sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Diamanda Galás espectáculo único no CCB


CCB Grande Auditório.
Dia 21 de Novembro às 21h00.

Diamanda Galás soma já mais de 25 anos de carreira ao serviço da música.
Sem espartilhos - do jazz ao canto lírico, passando pelo blues e o rock de contornos góticos - Galás revelou-se uma das artistas mais completas e peculiares das últimas décadas.
Regressa a Lisboa para apresentar o espectáculo Guilty Guilty Guilty.

As capacidades performativas aliadas à portentosa voz de Diamanda Galás transformam as suas apresentações em palco numa experiência extra-sensorial.

É talvez por essa razão que alguns dos seus álbuns mais aclamados se apresentem em formato ao vivo. Plague Mass, Malediction & Prayer e os mais recentes La Serpenta Canta e Defixiones: Will and Testament, Orders from the Dead ajudaram a fazer chegar ao público que nunca teve o privilégio de ver um concerto seu a excelência da artista norte-americana.

Três anos após as últimas edições discográficas, Galás aventura-se por um repertório que apresenta, entre outros temas, versões de canções celebrizadas por Johnny Cash, Frank Sinatra e Edith Piaf.

Guilty Guilty Guilty é o nome desta nova experiência que não deixa de parte composições originais da artista, sempre vagueando entre trágicas canções de amor homicida e de morte.


Diamanda Galás aprendeu cedo a tocar piano clássico.

O gosto pela música levou-a a completar o curso de artes visuais e musicais na Universidade da Califórnia. Em 1979 estreou-se com o papel principal na ópera Un Jour Comme un Autre no Festival d'Avignon (França).

Três anos depois editava Litanies of Satan, o seu álbum de estreia e um exercício dramático no qual a sua amplitude vocal dava corpo à obra homónima de Charles Baudelaire.

Com uma consciência socio-política apurada, Galás aposta em obras polémicas, poéticas mas complexas e interventivas.

Compõe e canta em diversas línguas (latim, grego, arménio, castelhano, hebraico, francês e inglês) com influências vindas de áreas tão distintas quanto o jazz, a ópera e os blues.

Em Vena Cava vagueou entre exercícios de spoken word e cânticos a capella e em The Sporting Life, com a ajuda de John Paul Jones (Led Zeppelin) aproximou-se do universo pop/rock.

Editados em simultâneo no final de 2003, os álbuns duplos La Serpenta Canta e Defixiones: Will and Testament são os mais recentes registos discográficos de Galás, que se prepara para apresentar um novo disco em 2007.




INCUBADORA D'ARTES

A Incubadora d'Artes surgiu em 2004 pelas mãos de Tiago Angelino e António Cabrita.

Com a intenção de fortalecer o panorama cultural nacional, e dado que ambos têm formação musical, começaram a desenvolver trabalho nesta área, enquanto promotores de espectáculos e editores de conteúdos musicais.

Os dois primeiros anos de actividade revelaram-se extremamente produtivos, com concertos esgotados em algumas das melhores salas de espectáculos de Lisboa e Porto.

Do jazz ao rock, passando pelas denominadas músicas do mundo e também pela música electrónica, a Incubadora d'Artes trouxe a Portugal nomes tão sonantes quanto John Cale, Brad Mehldau, Ali Farka Touré, Jay-Jay Johanson, Dianne Reeves e Edu Lobo.

Além de nomes internacionalmente reconhecidos, a Incubadora d'Artes apostou em valores seguros da música portuguesa, apresentando ao vivo o álbum mais recente de Maria João e Mário Laginha e o arrojado projecto 3 Pianos, que levou Mário Laginha, Bernardo Sassetti e Pedro Burmester ao palco de um Centro Cultural de Belém completamente esgotado.

Fora dos palcos, a Incubadora d'Artes apostou forte na edição de um dos mais aclamados álbuns de jazz nacional de 2004: Pictures, de António Cabrita Quintet.

Por todas estas razões, torna-se quase desnecessário dizer que a qualidade é e vai continuar obviamente a ser um dos valores que norteiam as actividades da Incubadora d'Artes.

O terceiro ano de actividades contou já com as apresentações ao vivo de Brad Mehldau Trio, Dianne Reeves, Lizz Wright e a presença nos programas do Africa Festival - com Eyuphuro, Stella Chiweshe e Cheikh Lô - e da Festa do Avante - com Taraf de Haidouks. Seguem-se nova reunião em palco dos 3 Pianos (Bernardo Sassetti, Pedro Burmester e Mário Laginha) e os concertos de Diamanda Galás e do septeto de Richard Galliano.

Sem comentários: