terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Teatro Utupia apresenta Renaissance


Um elenco composto unicamente por actrizes e um enredo que explora o universo feminino: são estas as traves-mestras da mais recente produção da Utopia Teatro, intitulada “Renaissance”. O espectáculo resulta de um texto original de Nuno Vicente, que assegura também a encenação, contando para o efeito com um conjunto de 6 actrizes.

Em “Renaissance”, Verónica, Violeta e Amparo são três investigadoras universitárias que publicam um estudo intitulado “O Renascimento Português no Feminino em Sintra”. O sucesso editorial é ensombrado pela morte, no Iraque, de André Magalhães: filho de Violeta e marido de Verónica. Ângela, Augusta e Bernarda são três actrizes em rápida ascensão que são contratadas para interpretar Luísa Sigeia, Paula Vicente e a Infanta D. Maria numa polémica adaptação ao teatro – com elevada viabilidade económica assegurada por um estudo de mercado – do estudo das investigadoras, projecto que é recebido com frontal oposição por Violeta. O choque entre as seis mulheres é inevitável. O choque entre séc. XVI e séc. XXI é inevitável. Sucedem-se as confissões e as revelações, até ao clímax num karaoke-bar para lésbicas da noite lisboeta, na noite após a estreia do espectáculo.

Segundo Nuno Vicente, "este é drama intimista, um espectáculo visualmente expressionista com personagens em registo naturalista, procurando um efeito patético. É um espectáculo feminista sobre maldades, mentiras, fealdade e redenção, que põe em diálogo seis mulheres, duas épocas, dois planos, duas interpretações.”

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Renaissance

Estreia dia 16 de Fevereiro!

Verónica, Violeta e Amparo são três investigadoras universitárias que apresentam, numa concorrida vernissage, os resultados do seu estudo “O Renascimento Português no Feminino em Sintra”. O sucesso editorial é ensombrado pela morte, no Iraque, de André Magalhães: filho de Violeta e marido de Verónica.

Renaissance - Cartaz

Ângela, Augusta e Bernarda são três actrizes em rápida ascensão que são contratadas para interpretar Luísa Sigeia, Paula Vicente e a Infanta D. Maria numa polémica adaptação ao teatro – com elevada viabilidade económica assegurada por um estudo de mercado – do estudo das investigadoras, projecto que é recebido com frontal oposição por Violeta.

O choque entre as seis mulheres é inevitável. O choque entre séc. XVI e séc. XXI é inevitável. Sucedem-se as confissões e as revelações, até ao clímax num karaoke-bar para lésbicas da noite lisboeta, na noite após a estreia do espectáculo.

Mas resta ainda conhecer o paradeiro do corpo de André Magalhães...

Renaissance é:
Um espectáculo visualmente expressionista com personagens em registo naturalista, procurando umefeito patético; de arquitectura renascentista com nuances simbolistas e espírito rococó; construção de personagem à Stanislavsky e desenho de luzes à Bob Wilson. Um espectáculo feminista-demodée sobre maldades, mentiras, fealdade e redenção. Um espectáculo que põe em diálogo seis mulheres, duas épocas, dois planos, duas interpretações.

Joga-se ora o século XVI ora o XXI.
Joga-se a transposição para teatro comercial de uma investigação histórica académica.
Joga-se a vivência de seis mulheres no espaço de um teatro em luta pela suposta verdade de três personagens.
Joga-se a experiência absurda de um morto no Iraque a ladear três outros fantasmas históricos.

Se já está confundido... bem vindo à nossa Era Híbrida, bem vindo a Renaissance!

De 16 de Fevereiro a 18 de Março - Sextas, sábados e domingos às 22h00

Casa de Teatro de Sintra (Rua Veiga da Cunha, nº 20, 2710-627 Sintra)

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