quinta-feira, 22 de junho de 2006
Josh Roure na Final do TMN Garage Sessions
A final do TMN Garage Sessions terá lugar no próximo dia 23, na Aula Magna, em Lisboa, pelas 20 horas, e contará, este ano, com a presença do Josh Rouse String Quartet.
2008, Money Makers, Cristal, e Gaëlle Cardoso já saíram da garagem.
As quatro bandas finalistas foram avaliadas pelo público e por um júri constituído por jornalistas, profissionais da rádio, editores discográficos e um representante da TMN.
Nesta final estarão 2008 e Money Makers, bandas de rock, Cristal, pop folk, e Gaëlle Cardoso, que apresenta uma sonoridade pop.
Como nas semi-finais, também agora o público tem uma palavra a dizer na escolha do grande vencedor.
On-line, em www.tmn.pt, poderá conhecer e votar nas quatro bandas finalistas, encerrando as votações no próprio dia 23, pelas 15 horas.
Também nesta segunda edição do TMN Garage Sessions, a banda vencedora terá assegurada a gravação e distribuição de um CD pela EMI MUSIC PORTUGAL, a actuação no festival de Verão Sudoeste TMN (SWtmn) e a participação numa campanha publicitária da TMN.
Este ano, para além da EMI MUSIC PORTUGAL e da Música no Coração, o TMN Garage Sessions conta com mais parceiros.
O IPJ oferece as dormidas às bandas de fora, a Marshall oferece um amplificador e dois pedais de guitarra e a Italia Guitars tem uma guitarra para o vencedor.
A TMN associa-se, ainda, à Câmara Municipal de Lisboa e participa na iniciativa do pelouro da juventude Portal Jovem.
A final do TMN Garage Sessions 2006 será transmitida, na íntegra e em directo, através da Internet no portal Lisboa Jovem.
Para aceder, basta ir a www.lxjovem.pt ou directamente ao site TMN, www.tmn.pt.
Josh Rouse, cantor e compositor pop, foi em tempos de liceu obcecado por bandas de culto Britânicas como The Smiths e The Cure.
Aprendeu a tocar guitarra com o tio e escreveu a primeira música ainda no limiar da adolescência.
Em 1998 lançou o primeiro álbum "Dressed Up Like Nebraska" com assinatura da Slow River (subsidiária da Rykodisc) e aclamado pela crítica.
Pouco tempo depois, a residir em Nashville (que mais tarde lhe viria a servir de título para um álbum), conheceu Kurt Wagner (líder dos Lambchop) e juntos lançaram um EP - "Chester."
Na Primavera seguinte, Rouse volta com "Home", o segundo LP a solo seguido de "Under Cold Blue Stars" em 2002.
Para o álbum seguinte em 2003, Josh Rouse contratou o produtor Brad Jones e "1972" surgiu sob a fusão das influências do rock "leve" que o embalou na juventude e uma nova e mais profunda versão da sonoridade que lhe era característica.
Depois da inspiração nos últimos cinco anos, o casamento de Rouse chegou ao fim o que o levou a mudar-se de Nashville para Espanha.
O álbum seguinte teve o nome da cidade de onde partiu e as músicas que compôs mostram o que ficou para trás e o que esperava estar para vir.
Este ano, já instalado perto do mar em Puerto de Santa Maria, a inspiração veio com um espírito mais relaxado e intimista e daí nasceu "Subtítulo".
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António Manuel Teixeira
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Lina Eichenwald inaugura hoje no Museu da Àgua
Inaugura hoje pelas 19h no Museu da àgua a exposição de Lina Eichenwald, onde estará patente ao público até finais de Julho.
O trabalho de Lina Eichenwald materializa a emoção dos gestos das mãos.
As suas peças atingem o espectador ao nível conceptual, figurativo e emocional.
Esta série de esculturas e instalações, são as mãos de Lina Eichenwald moldadas em luvas de látex de forma a captar, com toda riqueza de detalhes, uma variedade de gestos.
" Cada pose exprime uma emoção" explica Eichenwald.
Algumas mãos estão estendidas como se à procura de comida ou esmola, outras na busca de cura, equilíbrio ou harmonia."
Todas as pessoas têm necessidades, porém muitas vezes a aflição não é concreta" diz ela.
O "toque" destas mãos fala de necessidades abstractas: afecto, compreensão e respeito.
Nascida no Cairo - Egipto, a artista passou a vida a observar, a estudar e a adaptar-se a diversas culturas em países tão diferentes como a Argentina o Brasil ou os Estados Unidos.
A morar em Miami desde 1991, Lina Eichenwald continua a procurar as suas raízes nas suas extremidades moldadas, estendendo esta pesquisa a situações do seu dia a dia.
A série "Mãos" segura vassouras, abre portas, pendura-se em varais e guarda-chuvas, sobe escadas e empoleira-se em cadeiras miniatura.
Mãos roubam azul do céu para iluminar um dia sombrio em "Está Chovendo", contam nos dedos experiências de vida em "4 vezes" ou silenciosamente recitam poesia sensual em "Desperate Cravings" (... estampadas nas minhas palmas...).
O trabalho de Lina Eichenwald incorpora uma linguagem subliminar tanto ao nível do conteúdo quanto ao nível da forma.
Palavras e frases somam-se às expressões das mãos para lhes dar mais sentido.
Pedidos directos como "Proteja-me"," Segure-me", ou "Deseje-me" revelam anseios crus e silenciosos, necessidades tantas vezes não satisfeitas.
Assim como Eichenwald diz "Eu me vejo nos gestos das outras pessoas" talvez o espectador possa reconhecer-se nas suas esculturas.
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António Manuel Teixeira
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Programação de "O Espaço do Tempo"

Este espaço têm-se tornado, ao longo de cinco anos, num local incontornável das noites de Montemor-o-Novo. A Esplanada terá uma programação desenhada a pensar no usufruto da maravilhosa paisagem e Monumento Nacional, o Castelo de Montemor-o-Novo / Convento da Saudação.
PROGRAMAÇÃO AO AR LIVRE (Entrada gratuita)
Espectáculos
Esta programação contará com um espectáculo de novo circo dos artistas João Paulo Santos e Rui Horta "CONTIGO", dia 11 de Julho pelas 19h30 no Largo da Esplanada.
Cinema Ás 4ªfeiras e Domingos teremos sessões de cinema ao ar livre (programação a divulgar no espaço de esplanada).
Concertos: Dias 1 de Julho, 29 de Julho e 19 de Agosto iremos organizar 3 concertos de música que se estenderão pela noite dentro
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António Manuel Teixeira
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Festival Vilar de Mouros 35ª Edição
Quando ainda faltam anunciar 6 bandas anunciamos aqui o catraz provisório de um dos mais emblemáticos Festivais de Verão do nosso país.
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António Manuel Teixeira
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"Os 7 Dias de Simão Labrosse" no Teatro Aberto
O Teatro Aberto estreou no passado Sábado, dia 17, o espectáculo Os 7 Dias de Simão Labrosse, da autora canadiana Carole Fréchette.
Inventando cada dia um novo emprego, Simão Labrosse quer preencher o vazio que é a sua vida. Sucessivamente duplo emocional, acabador de frases, adulador do ego, aliviador de consciência e apaixonado à distância, lembra na sua busca desesperada as personagens de Samuel Beckett. Actor e espectador da vida quotidiana, o desempregado Simão Labrosse bate-se febrilmente e com humor contra o sistema que o sufoca, contra a podridão de um mundo sobre o qual "chovem tijolos". Ele só tem uma arma para se defender: estar vivo.
Este espectáculo estará em cena de 4ª a Sábado às 21h30 e aos Domingos às 16h00.
Versão João Lourenço Vera San Payo de Lemos Encenação Maria Emília Correia Cenografia Rui Francisco Figurinos Rafela Mapril Desenho de luz João Paulo Xavier
Elenco João Maria Pinto Manuel Wiborg Margarida Vila-Nova
O espectáculo Galileu continuará em cena, nos mesmos horários (4ª a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h00) até dia 16 de Julho.
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Anónimo
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Tragicomédia de D. Duardos e Homenagem a Actores no Teatro D. Maria II
O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, no âmbito da Lisboa MITE’06, Tragicomédia de D. Duardos, uma encenação de Ana Zamora para a Compañia Nacional de Teatro Clásico de Madrid. Tragicomédia de D. Duardos, uma das obras maiores de Gil Vicente que fala do amor como destino. Dom Duardos, “príncipe de Inglaterra” é um cavaleiro andante que corre o mundo em busca de aventuras e proezas e encontra o amor.
Homenagem aos Actores
Carmen Dolores; Eunice Muñoz; Fernanda Alves, a título póstumo (na foto); Lurdes Norberto; Mariana Rey Monteiro e Ruy de Carvalho.
Após a estreia espectáculo Tragicomédia de D. Duardos, de Gil Vicente, hoje, decorrerá no Salão Nobre do TNDM II uma sincera homenagem ao extraordinário trabalho realizado por estes actores maiores do teatro em Portugal.
Na presença dos actores, serão colocadas placas nas paredes do Salão Nobre – inscrevendo assim os seus nomes na memória do TNDM II.
Pretende-se que nesta noite se inicie um ciclo de homenagens que contribuam para a preservação do nome de alguns dos mais destacados interpretes que passaram pelo Teatro Nacional e marcaram de forma indelével a cultura portuguesa das últimas décadas.
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Anónimo
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Festival Sonic Scope de 22 a 24 de Junho na Fonoteca Municipal

O festival Sonic Scope nasceu em Setembro de 2001 a partir de uma iniciativa particular de Nuno Moita e João Vicente, fundadores posteriormente da plataforma editorial Grain of Sound.
O festival tem vindo a apresentar anualmente um conjunto de músicos e artistas sonoros intimamente ligados às músicas experimentais e improvisadasde matriz electrónica e electro-acústica. A primeira edição do festival realizou-se no Palácio Marim Olhão com o apoio do Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa e da Fonoteca Municipal de Lisboa. As quatro edições seguintes conheceram outros palcos, sempre em Lisboa: Galeria ZDB (2002), Gare Marítima de Alcântara (2003, incluída no número festival) e Fonoteca Municipal de Lisboa (2004 e 2005); edições estas já desenvolvidas pela editora Grain of Sound, entidade que se mantém como programadora oficial do evento.
O Sonic Scope conhecerá este ano a sua sexta edição e terá a seguinte programação:
22 de Junho
Antecâmara Scope / Sei Miguel
Manuel Mota + Margarida Garcia + Plan + Tinfoil
Ernesto Rodrigues, Guilherme Rodrigues, José Oliveira, Miguel Bernardo, Nuno Torres
23 de Junho
Adriana Sá
Paulo Raposo + Rui Costa
Caveira (Pedro Gomes, Joaquim Albergaria e Rita Vozone)
24 de Junho
Ur (André Sier & Nuno Morão)
Naja Orchestra (Vitor Joaquim, Miguel Carvalhais, Pedro Tudela e Carlos Santos)+ Ulrich Mitzlaff
Sound Asleep (André Gonçalves, Rodrigo Dias,Gonçalo Silva e Nuno Pessoa)
Sempre às 21h30
ENTRADA LIVRE
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Anónimo
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Steve Reid Ensemble apresenta "Spirit Walk"

Steve Reid apresenta na Casa da Música, no dia 22 de Junho, quinta-feira, o seu projecto Steve Reid Ensemble, e o mais recente Spirit Walk.
Um trabalho de parceria com o electrónico Kieran Hebden (Fourtet) e o pianista russo Boris Netsvetaev, apresentado na Sala 2 a partir das 22h00, num concerto em que o baterista é acompanhado em palco por Joe Rigby (saxofone e flauta), Brois Netsvetaev (piano) e Simon Fell (baixo).
O espectáculo oferece a oportunidade de assistir, ao vivo, à partilha do conhecimento e talento de um mestre com novos músicos que se têm destacado na cena europeia. Um encontro de gerações com escolas distintas e influências demarcadas que, em conjunto, resultam numa sonoridade contemporânea e inovadora, que mistura livre improvisação com afrobeat, jazz astral de Pharoah Sanders e Alice Coltrane, funk e sufi do norte de África, com elementos de electrónica manipulados em tempo real.
Com uma forte presença em palco, Steve Reid tem recebido os maiores elogios da crítica pelas suas actuações, tendo sido considerado Percussionista do Ano, em 1993 e 1995, pela revista Jazzin.
Oriundo de Nova Iorque, Steve Reid começou a tocar bateria profissionalmente aos 16 anos, e aos 19 estava em África a tocar com Fela Kuti. Com 62 anos, Steve Reid tem uma carreira notável, marcada por colaborações com conceituados músicos como Miles Davis, Sun-Ra, James Brown, Ornette Coleman e Martha Reeves. Gravou mais de 700 álbuns e esteve na origem do famoso grupo de jazz contemporâneo Rippingtons
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quarta-feira, 21 de junho de 2006
Exposição de trabalhos no Museu de História Nacional
Inaugura hoje pelas 18.30 h uma exposição acolhida e co-organizada pelo Museu Bocage (MNHN) e pelo CIEAIC -Centro de Investigação e Estudos de Anatomia e Ilustração Científica(FBAUL).
Foram reunidos trabalhos de alunos de formações diversas,resultantes de workshops e cursos em Ilustração Científica, orientados por Pedro Salgado, nos últimos dois anos na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e no Instituto de Artes e Ofícios da Universidade Autónoma de Lisboa.
Os trabalhos expostos incluem ilustrações nas suas versões finais, bem como uma variedade de exercícios de técnica, estudos preparatórios e cadernos de campo.
A exposição estará aberta ao público de 22 de Junho a 7 de Julho de 2006, na Sala Bocage do Museu Nacional de História Natural.
Horário: 2ª a 6ª feira, das 10h-12h30 / 14h- 17h, entrada gratuita
Os trabalhos aqui apresentados são da autoria de Filipe Franco.
A exposição conta com os patrocínios da Associação de Antigos Alunos daFBAUL e da Reitoria da Universidade de Lisboa.
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António Manuel Teixeira
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Sem Destino em estreia

Sem Destino é uma adaptação do épico romance do vencedor do Prémio Nobel da Literatura, Imre Kertúsz, sobre o relato pessoal de um adolescente apanhado no meio de eventos violentos e traumáticos que não compreende e que, em 1944, é despojado da vida normal e atirado para os campos de concentraçãoo, primeiro para Auschwitz, e posteriormente para Buchenwald, onde terá de viver um dia-a-dia de adaptações e adversidades.
Os dias passam com o adolescente a integrar-se na rotina dos condenados.
E quando a libertação chega, o regresso a uma Budapeste que deplora o seu sofrimento e a uma família que debita clichês sobre aquilo que não sabe, o jovem de 14 anos sente a indiferença, mesmo a hostilidade, das pessoas nas ruas.
A resposta de Gyuri Koves a esta experiência é curiosamente ambivalente.
Nos campos de concentração ele tentava moldar a sua deplorável situação impondo causas humanas aos insensêveis raptores.
Pela sua lógica imposta - a lógica de um luminoso e sensível espirito adolescente - ele mantêm um semblante completamente tranquilo.
Faltando segurança emocional e espiritual para as suas tradições judaicas e ao ser rejeitado pelo seu país, Gyuri chega finalmente à conclusão que nem a sua comunidade Húngara nem a Judaica estavam realmente no seu destino: lá existiam somente "condições específicas e, dentro dessas, mais condições especificas.
"A purificação não se faz por expressão. Mas por repressão. Porque é no silêncio do que não é dito que reside a possibilidade de libertação."
Estreia nacional dia 22 de Junho
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António Manuel Teixeira
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Verão em Coruche
Na sequência da iniciativa de anos transactos, Sons do Pátio, que se realizava do Pátio do Museu, a Câmara Municipal de Coruche resolveu este ano, realizar o Festival Sons do Parque.
Aproveitando as excepcionais condições do Parque do Sorraia, a autarquia coruchense está apostada em proporcionar a toda a população agradáveis noites de sábado, em plena praça de água, um dos mais apetecíveis locais, do ex-Rossio.
O Festival Sons do Parque arrancou no passado sábado, com actuação do grupo de música popular portuguesa Palhas e Moinhas. Até dia 12 de Agosto, pelo palco da Praça de Água vão passar os mais distintos estilos musicais.
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António Manuel Teixeira
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Exposição de Berta Cardoso

A exposição sobre Berta Cardoso será inaugurada, amanhã pelas 19h no Museu do Fado.
A fadista Berta Cardoso, considerada pela imprensa da década de 1930, "a loucura dos fadistas", é recordada domingo, dia 25, pelos Amigo s do Fado e amanhã será inaugurada uma exposição sobre a sua carreira no Museu do Fado.
Ofélia Pereira, editora do "site" sobre a fadista - www.bertacardoso.com - disse à Lusa ser "um justo tributo a uma das principais fadistas do século X X".
"Na cidade de Lisboa não há uma rua com o seu nome, e este é um tributo da casa de todos os fadistas", disse.
Berta Cardoso, falecida em 1997, começou a cantar aos 16 anos e logo no s anos 1930 alcança assinaláveis êxitos no teatro de revista, tanto em Portugal como no Brasil.
O diário carioca A Tarde anuncia-a, em 1939, como "a famosa fadista que tem lágrimas na voz".
A imprensa portuguesa da época não poupa elogios à criadora de "Tia Mac heta", qualificando-a como "voz de cristal", "maga da canção nacional" e "a mais bela voz do fado".
O investigador Vítor Duarte Marceneiro que apresentará domingo, num enc ontro da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), em Lisboa, o primeiro diaporama sobre a fadista, disse à Lusa que Berta Cardoso "teve uma carreira gra nde que podia ter sido maior, mas que a sacrificou em prol da família, tendo-se tornado muito requisitada pelas casa de fado de Lisboa".
"Recusou por exemplo, um contrato para cantar nos Estados Unidos, para não estar longe da família", disse.
Todavia Berta Cardoso actuou no Brasil, Angola e até em Espanha.
"Era uma fadista tradicional, nunca cantou outra coisa que não fosse fa do, e para o seu meio artístico era muito culta", sublinhou Ofélia Pereira.
Carlos do Carmo disse à Lusa que a memória que guarda da fadista é "sentada num canto sempre a ler livros".
"A Berta Cardoso devorava livros, e tinha muito cuidado na forma de pro nunciar as palavras, e dar-lhes a intencionalidade", acrescentou.
A exposição patente até Outubro no Museu do Fado, no bairro lisboeta de Alfama, é constituída por fotografias, discos, cartazes, jornais, letras do seu repertório e até alguns objectos de uso pessoal como brincos, explicou à Lusa fonte da instituição.
Ofélia Pereira afirmou que a exposição para a qual cedeu "a maioria do espólio" apresentará alguns materiais inéditos sobre a fadista.
Além de "Tia Macheta", Berta Cardoso tornou-se célebre pela interpretação de "A Cruz de Guerra", "Fado Faia", "Feitiço", "Fado dos marinheiros", "Fado da azenha", "Rosa enjeitada", "Belos tempos" ou "Cinta vermelha".
"Foi uma fadista característica de Lisboa, única na sua forma interpretativa e que teve sempre fãs que corriam para a ouvir", disse o poeta José Luís Gordo, que a conheceu.
A última casa típica onde Berta Cardoso cantou e a cujo elenco pertenci a foi "O Poeta", uma casa de Lisboa entretanto desaparecida, disse Ofélia Pereira.
Em 1943 o jornal Canção do Sul anunciou que ia deixar de cantar pois ti nha terminado o curso de enfermeira-parteira e ia dedicar-se à nova profissão, o que nunca aconteceu.
Berta Cardoso só deixaria de cantar definitivamente em 1982.
Ofélia Pereira acompanhou a fadista nos seus últimos tempos e recordou à Lusa "o seu fino sentido de humor, inteligência, uma pessoa divertida, afável e generosa com os seus amigos".
A APAF inaugura com Berta Cardoso um ciclo denominado "Memórias de Fado " onde se procurará através de meios multimédia e pelo canto "evocar nomes incon tornáveis da canção de Lisboa desde fadistas a poetas, letristas ou músicos".
Berta Cardoso nasceu em Lisboa a 21 de Outubro de 1911, vindo a falecer no Barreiro a 12 de Julho de 1997.
Interpretou fados de João Linhares Barbosa, principalmente, e também de Armando Neves, Frederico de Brito, Gabriel de Oliveira, Amadeu do Vale, Luís da Silva Gouveia, Júlio de Sousa, João Nobre, Carlos Conde, Fernando Teles e Jorge Rosa.
Fonte: LUSA
Museu do Fado
Largo do Chafariz de Dentro, nº 1, Alfama, 1100-139 Lisboa.
Telf. 21 882 34 79
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António Manuel Teixeira
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Raquel Tavares Estreia-se em Disco

Raquel Tavares iniciou-se no fado aos 5 anos: depois de cantar “Tudo Isto é Fado” numa festa da escola diz à mãe “Quero mais desta música” e continua no «fado vadio». Mas aos 14 anos, depois de vencer a Grande Noite do Fado, zanga-se; com as pessoas, não com o fado. Contudo, o “bichinho” continua lá e aos 17 volta a cantar. Com 21 anos lança o seu disco homónimo.
A jovem fadista diz que quer mostrar o que é o fado para ela. Confrontada com a questão, não se compromete: cada pessoa interpreta-o de um modo diferente, é a tradição, a emoção, acabando por admitir no decurso da conversa com o hardmusica.com que é como um refúgio.
Educada no ambiente do fado; crescendo e aprendendo da experiência dos antigos como Fernando Maurício, Raquel Tavares menciona como suas principais referências Lucília do Carmo e Beatriz da Conceição, «porque o fado não é só Amália» afirma como quem deixa escapar a frustração quanto à falta de reconhecimento dos fadistas entre o público.
Defensora do fado tradicional, o fado da viola, da guitarra portuguesa e do baixo, diz que não há um novo fado, mas novas formas de o interpretar. Pelo contrário, a imagem “foge” da fadista tradicional, alega o hardmusica.com. Refuta. Que não. Que é tradicional. Tem as rendas. Tem o xaile. Apenas a gravata vermelha inova: introduz cor e fá-la destacar de entre o grande número de fadistas que existem. Fala com orgulho do visual criado à sua medida por Carlos Gonçalves.
Apesar da ausência de formação musical, considera-se afortunada por se fazer acompanhar por amigos que, conhecendo-a bem, tocam «para a emoção e não para a voz».
“Raquel Tavares” é o primeiro álbum fruto da proveitosa colaboração com o “padrinho” Jorge Fernando e o jovem Diogo Clemente; fica-se na expectativa do que o futuro reserva para a jovem fadista e os amantes do fado.
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Cascais enriquece património fotográfico
A Câmara Municipal de Cascais vai adquirir pelo valor de 69 mil euros a colecção fotográfica de “Foto César”, constituída por milhares de imagens que retratam a história do concelho de Cascais, dos últimos sessenta anos.
Este rico manancial da memória local passa a integral o Arquivo Histórico Municipal.
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António Manuel Teixeira
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Rescaldo do Algarve Summer Festival
Decorreu no passado fim de semana o Algarve Summer Festival, no Estádio Algarve.
Foram 2 dias, ou melhor duas tardes e noites de muita música.
O Hardmusica.com esteve presente e falou com algumas das milhares de pessoas que ali se deslocaram. A opinião geral foi bastante positiva, desde a escolha do cartaz, passando pelas condições do recinto (como se tratava de um estádio) "as instalações sanitárias eram de qualidade e sem filas", disse Marta Vicente que veio com um grupo de 8 amigos desde Vila Nova de Gaia até ao Algarve para o Festival.
Por sua vez Edson e Marilia, que vieram do Rio de Janeiro propositadamete para o Festival, disseram "Que bom que Portugal já tem Festivais com qualidade". "Nós temos amigos que já costumam vir ao vosso país e que dizem que os cartazes têm tido boa qualidade, mas nós não acreditavamos que fosse tão superior". "Ficamos fans e prometemos voltar." Afirmaram em tom de brincadeira que " a organização deve ser brasileira".
A nossa apreciação foi um pouco diferente. 
No primeiro dia, Melaine C que conquistou logo o publico ao apresentar-se em palco com a camisola da Selecção Nacional e a meio do concerto exibindo a nossa bandeira gritando "Portugal, Portugal, Portugal".
O público gostou e reagiu de forma muito positiva a estas acções da Ex Spice.
Para encerrar a noite veio James Blunt, que com as suas baladas acaba por deixar o público todo encantado e a "namorar". Foi um bom concerto, com um bom reportório e com muita interactividade com o público.
No final do Festival foi a confusão da saida, pois a GNR que deveria estar a ajudar a fluir o trânsito, só o criou mais confusão e mais dificuldade de escoamento.
Para quem optou pelos comboios especiais, que a produtora negociou com a CP, teve de estar mais de 1h à espera devido a supressão de um deles sem aviso prévio. Segundo o responsável do tráfego especial no local afirmou ao Hardmusica.com, "não é vantajoso para a CP fazer o comboio da uma da manhã, então decidi suprimi-lo", virando as costas e não dando mais justificações.
O segundo dia começa com "FF", o "rapaz dos Morangos com Açucar", como era ouvido pelo público que vibrava logo desde os primeiros acordes. Queremos referir que não eram apenas os mais novos que vibravam com as musicas dele, mas sim todos os presentes.
Já no final de tarde entram em palco os "Fat Freddy's Drop", uma banda que se apresentou pela primeira vez em Portugal. Os seus ritmos de Reggae foram canção a canção conquistando o público presente no estádio. Foi sem dúvida um bom espectáculo e uma boa escolha por parte da Música no Coração, a produtora do evento.
Para fechar com chave de ouro os "Black Eye Peas" fizeram vibrar o estádio que segundo as nossa contas estariam presentes mais de vinte mil pessoas.
A segunda edição do Algarve Summer Festival marcou pontos positivos.
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António Manuel Teixeira
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terça-feira, 20 de junho de 2006
Lisbon Village Festival inaugura amanhã
O Lisbon Village Festival (LVF) – um dos grandes eventos culturais do ano em Portugal, que inclui o primeiro festival internacional de cinema digital da Europa – arranca amanhã!
A cerimónia de inauguração está marcada para as 22h30, no Teatro S. Luiz e apresenta dois momentos inesquecíveis.
Convidada de honra da Cidade de Lisboa no âmbito desta primeira edição do LVF, a actriz norte-americana Mia Farrow será homenageada pelo Presidente da Câmara de Lisboa, o Professor Doutor Carmona Rodrigues, como Embaixadora da Boa Vontade da Unicef.
Quanto a filmes, será a curta-metragem “Um ano mais longo” o responsável por abrir este LVF.
Escrita por Tonino Guerra e realizada por Marco Martins, esta curta-metragem será exibida em ante-estreia mundial.
Com argumento que tem por base a cidade de Lisboa, “Um ano mais longo” é uma co-produção entre a Egeac e o Festival Sete Sois Sete Luas.
Antes do filme, será exibido um breve depoimento de Tonino Guerra sobre este trabalho.
De 21 a 25 de Junho, o Lisbon Village Festival vai estar no Cinema S. Jorge, Teatro S. Luiz, Teatro Maria Matos e em muitos outros locais da capital.
Cuidado! O Cinema anda à solta.
21/Junho, quarta-feira
- 11:00 - Visita de Mia Farrow ao Hospital Garcia da Horta em Almada, como embaixadora da Unicef (este hospital foi premiado pela Unicef como um dos seis melhores hospitais pediátricos do mundo)
- 15h30 -16h30 - Conferência de imprensa com Mia Farrow no Hotel Dom Pedro Lisboa.
- 22h - Cerimónia de abertura do Lisbon Village Festival no Teatro S. Luiz. O Presidente da CML Carmona Rodrigues homenageará Mia Farrow como embaixadora da Unicef. Depois, será apresentada a curta-metragem sobre Lisboa “Um ano mais longo”, realizada por Marco Martins com argumento de Tonino Guerra, seguida da exibição do filme. Nesta cerimónia, além de Mia Farrow, estarão presentes Randal Kleiser, Matt Cimber e Drena DeNiro. – entrada por convite
- 24h - Depois da cerimónia, a festa “Village Lounge” continua no Teatro S. Luiz - entrada por convite
22 /Junho, quinta-feira
- 11h – Cinema S. Jorge: exibição (em ante-estreia mundial) de “Red Riding Hood”, de Randal Kleiser (realizador de ‘Grease’ e ‘Lagoa Azul’, entre outros). Este filme é uma versão musical da história infantil “O Capuchinho Vermelho” e esta sessão será oferecida a crianças hospitalizadas, com a organização e colaboração da Fundação do Gil. Mia Farrow, Randal Kleiser e David Stump (director de fotografia) estarão presentes.
- 14h30 – Mostra de filmes japoneses seleccionados pelo Skip City International Digital Cinema Festival no Teatro S. Luiz, com a presença de Yuji Takizawa (Director do Skip City IDCF e jurado no LVF) e de Misa Kimura (Programadora do Skip City IDCF) – aberta ao público.
- 14h30 – Início da projecção dos filmes integrados nas competições de curtas e longas-metragens. Locais: Cinema S. Jorge, Teatro Maria Matos e Sala 4 dos Cinemas Lusomundo no Centro Comercial Vasco da Gama (horários distintos consoante as salas – consultar programa, sff) – aberta ao público
- 22h - Ante-estreia de “Volver” de Almodôvar no Cinema S. Jorge (Mia Farrow também estará presente). – entrada por convite.
- 24h – Festa Village Lounge – “Volver” na discoteca Lux-Frágil. – entrada por convite.
23 / Junho, sexta-feira
- 11h - Sessão “Red Riding Hood” oferecida a crianças da Casa Pia.
- 14h30 – Início da projecção dos filmes integrados nas competições de curtas e longas-metragens. Locais: Cinema S. Jorge, Teatro Maria Matos e Sala 4 dos Cinemas Lusomundo no Centro Comercial Vasco da Gama (horários distintos consoante as salas – consultar programa, sff) – aberta ao público.
- 15h – “Producers Lounge” no MM Café (bar do Teatro Maria Matos) – “mesa redonda” sobre cinema digital com a presença de produtores e nomes de relevo no panorama cinematográfico português – entrada por convite.
- 18h30 – “Get together” do Lisbon Village Festival: encontro entre a organização, realizadores, júri, convidados e todas as pessoas que, directa ou indirectamente, estão envolvidas no Lisbon Village Festival – local a anunciar
- 21h – Conferência de imprensa com Matt Cimber (realizador de “Miriam”) e Arianna Savalas (protagonista) no Cinema S. Jorge, seguida da ante-estreia mundial deste filme (que será exibido às 22h). – entrada por convite .
24 / Junho, sábado
- 11h – “Cinema Market Screening” - sessão “Red Riding Hood” para profissionais de cinema, na sala 4 dos Cinemas Lusomundo, no Centro Comercial Vasco da Gama. Este filme foi feito em 18 dias com um orçamento reduzidíssimo (2,5 milhões de dólares) e uma câmara digital topo de gama. Randal Kleiser e David Stump estarão presentes e ambos farão uma breve apresentação do filme, com explicações sobre o processo de rodagem e pós-produção, estando disponíveis também para responder a perguntas (dos profissionais de cinema e dos jornalistas).
- 14h30 – Início da projecção dos filmes integrados nas competições de curtas e longas-metragens. Locais: Cinema S. Jorge, Teatro Maria Matos e Sala 4 dos Cinemas Lusomundo no Centro Comercial Vasco da Gama (horários distintos consoante as salas – consultar programa, sff) – aberta ao público.
- 11h - Mostra de filmes espanhóis no Teatro Maria Matos. - aberta ao público.
- 22h - exibições especiais de “The War Within”, de Joseph Castelo e “One Last Thing”, de Alex Steyermark (protagonizado por Cynthia Nixon). – entrada por convite.
25 / Junho, domingo
- 14h30 – Início da projecção dos filmes integrados nas competições de curtas e longas-metragens. Locais: Cinema S. Jorge, Teatro Maria Matos e Sala 4 dos Cinemas Lusomundo no Centro Comercial Vasco da Gama (horários distintos consoante as salas – consultar programa, sff) – aberta ao público.
- 22h - Gala de encerramento e entrega de prémios no Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz (esta gala será produzida e transmitida pela RTP) – entrada por convite.
- 24h – Festa “Village Lounge”, de encerramento do festival, no Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz. - – entrada por convite.
26 / Junho, segunda-feira (extensão da programação)
- 19h – Exibição de “Bubble”, de Steve Soderbergh, no Cinema S. Jorge, seguida da exibição dos filmes premiados. – aberta ao público.
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"Uma Pequena Flauta Mágica" de 21 de Junho a 4 de Julho na Gulbenkian

Para além de toda a carga alegórica e simbólica que evoca claramente os ideais da Maçonaria - a que Mozart estará ligado nos últimos anos de vida - A Flauta Mágica (1791) é uma ópera que nos fala da vida e do amor, ambos constantemente postos à prova e sujeitando os seus personagens aos mais duros testes. Quem não possui força de vontade, virtude e perseverança, não atingirá a comunhão e a felicidade de uma vida iluminada pelo amor.
Nesta ópera a magia encontra-se ao serviço da Sabedoria e do Bem, isto é, a flauta que Tamino toca tem poderes sobrenaturais: encanta os bons, põe os maus a dançar e seduz os animais, auxiliando-o deste modo a concretizar os seus objectivos e afastando-o dos obstáculos. Para além de uma flauta e de um jogo de sinos mágicos, Tamino e Papagueno contam ainda com a protecção e a orientação sábia de três meninos, que os vão guiando e encorajando ao longo de todo o percurso. São esses três meninos que salvam Pamina no final, quando esta quer cometer o suicídio por julgar que Tamino já não a ama, e são também eles, que mais uma vez, impedem Papagueno, desesperado por não ter conseguido encontrar a sua Papaguena, de se matar. Enfim, na realidade as crianças salvam o destino de toda a história, são os seus verdadeiros heróis e quem sabe se Mozart e Shikaneder não pretenderam propositadamente chamar a atenção para a grandeza das crianças, alertando os adultos para a importância de prestar mais atenção à sua sabedoria e perspicácia. Toda a mensagem se reveste de um simbolismo ainda maior pelo facto desta versão ser especialmente concebida e dirigida para crianças: os nossos pequenos heróis e o nosso público.
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sábado, 17 de junho de 2006
Mariza actua ao vivo em Famalicão

A fadista Mariza actua no próximo dia 1 de Julho, pelas 22h00, no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Famalicão, num concerto único que promete ser inesquecível.
Inserido no âmbito das comemorações dos 801 anos da atribuição do Foral de D. Sancho I, o concerto de Mariza, em Famalicão, é o primeiro de uma mini digressão que a cantora vai efectuar, este Verão, pelo país.
Acompanhada pela sua formação habitual, constituída pelos músicos Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra acústica) Vasco de Sousa (baixo), António Barbosa (violino), Paulo Moreira (violoncelo), Ricardo Mateus (viola de arco) e João Pedro Ruela (percussão), a fadista irá apresentar em Famalicão temas do seu último álbum "Transparente" mas também temas anteriores que as pessoas gostam de a ouvir cantar.
Galardoada ainda recentemente com o Globo de Ouro para a Melhor Intérprete, e condecorada com a comenda da Ordem do Infante, pelo ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, Mariza afirma-se como uma das mais carismáticas embaixadoras da cultura nacional, referência incontornável e “imagem” do Portugal moderno.
Do seu último concerto em Clermont-Ferrand, no âmbito do "Europa Festival", a critica disse que "em Mariza o fado não é apenas tristeza nem lamento, é também festa e Primavera, quando as violas e as guitarras, no seu incessante borbulhar, resolvem subitamente trotar pelas ruas antigas de Lisboa. É aí que a cantora deixa vir à superfície o seu lado infantil e faceiro. E, quando a ouvimos falar, a pura descontracção transforma-se em sedução instantânea". A este propósito a cantora refere - como uma espécie de manifesto pessoas - que "se ser fadista é ser triste, então eu não sou fadista".
Nascida em Moçambique, na antiga província do Zambeze, saiu para Portugal com a família pouco depois da independência daquele país, em Junho de 1975. Tinha apenas três anos quando desembarcou em Lisboa, crescendo na Mouraria, onde ouviu cantar fado pela primeira vez.
Actualmente, Mariza (en)canta em português um pouco por todo o Mundo, não mais representando mas sempre seduzindo plateias com a sua original, enérgica e sentida entrega ao fado que a escolheu. Reconhecida internacionalmente, Mariza é uma fadista de corpo e alma, para quem o fado não é limitado, mas um desafio a ser tratado com todo o cuidado e dignidade.
Com uma carreira tão notável quanto recente - o primeiro disco, 'Fado em Mim', foi lançado há apenas cinco anos. O seu mais recente trabalho, "Transparente", tem produção de Jaques Morelenbaum, homenageia Fernando Maurício, Amália Rodrigues e Carlos do Carmo e inclui poemas de Florbela Espanca, Fernando Pessoa e Alexandre O'Neill. Dupla platina em Portugal, "Transparente", está editado em 35 países, tendo chegado ao Top10 em Espanha e Finlândia.
Preço de ingresso: 15 euros para a bancada e 20 euros para a plateia
Informações e Reservas:
Câmara Municipal de Famalicão (pelouro da Cultura): 252 320954
Internet: http://www.vilanovadefamalicao.org/
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