser ele próprio" - uma fórmula existencial constantemente repetida e relembrada como lema justificativo das suas decisões e acções - tornou-se do ponto de vista dos outros uma forma de egoísmo e indiferença.

"Cada trabalho é um amontoado de pequenos detalhes, acidentes, continuidades, encontros, falhanços.
Uma mistura desordenada de desejos, anseios, expectativas, imaginação frustrada, quedas e fragilidades. Este percurso tem sido muito caótico e por vezes assustador.
Tenho aprendido a não controlar o que faço quando entro num processo criativo, procurando separar-me das coisas que vou guardando ao longo do processo de preparação.
Por vezes sinto que tenho dentro de mim vários espectáculos a serem preparados ao longo dos anos; a dificuldade é que quando começo um muitos outros se misturam; assim a tarefa final é conseguir separá-los." João Garcia Miguel 2006

Texto e Encenação João Garcia Miguel (a partir de PEER GYNT de Ibsen)
Assistência de Encenação Tiago Matias
Interpretação e Música Rui Lima e Sérgio MartinsVoz Feminina Sara Belo
Cenografia MANTOS
Figurinos Alexandra Moura
Vídeo NAVE
Modelo Vídeo Cristina Basílio
Fotografia e Imagem Gráfica Ana Lúcia Cruz e Rui Filipe Lima
Desenho de Luz André Rabaça
Direcção de Produção Maria João Fontaínhas
Produção Executiva Catarina Nevesdias e Marta Vieira
Secretariado de Produção Cláudia Gomes
Operação de Luz e Som André Rabaça
Direcção Técnica: Nuno Correia Pinto
Montagem: André Rabaça e Pedro Tomé
Co-Produção: JGM e Companhia de Teatro de Sintra De 13 a 30 de Julho
De 3ªfeira a Sábado às 21h30
Domingo às 18h

Chapitô apresenta provas

Marta Hugon nas quartas de jazz no vasco da gama

Na próxima Quarta-Feira, dia 19 de Julho, Marta Hugon traz ao Centro Vasco da Gama a sedução que veste o Jazz, estilo musical proveniente dos Estados Unidos da América e que mistura Blues com música Afro-americana.

Nascida em Lisboa, Marta Hugon, estudou na Escola de Jazz Hot Clube de Portugal. Mais tarde, corria o ano de 2002, dirigiu-se a Amesterdão para frequentar o curso de Jazz do Conservatório desta cidade europeia.
Tender Trap, editado em 2005, é o disco de estreia da cantora nesta vertente artística e personifica uma visita aos clássicos do Jazz Americano.

Marta Hugon

O concerto que antecedeu os ritmos sensuais do Jazz esteve a cargo dos Dead Combo.
O dueto português esteve no Centro Vasco da Gama para uma apresentação que trouxe a todos os visitantes os sons de uma das bandas mais promissoras da cena musical alternativa portuguesa.
A sonoridade dos Dead Combo abrange um vasto conjunto de estilos musicais, passando pela música da América Latina, de África ou do tão português Fado.